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FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA FAMA

CURSO LIVRE DE TEOLOGIA À DISTÂNCIA

MATÉRIA = INTRODUÇÃO A TEOLOGIA/ GEOGRAFIA BÍBLICA

INTRODUÇÃO

Esta disciplina é mais um manual de consulta do que o material de estudo, aproxima-se mais de uma literatura para pesquisa, devido ao fato de que geografia é informação a ser decorada, mas estes estudos foram feitos com a intenção de dar ao aluno uma perfeita noção da importância desta ciência, bem como de seu uso diário nos estudos bíblicos, na preparação de sermões, estudos para artigos em revistas especializadas, na escrituras de livros (caso você seja um escritor) e na construção de material de estudos para alunos de Escola Bíblica Dominical.

Sua importância é extrema para quem queira entender o texto bíblico, pois quais todos os textos bíblicos citam cidades, regiões, províncias, planícies, montanhas, rios, vales, estradas, territórios, impérios, viagens, densidade demográfica ou pluviométrica, guerras, climas, etc. Por isto vamos aqui fazer um verdadeiro estudo geográfico de todo o território envolvido pela história bíblica chegando aos primeiros séculos da igreja.

Algumas ciências caminham juntas com a geografia, não há como separá-las, a presença da arqueologia, por exemplo, será uma constante, pois ela confirma com suas escavações os fatos declarados na bíblia, ela comprova muitos fatos bíblicos para os muitos “Tomes”, que só crêem vendo e também para auxiliar os trabalhos de exegese, ela tem comprovado ao mundo cada vez mais a veracidade dos relatos bíblicos.

A história e a irmã gêmea da geografia, o estudo de uma, sempre corre em paralelo com o apoio da outra, pois muitos aspectos geográficos foram modificados ao longo do tempo tanto pela humanidade quanto por fatores naturais; é praticamente impossível não nos questionarmos sobre os locais onde aconteceram os fatos históricos, assim como as datas e personagens relativos a fatos geográficos. Esta disciplina engloba em si então o estudo superficial de algumas outras ciências relativas à geografia, tais como política, meteorologia, astronomia, geologia, etc.

Nosso estudo será dividido em quatro partes.

A primeira parte será um estudo sobre a própria geografia e em si, a necessidade da geografia na teologia, e sobre os fundamentos da cosmogonia hebraica responsável pela produção do texto bíblico, que é óbvio se deu por ação divina.

A segunda parte será um estudo geral sobre todas as terras envolvidas pelo relato bíblico e pelo período inter-bíblico, veremos aqui as características geográficas imutáveis deste imenso território, tudo o que ao longo do templo não foi modificado, densidade pluviométrica, ventos, rios, mares, planícies, vales, terras férteis, etc.

Após esta segunda parte os estudos seguintes tratarão de todas as informações que são mutáveis ao longo do tempo tais como política, economia, comércio, agropecuária, cidades, guerras, etc. Por isso o estudo terá caráter cronológico após esta segunda parte.

Na terceira parte estudaremos a história da criação, dos idiomas e das antigas civilizações que são descendentes de Noé, na narrativa bíblica (criacionista) e secular (evolucionista); engloba desde a criação até as primeiras civilizações. Também aqui estudaremos os impérios do oriente bíblico, desde o mundo antigo até o início do império romano (Egípcio, Assírio, Babilônico, Medo Persa, Grego, Ptolomeu, Seleucida, Macabeu, e Romano), e um estudo sobre as cidades bíblicas do AT.

Na quarta parte teremos um estudo geográfico, político e econômico do NT e da igreja, da vida de Jesus, dos atos dos apóstolos tudo em caráter cronológico, e estudos sobre outras cidades envolvidas na história do NT.

A própria bíblia dá muita importância à história, as maiorias dos fatos bíblicos possuem âncoras fincadas na história, a maioria dos livros dos profetas citam a época em que foram escritos, tais referências ou ligações históricas, procuram comprovar a veracidade dos relatos e juntamente no texto pode-se notar centenas de citações geográficas, pode-se facilmente através da narrativa bíblica fazer um paralelo entre as histórias bíblicas e seculares; dentro os 66 livros bíblicos 13 são puramente históricos e muitos outros trazem muitos relatos históricos, perceba a importância!

Passagens tais como 1º Reis 15.22 onde se lê "então, o rei Asa fez apregoar por toda Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá, e a sua madeira com o que Baasa edificara; e com elas edificou o rei Asa a Geba de que Benjamim e a Mizpá”. São difíceis de serem compreendidas, pois, sempre temos de pesquisar em enciclopédias bíblicas tais referências. Outras passagens tais como

Neemias 1.1, onde se lê "As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quislev, no ano vigésimo estando eu e Susã a Fortaleza", já possuem referências históricas e geográficas. Observação: Por vezes o estudo da geografia confunde-se com um estudo histórico.

Nesta disciplina não há a intenção de fazer o aluno decorar milhares de referências geográficas, estes estudos são apenas uma base, conhecer a geografia bíblica profundamente é função de alguém que tenha se especializado nisto, mas nós ainda temos muito mais disciplinas para estudar neste curso, portanto queremos fornecer um fundamento, uma base.

Como efeito deste estudo, ao ler a Bíblia o aluno passará a perceber as informações históricas e geográficas do texto, perceberá também a importância deste tipo de conhecimento para o entendimento no texto bíblico, e este é nosso objetivo; sofisticadas equipes de exegetas se esforçam cada vez mais para desvendar a história bíblica a partir de importantes relatos geográficos; as referências bíblicas têm também servido de base para milhares de pesquisas arqueológicas, etc.

Observação: Trazemos aqui, nesta disciplina, muitos estudos seculares e peço que os alunos tenham atenção e sejam analíticos.

INDICE

PARTE UM


A) O estudo da geografia.

O que é a Geografia.

A necessidade da geografia.

A necessidade da geografia bíblica.

B) A cosmogonia hebraica.

PARTE DOIS

Estudo geográfico das regiões bíblicas (características imutáveis):

A) Planícies

Planície do Acre

Planície de Sarom

Planície de Filístia

Planície de Sefelá

Planície de Armagedom

B) Vales


Vale do Jordão

Vale do Jezreel

Vale de Acor

Vale de Aijalom

Vale de Escol

Vale de Hebrom

Vale de Sidim

Vale de Siquém

Vale de Basam

Vale de Moabe

C) Planaltos

Planalto Central

Planalto de Naftali

Planalto de Efraim

Planalto de Judá

Planalto Oriental

Planalto de Basam

Planalto de Gileade

Planalto de Moabe

D) Montes

Montes Palestínicos

Montes de Judá

Monte Sião

Monte Moriá

Monte das Oliveiras

Monte da Tentação

Montes de Efraim

Monte Ebal

Monte Gerizim

Montes de Naftali

Monte Carmelo

Monte Tabor

Monte Gilboá

Monte Hatim

Montes Transjordanianos

Monte de Gileade.

Monte de Basam

Monte Pisga

Monte Peor

Monte Sinai

E) Desertos

Deserto do Sinai

Deserto de Neguev

Deserto da Judéia

Deserto de Jericó

F) Hidrografia

Mares da Terra Santa

Mar Mediterrâneo

Mar Morto

Mar da Galiléia

Mar Vermelho

Mar Egeu


Mar Jônico

Mar Negro

Mar Cáspio

Mar Aral


Mar Baleares

Mar Tirreno

Rios da Terra Santa

Bacia do Mediterrâneo

Rio Belus

Rio Quisom

Rio Cana

Rio Gaás


Rio Sorec

Rio Besor

Bacia do Jordão

Rio Jordão

Rio Querite

Rio Cedrom

Rio Yamurque

Rio Jaboque

Rio Arnom

Lago de Merom

G) Clima

PARTE TRÊS – Estudo geográfico do AT.

A) Estudo dos idiomas narrativa bíblica e secular.

B) Império Egípcio.

C) Império Assírio.

D) Império Babilônico.

E) Império Medo Persa.

F) Império Grego e pós.

G) Dinastia dos Macabeus.

H) Império Romano.

I) Império Bizantino.

PARTE QUATRO – Estudo geográfico do NT.

A) Regiões bíblicas

B) Cidades bíblicas

C) As viagens dos apóstolos e a expansão do evangelho

Problemática histórica das epistolas pastorais

PARTE UM

O estudo da Geografia.

O que é a geografia?

A palavra geografia, etimologicamente, significa "descrever a terra", Geo + Grafia,

esta ciência até o século 19 limitava-se a descrever a terra, mas após esta época

passou também a explicar os fatos.

No entanto existem várias definições de geografia.

Para o alemão Alfred Hettner a geografia é o ramo de estudos da diferenciação

regional da superfície da terra e das causas dessa diferenciação.

Já para Richard Hartshorne o objetivo da geografia é "proporcionar a descrição e a interpretação de maneira precisa, ordenada e racional do caráter variável da superfície da terra".

A Enciclopédia Mirador Internacional observa: "Tomar como tal apenas a face exterior da camada sólida líquida, iluminada pela luz do sol, equivale a suprimir no campo de interesse geográfico as minas e a atmosfera. Nesta ocorrem os fenômenos meteorológicos e se configuram os tipos climáticos de profunda

influência na vida de todos os seres e, particularmente na vida humana".

Para o Dicionário Aurélio a descrição de geografia é: "Ciência que tem por estudo

a descrição da superfície da terra, o estudo dos seus acidentes físicos, climas, solos

e vegetações e das relações entre o meio natural e os grupos".

Sem dúvida que estas descrições são boas, embora as duas últimas pareçam mais

abrangentes.

A Geografia (do grego geo = terra; grafia = descrição, tratado, estudo) é a Ciência

que estuda a Terra na sua forma. Ou seja, estuda os acidentes físicos; o clima; as

populações, as divisões políticas etc. Neste sentido, a Geografia subdivide-se em

diversas outras disciplinas: a Geografia Humana, a Geografia Econômica, a

Geografia Física, a Geografia Política e a Geografia Histórica, dentre outras.

A Geografia Humana preocupa-se em estudar os agrupamentos humanos em suas

relações com a Terra: como repartem o espaço; como se adaptam às condições

naturais, como se organizam para explorar os recursos provenientes da natureza

etc.


A Geografia Econômica está atenta ao estudo dos recursos econômicos - de origem

vegetal, animal e mineral - presentes nas diversas regiões da terra e suas formas

de exploração.

A Geografia Física estuda os traços físicos das diversas regiões da terra, o que inclui

o estudo do relevo, do clima, da vegetação, da fauna e da flora.

A Geografia Política estuda a influência da geografia na política, a relação entre o

poder de um país e sua geografia física e humana, bem como o estudo do reparto

político da terra.

A Geografia História procura reconstruir os aspectos humanos, econômicos, físicos

e políticos de uma dada região do passado. É neste campo que se insere a

Geografia do Mundo Bíblico, que se dedica a estudar as diversas regiões que

serviram de palco para os acontecimentos narrados nos livros da Bíblia.

A Geografia do Mundo Bíblico

"A Geografia Bíblica ocupa-se do estudo sistemático do cenário da revelação divina

e da influência que teve o meio ambiente na vida de seus habitantes".

A Geografia Bíblica, portanto, é uma disciplina muito importante, pois auxilia a

todos que querem conhecer melhor a História Sagrada e o texto bíblico através de

esclarecimentos quanto aos grupos humanos, as características físicas, os recursos

econômicos e as transformações políticas das diversas regiões citadas na Bíblia.

Além disso, ela nos permite localizar e situar os relatos bíblicos no espaço em que

estes ocorreram, auxiliando-nos na reconstrução dos eventos.

Assim, por exemplo, conhecendo a Geografia Bíblica, podemos compreender os

séculos que aconteceram para a conquista da terra de Canaã pelos israelitas, já que

seremos capazes de identificar as características culturais e localização dos diversos

povos que habitavam as diferentes regiões da Palestina no momento da chegada

dos hebreus; apontar os variados acidentes físicos que dificultavam os

deslocamentos; localizar, no mapa, os locais de batalhas etc.

O Mundo Bíblico:

A região que denominamos Mundo Bíblico situa-se, hoje, nas regiões conhecidas

como Oriente Médio e mediterrânicas (Procurar adquirir de alguma maneira, seja

na Internet ou por outro meio um mapa do Mundo Bíblico). Podemos apontar como

áreas limites do Mundo Bíblico a Península Ibérica, à ocidente, e o atual Iraque, à

oriente. Os países que são encontrados hoje nestas regiões são o Portugal,

Espanha, França, Itália, Grécia, os diversos países balcânicos, Turquia, Egito,

Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Iraque, Irã, Arábia Saudita e vários emirados árabes

(use o um Mapa Mundo para localizar estas regiões)

Principais áreas do Mundo Bíblico:

Mesopotâmia (Meso = entre; potamos = rios) - região marcada pela presença de

dois grandes rios que fertilizavam a região, tornando-a propícia para a agricultura:

Tigre e Eufrates. Nesta área, no decorrer da História, surgiram grandes e poderosos

impérios: o Sumério, o Acadiano, o Babilônico e o Persa.

Península Arábica - extensa península formada por poucas áreas férteis e muitos

desertos. Ali se desenvolveu um importante reino, o de Sabá.

Egito - Situa-se no Nordeste do continente Africano. Como a Mesopotâmia, tem

sua fertilidade garantida pela presença do rio Nilo, que atravessa toda a região.

Nesta região se organizou um grande Império, o Egípcio.

Canaã - região estratégica por seu caráter de passagem entre as diversas regiões

do Mundo Bíblico. Reunia a Síria e a Palestina. Nesta área se estabeleceram

diversos povos, como os filisteus, os fenícios, e os próprios hebreus.

Europa - Cenário de importantes Impérios, como o Macedônico, também conhecido

como Império de Alexandre, que reuniu a Grécia, a Macedônia e o Oriente Médio, e

o Romano, que a partir da cidade de Roma, situada na atual Itália, unificou as

regiões mediterrânicas da Europa Ocidental e na Oriental, o Norte da África e o

Oriente Médio. Possui uma grande diversidade geográfica e cultural. A Europa fazse

presente na Bíblia, de forma efetiva, nos livros do Novo Testamento.

Traços físicos e elementos de paisagem:

Como podemos concluir pelo apresentado acima, era extensa a área que

denominamos de Mundo Bíblico e, por isso, são muitas e variadas as características

climáticas, assim como a hidrografia, o relevo, a economia, a fauna e flora destas

áreas.


Leia o texto bíblico e repare nos traços físicos ou elementos de paisagem que são

mencionados e a que região ou localidade se refere: Êxodo 25:10 / Deuteronômio

32:13-14 / Jó 39: 1, 5, 9, 13, 18, 20, 26, 27 / Juízes 6:11 / Mateus 21:18-19 /

Números 11: 5 / Números 31:21 / Ezequiel 22:18-20 / Josué 3:16 / Atos 27:27 / II

Crônicas. 3:1 / Mateus 3:1

O ser humano, no decorrer do tempo, para alimentar-se, vestir-se, divertir-se,

enriquecer e dominar outros, está, constantemente, em contato com a natureza e

com outros povos, transformando-os e interagindo com eles. Assim ocorreu com o

povo de Israel e seus vizinhos e com os primeiros cristãos. Na sua vida diária, estes

indivíduos agiram em e sobre um dado espaço, e esta relação constante com a

geografia, no seu sentido lato, foi um elemento importante no desenrolar da

História Sagrada.

