Grupo de mulheres expressando sentimentos e reconstruindo sonhos



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Encontro02.03.2019
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APÊNDICE 1 - RELATÓRIO DOS ENCONTROS

GRUPO DE MULHERES – EXPRESSANDO SENTIMENTOS E RECONSTRUINDO SONHOS

1º ENCONTRO – Realizado no dia 07/03/2017 das 14h as 15h50min. Realizada apresentação pela Psicóloga Gracieli, informando que a partir desta data a responsável pelo grupo seria a Psicóloga Alessandra, também estavam presentes as estagiárias de Psicologia Claudia e Mariana.

Realizado apresentação da Auxiliar Administrativo Paty, que iniciou com uma dinâmica relacionando o medo do novo, em tom de descontração. Em seguida iniciou apresentação em Power point.

Em geral, a participação das mulheres foi produtiva, algumas contaram situações pessoais, relacionando os medos que sentem sobre suas situações de violência, recebendo feedback das outras participantes e da equipe técnica sobre como enfrentar tais situações.

Foi discutido ainda a autoestima e como as vivências de violência podem abalar esse sentimento. Falamos sobre maneiras de desenvolver a auto-confiança e o bem-estar consigo mesmas, sempre na intenção de fortalecer essas mulheres para que enfrentem de uma forma mais saudável seus problemas.

As mulheres foram convidadas a participarem no dia seguinte de um almoço em comemoração ao Dia da Mulher, todas aceitaram e pegaram os convites.

2º ENCONTRO: realizado no dia 14/03/2017 das 14h10min as 15h45min. Foi feita a acolhida pela Psicóloga Alessandra, com a participação da estagiária Mariana e apresentação das mulheres que foram pela primeira vez, bem como das que já haviam comparecido no 1º encontro. Fizemos um breve resumo sobre as atividades desenvolvidas no encontro passado.

A atividade programada e realizada foi através da composição de um recipiente de argila (barro cedido pela Cerâmica Simonatto). Foi pedido para que elas fizessem esse recipiente e durante a atividade prestassem atenção nos sentimentos que surgiam e que canalizassem isso no barro. Durante a atividade, deixamos uma música baixa ao fundo, e fomos prestando atenção no que era dito pelas mulheres. Algumas tiveram dificuldade em manusear o barro, desmancharam e fizeram o recipiente diversas vezes, comparando isso as suas vidas.

Passaram-se cerca de 35 minutos de atividade quando começamos a discutir de fato o que cada uma havia feito e porque fizeram de tal modo. Segue abaixo a descrição das confecções.

1 – a participante disse que fez um balde, porque não gosta de limpar a casa, não quer mais fazer os serviços domésticos. Questionada sobre porque fez então um balde, disse que queria fazer um vaso de flor mas não conseguiu. Foi apontado para ela que o balde estava furado, havia furos na argila. Ela riu e concordou, falamos que isso poderia significar que ela quer que as coisas ruins, que ela não gosta, saiam da sua vida.

2 – esta participante primeiro fez um avião de argila, pois quer viajar para buscar um sagui que ganhou de estimação, mas disse que a não deu certo, então fez uma cesta. Contou uma longa história para dizer que iria adotar um sagui de estimação, e essa cesta serviria para quando fosse buscar o animal, e para passear com ele. Ou seja, representou algo bom que está para acontecer.

3 – ela foi a primeira a terminar a atividade. Fez um vaso para colocar flores, disse que gosta muito de flores para enfeitar e embelezar a casa.

4 – a participante relatou que já trabalhou em cerâmica e já manuseou bastante a argila, mas teve dificuldade em terminar seu trabalho, pois não sabia o que fazer. Por fim, fez uma taça. Apontamos que uma taça é algo usado durante comemorações, e que a boca de sua taça era bem grande, ou seja, cabem várias coisas dentro dela. Ela disse que usaria a taça para comemorar suas conquistas.

5 – esta mulher também estava em dúvida sobre o que realizar com a argila, fez um recipiente redondo com o a boca pequena. Quando questionada disse que era um pote, para guardar moedas, um cofre, então. Perguntamos para que ela estaria guardando dinheiro, disse que para viajar, gostaria de ir a Buenos Aires, visitar sua irmã.

6 – a participante formou um vaso para colocar plantas, igual ao que ela tinha em sua casa. Começou a chorar pois disse que sente falta de cuidar de suas plantas e que não poderá mais voltar para lá. Foi acolhida.

