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A CONTRIBUIÇÃO DO CONTO NA FORMAÇÃO DO LEITOR INFANTO-JUVENIL



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A CONTRIBUIÇÃO DO CONTO NA FORMAÇÃO DO LEITOR INFANTO-JUVENIL
Izabel Cristina da Costa Bezerra Oliveira*
Os contos de fadas são ímpares, não só como uma forma de literatura, mas como obras de arte inteligentemente compreensíveis para a criança, como nenhuma outra forma o é. Como sucede com toda grande arte, o significado mais profundo do conto de fadas será diferente para cada pessoa, e diferente para a mesma pessoa em vários momentos de sua vida. A criança extrairá significados do mesmo conto de fadas, dependendo dos seus interesses e necessidades do momento. Tendo oportunidade, voltará ao mesmo conto quando estiver pronta a ampliar os velhos significados ou substituí-los por novos.

Bruno Bentelheim


É sabido que um número significativo de escolas tem dado importância aos estudos literários a partir da Educação Básica. Dissemos, pois, que boa parte de nossas escolas trabalham com a literatura nas séries iniciais de ensino? E por que não todas as escolas? Sem dúvida, seria maravilhoso afirmarmos: ‘todas as escolas brasileiras, da rede pública e privada, priorizam o ensino literário a partir das séries iniciais’. No entanto, não podemos fazer essa afirmação. Todavia, enquanto educadores, devemos colocar em prática e propagar as idéias do estudioso Augusto Cury, quando com muita precisão, nos afirma:
Educar é contar histórias. Contar histórias é transformar a vida na brincadeira mais séria da sociedade. A vida tem perdas e problemas, mas deve ser vivida com otimismo, esperança e alegria. Pais e professores devem dançar a valsa da vida como contadores de histórias. (...) Os pais precisam ensinar a seus filhos, criando histórias. Os professores precisam contar histórias para ensinar as matérias com o tempero da alegria e, às vezes, das lágrimas. Muitos pais e professores são dotados de grande cultura acadêmica, mas são engessados, rígidos, formais. Nem eles se suportam. Há pessoas que não são capazes de contar histórias? Não creio. Dentro de cada ser humano, mesmo dos mais formais, há um palhaço que quer respirar, brincar e relaxar. Deixe-o viver. Surpreenda os jovens. Nossos filhos precisam de uma educação séria, mas também agradável. Abra um sorriso, abrace os jovens, conte-lhes histórias. (CURY, 2003, pp.132-133)
Podemos comemorar e saudar as escolas que, na prática, oferecem ao alunado o contato com o mundo maravilhoso da literatura. Evidentemente, cabe mencionar que o número maior de professores que trabalham com a literatura ainda está na rede privada. A rede pública de ensino parece não ter despertado totalmente para essa importância.

Em nosso estudo, refletiremos sobre algumas questões que nos darão o perfil do professor e do aluno envolvidos no ensino de literatura, como:


01. O plano de aula do professor atende às necessidades dos alunos?

02. Há motivação nas aulas, visando o interesse dos alunos pela literatura?

03. Como têm se comportado os alunos em relação às obras sugeridas para leitura?

04. Após a leitura da obra indicada, o aluno faz algum trabalho? Qual(is)?

05. Os alunos demonstram interesse para ler outras obras?

06. A escola dispõe de uma boa biblioteca?

07. Quantos livros em média os alunos costumam ler?

08. As aulas de literatura são dadas separadamente das aulas de gramática?

09. O professor que ministra as aulas de literatura também ministra as aulas de gramática?

10. O professor costuma solicitar a leitura dos clássicos de literatura?


As dez questões mencionadas acima fazem parte do projeto de pesquisa que desenvolvi em escolas das redes privada e pública, nas cidades de Natal (2003) e Mossoró/RN (2004). As escolas objeto de pesquisa foram: na rede pública, Escola Estadual Gov. Walfredo Gurgel (Natal) e Escola Estadual Gov. Jerônimo Rosado (Mossoró); na rede privada, Complexo Educacional Contemporâneo (Natal) e Colégio Geo (Mossoró). Nossa pesquisa investigou a importância da motivação dos estudos literários nas séries iniciais de ensino por compreender que a criança deve ser despertada desde cedo para lidar com a literatura.