Ao estudarmos a Bíblia devemos, portanto, se possível, procurar ter sempre à mão

mapas e livros que nos apresentem informações sobre a geografia humana,

econômica, física e política do Mundo Bíblico.

Um Pequeno Resumo Sobre a Necessidade da Geografia.

Esta é a ciência que permite ao homem conhecer o seu próprio meio ambiente, não

só a camada terrestre que está exposta à luz solar, mas o próprio interior da terra

também objeto de estudo da geografia, pois, ele influencia e é também influenciada

pelo exterior, a geografia também estuda os climas, umidade, temperatura, terras

férteis, ventos; ela auxilia a navegação, a agricultura, etc. Está diretamente ligada

ao estudo da atmosfera e dos mares. Classifica também as regiões por credo,

densidade populacional, produção agropecuária, atividades em geral, raças, estuda

as civilizações e seus desenvolvimentos, etc. Ela apóia diretamente a história,

muitas ciências humanas e exatas buscam recursos nela. Na verdade parece que

não há limites para os seus campos de estudo.

A partir do tema deste parágrafo "a necessidade da geografia" pode se escrever

toda uma enciclopédia, é difícil falar de um assunto tão amplo em poucas linhas,

mas precisamente podemos dizer que ela é essencial para a humanidade.

Na Antiguidade, os conhecimentos geográficos dos egípcios se limitavam

praticamente ao nordeste da África e a Ásia ocidental até a Assíria. Os fenícios e os

gregos, estimulados pelo comércio, devassaram o Mediterrâneo. Os primeiros

fundaram Cartago (perto da atual cidade de Túnis) em 800 a.C., e transpondo as

colinas de Hércules (estreito de Gibraltar), alcançaram o "país do estanho"

(Cornwall), nas ilhas britânicas.

Os gregos fundaram muitas colônias no mediterrâneo ocidental, de onde partiram

muitas frotas mercantes; dentre elas sobressaiu Massília (atual Marselha) criada

pelos mercadores da Fócida. De lá zarparam expedições que atingiram até o mar do

norte e as ilhas Órcades. Uma destas viagens, em 330 Ac foi escrita por Píteas, cuja

obra se perdeu sendo apenas conhecida indiretamente. As expedições dos gregos

ao oriente médio deram margem a que fossem feitas descrições de viagens e povos

que se tornaram célebres: Heródoto mais conhecido como pai da história, percorreu

o Mediterrâneo, o Egito e o Irã, e foi o primeiro a comprovar que o mar Cáspio

eram um lago e não um golfo. Hipócrates, o pai da medicina descreveu no seu

tratado sobre os ares, as águas e os lugares, o gênero de vida dos Citas, pastores

nômades.


Já na fase final da civilização helênica, Alexandre o Grande dilatou o mundo grego

até a Índia. Paralelamente a esta atividade exploratória e descritiva, os filósofos da

Grécia trouxeram notáveis contribuições sobre o mundo em que viviam e o modo

de representá-lo. Aristóteles apresentou a melhor prova da redondeza da terra que

era a sombra da terra projetada na lua durante as fases lunares e eclipses.

Erastóstenes sagrou-se a pai da geodésia, efetuando no Egito a primeira medição

do meridiano terrestre. Anaximandro pode ser considerado o fundador da

cartografia, pois elaborou o primeiro mapa-múndi.

De acordo com a concepção dos gregos, os oceanos se distribuíam numa só massa

líquida (conceito certo) e os continentes em uma só massa de terras às vezes

ligadas por estreitos territórios, os istmos, conceito certo se calcularmos que eles

desconheciam a existência das Américas. Os climas do mundo eram agrupados em

zonas térmicas aonde as temperaturas aumentavam progressivamente de norte

para o sul (do pólo norte ao Equador), talvez não soubessem que do Equador para

baixo a temperatura cairia. Eles pensavam que a vida era impossível no extremo

norte por causa das baixíssimas temperaturas que chegam a -60 °C e também ao

sul onde a vida seria eliminada pelas altíssimas temperaturas.

Já os romanos foram mais pragmáticos que os gregos. Roma estava interessada

em conhecer as terras e os povos que a cercavam ou eram por ela dominados. Por

causa disto ou seus generais além de conquistarem as terras geralmente traziam

valiosos e minuciosos relatos sobre as terras e os povos incorporados ao império

romano. O historiador Políbio e seu continuador Estrabão de Amásia, descreveram

as terras compreendidas no domínio romano e a história dos povos que as

habitavam. Sem a leitura da geografia de Estrabão dificilmente se poderia

reconstituir o nível de conhecimentos dos pesquisadores que o precederam. É por

isso, talvez seja superestimado como o pai da geografia.

Durante a idade média, pode-se dizer que a geografia não progrediu na Europa.

Tudo estava dominado comprometido por causa da autoridade da igreja católica, os

conhecimentos científicos eram recolhidos aos mosteiros e as pessoas comuns do

povo só recebiam informações que fossem julgadas conforme a interpretação

católica do texto sagrado; como exemplo: noções tais como a terra é plana (tendo

como exemplo a mesa do tabernáculo), e a terra é o centro do universo

(geocentrismo) (para justificar o fato que Josué fez o Sol parar). Durante longo

tempo a geografia esteve subjugada a estas futilidades. No século 13 um jovem

veneziano chamado Marco Polo saiu com seu pai para uma longa jornada, fez uma

viagem de ida e volta à China e escreveu uma rica narrativa de sua viagem e

estadia no império Celeste, o seu livro só pode ser publicado séculos mais tarde.

Todo o conhecimento que foi obtido através de viagens de exploração e compilação

geográficas nesta época foi privilégio somente de povos não cristianizados, o povo

cristão nesta época era mantido sob o jugo da ignorância.

Os vikings fizeram importantes descobertas de terras setentrionais, ano 900

Gunnbjorn Ulfsson chegou ao lugar desconhecido que dez anos mais tarde Eric o

vermelho chamou de Gronland = Groelândia (terra verde), sabemos que na

Groelândia não há matas, mas, ele a chamou assim no intuito de atrair colonos. O

filho de Eric chegou a um continente onde cresciam o trigo é a vinha por isto o

chamou de Vinland, era a América. Um pouco mais tarde Thorfinn Karlsefni

descobriu o Labrador, e o chamou de Helluland (país das rochas), e a Terra Nova

foi por ele batizada de Markland (país das selvas).

Após a morte de Maomé no século 7, a expansão árabe chegou a dominar desde a

península ibérica até o Irã, mas que seus mercadores alcançaram a China para a

leste, a África através dos desertos para o sul, e a Rússia para o norte. O mundo

islâmico nunca se constituiu como a unidade política, os países islâmicos sempre

foram unidos pela religião e pelas intensas relações comerciais. O mundo conhecido

dos árabes se aproximava bastante dos limites do antigo continente, no século 9 e

10 ibn-Fadlan descreveu as terras do leste europeu e os povos eslavos que as

habitavam; el-Edrisi ou al-Idrisi construiu um globo terrestre e o mapa-múndi de

prata, bem como compilou uma obra em que se descreve a Ásia, África e Europa.

Nem os árabes nem os romanos foram meros herdeiros da cultura conhecida como

cultura clássica dos gregos, o árabe ibn-Battuta viajou pela China pelo arquipélago

malaio, e pela costa oriental da África atingiu a latitude 10º encontrando

temperaturas mais brandas do que as do Equador, derrubando a concepção

aristotélica de uma zona tórrida onde a vida seria insuportável.

Após algum tempo muitos países tais como Portugal, Espanha, Inglaterra, França,

etc. começaram a investir na navegação, novas terras foram descobertas e

mapeadas e as noções de geografia mudaram drasticamente em todas as culturas

do mundo.

Varenius e Kant.

Varenius, jovem gênio alemão falecido aos 28 anos residente em Amsterdã,

contrastava com os escritores de sua época, pois, ele subdividia o seu campo de

estudos em dois ramos: a) geografia geral: o universal, que trata de fatos e

fenômenos geográficos que ocorrem na terra, e b) geografia especial ou corografia,

que era a uma geografia regional no conceito moderno.

Kant, o filósofo, estudou a geografia como meio para o conhecimento empírico do

mundo. De 1756 a 1796 ditou na universidade de Konigsberg aulas de geografia

física, era conhecedor de Varenius por quem era influenciado, ele explicava que o

conhecimento científico organizado pode ser encarado no sistema lógico, sem

considerar o lugar ou época de ocorrência, dando origem a ciências sistemáticas,

que classificam os fatos de seu campo em espécies, gêneros, famílias, etc. Kant

dividia a geografia em cinco unidades: a) geografia e matemática, que estuda a

terra como o astro, b) geografia moral que estuda os costumes e culturas, c)

geografia política, d) geografia comercial e e) geografia teológica, que trata da

distribuição das religiões. Nos tomamos esta noção de Kant da divisão

geográfica como a base da organização desta disciplina, procuramos ao máximo

obedecer tais noções para que possamos trazer aos alunos os fatos organizados, ou

seja, em cada época histórica procuramos trazer tais informações.

Mas o estabelecimento da geografia como ciência, deve-se a dois alemães,

Alexander von Humdoldt (1769 – 1859) e Carl Ritter (1779 – 1859), que

influenciados por Varenius e Kant traçaram novos métodos para a geografia.

Com isto terminamos aqui um breve relato geral sobre a geografia. E este tópico

era necessário para todos nós, pois, como escrever sobre geografia bíblica sem

antes saber o que é a geografia?

A necessidade da Geografia Bíblica.

O estudo da geografia esta também presente na teologia, pois há realmente um

interesse no conhecimento das diferentes áreas relacionadas com as Sagradas

Escrituras, boa parte da bíblia tem caráter histórico e por quase todas suas páginas

encontram-se pulverizadas referências geográficas, como então ignorá-las? Acaso

Deus produziu o texto bíblico deste modo para que não o conheçamos? A geografia

bíblica nos leva um conhecimento melhor, mais detalhado do texto bíblico,

podemos definir a geografia bíblica como "o estudo do painel aonde Deus criou a

vida, e escreveu o seu livro sagrado".

Particularmente nos vamos mais longe, acreditamos ser muito importante

o estudo de cada pequena parte do território onde ocorreram os fatos

bíblicos, pois cada um deles tem uma razão espiritual para existir.

Como um pequeno exemplo vamos citar aqui Joel 3:18 Essa é uma profecia, mas

notemos que se trata de uma referência totalmente geográfica, como explicar essa

profecia sem conhecer os dados geográficos nela contido? “E há de ser que,

naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão leite, e todos os

rios de Judá estarão cheios de águas; sairá uma fonte da Casa do Senhor e regará

o Vale de Sitim”.

A cosmogonia Hebraica

O cristianismo tem como livro sagrado a Bíblia, que está dividida em Antigo

Testamento e Novo Testamento, o Antigo Testamento todo foi escrito por hebreus,

já o Novo Testamento em sua maior parte por judeus, portanto é importante

conhecer a cosmogonia hebraica, pois ela fora passada para nós os cristãos como

realidade inquestionável.

Não estamos querendo dizer com isso que os escritores bíblicos escreviam o que

lhe vinha em mente, mas cremos com certeza que os escritos bíblicos são

inspirados por Deus; tomando Moisés como base, vemos que foi criado no Egito e

foi educado segundo toda a ciência que poderiam ter lhe ensinado. Mas apesar

disso ao escrever a Toráh Moisés jamais transportou para seus escritos qualquer

resquício da mitologia ou da cosmogonia egípcia, e isto é bastante interessante,

pois desde menino esteve profundamente envolvido com a ciência egípcia, havia

sido educado por sua mãe, mas estudado nos melhores colégios egípcios, deveria

então haver em sua mente uma espécie de mistura entre estas duas culturas. Os

egípcios acreditavam que a terra estava suspensa sobre cinco colunas, outros criam

que o mundo havia sido chocado de um descomunal ovo cósmico.

Nunca a cultura humana esteve à frente da revelação divina, os gregos com todo

seu espírito inquiridor e apego ao saber só descobriram as verdades reveladas

aos santos do Antigo Testamento concernentes a esfericidade é o movimento da

terra séculos mais tarde - Isaías 40:22.

Considerado o pai da ciência, Tales de Mileto, que viveu um século após Isaías cria

que a terra tinha um formato de um pires. Anaxágoras cria que a terra tinha forma

cilíndrica e que se mantinha centrado no espaço pela pressão atmosférica.

Somente Pitágoras foi o primeiro que declarou ser a terra uma esfera em constante

movimento, seus conceitos só foram ultrapassados séculos depois por Copérnico.

Arístarco, no século III concluiu que a terra era bem menor que o sol e que girava

em torno dele.

A igreja católica pregava o geocentrismo como um dogma, e quem ousasse pensar

o pregar outra coisa qualquer sofreria todos os rigores do satânico "santo ofício" e

sua diabólica "Santa inquisição". Nicolau Copérnico, entretanto, instigado pelos ares

renascentistas da cultura greco-romana, e inconformado com o geocentrismo e

suas complicações, volta-se às idéias de Pitágoras, Heráclites e Aristarco. Ele

admitia a hipótese heliocentrica segundo a qual o sol é o centro do universo.

Formado em medicina, matemática, leis e astronomia, o padre polonês Nicolau

Copérnico declara em seu famoso tratado "De Revolutiones orbium" – “não me

envergonho de sustentar que tudo que está debaixo da lua, inclusive a própria

terra, descreve com outros planetas, uma grande órbita em redor do Sol, que é o

centro do mundo... E sustento que é mais fácil admitir o que acabou de afirmar, do

que deixar o espírito perturbado por uma quantidade quase infinita de círculos,

coisa a que são forçados aqueles que detêm a terra fixa no centro do Universo”.

A teoria de Copérnico foi confirmada pela ciência, e causou uma verdadeira crise

científica e religiosa iniciada no século 16. A igreja romana opôs-se ferozmente

contra a teoria de Copérnico, sua obra foi condenada pela Santa Sé e incluída no

Index; e para nosso espanto até Lutero foi contra Copérnico, certa vez disse "o

imbecil queria conturbar toda a ciência astronômica".

Galileu


Quem desferiu um golpe potente e mortal na crença religiosa do geocentrismo foi

Galileu (1564 - 1633), em sua obra intitulada "Dialoghi sopra idue Massani

Sistemi del Mondo Tolomaico e Coperniano", que se tornou célebre

rapidamente e que ultrapassou todos os conceitos astronômicos existentes até

Copérnico.

Galileu foi acusado de heresia pela igreja de Roma, e já com 70 anos foi obrigado a

ajoelhar-se perante os inimigos e a admitir seus erros e renegar suas descobertas

para salvar sua vida, caso contrário seria assassinado pela inquisição. Mas Galileu

não cria em um conflito entre ciência e Bíblia, diz ele: "a Santa Escritura não pode

jamais mentir, desde que, todavia, penetre seu verdadeiro sentido, o qual - não

creio possível negá-lo - está muitas vezes escondido e muito diferente do que

parece indicar a simples significação das palavras".

Após isto iluministas de renascentistas voltam-se contra Bíblia, pois a oposição

radical do geocentrismo faz com que ela seja considerada incompatível com a razão

e com o bom senso; a Palavra de Deus contudo é inerrante, e o geocentrismo não

tem apoio bíblico.