7 – o objeto feito por ela foi uma panela, com cabo e sem tampa. Explicou que gosta de cozinhar e que para ela é muito significativo ter todos reunidos ao redor de uma mesa, neste momento começou a chorar. Explicou que sente falta de ter seu marido com seus filhos reunidos a mesa em paz.

8 – esta mulher teve grandes dificuldades em realizar a atividade, desmanchou por diversas vezes a argila, disse que gostaria de fazer um barco, depois disse que não faria mais nada, faria uma bola, sem forma nenhuma. Por fim, fez seu barco mas alegou que ele estava ‘igual a cara da dona’, cheio de buracos e se desmanchando. Ressaltamos que mesmo com as dificuldades ela fez um barco e perguntamos para onde ela gostaria de levar esse barco. Disse-nos que pretende seguir, não sabe pra onde, mas que tem muita bagagem pra levar.

Encerramos a atividade reunindo tudo o que elas falaram, que estamos todas no barco, remando para algum lugar, juntas, em que cada uma pode escolher a bagagem que quer levar, seja das coisas boas ou das ruins. Que se caso esse barco estiver furado, juntas podemos pegar o balde e jogar a água que entrar pra fora do barco, que temos dois vasos de flores pra enfeitar nosso caminho e até um sagui de estimação trazido na cesta pra nos animar. Temos a panela pra fazermos comidas gostosas, pois já estávamos reunidas ao redor de uma mesa, e a taça pra celebrar as vitórias que virão e claro, temos um cofre pra guardar os bens preciosos e moedas pra quando precisarmos.

Apesar de termos falado para elas refletirem sobre as coisas negativas e colocarem isso na atividade enquanto mexiam com a argila, elas conseguiram visualizar coisas boas no que fizeram ou após abrir para o grupo. Como foi apontado pela técnica, todas fizeram o recipiente virado para cima, com a boca aberta, esperando que algo caia ali dentro, se será algo bom ou algo ruim elas quem decidirão.

No geral, todas participaram da atividade e conseguiram expor sentimentos, umas mais, outras menos. No final servimos um lanche e uma das participantes trouxe um bolo, pois, seu aniversário estava próximo.

3º ENCONTRO: aconteceu no dia 21/03/2017, das 14h as 15h30min. Este encontro teve como objetivo fazer com que as participantes pensassem a respeito de sua autoestima, conceituando para elas e através de uma dinâmica fazer com que refletissem sobre as situações que aumentam e diminuem a autoestima. Segue a dinâmica realizada:

DINÂMICA - Desenvolver a autoestima e o autodesenvolvimento

Essa dinâmica de autoestima tem por objetivo estimular o relacionamento interpessoal, a comunicação e apresentar conceitos do que é autoestima e como desenvolve-la.

Materiais: Folhas de papel de acordo com o número de participantes.

Procedimento: explicar que autoestima é a forma como uma pessoa se sente a respeito de si mesma e que a autoestima está estreitamente relacionada com o contexto social onde vivemos (família, escola, amigos, trabalho). Diga ainda que todos os dias enfrentamos situações que afetam nossa autoestima. Dê exemplos.

Entregue uma folha de papel em branco dizendo que ela representa a nossa autoestima. Explique que você lerá uma lista de situações que podem prejudicar a nossa autoestima. Diga que, a cada vez que você ler uma frase, eles deverão arrancar um pedaço da folha na proporção do prejuízo que essa situação traz à sua autoestima.

Leia as frases abaixo. Depois de ler todas as frases, diga que agora vão recuperar a autoestima aos pedaços também. E a cada frase vão juntando os pedaços de papel rasgados. Frases que podem afetar a autoestima:

a. É meu aniversário mas ninguém de quem eu gosto, lembrou.


b. Alguém criticou algo que fiz com muito carinho, na frente de outras pessoas. Disse que estava mal feito, feio e que não servia pra nada.


c. Meu marido/companheiro brigou comigo sem motivo.


d. Um grupo de amigos íntimos não me convidou para um passeio.


e. Estou doente e ninguém veio me visitar.


f. Seus colegas zombaram de você por causa da sua roupa ou do seu cabelo.