Desse modo, o presente trabalho tem o objetivo de fazer uma reflexão sobre a importância do estudo do conto nas séries iniciais e no ensino fundamental, observando, sobretudo, a contribuição desse gênero literário na formação do leitor infanto-juvenil. Para tal propósito, consideramos em nossa reflexão o pensamento de Regina Zilberman, Jean-Marie Gillig, Patrícia Couto Gimael e Olga Guimarães Germano.

Primeiramente, faz-se necessário refletir sobre as questões acima mencionadas para tomarmos uma posição a respeito de como estão sendo ministradas as aulas de literatura. O plano de aula apresentado por algumas escolas ainda é insatisfatório, pois não atende as necessidades dos alunos porque se encontra desatualizado e não há relação entre os conteúdos citados com as práticas metodológicas aplicadas pelo professor.

Com raríssima exceção, vimos o registro de uma aula que revelou coerência entre o conteúdo e a prática adotada pelo professor. Nas escolas privadas, os alunos são estimulados para fazer as leituras solicitadas, ao passo que nas escolas públicas, segundo os alunos, os professores apenas citam os livros que a turma deve ler, não havendo, portanto, qualquer manifestação de incentivo para o processo de leitura.

Um dos aspectos que muito nos chamou a atenção foi a resposta que os alunos deram sobre a realização de trabalhos após a leitura da obra indicada. É lastimável saber, apenas em uma das escolas, o professor realizou um trabalho sobre o livro lido. Sem dúvida, nos perguntamos: Como pode haver interesse da parte do aluno pelos estudos literários se nem mesmo os professores não demonstram a devida importância para a literatura como um todo? E ainda perguntamos, por que há tanta rejeição dos alunos pelo ensino de literatura?

Em todas as escolas pesquisadas, os alunos demonstraram pouquíssimo interesse e/ou nenhuma vontade para ler obras literárias e o mais surpreendente e contraditório de tudo é todos terem respondido que há uma boa biblioteca na escola onde estuda. Nesse sentido, há muitos pontos aqui elencados carecendo reflexão de todos nós educadores, dentre eles, reflitamos urgente: por que os alunos entrevistados foram unânimes em afirmar que não gostaram dos livros sugeridos para leitura? Os alunos da rede privada lêem quatro livros numa média anual e isso só ocorre porque as escolas obrigam a leitura, já os da rede pública, lêem no máximo dois livros por ano.

Os descompassos entre as duas redes passam por alguns fatores de ordem estrutural das escolas, dentre os quais, citamos a importância do trabalho em equipe, como por exemplo, a pedagógica, que deve contribuir para que o professor realize um bom trabalho e diversifique suas aulas. No entanto, esse trabalho de equipe quase não é colocado em prática na rede pública de ensino. Um atraso grande ainda ocorre em algumas escolas quando a grade curricular não destina carga horária separada para as aulas de literatura e as de gramática. Essa separação faz-se necessária porque muitos professores não demonstram ter o domínio das duas áreas.

Um outro agravante refere-se à questão de alguns professores destinarem as aulas de literatura para o ensino da gramática. Ressaltamos, pois, que a carga horária destinada a cada disciplina deve ser respeitada conforme determinação do MEC e Conselho Estadual de Educação, porém nada impede que os professores desenvolvam projetos interdisciplinares.

Por fim, a grande maioria dos alunos afirma ter lido os clássicos de nossa literatura. Todavia, como leram e para que finalidade leram, não souberam expressar seu ponto de vista. E nós educadores, onde entramos nessa questão? Como podemos reverter esse quadro que acabamos de mencionar? O primeiro passo é pensarmos numa educação onde os professores e equipe pedagógica se envolvam com planejamentos que atendam aos interesses dos alunos, mas que, sobretudo, ajudem a formar seres sensíveis e preparados para enfrentar a sociedade competitiva da qual fazem parte. Assim, de um modo geral, é essencial que haja um sério investimento nos planos de aulas, pois de acordo com os pesquisadores Maximiliano Menegolla e Ilza Sant’Anna, é preciso considerarmos que:
O planejamento educacional não pode estar limitado por uma visão individualista, que procure conformar o ser humano a um sistema de restritas visões, sem que as suas necessidades básicas sejam satisfeitas. (...) A educação, como sendo uma atividade eminentemente humana, e pela qual o homem se preocupa de maneira especial, deve ser planejada cientificamente para dar-lhe uma direção que venha atender às urgências humanas. (MENEGOLLA, 1991, p. 27-29)