O grande astrônomo Kepler, ao fazer a apologia das palavras usadas para

descrever o prodígio de Josué ao fazer o Sol parar afirmou: "nós dizemos com o

povo: os planetas param, voltam..... O sol nasce e se põe, sobe para o meio do

céu, etc. Falamos com o povo e exprimimos o que parece passar se diante dos

nossos olhos, posto que nada de tudo isto seja verdadeiro. Entretanto, todos os

astrônomos estão nisso de acordo. Devemos tanto menos exigir das Escrituras

sobre este ponto, quando é certo que ela, se abandonasse a linguagem ordinária

para tomar a da ciência e falar em termos obscuros, não seria compreendida por

aqueles a quem ela quer instruir, confundia os fiéis simples e não conseguiria o fim

sublime a que se propõe".

Os hebreus tinham todas as suas noções sobre a terra e o universo

provindas das Sagradas Escrituras, tudo o que sabiam lhes havia sido

revelado. Era tudo muito exato.

PARTE DOIS

Estudo das regiões bíblicas - Tudo o que permaneceu imutável - Densidade

pluviométrica, topografia, mares, planícies, vales, desertos, terras férteis,

hidrografia, relevo, clima, etc.

Esta lição visa estudar o “painel” onde aconteceram os fatos bíblicos um pouco de

longe, ao ver o território demarcado nos próximos mapas é capas que você

pergunte – “Porque da Inglaterra até Índia?”, mas nos demarcamos este território,

pois, o império romano chegou na Inglaterra e o grego até a Índia, e vamos

estuda-los, pois eles fazem parte da história bíblica.

A nossa bíblia de 66 livros é também um documento histórico que traz muitas

informações importantes acerca do passado da humanidade, mas ela não cobre o

período do império grego. Aqui temos que recorrer a geografia e história secular.

Hoje em dia quanto a história da origem da humanidade existem duas orientações

diferentes: a) a evolucionista e b) a bíblica, além destas duas mais importantes

existem muitas outras sem expressão. E dependendo de onde se estuda pode-se

aprender como realidade tanto uma quanto a outra.

Se um colégio tiver orientação protestante, judaica ou muçulmana “deverá” ensinar

a criação bíblica como o correto, e ensinar também o evolucionismo como equivoco,

mas se sua orientação religiosa for outra ou for secular é somente ensinar o

evolucionismo como correto e nem tocar no assunto da criação.

As expedições arqueológicas também possuem orientações diferentes existem

algumas que estão comprovando os fatos bíblicos outras trabalhando para refutalos,

as ciências também, alguns cientistas dizem - é impossível a vida ter surgido

por meios naturais, já outros dizem – Deus nada criou, nem sequer existe.

Não pretendemos aqui discorrer sobre este assunto, na verdade só vamos expor

um breve comentário, pois estaremos estudando também sobre a história da

origem do homem, e para isso temos uma disciplina específica (Antropologia).

Mas porque parece que este assunto é tão importante assim, e até mesmo divide a

humanidade? É porque ele realmente é muito importante, e realmente divide

quase todos os conhecimentos humanos em duas idéias inversas.

Conceber a evolução implica em formar conceitos absolutamente distintos da

maioria dos fundamentos das ciências exatas, humanas e biológicas, conceitos

distintos de quem crê na criação divina. Muitas ciências tais como a sociologia,

psicologia, antropologia, biologia, etc, em seus muitos estudos partem do

pressuposto da evolução. Desvalidar a evolução agora seria jogar por terra quase

tudo o que a sabedoria humana conseguiu criar, todas as enciclopédias e a

bibliotecas do mundo. Esta discussão reúne de cada lado muitas pessoas

cultas e incultas, e embora os evolucionistas se esforcem para dar a entender que

todos os criacionistas são ignorantes, existem algumas associações de cientistas

criacionistas, formada por pessoas também muito cultas.

O território onde aconteceram os fatos bíblicos está exatamente o centro do mapamúndi,

lá houve a criação, o surgimento das primeiras civilizações, dos idiomas, do

povo hebreu, etc. Ela também nasceu o salvador da humanidade, Jesus.

Observação: Muitos dos mapas contidos neste estudo são exclusivos desta disciplina

(inéditos), você não os verá em nenhuma outra literatura.

PLANICIES E VALES

PLANICIES

A geografia moderna divide a terra de Israel em cinco principais planícies: Acre,

Sarom, Filístia, Sefelá e Armagedom.

É realmente necessário o conhecimento mais detalhado destes lugares devido a sua

importância na história da Bíblia. Uma ciência chamada topografia nos ajudará na

descrição desta região tão acidentada do globo terrestre.

Topografia significa descrição de um lugar ou de uma região, a palavra é formada

por dois termos gregos "topo - região" e "gráphein - descrever", ela ocupa-se da

medida e representação geométrica de uma determinada porção da terra, seu

principal objetivo é o de fornecer informações para a produção de cartas

geográficas.

Gerhard Kremer conhecido como Mercator, criou no século 16 os postulados básicos

para esta ciência.

Planície do Acre:

Fica no extremo noroeste da costa israelense, e estende-se até o monte Carmelo, e

em toda sua extensão ela corta de modo irregular a Bahia do Acre.

O nome desta região em hebraico e "akko" e significa areia quente, compreende

uma faixa de terra que cerca as montanhas localizadas entre a Galiléia, o

Mediterrâneo, e o sul de Tiro até a planície de Sarom.

Essas terras são irrigadas pelos rios Beluz e Quisom.

O solo é muito fértil, com exceção da parte praiana, onde as areias são muito

quentes.

Em Josué 19:25-28, na divisão da terra de Canaã, esta planície ficou com a tribo de

Aser, mas eles não conseguiram expulsar os cananeus que ali habitavam antes

deles.


Planície de Sarom:

Sarom não é o nome semitico, ela localiza-se ao sul do monte Carmelo e Jope.

Sua extensão é de 85 km, e a largura varia entre 15 a 22 km.

Na antiguidade essa região era conhecida pela malária dos pântanos e pelos

bosques traiçoeiros, o seu solo, entretanto, é coberto de lírios e outras flores

exóticas, talvez tenha sido por isso o que em Cantares de Salomão a esposa diz -

"eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales, - e o esposo responde - qual o lírio entre

os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas" - Cantares 2:1-2.

Recentemente os pântanos e charcos desta planície foram drenados pelo governo

de Israel, e agora se constitui num dos mais ricos distritos agrícolas de Israel, as

frutas cítricas produzidas aqui são conhecidas e todo mundo.

Nesta planície também são encontradas quatro flores vermelhas de grande beleza:

Anêmona, Botão de ouro, Tulipa e Papoula.

O profeta Isaías compara a beleza desta planície a glória do Líbano - Isaías 35:2.

Planície da Filístia:

Situa-se entre Jope e Gaza, no sudoeste de Israel, ela tem 75 km de comprimento

e 25 de largura, nela habitavam o os filisteus inimigos mortais dos israelitas.

Esta planície era abundante em cereais e frutas, o seus figos e azeitonas eram

muito apreciados; nela também localizavam-se as cinco principais cidades filistéias:

Gaza, Ascalom, Asdode, Gate e Ecrom, estas cidades possuíam fortalezas quase

impenetráveis.

Aqui também ficava o porto de Jope, muito importante para os israelitas da

antiguidade, após a reconstituição do estado de Israel em maio de 1948 este porto

foi ativado o que impulsionou a economia israelense.

Planície de Sefelá:

Situa-se entre a Filístia e as montanhas da Judéia, ela é caracterizada por uma

série de baixas colinas, solo muito fértil, e grandes colheitas de trigo, uva e

azeitonas.

Sefelá em hebraico significa terras baixas, e ela lembra mais uma faixa de terra do

que uma planície. Ela serviu de lar aos patriarcas Abraão e Isaque por longos anos.

Como é uma região economicamente muito importante foi motivo de várias

disputas que sempre terminavam em guerras ou discórdias.

Planície de Armagedom:

Ela também recebe os nomes de: Jezreel ou Esdraelom, e possui algumas

características pelas quais algumas pessoas a classifica de vale e não planície.

Ela localiza-se na confluência de três vales, e entre os montes da Galiléia e os

montes da Samaria, esta é a maior planície de Israel e insuperável em sua beleza,

ela alarga-se em direção ao monte Carmelo e termina nos montes do Líbano.

Ao sudeste fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jezreel, que foi

capital do Reino do norte no tempo de Acabe e de Jezabel; para o leste desce o

vale de Jezreel até o rio Jordão na altura de Bete-Seba, ela também é atravessada

de leste para oeste pelo Rio Kishon que desemboca no mediterrâneo.

É uma área estratégica para Israel, pois é uma via de comunicação natural entre a

cidade de Damasco e o mar Mediterrâneo.

Esta planície está ligada ao uma profecia escatológica, João o apóstolo nos diz que

ela será o palco da maior de todas as batalhas da história da terra, aonde o povo

judeu sofrera as maiores dores de toda a sua historia.

Ainda existem outras planícies de importância secundária tais como: Jericó, Dotam,

Moabe, Genezaré, etc.

VALES


"Por que a terra que passais a possuir não é como terra do Egito, da onde

saístes, em que semeáveis a vossa semente, com o pé, e que regáveis como a uma

horta, mas a terra que passais a possuir, é terra de montes e de vales: da chuva

dos céus beberás as águas" - Deuteronômio 1:10-11.

Na palestina a chuva cai somente durante certo período do ano, a paisagem é

recortada por muitos vales estreitos e leitos de riachos que só possuem água

durante as estações chuvosas.

Alguns rios que atravessam vales e planícies mais largos, ou então cortam

gargantas estreitas através das rochas.

Os vales são depressões alongadas entre montes ou quaisquer outras superfícies.

E assim como com as planícies não vamos poder estudar aqui todos os vales da

palestina, mas somente os principais.

Vale do Jordão:

Este é o maior vale de Israel, começa no pé do monte Hermom e vai até o mar

morto, ele é cortado longitudinalmente pelo rio Jordão.

Constitui-se em uma grande fenda geológica, em seu ponto inicial, o poço é de

largura de 100 m, e alargando-se pouco a pouco chega no mar da Galiléia com 3

km de largura e do mar morto com 15 km, mas depois dele passa a estreitar se

novamente.

Este é o vale mais profundo da terra, chega a alcançar 426 m abaixo do nível do

mar.

Ele nunca foi uma barreira intransponível para invasores, somente dificultava um



pouco a comunicação entre as suas margens.

Vale de Jezreel

Começa nas nascentes do ribeiro de Jalud e finda no vale do Jordão perto de Bete-

Seba. Nas proximidades deste vale localiza-se a moderna cidade de Zerim.

Vale de Acor:

Foi aqui que aconteceu o apedrejamento de Acã (Josué 7:24-26),

Neste vale localizado entre as terras de Judá e Benjamin, ficavam as fortalezas de

Midim, Secacá e Nibsam.

Vale de Aijalom:

Foi neste vale que aconteceu um dos maiores milagres da Bíblia, onde, por uma

ordem de Josué, o sol deteve-se sobre os amorreus, possibilitando vitória aos

israelitas.

Localiza-se perto de Sefelá, a 24 km a noroeste de Jerusalém.

Possui 18 km de comprimento e 9 de largura, no ano 70 este vale abrigou as tropas

romanas comandadas pelo general Tito, deste vale os romanos saíram para destruir

Jerusalém e o templo.

Atualmente localiza-se neste vale a importante cidade industrial de Yalo.

Vale de Escol:

Escol em hebraico significa cacho.

É uma região fértil e abundante em vinhas.

Os espias enviados por Moisés atravessaram este vale e cortaram dele os enormes

cachos de uvas que foram trazidos atravessados em uma vara.

Ainda hoje ele continua famoso pela fertilidade de seu solo, e rende muitas divisas

a Israel com a produção de: uvas, romãs e figos.

Vale de Hebrom:

Este vale tem muito a ver com a história do patriarca Abraão, neste vale foi que

Abraão morou por um determinado tempo, construiu um altar, recebeu a promessa

de que teria um filho, e intercedeu pelos sodomitas; lá também estão os sepulcros

de sua família.

Localiza-se a 30 km a sudoeste de Jerusalém, e ao contrário do vale do Jordão,

este está a quase 1000 m acima do nível do mar, possui 30 km de comprimento e

guarda muitas lembranças da era patriarcal.

Vale de Sidim:

Neste vale localizado ao sul do Mar Morto ficavam as cidades de Sodoma e

Gomorra. Foi neste vale que Abraão defendeu os reis locais atacados pelos reis do

norte. Nesta região haviam muitos poços de betume, (Gênesis 14:3-8).

Recentemente escavações arqueológicas acharam no vale de Sidim, vestígios de

antiguíssimas cidades, que foram destruídas pelo que parece ser o de uma grande

explosão, e assim, mais uma vez a veracidade das Sagradas Escrituras é

comprovada pela ciência, mais exatamente por pesquisadores que trabalham de

modo sério e imparcial.

Atualmente este vale é inóspito, mas nos tempos de Ló, era bastante fértil. Calculase

que tais poços de betume e petróleo tenham explodido por algum motivo, que

sabemos ser fruto de uma decisão divina. Além do que a região de Sodoma e

Gomorra possuía enormes quantidades de sal e enxofre, que misturados tornam-se

explosivos. Tal explosão foi tão violenta que choveu fogo, enxofre e sal sobre toda

planície - Gênesis 19:24-28.

A mulher de Ló, pode ter sido transformada numa estátua de sal certamente por

causa da grande quantidade de sal que se precipitou por todo o vale.

Vale de Siquém:

O poço de Jacó se localiza nesse vale, onde Jesus falou com a mulher Samaritana,

e deste diálogo resultou a conversão de muitos samaritanos.

Ele localiza-se entre os montes Gerizim e Ebal no centro de Israel, e lá hoje se

encontra a moderna cidade de Nablus.

O seu nome em hebraico significa "ombro".

Vale de Basam:

Este é o vale por onde corre o Rio Yamurque no nordeste da Palestina.

Vale de Moabe:

Dos três vales que desembocam na planície de Moabe, este é o maior. Localiza-se a

nordeste do mar morto.

Quando do Êxodo, os moabitas (filhos de Ló), tentaram impedir o avanço dos

hebreus, em conseqüência disso o Senhor determinou - "Nenhum amonita nem

moabita entrará na congregação do Senhor, nem ainda a sua décima geração

entrará na congregação do senhor eternamente. Porquanto não saíram com pão e

água para vos receber no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram

contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor da Mesopotâmia, para te amaldiçoar" -

Deuteronômio 23:3-4.

Foi neste vale que Moisés morreu, mais antes teve o privilégio de avistar a terra de

Canaã.

Rute era moabita e a misericórdia a alcançou, pois esta mulher virtuosa foi uma das



ancestrais do Senhor Jesus Cristo.

Nesta região foi achada a famosa pedra moabita, uma pedra de basalto negro

encontrada em 1868 nas ruínas de Dibom na antiga cidade moabita; depois da

Bíblia, este é o maior documento encontrado até hoje que trata da Palestina antes

de Cristo, a pedra dá um relato da guerra de Mesa rei de Moabe contra Onri, Acabe

e outros reis de Israel. (Veja os estudos de Arqueologia do Texto Bíblico).

PLANALTOS E MONTES

PLANALTOS

No território de Israel existem dois grandes planaltos: o central e o oriental.

O primeiro e quase que uma continuação dos famosos montes do Líbano, ele sai do

centro do país em direção ou norte e ao sul.