Frases para recuperar sua autoestima:

a. Elogiaram algo que fiz (comida, um trabalho manual).


b. Meus filhos/sobrinhos/netos, escreveram uma carta pra mim, dizendo como sou especial.

c. Alguém que eu não conhecia me elogiou (roupa, cabelo, sorriso, jeito de falar).

d. Fizeram uma festa surpresa pra mim.

Discussão e reflexão:



  • Todos recuperaram sua autoestima?



  • Qual foi a situação que mais afetou sua autoestima?



  • O que podemos fazer para defender nossa autoestima quando nos sentimos atacados?



  • Como podemos ajudar nossos amigos e familiares quando a autoestimadeles está baixa?

Observar e questionar os participantes sobre sua autoestima, comunicar e expor o que pensa.

Durante a execução da dinâmica as mulheres foram comentando o quanto aquela situação lhes causava impacto na autoestima, bem como no momento de reflexão após o exercícios. Elas conseguiram apreender sobre o conceito e sobre o que abala os sentimentos que possuem por si mesmas.

Num segundo momento, realizamos atividade da “Linha da Vida”, em que, em uma cartolina e com a ajuda de um barbante elas foram simbolizando através de nós acontecimentos marcantes de suas vidas, bons e ruins e pedimos que elas anotassem na cartolina que momentos eram esses. Durante a atividade elas foram fazendo considerações sobre o que colocavam na cartolina e dividindo com as demais essas situações. Seguem as principais expressões das mulheres.

1 – esta participante expos apenas coisas boas, nascimento dos filhos, os amigos, o trabalho e Deus. Não quis colocar nada de ruim.

2 – a participante falou sobre o casamento, a separação. Em geral, falou dos relacionamentos e filhos.

3 – já esta mulher não quis comentar o que fez, foi a última a falar e estava chorando enquanto dizia que não queria contar o que havia feito. Em sua cartolina depois observamos que ela cita sua separação, a mudança para Medianeira e momentos felizes.

4 – nesta cartolina ela colocou que teve ‘a vida amarrada’ durante um tempo, em que teve problemas, depois a vida teve umas reviravoltas boas, algumas ‘curvas’ boas, mas depois sofreu ‘a queda’, que foi quando foi vítima de violência por uma pessoa que achava ser sua amiga. Mas que agora sua vida é boa e tem um casamento maravilhoso.

5 – esta participante contou sobre seu primeiro casamento, os filhos que teve, mas como a relação não era boa, separou-se. No segundo casamento, viveu 32 anos, e não foi uma boa relação, sempre sofreu violência, tanto física quanto verbal. Assinalou, através dos nós os três filhos que esse marido teve fora do casamento, ainda representou a última violência sofrida, a qual resultou na prisão dele. Depois disso não colocou mais nada, como se a vida ali tivesse acabado, quando questionada a respeito, disse que não quis colocar mais nada.

6 – por fim, esta mulher se emocionou ao falar, representou nos nós as filhas, os amigos, a morte do pai e o segundo casamento. Disse que agora vive uma boa relação, porque antes o ex marido agredia ela e suas filhas, que chegaram a sair de casa quando ainda eram adolescentes por conta própria.

Encerramos, dizendo que essa linha da vida delas ainda pode continuar, que haverão outros nós que aparecerão, com momentos tristes e momentos felizes, mas que tudo depende da maneira como elas irão reagir a tudo isso.

4º ENCONTRO: aconteceu no dia 28/03/2017, das 14h às 15h30min. Este encontro teve como objetivo informar as mulheres acerca da Lei Maria da Penha, bem como ouvir suas histórias de violência sofridas.

Com apresentação em power point, disponível em arquivo no computador, dizemos uma apanhado sobre a Lei Maria da Penha, sobre como surgiu, quem foi Maria da Penha e o que mudou com a lei no que se refere a violência contra a mulher.

As participantes expuseram situações pessoais de violência e como lidaram, bem como, situações mais antigas, em época que não havia respaldo legal de uma lei própria para a violência sofrida.

No final, apresentamos o vídeo “Documentário "10 Anos da Lei Maria da Penha: O que esperar da próxima década?", disponível no YouTube. Depois do vídeo discutimos a respeito e seguimos para o lanche.

5º ENCONTRO: aconteceu no dia 04/04/2017, das 14h às 15h30min. Este encontro teve como objetivo trabalhar o fortalecimento das participantes, em continuação aos encontros passados em que tratamos sobre a autoestima e autovalorização.