Para nossa satisfação, gostaríamos de ressaltar que a nossa pesquisa não se restringiu apenas a coletar dados, mas tão somente desenvolveu um trabalho reflexivo junto aos professores e alunos envolvidos sobre como aproveitar mais as aulas de literatura. Para tal propósito, dividimos nossas atividades em três momentos: primeiro, propiciamos uma reflexão sobre as principais idéias dos textos “O lugar do conto na literatura infantil”, de Jean-Marie Gillig e o texto “A escola, o livro e a criança”, de Regina Zilberman. No segundo momento, os alunos leram alguns contos, dentre eles, A bela adormecida. A terceira parte ficou por conta da leitura crítica dos textos “Crescendo entre príncipes, fadas e bruxas”, de Patrícia Couto Gimael e a leitura de “Era uma vez.... leitura e escrita de contos tradicionais”, de Olga Guimarães Germano. Esses textos versam uma análise precisa, podemos dizer ainda expressiva a respeito da importância do conto na formação do leitor infanto-juvenil.



Antes de iniciar nossa reflexão, pensamos nas idéias do professor Faraco, grande estudioso da linguagem, quando questionou: “como eu posso escrever bem, se eu não sei bem o que vou escrever?” E aí lembramos: como podemos despertar o interesse dos alunos pela literatura, se não o motivamos para tal finalidade? Em nossos encontros, cedidos pelos professores envolvidos na pesquisa, trabalhamos os textos de Zilberman e Gillig em aulas expositivas. Mas, fundamentalmente, foi aberto espaço para os alunos mencionarem as impressões sobre os conteúdos lidos. Logo, tivemos muitos questionamentos e contribuições com relatos de experiências vivenciadas por eles e grupo de amigos, inclusive alguns da própria sala de aula. Ressalta-se aqui, um dos momentos de discussões mais expressivos nos encontros, quando solicitamos que alunos e professores do ensino fundamental fizessem uma definição de si próprios, considerando o trecho de Bernard Charlot, no qual Regina Zilberman analisa em seu texto. A discussão iniciou com as seguintes questões: 01. Qual a imagem que você tem sobre sua pessoa? 02. Você enquanto aluno, qual a imagem que faz de seu professor? 03. Professor, qual a imagem que você faz de seus alunos? e 04. Qual a imagem que seus pais fazem sobre sua pessoa? Eis o trecho que serviu como argumento para a discussão no grande grupo:
Se a imagem da criança é contraditória, é precisamente porque o adulto e a sociedade nela projetam, ao mesmo tempo, suas aspirações e repulsas. A imagem da criança é, assim, o reflexo do que o adulto e a sociedade pensam de si mesmos. Mas este reflexo não é ilusão; tende, ao contrário, a tornar-se realidade. Com efeito, a representação da criança assim elaborada transforma-se, pouco a pouco, em realidade da criança. Esta dirige certas exigências ao adulto e à sociedade, em função de suas necessidades essenciais. O adulto e a sociedade respondem de certa maneira a essas exigências: valorizam-nas, aceitam-nas, recusam-nas e as condenam. Assim, reenviam à criança uma imagem de si mesma, do que ela é ou do que deve ser. A criança define-se assim, ela própria, com referência ao que o adulto e a sociedade esperam dela. (...) A criança é, assim, o reflexo do que o adulto e a sociedade querem que ela seja e temem que ela se torne, isto é, do que o adulto e a sociedade querem, eles próprios, ser e temem tornar-se. (CHARLOT, 1979, p. 42)
A partir da leitura do texto “Crescendo entre príncipes, fadas e bruxas”, da psicóloga Patrícia Couto Gimael, os alunos perceberam de forma objetiva e envolvente a relevância da literatura e mais precisamente, do gênero prosa, aqui representado pelo conto de fadas, para o desenvolvimento da criança e do adolescente. A princípio, a psicóloga afirma que “A Bela Adormecida é como o adolescente que, para crescer, necessita que a criança dentro de si adormeça”. É na fase da adolescência que os jovens passam por transformações físicas e psicológicas e começam a se descobrirem como adolescentes, chegando a fazer analogias com os contos de fada e a falar de forma agressiva com pais, professores, amigos e parentes se estes, de repente, não concordarem com suas idéias.