Já o planalto oriental, é considerado por alguns geógrafos como um apêndice do

ante-Libano, e segue a mesma direção do primeiro. Ambos possuem uma altitude

média que varia de 700 a 1.400 m.

Planaltos são grandes extensões de terras planas ou pouco onduladas, elevadas,

cortadas por vales nele encaixados.

Planalto central:

Compreende os planaltos de Naftali, Efraim e Judá.

Planalto de Naftali: Fica ao norte da Galiléia.

Planalto de Efraim: Compreende a área da Samaría.

Planalto de Judá: Fica ao sul, é o rodeado por Betel e Hebrom.

Planalto oriental:

Localiza-se a leste do Jordão, e também possui em si três outros planaltos:

Planalto de Basam: Também conhecido como Auram, situa-se entre o sul do monte

Hermom e o rio Yamurque.

Planalto de Gileade: Fica entre Yamurque e Hesbom. Ele é cortado pelo rio Jaboque.

Planalto de Moabe: esta é uma região bastante rochosa, mas onde se

encontram boas pastagens, fica a leste do rio Jordão e mar morto até o rio

Arnon.

MONTES


Os montes exerceram muita influência sobre a cultura judaica, pois eles passaram

400 anos do cativeiro egípcio num local de terras planas aonde raramente chovia, e

sob comando de Moisés passaram a habitar num local de topografia bastante

acidentada, com chuvas abundantes e terra bastante fértil. Muitos dos Salmos de

Davi falam dos montes, tal como o salmo 125. Do Êxodo para cá os montes da

terra de Canaã estão incluídos em todas as lembranças do povo de Israel, as

cidades também são construídas sobre eles como uma forma de proteção.

Um monte é uma elevação natural de terra maior do que o outeiro e menor do que

a montanha. Não existem medidas de altura ou volume de terra, para se classificar

com exatidão o que é um outeiro, monte ou montanha, são valores relativos.

Como são muitos, vamos classifica-los neste item de modo diferente, antes de

estudá-los vamos fazer um pequeno índice:

Montes Palestínicos

1. Montes de Judá

Monte Sião

Monte Moriá

Monte das Oliveiras

Monte da Tentação

2. Montes de Efraim

Monte Ebal

Monte Gerizim

3. Montes de Naftali

Monte Carmelo

Monte Tabor

Monte Gilboá

Monte Hatim

Montes Transjordanianos

• Monte de Gileade.

• Monte de Basam

• Monte Pisga

• Monte Peor

• Monte Sinai

Montes Palestínicos

Montes de Judá

Os montes de Judá se localizam ao sul dos montes de Efraim. Eles são uma série de

elevações entre as quais existem verdes vales, por onde correm rios que deságuam

no Mar Morto e Mediterrâneo. Os maiores montes de Judá são:

Monte Sião

Localizado na parte leste de Jerusalém, o monte Sião ergue-se ali soberano e

altivo.Tem aproximadamente 800 m de altura do nível do mar, e é a mais alta

montanha de Jerusalém, por isto talvez este monte seja constantemente citado nas

Escrituras.

Ele era habitado pelo Jebuseus, e quem conseguiu expulsá-los deste local e tomar

para si a Jerusalém foi o grande rei Davi.

Este monte é uma fortaleza natural para Jerusalém, por isso Sião passou a ser a

capital de Israel, e não demorou muito para que Jerusalém também fosse chamada

de Sião. Mais tarde o rei Davi mandou que fosse trazido a arca da aliança para Sião

e então o monte passou a ser considerado sagrado pelos hebreus; décadas mais

tarde com a transferência da arca para dentro do templo, Sião passou a ser

considerada também como a Casa de Deus.

O termo Sionismo era o movimento que visava a recriação do estado de Israel,

também a igreja de Jesus Cristo é conhecida como Sião celestial.

Monte Moriá

Foi-me nesse monte que Abraão preparou seu filho Isaque para ser dado em

sacrifício. Localiza-se a leste de Sião, possui uma altura média de 800 m do

nível do mar, e sua forma é alongada.

Salomão construiu o templo neste monte, o seu nome significa "temor" em

hebraico.

Monte das Oliveiras

Localiza-se no setor oriental de Jerusalém, o vale do Cedrom separa-o do monte

Moriá, ele se compõe de uma cordilheira baixa de aproximadamente 3 km de

comprimento, na parte ocidental deste monte fica o jardim das oliveiras.

No Antigo Testamento todo este monte era coberto de oliveiras, vinhas, e muitas

outras árvores frutíferas.

Monte da Tentação

Logo após o seu batismo no rio Jordão Jesus foi levado pelo Espírito a este monte

onde passou 40 dias em completo jejum, foi tentado pelo diabo, mas, manteve-se

firme, o texto bíblico não traz o nome deste monte, mas de acordo com o cenário e

com a localização, muitos estudiosos o identificam como sendo o local correto.

Distante 20 km a leste de Jerusalém ele se eleva a quase 1.000 m acima do nível

do mar, mas como a região é alta sua altura não ultrapassa os 300 m. A região é

árida, montanhosa e cheia de cavernas.

Montes de Efraim

Esta região montanhosa abrange a área ocupada pelos descendentes de Efraim,

pela metade dos Manassitas, e por uma parcela dos benjamitas. Esta mesma região

é conhecida por outros nomes: monte de Naftali, monte de Israel e monte de

Samaria.

Os dois montes de Efraim mais importante são Ebal e Gerizim.

Monte Ebal

Localiza-se a norte da a atual cidade de Nablus, de solo o árido tem 300 m de

altura, e 1.000 m do nível do mar. O seu nome em hebraico significa "a pedra", e

constitui-se ( tanto ele quanto o Gerizim), em pontos estratégicos para Israel, pois

para se ir a qualquer lugar da terra santa é necessário passar por ambos.

Monte Gerizim

Já este monte, é coberto por abundante vegetação.

Possui 230 m de altura, nele foram abertas muitas cisternas para se guardar as

águas da chuva. Atualmente é conhecido como Jebel-et-Tor.

Montes de Naftali

Os montes de Naftali compreendem o conjunto montanhoso ao norte da terra

santa, e abrange a região da Galiléia; possui este nome, pois a tribo de Naftali

ficaram com grande parte deste território na divisão das doze tribos após a

conquista sob liderança de Josué.

Monte Carmelo

Os 450 profetas de baal, foram desafiados por Elias neste monte.

Ele compreende uma cordilheira de 30 km de comprimento cuja largura varia de 5

a 13 km, ele vai do mediterrâneo ao sudoeste do território israelita, o ponto mais

alto da serra não atinge 600 m.

No norte da cordilheira corre o rio Quisom, onde os 450 profetas foram

exterminados. Ele avança para dentro do mar mediterrâneo, e do alto é possível se

ter uma das visões mais lindas do oriente médio.

Monte Tabor

Possui 320 m de altura, e na verdade um monte solitário, ele fica a 10 km de

Nazaré e a 16 km do mar da Galiléia.

Ele faz parte da história de Débora e Baraque e de Gideão, nos dias de Oséias, foi

construído sobre ele um santuário pagão, contra o qual profetizou - Oséias 5:1.

Monte Gilboá

Possui 13 km de comprimento e largura que varia entre 5 e 8 km, localiza-se no

sudeste da planície de Jezreel, de forma alongada e eleva-se a 540 m de altitude.

O seu nome significa "fonte borbulhante", e nele morreram em combate Saul e seu

filho Jônatas, dai vem o texto de 2 Samuel 1:21.

Monte Hatim

Localiza-se nas proximidades do mar da Galiléia também chamado de "cornos de

Hatim", é pequeno, não ultrapassou 180 m de altura, do seu topo pode-se avistar

todo o mar da Galiléia, possui dois picos principais e tem aparência de chifres.

Também é conhecido como o monte das bem aventuranças, pois, se acredita que

foi dele que Jesus pronunciou o sermão da montanha.

Montes Transjordanianos

A transjordânia fica ao oeste do rio Jordão, e esta região é mais plana, portanto

estes montes são conhecidos como montes de planalto.

Monte de Gileade

É na realidade um conjunto montanhoso, vai do Sul do rio Yamurque até o mar

morto. É cortado pelo rio Jaboque onde Jacó lutou com o anjo do Senhor. Na

divisão das doze tribos esta região coube a Gade.

Nos tempos de Jesus este território era conhecido como Peréia.

Na antiguidade a região era famosa por sua fertilidade, produzindo muitos cereais,

frutas e oliveiras.

Monte de Basam

Constitui-se num grande e fértil conjunto de montanhas, ao sul do monte Hermom,

e a oeste da região desértica da Síria e da Arábia, a leste do Rio Jordão e do mar

da Galiléia, e ao norte do vale de Yamurque.

No Antigo Testamento esta região era coberta de cedros e carvalhos, e lá eram

apascentados numerosos rebanhos. Nos dias de Abraão era habitado pelo temidos

refains (gigantes).

Monte Pisga

Em Deuteronômio 34:1-6 se lê - "Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao

monte Nebo, ao cume de Pisga que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou

toda a terra, desde Gileade até Dã. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na

terra de Moabe, conforme o dito do Senhor".

O Monte Pisga está localizado na planície de Moabe, a 15 km a leste da

desembocadura do rio Jordão, possui 800 m de altura e também é conhecido como

monte Nebo.

Monte Peor

Localizado nas imediações do monte Pisga, seu nome significa: "abertura" em

hebraico, nele era adorado o deus baal-peor.

Foi deste monte que Balaão tentou amaldiçoar os filhos de Israel.

Monte Sinai

Constitui-se numa península montanhosa localizada entre os golfos de Suez e

Acaba. Foi nesta região que Deus apareceu a Moisés, e da sarça ardente o chamou

para libertar o povo hebreu das garras do faraó.

Também conhecido como monte Horebe, ele serviu de refúgio ao profeta Elias

quando se escondia da perversa Jesabel.

DESERTOS E HIDROGRAFIA

DESERTOS

O termo deserto significa "regiões de escassas precipitações e nas quais a

cobertura vegetal é praticamente nula ou então está reduzida a algumas plantas

isoladas".

Mas a bíblia ao referir-se a deserto não somente inclui os desertos estéreis e dunas

de areia ou de rocha, mas igualmente refere-se a terras planas de vegetação

rasteira apropriada para pastagens.

Esta palavra encontrada 36 vezes como adjetivo (exemplo: a vida é um deserto), e

284 vezes como substantivo, referindo-se propriamente ao deserto; no NT 12 como

adjetivo e 36 como substantivo.

A palavra hebraica mais traduzida como deserto e "midbar", e ela pode significar

desde o deserto há uma região plana, "yesimon" significa deserto comum, "orbáh"

significa aridez, desolação, ruína o castigo divino, "toku" significa vazio, e "siyyah"

que significa terra árida.

A difícil classificar o deserto pela quantidade de chuvas que recebe a região,

algumas regiões que recebem pouquíssimas chuvas (10 mm/ano), outras (50

mm/ano ou mais), e algumas regiões semi-áridas até 250mm/ano; isto nos mostra

que não é somente a quantidade de chuvas que estabelece um deserto, no

nordeste brasileiro algumas regiões recebem anualmente 750mm de água e são

áridas. Alguns fatores podem contribuir para a formação de um deserto, tais como:

solo infértil, ventos quentes e solo desnudo que aumenta o aquecimento da região

e a destruição de seus elementos orgânicos.

Deserto do Sinai

Durante 40 anos os hebreus caminharam neste deserto após a saída do Egito,

neste período eles aprenderam a sobreviver no deserto, mas apesar da aridez nada

lhes faltou, pois, o Senhor supriu todas as suas necessidades, foram quatro

décadas onde eles se organizaram e se transformaram numa nação robusta.

Possui formato triangular, a leste é banhado pelo golfo de Acaba, e a oeste pelo

golfo de Suez, ao norte liga-se com a África e com oriente, a área desta península

possui 35.000 km2.

Toda esta península foi tomada por Israel na guerra dos seis dias em 1967, e

depois devolvida ao Egito, mas segundo o texto sagrado esta região pertence de

fato aos israelitas.

Deserto de Neguev.

A agricultura irrigada, a mineração e a urbanização empreendida no século XX

mudaram a face do Neguev, cujo nome, em hebraico, alude à aridez do lugar.

Com cerca de 12.170km2, o deserto de Neguev, no sul de Israel, equivale a mais

da metade da superfície do país. Tem forma de triângulo, com vértice em Elat, no

golfo de Aqaba, ao sul. Limita-se a oeste com a península do Sinai e a leste com o

vale do Jordão.

Não tem fronteiras definidas ao norte, onde se une à planície costeira, ao planalto e

ao deserto da Judéia. O Neguev, que integra a depressão do mar Morto, apresenta

crateras de erosão alongadas (makhteshim) e cercadas de penhascos.

As precipitações são baixas no sul, mas na área de Beersheba chegam a 300mm

anuais, o que viabiliza a agricultura. No inverno, são comuns chuvas repentinas e

breves. Cursos d'água temporários (ueds) cortam a região mais acidentada.

Nos tempos bíblicos, era uma área de pastagens onde, mais tarde, os nabateus

praticaram a agricultura. Importante celeiro do Império Romano, após a conquista

árabe, no século VII, a região ficou entregue a beduínos por mais de 1.200 anos.

A modernização agrícola do Neguev iniciou-se com a implantação, em 1943, de

kibbutzim (fazendas coletivas). Após a criação do Estado de Israel (1948), a região

ganhou importância e, graças à irrigação, os férteis solos de loess produzem

excelentes safras de cereais, forragem, frutas, legumes e verduras.

Exploram-se potassa, bromo e magnésio em Sedom, ao sul do mar Morto, cobre

em Timna, e gás natural em Rosh Zohar. Grandes depósitos de argila e sílica

abastecem as indústrias de cerâmica e de vidro. Em Oron e Zefa há usinas de

processamento de fosfato.

A principal cidade do Neguev é Beersheba. Entre os núcleos urbanos planejados no

século XX, destacam-se Arad, Dimona e Elat, única saída de Israel para o oceano

Índico.


Deserto da Judéia

As áreas localizadas do leste dos montes de Judá ao rio Jordão e ao mar morto

formam o deserto da Judéia, e este se subdivide em outros desertos menores e

sem importância : Maon, Zife, En-Gedi, Tecoa e Jeruel.

Foi nesta região que Davi escondeu-se de Saul quando estava sendo perseguido.

Foi nesta região também que os profetas Amós e João Batista exerceram seus

ministérios.

Desertos de Jericó, Bete-Aven e Gabaom

O deserto de Jericó fica no antigo território benjamita, e ele forma um desfiladeiro

rochoso de cerca de 15 km que vai de Jerusalém para a Jericó. É uma área de

muitas cavernas nas quais os criminosos se escondiam. Este foi o cenário para a

parábola do bom samaritano que socorreu o homem que fora assaltado na estrada

para Jericó.

Bete-Aven e Gabaom são outros desertos que compõem o deserto de Jericó.

HIDROGRAFIA

Antes de tudo, vamos verificar o que é a hidrografia.

Hidrografia e hidrologia.

A manutenção da vida na Terra é determinada essencialmente pela presença e pelo

movimento da água. A hidrografia e a hidrologia estudam a distribuição, circulação

e composição dessa substância na superfície terrestre.

