História do Bairro do Carmo



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História do Bairro do Carmo

O CARMO: ASPECTOS PSICO-SÓCIO-HISTÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS BRASILEIRAS AFRODESCENDENTES

Elaine Pedreira Rabinovich[1]

Este é um estudo de campo que pretende resgatar aspectos da história da inserção dos afro descendentes no território brasileiro buscando esclarecer como foi composta o que pode ser denominado "identidade brasileira" e/ou brasilidade. Tal objetivo, no presente estudo, foi realizado recolhendo-se histórias de vida de moradores do quilombo do Carmo, em que foi focalizado, preferencialmente, o alado como foram coladas três gerações de afro descendentes.


Ele se insere em um programa de pesquisas e de estudos que, partindo do estudo de moradias, mais precisamente, do modo de morar - visto como locus do desenvolvimento infantil - abriu-se para a questão da constituição histórica brasileira.
A vertente histórica emergiu devido ao espaço humano ser um produto social e uma resposta construída no tempo a demandas de produção e reprodução humanas. O indivíduo está inserido dentro desta meritória coletiva, onde ele escreve as suas próprias memórias. A memória pessoal é também social, familiar e grupal (BOSI, 1995).
A partir desses estudos, que focalizaram concomitantemente o desenvolvimento infantil e urde ele ocorre, psicologia e história puderam ser vistas como dois pontos de vistas de um mesmo fenômeno. Tanto o fato de o desenvolvimento necessariamente se dar no tempo implica em uma dimensão temporal que, por sua vez, caracteriza a história, quanto, por privilegiarmos o modo de criar ligado à moradia, observamos a ação educativa intergeracional ancorada nos modos materiais de sua transmissão, manutenção e transformação, ou seja, no contexto do desenvolvimento.
Por se conceber o desenvolvimento infantil como o processo e o modo de a criança apropriar-se de sua cultura, o conhecimento do contexto sociocultural é um dos passos para o conhecimento dos processos de desenvolvimento infantil. Contextos e processos de desenvolvimento são interdependentes, sendo que o contexto pode ser considerado um organizador do desenvolvimento (Bastos et al., 2002).
O ambiente, nesses estudos, foi visto como tendo uma característica ativa, anímica, sendo um pólo de interações, não apenas servindo como contraponto para ações engendradas por atitudes sociais. Haveria na moradia uma acumulação de memórias, ao mesmo tempo pessoal e subjetiva, coletiva e objetiva, fazendo parte do contexto tanto os produtos quanto os processos interativos e constitutivos da identificação que os conduziu a eles.
Na base destas reflexões, há duas suposições básicas: uma, refere-se à hipótese isomórfica, ou seja, a de que haveria uma equivalência entre o exterior e o interior, entre os produtos e os processos que os engendraram, entre o "fora'" e o "dentro"; a outra hipótese estabelece que haveria urda linguagem pré-verbal incorporada e corporificada, ou seja, especializada, tecida a partir de relações tempo-espaciais do que podemos denominar como rotinas. Estas rotinas seriam práticas-simbólicas ancoradas em situações-objetos. Enquanto a primeira hipótese estabelece a possibilidade da leitura do interior a partir do exterior e vice-versa, a segunda hipótese aponta para o modo como este código é criado. Esta leitura funda-se em uma recusa ao dualismo sem se comprometer com uma visão psicologizante, subjetivista, ou com uma visão objetivante.
Este conjunto de hipóteses sustentou as suposições de que : a subjetividade expressa-se no contexto sócio-ambiental; que, uma vez expressa, é incorporada pelo Outro; que a identidade é construída através de processos identificatórios contextualmente dados que a psicologia deveria procurar descrever e analisar estes contextos. Em resumo: que o estudo do meio poderia fornecer indicadores para compreender processos básicos psicológicos e específicos relacionados à construção da identidade.
O estudo do contexto do desenvolvimento inscreve-se em uma tentativa de conter o viés etnocêntrico através da compreensão dos "termos" em que este ocorre e decorre. Decorrentemente, deslocamos o estudo do desenvolvimento infantil para o estudo sócio-ecológico proximal: o estudo da moradia - na hipótese de que estes '"temas" podem fornecer as dimensões a partir de onde são construídas as identidades, atualizando o desenvolvimento de uma criança-real entre as várias "possíveis".
Deste modo, a constituição do povo brasileiro emergiu como um problema teórico e explicativo, donde selecionamos um quilombo para um estudo do que poderia ser atribuído à herança africana no modo de ser brasileiro conforme transmitido familiarmente.



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