História e ensino é o etma que vou desenvolver nesta aula, mais precisamente o ofício didático-pedagógico o trabalho com uma



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AS CRIANÇAS, OS JOVENS E A HISTÓRIA

AUTORIA: GRINAURA MEDEIROS DE MORAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Endereço Eletrônico: grinauraufrn@yahoo.com.br


Palavras-chave: Ensino de História Historiografia e Metodologia de Ensino Ensino Médio e Vestibular

O artigo se propõe a uma reflexão acerca de História e Ensino: problemáticas e possibilidades, limites e superações. É resultado de uma pesquisa realizada ao longo da minha experiência enquanto professora da disciplina Ensino de Historio no Ensino Fundamental no Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Centro de Ensino Superior do Seridó – Campus de Caicó. A pesquisa teve início com as primeiras inquietações sobre a temática quando atuava no antigo Segundo Grau enquanto professora de História. Teve sua continuidade com as reflexões e pesquisas realizadas em um curso de Especialização e no Mestrado, oportunidade em que pesquisei e escrevi sobre o ensino de História no II Grau. As discussões realizadas no momento atual têm como foco a disciplina história no ensino médio e suas repercussões no processo seletivo do vestibular.

O tema que vou desenvolver nesta reflexão procura relacionar o saber historiográfico ao saber didático-pedagógico do professor no trabalho escolar. A disciplina história encontra-se em franca expansão enquanto conjunto de conhecimento que vem ganhando importância entre os atores sociais da escola, embora a ela já tenha sido reservado um lugar inexpressível às franjas do currículo escolar, excepcionalmente no modelo de educação tecnicista (Brasil – 1964/1985 - período da ditadura militar) cerceador do pensamento livre e da proliferação dos ideais democráticos.

Na dissertação de mestrado defendida em 1997, interroguei alunos do ensino médio sobre o que a história representava e pude constatar o desprezo que tinham pela disciplina: um conhecimento “tolo”, sem valia. Ainda guardavam o pensamento tecnicista/instrumental posto em prática na época do regime militar. Eram as ciências de cunho experimental e exato que tinham valor. Disciplinas como História e Geografia perderam identidade naquele contexto. Qualquer professor, com qualquer formação podia (ou pode?) dissimular um ensino e uma aprendizagem de história. Não era só a didática ou a pedagogia que apresentava caráter tecnicista na década de 70; a história era positivista, decorativa, uma vitrine de heróis, a geografia era uma amostra de nomes de rios e uma exibição de países e capitais. Apesar de tudo, a história é um eixo de permanência nos currículos. Hoje existe uma pretensa afeição pela ciência, pelo menos nas academias. Isso modifica o pensamento e a representação que se tem da mesma porque estar-se a explorar a área e de certa forma, fomentando-se o interesse por ela.

Esta reflexão está organizada em dois eixos: o primeiro diz respeito á discussão levantada pela historiografia e aponta para a reflexão sobre como imaginamos que seja a história para os outros. O outro eixo diz respeito ao trabalho didático-pedagógico da disciplina em cujas mãos encontram-se a responsabilidade de saber história e de fazer a transposição didática da mesma para os alunos. O professor de história deve inexoravelmente dominar a área específica e os saberes ancorados na psicologia da aprendizagem e em outras ciências afins.

A articulação entre os saberes acadêmicos e os saberes da escola, traduzidos como disciplinas escolares e disciplinas acadêmicas é uma articulação complexa que exige uma reflexão relacional entre o que se produz enquanto conhecimento histórico acadêmico e o que é transmitido, ensinado, incorporado pela escola, embora estes derivem e se organizem em função daqueles. Dar aula é uma ação complexa que exige o domínio de vários saberes característicos e heterogêneos, ensinar é uma tarefa complexa porque assim são os humanos.

O professor deve ter o domínio dos processos, ritmos, variantes e tempos de aprendizagem, a forma como cada um elabora o conhecimento, armazenando-o e tornando-o apresentável de forma significativa. Como ensinar a uma criança de oito anos o que é o tempo, a sociedade, a cultura, enfim, outras categorias históricas indispensáveis para o conhecimento da ciência histórica? Interrogadas sobre o conceito de tempo, crianças nesta faixa etária emitiram suas opiniões evocando que: o tempo é a hora chegada para ganhar um presente, a hora de ir para a escola, a chegada do dia do aniversário. Manifesta-se assim a sua atenção aos interesses particulares atrelados ao tempo presente dos seus desejos e sonhos, distante do interesse por uma compreensão do tempo enquanto categoria histórica associada a uma cronologia.

É importante que se iniciem temas históricos e conteúdos de aulas por um problema situado no tempo presente buscando a partir daí as respostas para as indagações feitas. Este enunciado de prova aplicado junto a alunos em formação para serem futuros professores evidencia a questão que vem sendo discutida: Na Escola Municipal Antônia Medeiros, os professores vêm modificando a forma de ensinar história. Em uma das aulas, a professora Itamara pediu para que os alunos procurassem fotos antigas da família e as levassem para a sala de aula no dia seguinte. No outro dia, a mãe de um aluno, D. Thaisia chegou à escola em protesto dizendo que aquilo não era história e que a professora devia ensinar as datas comemorativas e os feitos dos heróis nacionais. Diante da situação, quais argumentos a professora utilizaria para explicar à mãe sobre o valor da atividade e a nova forma de ensinar história?

As questões que se seguem foram retiradas de provas do processo seletivo de exames vestibulares da Universidade Federal do Rio Grande do Norte nos anos de 2009 e 2010:


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