Guia do Estudante – Aventuras na História



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Guia do Estudante – Aventuras na História
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http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/humanos-criados-como-animais-coracao-selvagem-434572.shtml



Humanos criados como animais: Coração selvagem


Isolados na floresta, abandonados pela família ou adotados por animais: conheça os incríveis casos de crianças que cresceram longe de outros seres humanos e, depois, tiveram que se reintegrar à sociedade.


Flávia Ribeiro | 01/02/2006 00h00

De acordo com a lenda, os gêmeos Rômulo e Remo, filhos de uma mortal com o deus Marte, foram abandonados em um cesto no rio Tibre. Ainda bebês, tinham pouquíssimas chances de sobreviver. Mas uma loba os resgatou, protegeu e amamentou, permitindo que crescessem saudáveis e fundassem a cidade de Roma em 753 a.C. Sem dúvida, um final feliz. Na vida real, entretanto, crianças criadas longe do convívio humano nunca fundaram cidades. Esses meninos e meninas, encontrados em florestas, estradas ou campos, andam de quatro e nus – no máximo, vestidos com trapos. Em vez de falar, grunhem. Na hora de comer, gostam de carne crua, frutas e raízes silvestres. E, mais do que tudo, intrigam profundamente os estudiosos.

O primeiro registro de uma criança selvagem data de 1344: um menino-lobo achado na região de Hesse, na Alemanha, citado pelo filósofo francês Jean-Jacques Rousseau no Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens. Mas o fenômeno tem ocorrências recentes. Um exemplo é o russo Andrei Tolstyk, abandonado aos 3 meses e criado por cães. Foi descoberto numa parte remota da Sibéria em 2004, aos 7 anos, andando de quatro, latindo e cheirando tudo o que via.

Cada caso novo de criança selvagem bota um pedaço de lenha na fogueira de uma das mais persistentes questões da ciência: existe uma natureza humana? “O homem não nasce humano. Ele possui, sim, a capacidade de tornar-se humano. Aprender a falar uma língua, por exemplo, é uma exclusividade humana que só se realiza com o contato com outros que falem”, diz Luci Banks-Leite, professora de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Nem mesmo a postura bípede se desenvolve se alguém não der a mão antes.” Nas histórias de vida dessas crianças, dois fatores saltam logo aos olhos: primeiro, sua impressionante capacidade de sobreviver nas condições mais adversas: enfrentando frio, calor e, muitas vezes, o ataque de animais. Depois, o árduo caminho que percorrem ao ser educadas para que saiam da condição de selvagens e se tornem “civilizadas”. O isolamento, entretanto, costuma deixar marcas profundas em todas elas. “Algumas perdas são irreversíveis”, diz Luci.

Diferentemente de algumas histórias semelhantes que parecem ser lendas ou invenções de charlatães, o caso de Victor é bem documentado. O mesmo ocorre com o alemão Kaspar Hauser e a indiana Kamala de Midnapore. Juntos, representam os três principais tipos de criança selvagem: a que viveu isolada de outros seres humanos, a que foi adotada por animais e a que permaneceu confinada.




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