Hidrografia é a ciência que estuda as massas de água da superfície da Terra, sejam

fluviais, lacustres, marinhas, oceânicas ou glaciais. Além disso, encarrega-se do

estudo das propriedades físicas (transparência, temperatura, cor) e químicas

(salinidade, substâncias dissolvidas) das águas. A hidrografia apresenta

numerosos pontos em comum com a hidrologia, ciência que estuda as águas

continentais.

A confecção de mapas de bacias oceânicas e de águas continentais e litorâneas

pertence ao domínio da hidrografia. Nas cartas de navegação, o relevo subaquático

é representado por pontos cotados em relação ao nível médio da superfície líquida e

por linhas indicadoras de profundidades iguais (isóbatas). A informação contida

nesses mapas inclui a sinalização de bancos de areia, recifes, faróis, correntes etc.

A projeção de Mercator, sempre utilizada nas cartas de navegação, facilita o

traçado de rumos náuticos.

A hidrologia encarrega-se do estudo qualitativo das águas continentais e de sua

dinâmica: rios, torrentes, lagos e geleiras. Segundo seu objeto de estudo, essa

ciência subdivide-se em potamologia, referente aos rios; limnologia, aos lagos; e

glaciologia, às geleiras. O conceito de ciclo hidrológico, fundamental para a

hidrologia, refere-se ao processo seguido pela água desde que se evapora dos

oceanos, sua fonte principal, pela ação solar, até retornar a eles pela circulação

superficial e subterrânea, depois de ter sido distribuída em forma de precipitações

pela superfície terrestre. A moderna hidrologia aplica a matemática, a física e a

química e utiliza informações proporcionadas pela meteorologia, a geologia, a

edafologia (estudo dos solos) e a fisiologia vegetal e a hidráulica.

Umidade do solo e evaporação. A água que chega à superfície da Terra pode seguir

três caminhos diferentes: uma parte se infiltra, outra passa a fazer parte dos rios e

geleiras e outra ainda permanece sobre o solo em depósitos -- lagos -- ou sobre

plantas, de onde voltam por evaporação para a atmosfera. A quantidade de água

que se infiltra no terreno depende da porosidade: quanto mais poroso o solo, maior

a quantidade de água infiltrada.

Depois de penetrar no solo, uma parte da água é absorvida pelas plantas e volta

para a atmosfera por meio de evaporação.Outra parte penetra mais profundamente

no solo até encontrar um horizonte impermeável, onde forma uma corrente de

água subterrânea.Nos lugares onde esse lençol freático aflora na superfície,

formam-se fontes que podem alimentar com suas águas os rios e lagos.As águas

subterrâneas podem também aflorar por meio de poços cavados artificialmente.

A evaporação potencial de um tipo de solo é aquela que ocorreria se a umidade

fosse constante. Resulta dos efeitos combinados de diversos fatores climáticos. A

relação entre a precipitação e a evaporação potencial serve a hidrólogos,

climatólogos e geógrafos para definir as secas e delimitar as regiões áridas. É

fundamental conhecer a evaporação para realizar projetos de irrigação, que visam

a controlar a umidade do solo de cultivo a fim de favorecer o crescimento adequado

das plantas.

A umidade do solo segundo a concentração aquosa da região ocorre em três níveis.

O primeiro é constituído da água higroscópica (água absorvida pela superfície das

partículas de terra) que, por ficar retida, não é útil para as plantas. O segundo

nível, o da água absorvida capilarmente pelos interstícios entre as partículas, é

utilizado pelas plantas. O terceiro se constitui da água que se infiltra no terreno

pelo efeito da gravidade. O conhecimento da umidade do solo é fundamental para

os projetos de irrigação e de drenagem, no caso de encharcamento e inundações.

Essa umidade é fator determinante da erosão de terrenos e da estabilidade de

diques e outras estruturas de terra. Em geral, influi na estabilidade do terreno.

Águas subterrâneas. A água que se infiltra através das camadas permeáveis do

solo e se acumula ao chegar a uma camada inferior impermeável constitui o que se

chama de lençol subterrâneo freático ou superficial. Os lençóis aqüíferos profundos

são normalmente constituídos de camadas permeáveis compreendidas entre dois

estratos impermeáveis. A água chega ao estrato permeável por pontos onde este

aflora, por efeito da erosão ou pela forma das camadas. A superfície de equilíbrio

de um lençol aqüífero determina as sinuosidades do terreno.

As camadas aqüíferas livres são lençóis freáticos ou profundos que não se mantêm

sob pressão, devido à existência de um trecho impermeável ou menos permeável

que a camada aqüífera. Quando esse trecho existe, a camada se chama lençol

aqüífero cativo. Nesse caso, a água tende a sair por qualquer abertura natural ou

artificial do teto. A esse grupo pertencem as camadas artesianas, cujas águas, ao

saírem, alcançam uma altura superior ao nível do solo. Chama-se zona de

alimentação de um lençol aqüífero a superfície do terreno onde se produz a

infiltração.

Circulação das águas. A água que circula nos arroios e rios, inclusive os

subterrâneos, por efeito da gravidade, representa, no ciclo hidrológico, o excedente

não evaporado das precipitações. Em climas temperados, as precipitações

intermitentes e irregulares (em espaço, tempo e quantidade) dão lugar a águas

circulantes superficiais escassas e constantes. Essa aparente contradição se deve

principalmente à capacidade de armazenamento das camadas da Terra, que

conservam o excedente de precipitação e o liberam, gradualmente, por meio de

fontes que alimentam as correntes de água. Quando a alimentação dessas

correntes procede principalmente de fontes, o regime hidrográfico (isto é, as

flutuações de sua quantidade de água) será mais variável se proceder de camadas

freáticas do que se provier de camadas profundas. É muito raro, porém, o caso de

um rio alimentado exclusivamente por fontes. Como as fontes também se originam

das chuvas, os regimes são classificados conforme a alimentação se dê por neves,

chuvas ou ambas. Os regimes mais constantes são os mistos.

No regime fluvial -- ritmo de cheias e estiagens de um rio -- tem influência o clima,

o relevo, a vegetação, a litologia (composição das rochas) e os solos. Pode-se falar

de dois regimes principais: o dos climas quentes, alimentados por fortes chuvas,

em que se incluem o regime equatorial (Congo e Amazonas) e o tropical (Orinoco e

Zambeze); e o dos climas temperados e frios, muito influenciados pela

temperatura, em que se diferenciam os rios de regime de monções (Ganges),

mediterrâneo (Ebro) e alpino. Os rios de regime alpino se abastecem

principalmente das neves e também são chamados de rios de regime niveal, como

o Danúbio. Os rios alimentados por neve têm a menor quantidade de água

(estiagem), no inverno; os alimentados por chuva, no verão.

O estudo do regime hidrográfico de uma corrente de água é fundamental para a

utilização permanente e regular de suas águas, seja para irrigação, para o

abastecimento de água à população ou como força motriz. As represas armazenam

água para os períodos de estiagem e impedem que se perca nas cheias. São, pois,

reguladoras do regime fluvial.

Quando se realiza o estudo hidrológico de toda a bacia, pode-se expressar o

volume total de águas em função do tempo, obtendo-se uma curva. Esse gráfico

permite conhecer características da bacia que afetam a distribuição das

precipitações e, portanto, a alimentação das correntes superficiais e subterrâneas.

Os gráficos de curto prazo servem para análise e previsão da magnitude e da

freqüência das cheias, e são básicos para o controle das enchentes. O estudo dos

cursos d'água e de suas tendências de longo prazo, quanto à quantidade e à

qualidade das águas, emprega-se para projetos de irrigação, obras hidráulicas,

distribuição de água potável e outras formas de aproveitamento hidráulico.

A hidrologia também estuda os lagos, que são acumulações de água em depressões

das mais diferentes origens: falhas tectônicas, crateras vulcânicas, circos escavados

por geleiras etc. Geralmente são alimentados por rios e deságuam em outro rio que

desemboca no mar.

Medições. A hidrologia tradicional baseava-se na observação direta, na experiência

e na intuição pessoal. As modernas pesquisas hidrológicas, porém, recorrem cada

vez mais a modelos matemáticos. As técnicas de controle remoto, por exemplo,

baseiam-se na radiação emitida por um objeto e captada por detectores

adequados. Em hidrologia é possível detectar águas contaminadas ou mananciais

termais por meio de câmaras infravermelhas. Do mesmo modo pode-se conhecer a

espessura do gelo ou sua distribuição mediante detectores de microondas. O radar

pode medir a umidade do solo, a intensidade da chuva e a distribuição das

tempestades. As técnicas de controle remoto mais úteis nas pesquisas hidrológicas

são as que utilizam radar e fotografias espaciais feitas por câmaras a bordo de

satélites artificiais.

Mediante cálculos realizados a partir dos tempos de desintegração dos

isótopos radioativos, pode-se conhecer a concentração de material em

suspensão nos rios e depósitos e determinar a quantidade e a distribuição

da umidade no solo. Também se pode medir o fluxo de canais, correntes e

rios, determinar a direção e o movimento de águas subterrâneas, bem

como sobrecargas ou vazamentos em depósitos subterrâneos. A aplicação

de computadores em hidrologia abrange o campo de processamento de

dados de rotina, solução de equações dos modelos matemáticos que

descrevem sistemas hidrológicos e controle dos instrumentos e da

pesquisa.

Metade do território israelense a tática do templo é composto pelo deserto de

Neguev, e por causa desta escassez água constitui-se em questão vital para Israel.

A pouca água que existe em Israel deve ser bem aproveitada, a sua insuficiência de

certo modo estrangula o desenvolvimento econômico, mas Israel com o tempo

criou um sofisticado sistema de irrigação, o que lhe permite ter uma produção

agropecuária suficiente.

MARES


Mares

Como os itens que estudaremos aqui neste tema serão muitos, então convém

também fazermos um pequeno índice antes:

Mares da Terra Santa

Mar Mediterrâneo

Mar Morto

Mar da Galiléia

Mar Vermelho

Mar Egeu

Mar Jônico

Mar Negro

Mar Cáspio

Mar Aral

Mar Baleares

Mar Tirreno

Rios da Terra Santa

Bacia da Mediterrâneo

Rio Belus

Rio Quisom

Rio Cana


Rio Gaás

Rio Sorec

Rio Besor

Bacia do Jordão

Rio Jordão

Rio Querite

Rio Cedrom

Rio Yamurque

Rio Jaboque

Rio Arnom

Lago de Merom

MARES


Mares da Terra Santa

A definição de Mar da Enciclopédia Barsa é: "Conjunto da massa de água que cobre

a maior parte da superfície terrestre. Em sentido estrito, parcela dos oceanos

adjacente a terras emersas"; mas em alguns casos, Mares tais como o Mar da

Galiléia não possuem ligação com os oceanos, na verdade alguns grandes lagos são

conhecidos como Mares por possuírem água salgada, ou porque teria sido nomeado

deste modo na antiguidade. O dicionário Aurélio define: "Mar é qualquer massa de

água salgada do globo terrestre".

Israel possui três Mares: Mediterrâneo, Morto e da Galiléia, este último apesar de

designar-se como Mar, é na verdade um lago.

Mar Mediterrâneo

Este Mar aparece nas escrituras com outros nomes: Mar Grande, Mar Ocidental,

Mar dos Filisteus, Mar de Jafa; muitas vezes ele é tratado simplesmente de Mar, e

existe um forte motivo para isto, visto que os povos bíblicos não estenderam seus

domínios exploraram o atlântico ou índico, mas a sua história concentra-se neste

Mar. Muitos povos da antiguidade possuem a origem de suas histórias ligadas a

este Mar.

Com seus 4500 quilômetros de extensão, e 3 milhões de quilômetros quadrados,

ele é o maior Mar interno do planeta, possui ligação ao norte com a Europa, a leste

com a Ásia e ao sul com a África.

A navegação sempre tomou a frente na economia de todos os antigos países que

Margeavam o mediterrâneo, mas Israel nunca explorou muito bem a navegação,

por dois motivos principais: A) Os israelitas davam muito valor à família e não

trabalhavam na navegação para não se separar dela, B) As águas do mediterrâneo

que banham Israel são em sua maioria bastante rasas o que dificultava o acesso a

grandes navios.

Jope era o único porto do mediterrâneo utilizado por eles para grandes

embarcações, mas havia muitos outros portos para pequenas embarcações.

Outra boa pesquisa sobre o Mar Mediterrâneo segue abaixo:

Em torno do Mare nostrum, como os romanos chamavam o Mar Mediterrâneo,

desenvolveu-se a civilização ocidental. O clima ameno da região, as costas

recortadas, a oferecer abundância de portos, e a situação geográfica da Europa, a

África e a Ásia -- facilitaram durante milênios as trocas comerciais e culturais entre

os povos litorâneos.

O Mar Mediterrâneo é um Mar continental situado entre a Europa, a Ásia e a África.

Comunica-se com o oceano Atlântico através do estreito de Gibraltar, que, com

13km em seu ponto mais estreito, separa a África da Europa. Liga-se ao Mar Negro

pelo estreito de Dardanelos.

No sudoeste, o canal de Suez faz a ligação com o Mar Vermelho.

Mar quase fechado, o Mediterrâneo estende-se por cerca de quatro mil quilômetros

de Gibraltar até a Síria. Forma vários Mares secundários:

A) Baleares,

B) Tirreno,

C) Jônico,

D) Adriático,

E) Egeu,


F) Már Mara e

G) Negro.

H) Extensas e numerosas, as ilhas incluem as Baleares, a Córsega, a Sardenha,

a Sicília, as Jônicas, Creta, as Cíclades, Rodes e Chipre.

Geomorfologia e clima. Durante muito tempo se acreditou que o Mediterrâneo

era o principal remanescente do antigo Mar de Tétis, que supostamente teria

existido entre os hipotéticos períodos carbonífero e cretáceo, quando o Mar Cáspio

dele se separou e isolou-se como um lago. Mas no fim do século XX, porém, já se

sabia que se tratava de uma bacia de formação mais recente.

Uma cordilheira subMarina entre a Sicília e a costa africana divide a bacia

mediterrânea em duas partes -- ocidental e oriental -- diferenciadas em bacias

menores: de oeste para leste, a de Alborán, a argelina, a tirrena, a jônica e a

levantina. A profundidade máxima, de 5.121m, se encontra no Mediterrâneo

oriental, no Mar Jônico, ao sul da Grécia.

O clima característico da região é temperado e seco, com variações locais

determinadas por influências do oceano Atlântico, do deserto de Saara, da frente

polar e das regiões continentais dominadas por altas pressões. No verão, o calor

provoca grande evaporação das águas Marinhas, enquanto um permanente centro

de baixas pressões atrai os ventos da África e Europa. De acordo com a época do

ano, predominam os ventos secos e quentes do deserto africano (o siroco) ou os

ventos frios do noroeste (bora e mistral). Chove mais na região oeste, sobretudo no

outono e no inverno.

Hidrografia. O Mediterrâneo perde por evaporação um volume de água três vezes

maior que o que recebe dos rios que nele desembocam, entre eles o Nilo, o Pó, o

Ródano, o Ebro e o Danúbio (que deságua no Mar Negro). Em conseqüência, há um

permanente fluxo de águas superficiais do oceano Atlântico, através do estreito de

Gibraltar. Essa corrente, mais intensa no verão, quando a evaporação é máxima, é

o componente mais constante da circulação de águas no Mediterrâneo. O Mar

Negro dá uma pequena contribuição através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos

e o Mar de MárMara.