Em seu estudo, Patrícia Gimael nos lembra a origem do conto que se deu através da oralidade, passada de geração em geração, afirmando que o conto foi feito para ser lido, pois quando é adaptado para a televisão não surte o mesmo efeito no mundo infanto-juvenil, uma vez que a criança e o adolescente são privados do prazer de imaginar os personagens a partir da riqueza de detalhes que só o texto original propicia. Segundo a autora, a importância do texto lido reside essencialmente no ato de imaginar cada detalhe que contribuirá para a criança elaborar suas emoções, ajudará na criatividade de trabalhos realizados na escola, em casa, em reuniões sociais e na formação de conceitos e valores mencionados nas obras literárias.

Como psicóloga, vê nos contos de fada um objeto de estudo capaz de ajudar no tratamento psicoterapêutico porque a partir do texto, o leitor infanto-juvenil pode lidar com as emoções humanas. Neste sentido, afirmamos que os contos de fada contêm um significativo acervo de conteúdos concernentes à vida do homem.

Ao deparar-se diariamente com crianças e adolescentes em seu consultório, a psicóloga diz que em muitos casos em que a terapia verbal não atinge êxitos para perceber a intimidade de sua clientela, os contos de fadas entram em cena e conseguem satisfatoriamente substituir sua fala. Dentre os muitos exemplos de análises que podem ser realizadas a partir de um conto de fadas, a escritora menciona o conto A bela adormecida, em que a protagonista simboliza a transição da infância para a fase da adolescência e como jovens e pais se comportam com as turbulentas mudanças dessa fase. Em seu estudo, a psicóloga tece a seguinte análise sobre esse conto:


A interpretação do conto expõe também as dificuldades dos adolescentes, que no seu processo de amadurecimento precisam criar dois espaços: um interno, pelo recolhimento (no conto representado pelo sono), e outro externo, abrindo espaço com uma cerca de espinhos. Quanto maior for a necessidade de lutar contra o desejo dos pais de manter o filho ou a filha sempre “em casa”, maior será a necessidade de que a cerca de espinhos cresça. Os pais geralmente querem que os filhos cresçam, mas não querem que eles se afastem. Os filhos querem crescer e na maioria das vezes se esforçam para isso, mas têm medo de enfrentar a vida sem o papai e a mamãe. E quando os cem anos chegarem ao fim, com o espaço interno e externos consolidados, com o ego estruturado, será possível deixar ceder o espinheiro e acordar com um beijo, pronto para a vida adulta, partindo em busca de ser sempre feliz. (GIMAEL, 2002, p. 37)
Para tanto, é necessário afirmar que o texto de Patrícia Gimael expressa idéias relevantes para os pais, alunos, professores, psicólogos, pedagogos e a sociedade como um todo, uma vez que com muita clareza, revela-nos a importância da leitura dos contos de fadas, pois esta quando bem realizada, poderá transmitir ensinamentos e valores. Assim, os professores e alunos envolvidos nessa pesquisa tiveram a oportunidade de ver os contos de fadas sob uma perspectiva diferente e perceber que este gênero literário nos ensina a lidar com as pessoas, ajuda na formação do leitor infanto-juvenil e poderá ajudar também a cada um de nós compreender melhor a pessoa que somos.

