Gay espancado na rua em são paulo


NEONAZISMO VOLTA A ASSUSTAR OS HOMOSSEXUAIS



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8. NEONAZISMO VOLTA A ASSUSTAR OS HOMOSSEXUAIS


Os fantasmas do nazi-fascismo voltam a assombrar. Até as almas penadas do Filinto Muller e do Plínio Salgado - que fugiram lá do inferno !!! - encostaram nessa criatura defensora do Integralismo !!! Quem conhece a história, sabe da simpatia que o Filinto Muller e o Plínio Salgado tinham pelo governo de Mussolini e de Hitler e, por conseqüência, pela política de opressão que levou milhares de homossexuais a usar o Triângulo Rosa nos campos de concentração. Em pensar que esse cara, que se diz neto do Filinto Muller, não sente a menor culpa, acho que até sente satisfação, pelas pessoas que - a partir dos anos 20 aqui no Brasil - foram trancafiadas em sanatórios, que foram fichadas e que sofreram com a opressão médico-policial só porque eram homossexuais. Foram pessoas que tiveram suas vidas destruídas, que foram excluídas do direito elementar de ser só porque amavam pessoas do mesmo sexo. Tudo por causa de uma ideologia que defendia que o “homossexualismo” se tratava de uma “doença”. Essa idéia que deixou uma porta aberta à justificativa de que o “homossexualismo” representava uma ameaça a ser extirpada, ou um perigo que devia ser controlado através as instituições destinadas a manter a ordem pública, desencadeando uma série de perseguições que transformou o homossexual em bode expiatório. Num período em que os cientistas - como Lombroso, Marangon, entre outros - contribuíram para que o saber médico ganhasse o poder de agir – apoiado por teorias de que o bom funcionamento da sociedade dependia de um organismo composto por indivíduos saudáveis e que os homossexuais não eram considerados sujeitos saudáveis -, fazendo com que o espaço das instituições médico-jurídicas aprisionassem pessoas em delegacias de polícia e sanatórios. Essas práticas provocaram o exílio de diversos homossexuais da convivência social, apresentados pela medicina como sujeitos com tendências à prática criminosa e anti-social. Ora, por favor, que isso fique no passado, porque só nos resta lamentar pelas pessoas que sofreram com essas arbitrariedades, e que esses crimes não retornem nunca mais para nossas vidas. Mais do que isso, pessoas que defendem idéias como essas, profundamente ligadas à intolerância, contribuem para o desenvolvimento da sociopatia, do desrespeito aos direitos humanos e para o acontecimento de fatos bárbaros como o assassinato de Edson Néris na Praça da República. São os representantes dos fantasmas do passado que retornam para nos assombrar.[Fonte: Arquivo GGB, 9/7/2004]



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