A temperatura das águas superficiais é mais alta no Mediterrâneo oriental que no

ocidental. As águas mais quentes são as do golfo de Sidra, na Líbia, onde se

alcançam médias de 31o C no verão. As águas mais frias se encontram no extremo

norte do Adriático, no golfo de Trieste, onde a temperatura no inverno baixa até

5,2o C. Nessa região, às vezes, há formação de gelo nos períodos mais frios.

A salinidade é elevada, de 3,8% (nos oceanos se mantém próxima de 3,5%). A

escassez de elementos nutritivos, as estreitas plataformas continentais e o limitado

intercâmbio entre as águas superficiais e profundas determinam uma relativa

pobreza biológica. A superexploração dos recursos Marinhos do Mediterrâneo é um

problema que ainda aguarda solução.

Foram descobertas jazidas de petróleo próximas à Espanha, Sicília, Líbia e Tunísia,

além de gás natural no Mar Adriático. As regiões em torno do Mediterrâneo se

especializaram na produção de azeitonas, frutas cítricas, uvas e cortiça. O turismo é

importante fonte de divisas para a maior parte dos países mediterrâneos.

Importância histórica. Grandes episódios da história da humanidade ocorreram no

Mediterrâneo. A partir dos primeiros núcleos do Oriente Médio e do Egito, a

civilização se estendeu pelas ilhas e pelo litoral grego e, posteriormente, pelo

Mediterrâneo ocidental.

Nos dois séculos anteriores à era cristã, Roma se impôs sobre as civilizações grega

e cartaginesa e conseguiu unificar politicamente todo o Mediterrâneo. O

cristianismo se estendeu pelo império e foi assimilado também pelos povos

bárbaros que, desde o século V, se introduziram no oeste europeu. Os muçulmanos

conquistaram mais tarde o sul do Mediterrâneo, fato que não impediu o

florescimento de um próspero comércio. Assim desenvolveram-se numerosas

cidades costeiras, como Valência, Barcelona, Marselha, Nice, Gênova, Nápoles,

Veneza, Alexandria, Trípoli, Túnis e Argel. No século XV, os turcos otomanos

conquistaram Constantinopla (Istambul) e interromperam o próspero comércio das

cidades mediterrâneas.

A abertura da rota para a Ásia pelo cabo da Boa Esperança e o descobrimento da

América, deu início ao apogeu da Europa atlântica. O Mar Mediterrâneo teve, então,

reduzida sua importância, mas ressurgiu como caminho Marítimo com a abertura

do canal de Suez, em 1869, quando ocorreu o renascimento de seus antigos

portos.

Mar morto



No texto bíblico este Mar é chamado de Mar salgado, veja Josué 3:16 , atualmente

o seu nome Mar Morto por causa da quantidade imensa de sal que chega a 25% e

impede suas águas de possuírem vida.Hoje esta sua água densa é uma grande

atração turística, pois é praticamente impossível de mergulhar ou afogada-se nelas,

as pessoas normalmente bóiam como se estivessem com coletes flutuantes.

Ele possui os outros seguintes nomes: Mar de Arabá, Mar Oriental, Mar do Sal. O

historiador Flavio Josefo o chama de "Lago do Asfalto", e os árabes de "Mar

Pestilento", no Talmude de "Mar de Sodoma", alguns outros povos o chamam de:

Mar de Sodoma e Gomorra, Mar de Segor, Mar de Ló, etc.

Possui 78 km de comprimento e 18 km de largura e estranhamente está na mais

profunda depressão da terra a 400 m abaixo do nível do Mar, ele é para nós

cristãos o mais perfeito exemplo da conseqüência do pecado, a morte, pois nele

habitavam as impenitentes Sodoma e Gomorra.

Mas apesar de ser um verdadeiro cemitério biologicamente falando, é por outro

lado uma verdadeira e quase infinita fábrica de dinheiro, pois, rende milhões de

toneladas de minérios, e alguns raros, o que rende para Israel anualmente uma

verdadeira fortuna; 22 trilhões de toneladas de cloreto de magnésio, 11 trilhões de

toneladas de cloreto de sódio, 7 trilhões de toneladas de cloreto de cálcio, 2 trilhões

de toneladas de cloreto de potássio, 1 trilhão de toneladas de brometo de

magnésio, e muitas mais outras espécies de minerais; alguns dos seus sais são

procurados pelas indústrias do mundo desesperadamente, inclui-se nisto também

milhares de toneladas de metais preciosos.

Alguns estudiosos pensam que é impossível calcular a fortuna que possui o Mar

Morto, muitos arriscam que se fosse retirada de uma vez toda a fortuna que ele

possui, seria o suficiente para comprar todos os países muçulmanos do mundo.

O Mar Morto não possui nenhum canal por onde possa escoar a água que recebe do

rio Jordão, mas mesmo assim além de não se encher, o seu nível vem baixando a

cada ano por causa da descomunal evaporação, calcula-se que 8 milhões de

toneladas de água são evaporadas por dia, em algumas épocas do ano a

temperatura pode chegar a 50°.

Outra boa pesquisa sobre este Mar, abaixo:

Segundo a Bíblia, o lago Asfaltite, nome que os antigos davam ao Mar Morto, surgiu

em conseqüência de uma erupção vulcânica após a destruição de Sodoma e

Gomorra. O nome moderno provém de seu elevado grau de salinidade, que impede

a vida animal.

O Mar Morto (al-Bahr al-Mayyit em árabe, Yam ha-Melah em hebraico) é um lago

tectônico salgado, situado na mais profunda depressão das terras emersas do

planeta (cerca de 400m abaixo do nível do Mar), na parte norte da grande fossa

africana (Rift Valley). Com cerca de oitenta quilômetros de comprimento e largura

máxima de 17km, localiza-se entre as colinas da Judéia e os planaltos da

Transjordânia. Ocupa uma área de aproximadamente 1.020km2 e sua profundidade

máxima é de 400m. A península de al-Lisan ("língua") divide o lago em duas

bacias: a maior, ao norte, compreende quase três quartos da superfície total e

profundidade máxima de 400m; a outra tem profundidade média de apenas três

metros.

O clima da região é subtropical semi-árido, com verão muito seco no norte



(mediterrânicos) e desértico no sul, com freqüentes neblinas provocadas pela

acentuada evaporação. A perda de umidade, no entanto, é compensada com a

água de alguns rios (os mais importantes são o Jordão, o Hasa, o Muhib e o Zarqa),

correntes intermitentes, fontes e lençóis freáticos.

A salinidade, a mais elevada do mundo, atinge um nível de mais de 300 partes de

sal por mil de água, o que confere ao Mar Morto a extraordinária densidade que

permite a qualquer pessoa flutuar sem esforço. Processadas industrialmente, essas

águas fornecem potassa, cloreto e brometo de magnésio, cloreto de sódio, bromo,

óxido de magnésio e ácido clorídrico. Na superfície flutuam fragmentos de betume,

donde o nome antigo de lago Asfaltite, que lhe deram os gregos.

Sua riqueza natural é tremenda, somente entre sais raros e importantes para a

industria farmacêutica e bélica possui um estoque de trilhões de dólares.Os paises

árabes invejam e objetivam tal área.

Mar da Galiléia

Na verdade trata-se de um lago de água doce, é conhecido como Mar por causa de

seu tamanho e das violentas tempestades que o agitam constantemente possui 24

km de comprimento e 14 km de largura, sua profundidade média é 50 m, e está

localizado no vale do Jordão a 230 m abaixo do nível do Mar.

Nas Margens orientais encontram-se altas montanhas, mas na Margem ocidental

com férteis planícies, e importantes cidades.

Foi nas Margens deste grande lago e na suas imediações de Jesus escolheu seus

discípulos, ensinou, fez milagres e habitou durante a maior parte do tempo de seu

ministério, o clima nesta região já é bastante úmido, as chuvas são comuns, e a

agropecuária bastante produtiva.

Na época do Senhor Jesus, moravam em suas Margens quase 150.000 habitantes

em 9 cidades , Betsaida e Cafarnaum ficavam ao norte de eram atravessadas pela

estrada da Galiléia, Cafarnaum era a cidade onde Jesus morava (assim se

considera).

A pesca e abundante em suas águas, encontram lá aproximadamente 22 espécies

de peixes, carpas, sardinhas, bagres, peixe galo, peixe de São Pedro, etc.As fotos

subMarinas de suas águas encantam pela beleza e diversidade biológica.

Mar Vermelho

Este Mar, se encontra na terra Santa, mas estreitamente ligado a sua história, nas

Escrituras e ele é conhecido como "Yam Suph", ou plantas Marinhas.

Ele separa os territórios egípcio e saudita, e ao norte divide-se em dois braços

formando a oeste o golfo de Sues e a leste o golfo de Acaba.

O golfo de Suez ao longo dos anos tem se estreitado, e em algumas partes secado,

e isto dificulta calcular por onde o povo hebreu o atravessou durante o Êxodo.

Na entrada do golfo de acaba estavam os dois únicos portos do Mar vermelho

citados na bíblia que são Elate e Eziam-Geber.

A parte mais larga do Mar Vermelho aonde ele fende-se nos dois golfos é de 200

milhas e a mais estreita 100 milhas; a largura do golfo de Suez é de 18 milhas, já o

golfo de Acaba aproximadamente 16 milhas.

Outra boa pesquisa sobre o Mar Vermelho, abaixo:

Grandes quantidades da alga Trichodesmium erythraeum crescem no Mar

Vermelho. Ao morrerem, adquirem uma tonalidade Marrom-avermelhada, donde o

nome do Mar.

O Mar Vermelho é uma faixa de água salgada que separa a África da península

arábica. Com quase dois mil quilômetros de comprimento, entre Suez, no Egito, e o

estreito de Bab al-Mandeb, e cerca de 300km de largura máxima, ocupa cerca de

450.000km2. Sua profundidade média é de 500m, embora na porção central atinja,

em alguns pontos, quase três mil metros. No extremo norte, delimita a península

do Sinai ao dividir-se nos golfos de Suez e Aqaba. Os países litorâneos são Egito,

Sudão e Eritréia, no oeste; e Arábia Saudita e Iêmen, no leste. Uma pequena faixa

do golfo de Aqaba banha Israel e Jordânia.

O estreito de Bab al-Mandeb, que liga o extremo sul do Mar Vermelho ao oceano

Índico, é mantido aberto por explosões e dragagem, contra o avanço dos recifes

coralinos. O golfo de Suez comunica-se pelo canal de mesmo nome com o Mar

Mediterrâneo, o que faz do Mar Vermelho uma rota entre Europa e Ásia.

O Mar Vermelho formou-se em épocas geológicas recentes pela separação da placa

tectônica africana e arábica, que continua atualmente à razão de 1,5 cm por ano.

Sem alimentação fluvial se localiza numa região de pouca chuva, é o Mar de águas

mais quentes e salgadas do planeta, o que é acentuado pela intensa evaporação. A

comunicação com o oceano Índico evita seu progressivo secamento. Em contraste

com a aridez das Margens, há uma rica fauna Marinha, pouco aproveitada. Os

países litorâneos exploram as jazidas de hidrocarbonetos em sua plataforma

costeira e, nas camadas mais profundas, jazidas metálicas.

O Mar Vermelho é um dos primeiros acidentes geográficos citados em fontes

históricas, e mil anos antes da era cristã já era uma importante via comercial entre

o Egito e o Indostão. Os grandes descobrimentos e a rota do cabo da Boa

Esperança reduziram seu significado, até a abertura do canal de Suez, em 1869,

quando se tornou passagem quase obrigatória entre Europa e Ásia. Os conflitos no

Oriente Médio ocasionaram nova redução da navegação, a partir da década de

1960.


Mar Egeu

Berço de duas grandes civilizações, a de Creta e a da Grécia, de que provém

grande parte da cultura ocidental moderna, o Mar Egeu tornou-se uma “Meca” para

turistas de todo o mundo, atraídos pela beleza de suas ilhas.

O Mar Egeu, que pode ser considerado uma baía do Mediterrâneo oriental, se

localiza entre a península helênica, a oeste, e a Anatólia (Turquia), a leste. Liga-se

ao Mar de MárMara pelo estreito dos Dardanelos e ao Mar Negro pelo estreito de

Bósforo. Com 611km de comprimento e 299km de largura, ocupa uma superfície de

214.000km2. São tantas as ilhas do Egeu que na antiguidade o Mar foi chamado de

Arquipélago, quando era a via de ligação entre a Europa, o norte da África e a Ásia,

graças à linha de costa, cheia de baías, portos e abrigos que facilitavam a

navegação e ofereciam proteção em caso de perigo.

Ocorrem diversos arquipélagos como o das Espórades, na parte ocidental, e o das

Cíclades, na parte central. As ilhas são famosas pela beleza do cenário, de casas

brancas em contraste com o azul do Mar, e pelo artesanato. Entre as principais

estão Creta, Mícono (Mikonos), Samotrácia, Eubéia, Milo, Rodes, Samos, Naxos,

Paros, Lesbos, Quio, Andros, Icária e Thera. Esta última ganhou interesse científico

na década de 1970, quando foram encontrados indícios de ligação de seus

sedimentos com a extinta Atlântida.

A maior profundidade se registra a leste de Creta (3.543m). A água mantém

temperatura relativamente constante na superfície, com valores médios da ordem

de 14º C, e as marés são tranqüilas. O clima no inverno é atenuado, principalmente

nas ilhas menores e na costa de Creta. Em Março a temperatura começa a subir, e

em abril firma-se o verão, com médias de 21o C. A produção agrícola predominante

na área do Egeu é de trigo, uva, azeitona e figo. Produz-se ainda mel e seda

natural.


Mar Jônico

O notável patrimônio cultural de cidades costeiras do Mar Jônico, colonizadas por

gregos, romanos, bizantinos e árabes, transformou o turismo num importante

recurso econômico da região.

O Mar Jônico é uma porção do Mediterrâneo compreendida entre o litoral da Grécia

e da Albânia, a leste, a Sicília, a sudoeste, e a Itália, a oeste e noroeste. No sul,

abre-se para o Mediterrâneo entre o cabo Passero, na Sicília, e o cabo Gallo, na

península do Peloponeso. Comunica-se com o Mar Tirreno, a oeste, pelo estreito de

Messina; com o Adriático pelo estreito de Otranto; e com o Mar Egeu pelo canal de

Corinto, aberto em 1893. No sul da costa grega, está localizada a profundidade

máxima do Mediterrâneo: 4.600m.

Tanto o litoral grego como o italiano são muito recortados. Na Itália, situam-se os

golfos de Catânia, Squillace e Tarento, e, na Grécia, os de Arta, Patras e Corinto.

Ao longo da costa oriental, mais escarpada e acidentada que a ocidental,

estendem-se as ilhas Jônicas, entre as quais destacam-se Corfu, Leucas, Ítaca,

Cefalônia, Zante, Paxos e Cérigo, cujos habitantes dedicam-se principalmente à

agricultura (uvas, olivas e frutas cítricas) e à pesca. Os principais portos são os de

Siracusa e Catânia (ambos na Sicília), Tarento (Itália), Kérkira (em Corfu) e Patras

(Grécia).

Mar Negro

O antigo Ponto Euxino, como era conhecido o Mar Negro, foi o cenário da lendária

viagem de Jasão e dos argonautas em busca do velo de ouro. Esse Mar tem sido

um importante canal de comunicação entre as nações que o cercam e entre a

Europa oriental e o Mediterrâneo.