Por fim, analisamos o texto “Era uma vez. ... leitura e escrita de contos tradicionais”, de Olga Guimarães Germano. No texto, a pedagoga nos apresenta uma forma importante para trabalhar o conto na sala de aula. Começa pela apresentação de suas raízes e fala, sobretudo, da importância desse gênero na transmissão de saberes e experiências para o leitor infanto-juvenil.

Os contos, de um modo geral, são caracterizados por essa pedagoga como uma forma capaz de dar respostas a questões que inquietaram os homens, desde a sua origem até a contemporaneidade. A autora relembra a grande contribuição de Perrault, os Irmãos Grimm e Andersen para a literatura infantil, entre os quais, Olga Germano aponta Perrault como o responsável pelo primeiro núcleo de literatura infantil Ocidental, autor de Histórias da mamãe gansa.

A pedagoga chama a atenção dos professores da educação infantil e do ensino fundamental para a necessidade de trabalhar com projeto de leitura e reescrita dos contos de fadas, oportunizando ao alunado a conhecer e/ou aumentar seus conhecimentos acerca desse gênero literário, a ler, contar e escrever sobre o que leu de forma prazerosa. Sobre esse processo, reforça a pedagoga:


Ler, ouvir e contar. Reescrever fica mais fácil quando se sabe o texto de cor, o que vai também facilitar a elaboração de construções sintáticas mais complexas, o uso de um vocabulário rico e o detalhamento de ações na criação de qualquer outra história.

É preciso criar o hábito do rascunho: nenhum texto sai pronto, há que se burilar, ler, reler, acrescentar, tirar, corrigir, ações praticadas por escritores. Nesses momentos, os intercâmbios sociais, inclusive a intervenção do professor, são da maior importância. (GERMANO, 2002, p. 23)


Didaticamente, a autora apresenta uma metodologia que ajudará aos professores a alcançarem os objetivos propostos em suas aulas. Antes mesmo de começar a sugerir os “passos”, Olga Germano nos faz lembrar a teoria de Paulo Freyre, quando nos orientou a levantar e considerar os conhecimentos prévios dos alunos e no caso do nosso estudo, devemos questioná-los sobre os contos, esse é, sem dúvida, o passo inicial do projeto. A tarefa seguinte seria realizada pelos professores, onde leriam todos os contos disponíveis na escola numa forma de motivar as crianças. Nesta leitura, o professor deve explorar todas as informações possíveis sobre o conto lido, tipo: saber quem é o autor, o ilustrador, fazer uma análise da capa, orelhas e gravuras; proporcionar uma discussão na turma sobre as principais idéias mencionadas nos textos e buscar o posicionamento crítico dos alunos. Após a leitura e análise dos contos lidos, o professor e os alunos devem escolher um único conto para ser analisado e reescrito, propiciando assim a esse leitor infanto-juvenil passar de leitor a escritor de contos.

Neste sentido, cabe o esforço do professor e da escola para ver uma maneira de publicar as criações dos alunos e expô-las na biblioteca ou feira de arte e cultura que a escola costuma realizar a fim de que os colegas possam prestigiar os novos contos. É preciso, pois, que todos se envolvam nesse projeto, transformando a monotonia das aulas num mundo de descobertas e diversão.

É preciso ainda ressaltar que em todo o processo de reescrita de contos, apenas uma tentativa de tecer o texto não esgotará todas as idéias selecionadas para serem escritas. Desse modo, o trabalho de reescrita deve ser sempre incentivado pelos professores assim como a possibilidade de ofertar a leitura de diferentes gêneros literários para a formação do leitor infanto-juvenil.

Finalmente, a leitura de “Era uma vez... leitura e escrita de contos tradicionais” e todos os outros textos trabalhados nas aulas nos propiciaram uma interessante forma de atrair os alunos para os estudos literários e aperfeiçoar um pouco mais a didática e a metodologia de alguns professores que até então trabalhavam com métodos ultrapassados para uma realidade cada vez mais moderna. Em nossos encontros, todos os educadores foram unânimes em reconhecer a importância de se trabalhar o conto de fadas em sala de aula e, principalmente, compreender como esse gênero pode contribuir para a formação do leitor infanto-juvenil.



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