Grupos com terceira Idade e idosos asilados na unati/Assis



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Encontro11.03.2018
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Grupos com terceira Idade e idosos asilados na UNATI/Assis.
Carla Alonso Monteiro, Bruna Sordi, Janaina M. Pereira, Mariana Alves Porto, Maurício H. A. Gomes, Pedro H. S. D. Marangoni, Renato Yoshio Arai, Sabrina M. Mainardi, Tatiana de Oliveira Guerra, Thaís Rodrigues de Sousa, Vanessa S. da Silva Dantas, Wlademir Luther Falcão, Lindomar F. Silva Poletto, Ana Maria de Carvalho, Mariele Rodrigues Correa.

UNESP- Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Ciências e Letras – Assis.

Projeto de Extensão: Universidade Aberta à Terceira Idade.
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O presente trabalho relata a experiência de atuação de estagiários de psicologia em duas atividades desenvolvidas no projeto de extensão da UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade), da FCL-Assis: as “Oficinas de Psicologia com idosos asilados” e o grupo “Encontros com a Terceira Idade”.



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Ao longo das últimas décadas, diversas pesquisas tem apontado o crescente processo de envelhecimento populacional em nível mundial. No Brasil, há a previsão de que, no ano de 2020, nosso país poderá ser o sexto em população idosa no mundo. Em diversas cidades brasileiras, o número de habitantes com mais de 60 anos atinge níveis significativos. Na cidade de Assis (SP), por exemplo, dados censitários apontam que o número de idosos corresponde a 11,6% da população, o que representa uma proporção maior do que a registrada em nível nacional. Diante desse fenômeno, vários desafios se colocam para as políticas públicas, para a sociedade e também para a produção de conhecimentos e de novas práticas no âmbito da Universidade. Nesse sentido, salientamos a importância do projeto de extensão “Universidade Aberta à Terceira Idade” (UNATI) da FCL-Assis, cujo trabalho acadêmico está articulado com a demanda social de atenção à população maior de 60 anos. Dentro da vasta programação oferecida pelo projeto, destacamos duas atividades desenvolvidas pelo núcleo de estágio do curso de Psicologia “Envelhecimento e Processos de Subjetivação: as “Oficinas de Psicologia com Idosos Asilados” e o grupo “Encontros com a Terceira Idade”. O objetivo dessas atividades é fomentar estratégias de intervenção no formato de grupos que possam produzir a expansão da subjetividade dos idosos, de maneira a combater o isolamento social a que muitos estão submetidos e também de promover (res)significações do processo de envelhecer. Além disso, procuramos propiciar aos estagiários do curso de Psicologia uma formação que lhes permitam articular a produção de conhecimento com a construção de novas estratégias de atuação profissional com essa população. Para tanto, oferecemos duas atividades semanais distintas, com uma hora e meia de duração cada uma, na grade de programação da UNATI. Uma delas é a “Oficinas de Psicologia com Idosos Asilados”, que conta com a participação de cerca de 20 idosos provenientes de três instituições asilares da cidade de Assis (SP). Nessas oficinas, desenvolvemos atividades de senso-percepção e de expansão da mobilidade, além de encontros que buscam resgatar as memórias e histórias de vida dos idosos asilados e também atividades que promovam a sociabilidade entre eles, tanto no espaço do campus como também nos espaços urbanos da cidade de Assis (SP). Já o grupo “Encontros com a Terceira Idade” tem cerca de 20 participantes com idade superior a 60 anos, em sua maioria mulheres. Nesse espaço grupal, são discutidas diversas temáticas referentes ao processo de envelhecer e seu impacto na construção da subjetividade, como questões de gênero, família, sentidos e sentimentos do corpo e outros. Nosso trabalho com os idosos asilados e com a terceira idade, em consonância com o propósito universitário de atuar junto à comunidade externa e de produzir conhecimento, tem propiciado a criação de novas ferramentas de atuação em psicologia para além do modelo clínico tradicional. Além disso, esses espaços grupais também tem se mostrado como um lugar estratégico no sentido de questionar a lógica de invalidação do ser que envelhece presente tanto no cenário social como também entre os próprios idosos. Observamos que, quando são estimulados, eles redescobrem sua capacidade de refletir, criticar e ponderar sobre diversos assuntos, podendo produzir processos de subjetivação mais potencializados nos encontros com o outro.
Referências:

DEBERT, G. G. A reinvenção da velhice. São Paulo: Edusp, 2004.



TRENCH, B.; ROSA, E. C. (org.) Nós e o Outro: envelhecimento, reflexões, práticas e pesquisa. São Paulo: Instituto de Saúde, 2011.

TÓTORA, S. Apontamentos para uma ética do envelhecimento. Revista Kairós. São Paulo, n. 11, v. 1, p. 21-38, 2008.
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