O Mar Negro está situado no extremo sudeste da Europa, entre a Ucrânia ao norte,

a Rússia a nordeste, a Geórgia a leste, a Turquia ao sul, além da Bulgária, Moldávia

e Romênia a oeste. Comunica-se com as águas do Mediterrâneo pelo estreito de

Bósforo, o Mar de MárMara, o estreito de Dardanelos e o Mar Egeu, situados na

parte sudoeste do Mar. Tem forma ovalada e ocupa uma superfície de 461.000

km2.


A regularidade do litoral só é quebrada no norte, pela península da Criméia, a leste

da qual está situado o Mar de Azov, ligado ao Negro pelo estreito de Kerch. Em

geral, são poucas as planícies litorâneas. O Mar está cercado a leste e ao sul pela

cordilheira do Cáucaso e a cadeia Pôntica. No sudoeste erguem-se os montes

Istranca; no oeste, os Balcãs da Bulgária; e no norte, as montanhas da Criméia,

que formam as únicas áreas de falésia.

A parte norte do Mar Negro é rasa, enquanto no sul a profundidade chega a mais

de dois mil metros. O ponto mais profundo se situa em frente ao cabo Kerempe,

com 2.210m. A salinidade média da água é baixa na sua superfície: -- 18 partes

por mil, cerca de metade da oceânica -- e aumenta com a profundidade. Uma

corrente superficial de água flui para o Mediterrâneo, enquanto águas salgadas

mais profundas correm na direção inversa. O Danúbio, o Dniester e o Don são os

maiores rios que deságuam no Mar Negro. Numa camada de água entre setenta e

cem metros de profundidade, no centro do Mar, e entre 150 e 250m, nas Margens,

não há oxigênio e existe uma concentração proporcionalmente elevada de ácido

sulfídrico em dissolução, o que impede o surgimento de vida. Acima dessa camada,

no entanto, a água, quando bem oxigenada, é rica em plantas e animais marinhos.

A pesca e a navegação comercial são atividades econômicas tradicionais praticadas

no Mar Negro. A elas se acrescentou recentemente uma promissora indústria

turística estimulada pelo clima agradável, as paisagens litorâneas e os famosos

balneários da região. Estão situadas nas Margens do Mar Negro as cidades de

Odessa, Sebastopol e Yalta, na Ucrânia; Novorossisk e Tuapse, na Rússia; Batumi,

na Geórgia; Burgas e Varna, na Bulgária; Constança, na Romênia; e Istambul, a

antiga Constantinopla, na Turquia.

Mar Cáspio

Maior Mar interior do mundo, o Mar Cáspio tem grande importância econômica,

tanto pela riqueza petrolífera de sua plataforma subMarina quanto por sua função

de via essencial de comunicação entre os países que o delimitam. A denominação

de Cáspio procede dos antigos habitantes da região, os kaspi.

Situado entre a Europa e a Ásia, o Mar Cáspio tem como limite ao norte a Rússia,

ao sul os montes iranianos do Elburs, a leste o Casaquistão e o Turcomenistão e a

oeste a vertente oriental da cordilheira do Cáucaso. Ocupa uma superfície de

aproximadamente 371.000 km2 e se estende no sentido norte-sul por 1.200 km,

enquanto que de leste para oeste apresenta uma largura média de 320 km.

No sentido longitudinal distinguem-se duas bacias: a setentrional, que constitui um

prolongamento da planície do sul da Rússia, e que apresenta águas de escassa

profundidade (45m), e a central-meridional, originada por uma depressão

tectônica, cuja profundidade vai aumentando em direção ao sul, onde se aproxima

dos mil metros. No Cáspio existem mais de cinqüenta ilhas, todas de dimensões

reduzidas.

No norte, a temperatura da superfície é influenciada pelo clima continental da

região e oscila entre -10C no inverno -- época em que a parte norte do Mar Cáspio

permanece congelada -- e 26C no verão. A salinidade, muito baixa, é da ordem de

dez por mil. Na parte sul, a temperatura da água é suave no inverno (10C) e

quente no verão (30C). Nessa área, a salinidade varia entre quinze e trinta por mil.

Apesar das contribuições dos rios que nele desembocam, entre os quais se

destacam o Volga, o Ural e o Terek, e embora não tenha saída para outros

Mares, o Cáspio vem assistindo a um lento mas inexorável decréscimo de seu

nível (no período terciário, era unido ao Mar Negro e ao Mar de Aral).

OBS: Neste ultimo parágrafo onde se lê - “o Cáspio vem assistindo a um lento mas

inexorável decréscimo de seu nível (no período terciário, era unido ao Mar Negro e

ao Mar de Aral” - saibam que algumas pesquisas arqueológicas já provaram que o

Mar cáspio teve seu nível de água elevado em centenas de metros pelo dilúvio

(Revista: National Geografic, maio 2001), e ele esta baixando seu nível para

voltar a sua Margem normal, o dilúvio subiu o nível do Mar Negro e do Mar Cáspio,

portanto a afirmação sobre baixa no nível é certa, também posso considerar como

certo que ele era unido a outros Mares ; somente não posso admitir reportar isto

para milhões de anos atrás.

A fauna ictiológica é abundante. Algumas espécies proporcionam uma pesca muito

próspera (esturjão, moluscos). Além da atividade pesqueira, das extrações de

petróleo da plataforma subMarina de Neftkhanie Kamni e do importante centro

salino do golfo de Kara-Bogaz-Gol, no litoral leste, o Cáspio deve sua importância

econômica ao ativo tráfico comercial (petróleo, algodão, cereais). Suas Margens são

pouco povoadas. O núcleo urbano mais importante é Baku, além do porto russo de

Astrakhan, no Volga, e de Makhachkala, na região autônoma do Daguestão.

Mar Aral


O "Mar de ilhas" (Aral-denghiz, em quirguiz), quarto lago salgado do mundo em

tamanho, vem despertando preocupação pelo aumento de sua salinidade, que se

espalha sobre as áreas circundantes.

Situado na Ásia central, o Mar de Aral serve de fronteira entre o Casaquistão e o

Usbequistão. Em 1960 o Aral ocupava uma superfície de 68.000Km2, com um

volume de 1.060km3, mas em 1987 estava reduzido a 41.000Km2. Sua

profundidade era baixa, em média de 21m, mas a Margem ocidental alcançava um

máximo de 68m. O nível de salinidade variava de 10 a 11 por mil.

O Mar de Aral é alimentado por apenas dois rios, o Amu Daria e o Sir Daria,

procedentes dos pequenos planaltos orientais. Considerável parte da água desses

rios é, porém, empregada para irrigação e não chega até ele, o que representa o

principal fator de redução de sua área. As moderadas contribuições fluviais, aliadas

ao escasso volume anual de precipitações, inferiores a cem milímetros, explicam as

estepes salinas que rodeiam o Mar, originadas pela progressiva evaporação.

As Margens são muito pouco povoadas e a cidade mais importante, Aralsk, fica a

nordeste. A região dispõe de instalações industriais (fosfato e sal) e pesqueiras. O

nome em quirguiz, "Mar de ilhas", deve-se ao fato de ser a Margem oriental orlada

por uma profusão de pequenas ilhas, enquanto outras, de tamanho considerável,

encontram-se afastadas da costa, ao norte e oeste.

Mar de Baleares

Ocupadas desde a mais remota antiguidade por diferentes civilizações que ali

deixaram sua Marca, as ilhas Baleares, pelo clima, paisagens e ruínas históricas,

seconverteram num importante centro de turismo, base de sua economia.

O arquipélago das Baleares se situa na parte ocidental do Mar Mediterrâneo e é

formado por dois grupos de ilhas principais: as antigas Gimnésias -- Minorca

(Menorca), Maiorca (Mallorca), Cabrera, Dragonera e Conejera -- e as Pitiusas --

Ibiça (Ibiza) e Formentera. Constitui uma das comunidades autônomas da Espanha,

de cuja costa dista aproximadamente 200km, e ocupa uma área de 5.014km2. A

capital é Palma de Mallorca, único grande centro urbano, onde se concentra um

terço da população total do arquipélago. Ao longo da costa de Maiorca há

numerosos balneários.

A faixa d’água compreendida entre estas ilhas e o continente é o Mar de baleares.

Do ponto de vista geológico, o arquipélago é um prolongamento da cordilheira

espanhola Sub-Bética. O relevo é uniforme e sem grandes elevações. O clima é

tipicamente mediterrâneo, com temperaturas amenas, verão seco e chuvas na

primavera e outono.

Depois de ocupadas sucessivamente por fenícios e cartagineses, as ilhas foram

colonizadas pelos romanos a partir de 123 a.C. Sofreram sucessivas invasões de

vândalos, visigodos e muçulmanos até que, no século XIII, foram incorporadas à

coroa de Aragão. Os britânicos ocuparam Minorca de 1708 a 1802, quando a ilha foi

devolvida à Espanha. O estatuto de autonomia foi instaurado em 1981.

Mar Tirreno

Vulcões ativos, como o Stromboli, erguem-se nas águas azuis ou às Margens do

Mar Tirreno, o primeiro que Roma conquistou ao começar sua expansão pelo

Mediterrâneo.

O Mar Tirreno integra o Mediterrâneo ocidental. Apresenta configuração triangular,

definida a nordeste pela península itálica, a oeste pelas ilhas da Córsega e

Sardenha e ao sul pela Sicília. O Tirreno constitui uma bacia, na verdadeira acepção

do termo: é relativamente ralo na periferia, com profundidades não superiores a

1.500m, para aprofundar-se no trecho central, até atingir 3.730m, o que o torna a

mais profunda das porções do Mediterrâneo.

Acidentado por vulcões ativos e por arquipélagos, o Tirreno encontra-se separado

do Mar da Ligúria no extremo norte, entre a Córsega e o continente, pelas ilhas

Toscanas, das quais a maior é a de Elba. Próximas da costa italiana, diante do golfo

de Gaeta, encontram-se as ilhas Poncianas e, fronteiras ao golfo de Nápoles, as de

Ischia e Capri. Ao norte da Sicília situam-se as ilhas Eólias, todas de caráter

vulcânico, e, mais a oeste, Ustica.

A navegação entre o Tirreno e os outros Mares que o cercam faz-se por meio de

estreitos. A sudeste, o apertado estreito de Messina, entre a Sicília e o continente,

liga-o ao Mar Jônico. A sudoeste, o largo canal da Sardenha, entre esta ilha e a

Sicília, comunica o Tirreno com a parte ocidental do Mediterrâneo. O estreito de

Bonifácio, entre a Córsega e a Sardenha, também liga o Tirreno e o Mediterrâneo.

Os principais portos italianos no Tirreno são Civitavecchia e Nápoles, na península,

e Palermo, na Sicília.

Rios e Lagos da Terra Santa

Existe uma grande diferença entre os rios do nosso Brasil e os de Israel, pois

enquanto temos uma quantidade imensa de rios de grande porte, Israel tem

poucos rios, e muitos de seus rios aqui no Brasil seriam chamados de riachos ou

córregos.

Existem duas palavras hebraicas básicas que designam rios: Nahal e Nãhãr, a

primeira significa um wadi que é um vale dotado de uma corrente de água, já o

segundo termo significa e rio normalmente.

Bacia do Mediterrâneo

Estes são os rios que nascem em Israel e desembocam no mar mediterrâneo.

Rio Belus

Localiza-se no norte de Israel acima do mar da Galiléia, e desemboca no

mediterrâneo. Eles surgem nas Escrituras como o rio Sior-Libnate em Josué 19:26.

As suas águas desembocam na baia do Acre, perto da cidade de Acco, mas durante

dois terços do ano ele permanece seco, em outras épocas pode parecer pequeno

córrego, mas num período curto do ano ele enche-se.

Rio Quisom

Este é o maior rio da bacia do mediterrâneo, o segundo mais importante de Israel,

tem sua nascente em Esdraelom e durante o seu curso recebe inúmeras vertentes.

É um rio encorpado para os padrões de Israel, perto de suas margens ficava a

cidade de Tminate onde Dalila morava, e localiza-se entre as cidades de Jope e

Ascalom.


Rio Caná

Este rio no Antigo Testamento fazia uma fronteira natural entre as tribos de Efraim

e Manassés, ele nasce perto de Siquém, atravessa a planície de Sarom e

desemboca no mediterrâneo.

Este rio possui este nome por passar perto da cidade de Caná de Efraim, não

confundir este local com Caná da Galiléia, onde Jesus realizou seu primeiro milagre.

Na antiguidade havia abundância de juncos em suas margens.

E assim como o rio Belus ele só possuía água nos meses chuvosos, portanto é um

wadi.

Rio Gaás


Josué foi sepultado no monte Gaás, perto de onde corre o rio com o mesmo nome,

também este rio é um wadi. As suas águas banham a planície de Sarom. O seu

nome em hebraico significa "terremoto".

Rio Sorec ou Soreque

Possui suas nascentes próximas as montanhas de Judá, a sudoeste de Jerusalém, a

noiva de Sansão morava próxima ao vale por onde corre este rio, também em suas

redondezas ficava o vale de Sora terra natal do profeta Samuel. Em hebraico seu

nome significa "vinha escolhida". Sua foz localiza-se entre as cidades de Jope e

Ascalom.

Rio Besor

Trata-se de um ribeiro (pequeno rio), que fica nas vizinhanças de Ziclaque, no sul

de Judá, e dos wadis que possui Israel este é o de maior volume de água.

Atualmente o seu nome é Sheriah. Foi nas circunvizinhanças deste rio que Davi

libertou os habitantes de Ziclaque dos amalequitas. O seu nome Besor em hebraico

significa refrigério.

Rio Querite

Em 1º Reis 17:3-5, temos a passagem em que o profeta Elias fugindo de Jesabel,

recebe uma ordem de Deus para refugiar-se no rio Querite.

Este rio é mais um dos wadis, para alguns não passa de um córrego de água que

na maior parte do ano está seco. Possui sua nascente nos montes de Efraim e

deságua no rio Jordão, este rio localiza-se na Transjordânia.

Rio Cedrom

O monte das oliveiras é separado do monte Moriá pelo rio Cedrom, que em

hebraico significa escuro. Ele nasce a dois quilômetros e meio de Jerusalém, e

corre para leste, o seu curso possui 40 km e deságua no mar Morto.

Foi este rio em que ocorreu um dos episódios mais tristes da vida do rei Davi,

registrado em 2º Samuel 15:23. Jesus também passou por ele em suas caminhadas

- João 18:1.

Rio Yamurque ou Iamurque

Atualmente conhecido como Sheriat-el-Mam-jur, constitui-se no maior afluente

oriental do Jordão, e também é formado por três braços, ele junta-se ao Jordão a

200 m abaixo do nível do mar e a uns 20 km depois do mar da Galiléia. Ele não é

mencionado na Bíblia.

Rio Jaboque

Este rio nasce nas montanhas de Gileade, a leste do rio Jordão e deságua nele, o

seu curso é de aproximadamente 130 km. O seu nome significa "o que derrama".

Rio Arnom

O seu nome em hebraico significa "rápido e tumultuoso", pois nasce nos montes de

Moabe e durante o seu trajeto de aproximadamente 60 km ele desce uma alta

cordilheira e deságua no mar morto.