Iniciamos o encontro lendo para elas a história “O anel e o professor” (em anexo), depois da leitura discutimos sobre como é necessário percebermos em quais situações nos colocamos, com quais pessoas, e se estamos sendo verdadeiramente valorizados. Durante a discussão da história percebeu-se que as mulheres sentem-se desvalorizadas, por isso, optamos por não seguir com as atividades programadas, mas realizar uma atividade em que, uma por uma deveriam dizer uma qualidade própria e explicar porque possuem essa qualidade.

Fizemos isso duas vezes, ou seja, cada uma teve que falar duas qualidades que viam em si mesmas, incluindo a técnica e as estagiárias presentes. Pudemos perceber uma grande dificuldade geral na realização da atividade proposta, foi levantado por elas que se fossem defeitos seria fácil dizer. Apontamos essa dificuldade na autoavaliação positiva e relacionamos com o texto anteriormente lido, dizendo que todos temos nossos pontos positivos e que é necessário cada uma ter isso claro para si.

As participantes relataram situações de sua vida relacionadas a sua qualidade, bem como, trocaram experiências e deram feedback umas para as outras. Em seguida, servimos um lanche, sendo que, durante o lanche a conversa sobre as qualidades continuou.

6º ENCONTRO: aconteceu no dia 11/04/2017, das 14h às 15h15min. Este encontro teve como objetivo trabalhar as trajetórias de vida, os sonhos de todas as formas, principalmente os deixados pelo caminho. O programado anteriormente era trabalhar a quebra, reconstrução e pintura dos objetos feitos em argila pelas mulheres no encontro passado, porém, como as participantes não tem sido as mesmas no decorrer dos encontros optamos por modificar a atividade.

Iniciamos com a dinâmica “A vela e o copo”, em anexo. Enquanto acendíamos a vela, falamos que elas devem ser e são como aquela vela, emanam calor, iluminam o ambiente, são fortes e resistentes. Quando passam por algum acontecimento até podem mudar, como a vela que derrete, mas que endurece de novo e pode formar uma nova vela. O fogo da vela pode acender outras velas, fazendo alusão aos filhos delas que são como novas velas, mas, se caso alguém tentar impedir a felicidade delas, sufocá-las, agindo com violência, com desrespeito, vai fazer como um copo que cobre a vela, tirando o ar e apagando-a. Fizemos uma reflexão acerca disso e elas foram participativas.

A seguir, passamos a música “Tocando Em Frente”, composição de Almir Sater e Renato Teixeira, em anexo. Juntamente fizemos uma reflexão das partes da música e relacionamos com a vida das mulheres e as situações por elas vivenciadas com a ajuda de uma interpretação da música encontrada na internet, também em anexo, sendo que nesta atividade elas também foram participativas. Porém perto do fim, uma das mulheres passou a falar de uma situação pessoal e foi acolhida pelo grupo, então achamos por bem ouvir a situação, acolher e encerrar apenas ouvindo a música novamente.

Concluímos o encontro com outra dinâmica, solicitando que elas escrevessem num pedaço de papel um sonho, conforme descrito em “Não jogue seus sonhos fora”, sem a necessidade de mostrar para as demais. Quando passamos o cesto de lixo, duas participantes em tom de brincadeira comentaram como seria possível jogar o sonho fora e todas riram. A coordenadora do grupo puxou a discussão a respeito disso, para que elas não permitam que qualquer um faça com que elas joguem seus sonhos fora, pois muitas vezes a pessoa pode até parecer bem intencionada, mas pode estar querendo prejudica-las. Elas concordaram e gostaram, mesmo sendo em tom de brincadeira refletiram que devem correr atrás dos sonhos e não deixar que ninguém dite seu caminho e o que é melhor para suas vidas. Depois passamos para o lanche.

7º ENCONTRO: aconteceu no dia 18/04/2017, das 14h15min às 15h40min. Este encontro teve como objetivo trabalhar os relacionamentos, sejam os de amizade, os amorosos, os familiares, os de todos os tipos.

Inicialmente passamos dois vídeos para as participantes: “Relacionamento é uma arte” (https://www.youtube.com/watch?v=HIsbLgCVBg4) e “O balão: Metáfora sobre os relacionamentos” (https://www.youtube.com/watch?v=RxZk1JDInFs), ambos os vídeos curtos que mostravam a valorização dos relacionamentos que estabelecemos em nossas vidas. Assim, deu-se a discussão entre as mulheres e a coordenadora, com a exposição por parte destas sobre suas vivências marcantes e os significados. Sendo que, elas assinalaram os pontos marcantes negativos, então foi pedido para que elas se esforçassem e pensassem em relacionamentos que lhe trazem memórias e sentimentos bons.

