HarmonizaçÃo e visualizaçÃo criativa: uma proposta para a educaçÃo do ser integral



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HARMONIZAÇÃO E VISUALIZAÇÃO CRIATIVA: UMA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO DO SER INTEGRAL
Elizangela Lima do Nascimento (UFC) - angellisflor@yahoo.com.br

Kelma Socorro Lopes de Matos (UFC) kelmatos@uol.com.br

RESUMO
Neste artigo trazemos experiências de pesquisa e ações formativas realizadas junto a educadores e jovens sobre o uso da harmonização e da visualização criativa em sala de aula. As observações são fruto de ações individuais e em parceria com o Grupo de Pesquisa Cultura de Paz, Juventudes e Docentes (UFC/CNPq). Em nossos estudos identificamos que o uso da técnica aparece como recurso terapêutico e favorece a concentração, a tranquilidade e a educação emocional de crianças, jovens e educadores. Tecemos reflexões a partir dos novos paradigmas em ciência, trazendo contribuições de Weill (1993) para compreensão da inteireza e da visão holística necessária à educação do Ser Integral.


Palavras Chave: Harmonização, Inteireza, Educação.

Nossos ancestrais acreditavam em seres luminosos1, que falavam do sagrado e do respeito para com a terra e todos os seres. Com o passar do tempo, muito da sabedoria dos povos antigos se perdeu. A desconexão com a natureza, a dissociação entre sentimento e razão, corpo e espírito (YUS, 2002), propiciadas pelo modelo de vida que adotamos, transformou-nos cada vez mais em seres distanciados de nossa essência espiritual. As ciências privilegiaram o racional e as ciências positivas em detrimento das outras dimensões que compõem o Ser, sua subjetividade, sua emoção e sua espiritualidade.

Na modernidade, observamos o surgimento de novos paradigmas, correntes epistemológicas que dialogam com antigos saberes e propõem uma nova ótica para compreender o ser humano, a ciência e as relações estabelecidas no cotidiano. No atual momento, atravessamos um período que muitos autores tem nomeado de transição paradigmática, que representa o ‘fim de um ciclo de hegemonia de uma certa ordem científica’ (SANTOS, 2009).

Enfrentamos uma ‘crise de valores, das orientações éticas, políticas, econômicas e culturais. Não se trata de uma crise setorial que envolve alguns segmentos, mas é ampla, tratando-se de uma crise de paradigma’ (FIGUEIREDO, 1999. p. 29). ‘É uma crise planetária, e que abrange aspectos os mais diversos, entre eles a sensação incômoda, e de certo modo frustrante de que o progresso científico e tecnológico não trouxe as conquistas esperadas no terreno da vida individual e coletiva’ (TAVARES, 1998. p 14). A visão mecanicista, fragmentada dá lugar a uma nova ótica que prioriza a interação entre os saberes, denotando suas possibilidades e fragilidades, no sentido que se insurge a partir do caminhar, do percurso proposto, ou como no sugere Morin et all (2007), em seu método para compreender a complexidade, não há ainda uma forma específica mas um caminho que se faz na travessia e na ‘possibilidade de encontrar detalhes da vida concreta e individual, fraturada, dissolvida no mundo’( p 23). Consideramos que essa definição se encaixa perfeitamente na atualidade. Moraes (2004), define paradigma como a maneira como pensamos, a forma como usamos a lógica que rege nosso discurso, pensamentos, ações. ‘Do ponto de vista cientifico é uma estrutura de racionalidade compartilhada por uma comunidade científica’ (p 19). Nos paradigmas emergentes tanto a observação dos fatos, a interação com os valores dominantes, as crenças, são fatores que influenciam a interpretação dos fenômenos, contrapondo-se a uma visão reducionista e fragmentada da realidade. (MORAES, 2004). A partir da concepção quântica novos olhares surgiram:


A concepção newtoniana dos átomos como partículas sólidas e móveis, segundo as leis deterministas da mecânica clássica, também não resisitiu às descobertas da física quântica de Bohr. Estudando o átomo de hidrogênio, constatou que a órbita do elétron não podia ser determinada com precisão [...] A própria situação de observação alterava imprevisivelmente a posição e a velocidade das partículas subatatômicas [...] No universo quântico, os fenômenos são probabilisticos, não podendo estabelecer neles uma reação determinista de causalidade. Desmorona-se, assim, o ideal de objetividade científica tão acalentado pelo paradigma mecanicista (p 34)

A partir dessas descobertas ‘Bohr concluiu que o universo é uma totalidade indivisa, em holomovimento’ (CARDOSO, 1995. P 34). A visão holográfica determina que a parte está no todo e o todo em cada parte. Essa ótica foi agregada aos novos paradigmas. O todo está em cada uma das partes e ao mesmo tempo, o todo é qualitativamente diferente do que a soma das partes (CARDOSO, 1995). A partir dessa visão, as partes se inter-relacionam e, fundamentadas na física quântica, contrapõem-se à visão ‘newtoniano-cartesiana de um universo fragmentado, característica de um paradigma substancialista e mecanicista’ (WEILL, 1993. P 8).

Compreendendo a realidade como um holograma, o todo e as partes formam um binômio inseparável. Trata-se de uma nova percepção das coisas, que ‘busca restituir a unidade ao conhecimento, com o objetivo de atingir a sabedoria e a plena consciência. Essa visão completa diversas correntes de pensamento, para Weill (1993), essa nova percepção também pode ser compreendida como visão holística. Os conceitos da quântica são recentes e nos convidam a reflexões profundas em todas as áreas. Contudo, como dissemos, esses saberes se relacionam profundamente a conhecimentos existentes. Se nos detivermos à visão holística, veremos com Weill (1990; 1993) que a percepção do Ser em sua inteireza não é algo recente.


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