InauguraçÃo do lar de idosos augusto césar ferreira cabido – ribeira grande



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INAUGURAÇÃO DO LAR PARA CRIANÇAS E JOVENS DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DA MAIA
Maia, 10 de Janeiro de 2003

Intervenção do presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César
Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Maia

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ribeira Grande

Senhor Director Regional da Solidariedade e Segurança Social

Senhor Presidente da Junta de Freguesia



Técnicos e colaboradores da Instituição
O lar de jovens da Santa Casa da Misericórdia da Maia surge na sequência do encerramento do Lar Bernardo da Silveira Estrela, na Ribeira Grande, pelo facto da Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social, através do Instituto de Acção social, ter procedido a uma rigorosa avaliação relativa ao funcionamento daquele lar, na sua vertente de condições físicas e do seu funcionamento. Tendo-se concluído que a qualidade do serviço daquele lar não eram as melhores, quer no que se referia às instalações quer ao programa pedagógico prestado naquela valência, e atendendo à dificuldade a curto prazo de solucionar o problema, o Conselho de Administração entendeu comunicar à Direcção da Instituição que optaria por encerrar o mesmo.
Nessa circunstância, o Instituto de Acção Social, procurou uma solução alternativa, que viabilizasse, a curto prazo, um novo espaço para os seus residentes, a qual foi proporcionada através da imprescindível e empenhada colaboração da Santa Casa da Misericórdia da Maia, que disponibilizou este espaço, sua propriedade, no qual foi possível por a funcionar este novo lar, que substitui, assim, o lar Bernardo da Silveira Estrela. Esta solução contou com a concordância dos seus utentes que viram nesta solução uma melhoria das suas condições de vida e acolhimento.
Do total de utentes do lar encerrado, 4 crianças (4 irmãos) foram integrados neste pequeno lar, os quais são naturais e residentes da freguesia da Maia; 2 foram reintegrados na família de origem e 2 integrados num centro de acolhimento da Kairós. Os técnicos do IAS estão a acompanhar de perto o processo de reintegração destas crianças e jovens os quais foram encaminhados para as respostas mais adequadas em cada caso.
Tal medida é já o resultado de um empenho muito especial do Governo, que, através dos seus serviços competentes e, no âmbito das suas atribuições de tutela as Instituições Particulares de Solidariedade Social, tem estado a acompanhar de forma permanente e sistemática o funcionamento dos lares para crianças e jovens. No âmbito das Divisões de Acção Social de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo estão a ser criadas equipas técnicas específicas para essa tarefa.
Estamos a desenvolver um trabalho no sentido de evitar que aconteça nos Açores situações que se assemelhem a outras que têm acontecido em instituições no continente, das quais a comunicação social tem dado abundante realce nos últimos tempos.
A acção do Governo Regional no que se refere à sua política no âmbito da protecção das crianças e jovens em risco tem sido desenvolvida em cinco grandes eixos:


  1. Construção e/ou criação de novos equipamentos, dotando todas as ilhas de pelo menos um centro de acolhimento ou de um lar. (Santa Maria, Graciosa, S. Jorge, Pico e Flores)




  1. Remodelação das estruturas existentes substituindo-as por equipamentos com características de acolhimento familiar, abandonando ou reformulando a tradição dos grandes lares com características de internato, transformando-as em unidades com um máximo de 10/12 utentes, em que se proporciona uma educação mais personalizada, a qual, possibilita melhores resultados e melhores condições de bem estar e de desenvolvimento pessoal. (Casa de Trabalho e Juventude Feminina do Nordeste; em Ponta Delgada - Internato Feminino da Mãe de Deus; na Terceira – Centro Juvenil; no Faial – internato feminino da Casa da Infância da Horta)




  1. Criação de equipas que acompanhem de forma sistemática o funcionamento dos lares e centros de emergência no sentido de fiscalizar e garantir a qualidade do seu funcionamento;




  1. Dotação dos quadros de pessoal dessas valências de pessoal técnico especializado, nomeadamente, de psicólogos e assistentes sociais;




  1. E, a criação dos mecanismos que garantam processos rápidos em matéria de adopção – a solução mais desejável quando não é possível garantir as adequadas condições de regresso das crianças às famílias biológicas.

Estamos, assim, a construir respostas modernas, que apontam na inserção ou na reinserção, masque envolvem um trabalho contínuo, sempre inacabado e sempre carenciado da solidariedade das pessoas e das instituições particulares, para além, naturalmente, do governo.


Continuamos a contar convosco e com o vosso empenhado trabalho. Muito obrigado.





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