Em seguida, realizamos uma atividade de colagem em papel colorido com formato de uma flor, onde no centro havia a escrita “relacionamento saudável”, e em cada pétala ia sendo colado um papel com algo importante para este tipo de relacionamento, na medida em que a coordenadora ia mostrando os papéis às participantes e elas iam discutindo se aquele sentimento fazia ou não parte de um relacionamento saudável.

Os sentimentos discutidos foram: TRAIÇÃO, MENTIRA, RESPEITO, SONHOS COMPARTILHADOS, AGRESSÃO, FIDELIDADE, LIBERDADE, COMPETIÇÃO, CARINHO, DESCONFIANÇA E COMUNICAÇÃO. As mulheres foram participativas e expressaram esses itens em diferentes relacionamentos de suas vidas, como com os filhos, netos, maridos, amigos, etc. A flor foi colada na parede da sala onde o grupo é realizado.

Por último, fizemos uma atividade de dobradura de coração, pois este órgão aparece como um representante de sentimentos bons e queríamos que elas levassem consigo essa mensagem. Em seguida fomos para o lanche.

8º ENCONTRO: aconteceu no dia 25/04/2017, das 14h as 15h30min. Este encontro teve como objetivo trabalhar o machismo e a relação com a violência contra a mulher.

Foi feita uma exposição em power point a respeito do machismo, explicando que o machismo é construído socialmente e é caraterizado pela ideia do homem ser superior a mulher e tem poder sobre ela. Falamos também que a cultura machista é mantida por todos nós, pois somos ensinados e ensinamos nossas crianças em pequenas atitudes sobre a soberania dos homens e a passividade e fragilidade das mulheres. Por isso há mulheres e homens machistas.

Usamos as seguintes frases para demonstrar como o machismo está presente no nosso cotidiano: “A mulher não pode isso e aquilo”; “O homem deve fazer isso e aquilo”; “Mulher gosta de apanhar”; “Um tapinha não dói”; “A violência só acontece nas famílias pobres ou problemáticas”; “Se ela apanhou por que ainda continua com ele?”; “Em briga de marido e mulher não se mete a colher”; “Ele bateu na mulher porque estava bêbado ou usando drogas”; “A mulher é quem provoca a violência”.

A partir destas frases discutimos com as participantes como o machismo influencia nossas vidas. E da grande ligação do machismo com a violência contra a mulher e como muitas vezes está tão presente em algumas famílias que se torna algo comum. E o quanto ainda é difícil para alguma dessas mulheres livrarem-se das situações de violência, seja por dependência financeira, ou psicológica.

Ainda comentamos que a violência atinge todas as classes sociais, por isso é mito dizer que apenas mulheres pobres são vítimas de violência. Vê-se a culpabilização da vítima, em que a sociedade julga a mulher como responsável por estar na situação de violência, ao invés de vê-la como a vítima que é.

Em seguida, em tom de desconcentração, apesar de sabermos que o machismo não é brincadeira, e sim um assunto muito sério e que causa graves consequências, mas apenas como curiosidade e para pensarmos também, passamos o vídeo do You Tube “Se mulheres curtissem machismo - como seria se”, no qual atores expressam de forma irônica situações em que homens tratam as mulheres com ações e comentários machistas e elas respondem positivamente e sentem-se felizes com isso. Em seguida passamos para o lanche.

9º ENCONTRO: aconteceu no dia 02/05/2017, das 14h as 15h. Este encontro teve como objetivo trabalhar acontecimentos pelos quais as mulheres são gratas e sentimentos bons e que as devem fortalecer.

Iniciamos com todas em pé, incluindo a coordenadora e estagiárias, expomos que este é um grupo formado inicialmente por mulheres que sofreram algum tipo de violência, mas que não estamos ali apenas para falar sobre a situação de violência sofrida, há encontros em que falamos, mas há encontros em que precisamos falar de assuntos bons, de sonhos, de qualidades, de planos, pois isso também faz parte do fortalecimento que queremos para elas, por isso neste encontro programamos a seguinte dinâmica:



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