O profeta Isaías falou dele em Isaías 16:2. Atualmente é conhecido como wadi el-

Modjibe; nas épocas de chuvas este rio é volumoso, mas depois da primavera

começa secar.

Lago de Merom

Este é o único lago de Israel, na verdade o mar da galiléia também é um lago, mas

este é o único chamado assim.

A enciclopédia Barsa define lago do seguinte modo "Denominação genérica de toda

massa de água doce, salobra ou salgada que se acumula de forma natural numa

depressão topográfica totalmente cercada por terra ", mas isto é contraditório com

outras definições, algumas fontes consideram massas de água salgada como mares

tendo ligação ou não com oceanos, por causa desta confusão de termos trago

baixou uma pesquisa bastante interessante "o que são lagos?".

Em Josué 11:5-7 ele é chamado de águas de Merom.

É formado pelas águas do Jordão e possui 10 km de comprimento por 6 km de

largura, suas águas estão a 2 metros acima do nível do mar e sua profundidade

varia entre 3 a 4 m. Atualmente ele perdeu as suas formas originais, pois foi

modificado pela engenharia de Israel.

O que são lagos?

De tamanho muitas vezes impressionante, os lagos constituem, no entanto,

fenômenos de pequena duração na escala do tempo geológico, por serem áreas

onde domina o processo de sedimentação que gradualmente os torna cada vez

menores e mais rasos.

Lago é o nome genérico dado a toda massa de água que se acumula de forma

natural numa depressão topográfica, totalmente cercada por terra. Os lagos podem

ser de água doce, salobra ou salgada e variam grandemente em forma, tamanho e

profundidade. Os de menor superfície são por vezes chamados lagoa, enquanto os

maiores -- como o Cáspio, por exemplo -- recebem o nome de mar. Exibem os

mesmos movimentos das águas oceânicas, como ondas, marés e correntes.

Embora sejam mais abundantes nas latitudes mais altas ou em regiões

montanhosas, onde a ação da glaciação pleistocênica escavou profundas

depressões, os lagos se distribuem por diversas regiões geográficas. No Brasil, são

mais comuns os lagos litorâneos, denominados lagunas, em geral de águas

salgadas e pouco profundas, separadas do mar por restingas, bancos de areia, ilhas

ou recifes de coral. Uma ou mais aberturas permitem a livre circulação das águas

marinhas.

Características. Muitos lagos são alimentados diretamente por rios, aos quais se

dá o nome de afluentes. Fontes, neves, geleiras e chuvas também alimentam lagos.

O escoamento das águas pode ser feito por meio de rios (chamados emissários);

por infiltração ou drenagem subterrânea, como nos lagos localizados em terrenos

de rocha calcária; e ainda por evaporação. Nas zonas áridas e semi-áridas, onde é

comum haver lagos sem qualquer saída para o mar, o nível das águas tende a

diminuir até a completa dessecação. Durante esse processo a concentração de sais

na água aumenta progressivamente e, por fim, uma camada salina se deposita no

fundo do lago dessecado.

Os lagos são efêmeros do ponto de vista geológico porque já no momento em que

se formam inicia-se o processo de sua destruição. Os afluentes que os nutrem

tendem a entulhar seu fundo com sedimentos, o que, com o tempo, provoca

desbordamentos da bacia e conseqüente perda de profundidade. Ao mesmo tempo,

os rios emissários escavam fendas profundas nas margens da bacia, que com isso

tende a desaguar cada vez mais depressa e secar. Por último, o desenvolvimento

de vegetação aquática em lagos pouco profundos favorece a formação de pântanos

nas margens, o que leva à gradual dessecação. Os lagos mais duradouros são os

que ocupam grandes e profundas fossas tectônicas, como o Baikal, na Sibéria, e o

Tanganica, na África.

Há lagos que foram mais extensos em épocas passadas, o que se comprova pela

presença de terraços (vestígios da antiga massa sedimentar acumulada), como o

Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, cuja origem foi o lago Bonneville, dez

vezes maior. As bacias sedimentares onde hoje se alojam as cidades de São Paulo

e Curitiba são antigas áreas lacustres.

As variações do nível da água dependem de vários fatores (chuvas, evaporação,

infiltração), mas sobretudo do tamanho da bacia hidrográfica -- quanto maior for

sua extensão, mais água recebe, e com maior regularidade. Nas zonas áridas e nas

montanhas, essas variações são mais freqüentes. A temperatura das águas

lacustres em geral varia de acordo com a profundidade. Águas profundas têm

temperatura mais baixa que as superficiais, salvo em regiões de clima frio, onde a

camada superior se congela no inverno.

Origem. Distinguem-se vários processos de formação lacustre, que podem atuar

isoladamente ou em conjunto. Os lagos podem ter origem em influências

tectônicas, litorâneas, fluviais, atividades vulcânicas e glaciárias, entre outras.

Os vários tipos de atividades tectônicas originam lagos grandes e profundos.

Movimentos epirogenéticos ocasionaram o isolamento de porções litorâneas, como

no caso dos mares Cáspio e de Aral. Na África Oriental, o Kioga é um exemplo de

lago formado em conseqüência de arqueamentos de superfícies, que reverteram a

drenagem das águas. Arqueamentos suaves e marginais originaram bacias centrais

ocupadas pelas águas, como ocorreu no lago Vitória. Dobramentos originaram

depressões como o Titicaca, na fronteira entre o Peru e a Bolívia, e alguns da África

oriental, como o Kioga, o Vitória, o Niassa etc. De origem tectônica, esses lagos

estão entre os maiores do mundo, ao lado do Baikal e do Tanganica.

As caldeiras, crateras e barragens formadas pelo escoamento de lava vulcânica são

responsáveis pela formação de inúmeros lagos, como o da Cratera, o do Oregon e o

Yellowstone (nos Estados Unidos), o de Bolsena (na Itália) e os lagos Kivu e

Bunyoni (na África oriental).

A ação erosiva da glaciação pleistocênica em montanhas e placas continentais deu

origem ao maior número de lagos existente na superfície terrestre, especialmente

na América do Norte, na Escandinávia e na Sibéria. Entre os lagos glaciários

continentais citam-se os grandes lagos dos Estados Unidos, além dos canadenses

Winnipeg, Atabasca, Grande Urso e o dos Escravos. Há muitos lagos glaciários de

montanha nos Alpes, nas montanhas Rochosas e na Nova Zelândia.

Outras causas são: o estrangulamento das curvas dos rios em conseqüência da

acumulação de sedimentos; o fechamento de vales em virtude de deslizamentos de

terras ou corridas de lava; a dissolução de terrenos calcários, que formam

depressões ocupadas por sedimentos argilosos impermeáveis, como é o caso de

alguns lagos da península de Yucatán, no México; e o impacto de grandes

meteoritos, como o que deu origem ao lago Chubb, em Quebec, no Canadá.

As variações do nível marinho nas zonas litorâneas também influem na formação

dos lagos, que nesse caso se chamam lagunas. A formação de restingas (cordões

arenosos que gradualmente fecham partes do litoral) é um dos processos mais

comuns de formação de lagunas na faixa litorânea. As lagoas dos Patos (Rio Grande

do Sul), de Araruama e Rodrigo de Freitas (estado do Rio de Janeiro) são exemplos

desse tipo de formação na costa brasileira.

Biologia lacustre. Até uma profundidade de cem metros, as águas superficiais --

bem servidas de luz, calor, oxigênio e elementos nutritivos -- costumam apresentar

grande riqueza de plâncton, enquanto em águas profundas predominam as

bactérias. As zonas marginais apresentam vegetação submersa ou semi-submersa.

A fauna geralmente se adapta às condições climáticas, à salinidade e às correntes.

A civilização moderna tem trazido graves transtornos aos ecossistemas de muitos

lagos. O uso de águas lacustres -- para irrigação, produção de energia, transporte e

recreação -- em geral é feito sem a preocupação de preservar a riqueza biológica.

Os lagos podem ser contaminados em razão do lançamento de resíduos industriais,

lixo, esgoto e detergentes, do uso de pesticidas em águas para irrigação, da

elevação da temperatura da água em virtude de seu emprego na refrigeração de

centrais nucleares e até por eventuais vazamentos radioativos.

Clima

O que é clima?



As variações climáticas ocorridas ao longo dos tempos tiveram influência

determinante na multiplicação ou desaparecimento de espécies animais e vegetais

e nos processos que modelaram o relevo terrestre até que ele adquirisse sua atual

configuração.

Clima é o conjunto de estados da atmosfera próprios de um lugar que, em contato

com as massas continentais ou oceânicas, provocam fenômenos como a aridez,

umidade ou precipitações. Climatologia é a disciplina que descreve os climas e traça

sua gênese, proporcionando dados para ciências aplicadas como a meteorologia.

O clima de uma região é determinado por variáveis como temperatura, umidade,

pressão atmosférica, direção e velocidade dos ventos, quantidade e qualidade

(chuva, neve ou granizo) das precipitações. Fazem parte do clima elementos como

a nebulosidade, as horas de radiação solar nas diferentes estações do ano, a

intensidade das tempestades e a existência de neblina e geadas. Todos os

elementos que constituem o clima variam de um ano para outro ou dentro de

períodos mais longos.

Os primeiros estudos climatológicos se limitavam ao registro das observações sobre

o clima de determinadas regiões. Tal método, próprio da climatologia analítica,

levou à classificação dessa ciência como um ramo da geografia ou da meteorologia.

Posteriormente, a climatologia dinâmica acrescentou a seu objeto de estudo os

fenômenos que dão origem às mudanças do tempo atmosférico a longo prazo. Isso

permitiu que a disciplina fosse utilizada como área de pesquisa e previsão

meteorológicas. Ainda não se descobriu, no entanto, um método preciso e confiável

de previsão das condições climáticas.

A climatologia se subdivide em diversos ramos, segundo suas aplicações práticas. A

climatologia aeronáutica se aplica à determinação de rotas de navegação aérea e à

escolha dos lugares adequados à construção de aeroportos. A climatologia marítima

serve a finalidades análogas. Os estudos climatológicos agrícolas visam a

estabelecer as melhores relações entre o clima e as atividades de plantio e colheita.

A bioclimatologia analisa a relação entre elementos climáticos e fenômenos

biológicos e inclui a bioclimatologia humana. Esta se subdivide em ramos como a

climatopatologia, que estuda a relação entre o clima e as doenças, e a

climatoterapia, que se ocupa da influência das variações climáticas na cura ou

erradicação de enfermidades. A climatologia urbana investiga o microclima das

cidades e a influência exercida sobre o clima pela contaminação atmosférica

produzida nos grandes núcleos populacionais.

Radiação solar. No sistema atmosfera-superfície terrestre, a energia irradiada pelo

Sol é captada durante o dia pela superfície curva e diferenciada da Terra e por seu

envoltório gasoso, que refletem ou absorvem as radiações em diferentes

proporções. A maior parte da radiação é absorvida e convertida em calor pela

superfície terrestre, que o cede à atmosfera na forma de raios infravermelhos. A

atmosfera é, assim, aquecida pela base e, como não se deixa atravessar facilmente

pelas radiações emitidas pela superfície terrestre, dificulta a dissipação de calor nas

altas camadas e impede que os resfriamentos noturnos sejam muito pronunciados.

A atmosfera e a superfície terrestre formam, portanto, um verdadeiro sistema de

recepção da energia radiante do Sol e trocas de calor entre si. Do balanço dessas

trocas decorrem as características térmicas fundamentais de cada região.

Teoricamente, qualquer ponto da superfície terrestre recebe 4.384 horas anuais de

radiação solar, o que não significa que o balanço da radiação seja idêntico em

todos. Devido à curvatura da Terra, os raios solares que incidem nas latitudes

maiores são mais inclinados, o que acentua a reflexão e aumenta a absorção pela

própria atmosfera. Nas altas latitudes, a energia solar se reparte por superfícies

maiores. Ambos os fenômenos concorrem para que essas regiões recebam

insolação menos intensa.

A duração da insolação não é a mesma nas diferentes latitudes. Nas zonas

temperadas e frias, onde as noites são curtas no verão e são longas nos invernos,

os contrastes, entre as estações do ano são notáveis e a amplitude térmica anual é

maior que a amplitude térmica diária, ou seja, as temperaturas variam

relativamente mais de estação para estação do que de acordo com a hora do dia.

Nas zonas intertropicais, onde os dias e noites têm quase a mesma duração o ano

todo, as estações se diferenciam pouco e a amplitude térmica diária é maior que a

amplitude térmica anual.

De maneira geral, o balanço da radiação é positivo na zona tórrida e subtropical da

Terra, entre os paralelos de 35° de latitude norte ou sul, e se torna negativo a

partir desses paralelos até as regiões polares de cada hemisfério. Poder-se-ia inferir

dessa relação que a temperatura aumentaria de maneira constante dos pólos para

o equador, e vice-versa. Entretanto, no conjunto do planeta há um equilíbrio,

mantido pela circulação de ar atmosférico, que exerce um papel compensador e

impede grandes variações térmicas ao longo dos paralelos.

Outro indutor de mudança do clima a longo prazo, relacionado com a radiação

solar, é a modificação do traçado elíptico da órbita da Terra em torno do Sol.

Existem também variações periódicas na quantidade de energia irradiada pelo Sol,

o que faz com que aumente ou diminua a quantidade de energia recebida pela

Terra.

Durante centenas de milhares de anos, a temperatura da Terra tem variado numa



faixa relativamente estreita, o que significa que não houve perda ou ganho

substancial de calor, mas equilíbrio entre a energia captada e a energia emitida. A

atmosfera desempenha papel fundamental na manutenção da temperatura,

principalmente por ação de dois de seus componentes: vapor d'água e dióxido de

carbono, que permitem a passagem das radiações solares com maior facilidade que

as radiações emitidas pela crosta terrestre. Sem interferência da atmosfera, a

temperatura média da superfície da Terra cairia aproximadamente 40° C. Assim, o

aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, provocado pelo

consumo de combustíveis orgânicos, pode causar profundas alterações na

temperatura da superfície da Terra.

Depois de atravessar a atmosfera, os raios solares chegam à superfície terrestre e

são refletidos, em maior ou menor medida, conforme a matéria sobre a qual

incidam. O potencial de difusão de uma superfície determinada denomina-se albedo

e constitui um fator de notável interesse climatológico. Seu valor é alto para a neve

e a areia, por exemplo, e reduzido para a água, quando os raios solares incidem

perpendicularmente.

Temperatura, pressão atmosférica e ventos. No equador e em suas proximidades,

registram-se temperaturas médias mais elevadas, que em geral decrescem ao

aumentar a latitude, tanto ao norte como ao sul. Entretanto, como vimos, a latitude

não é o único fator determinante da temperatura. Em latitudes equivalentes, as

temperaturas são superiores no hemisfério norte, já que nele se situa a maior parte

da terra firme do planeta, que se aquece mais rapidamente que a água e perde

calor mais lentamente que ela.

A água atua como regulador térmico. Em geral, as maiores variações de

temperatura diária ou anual ocorrem em regiões distantes do mar. As oscilações

térmicas aumentam à medida que diminui a umidade do ar. O aquecimento torna o

ar mais rarefeito e assim ele provoca movimentos ascendentes chamados:

correntes de convecção. Ao subir, o ar se resfria devido à diminuição de pressão

exercida sobre ele pelas camadas atmosféricas superiores. A cada cem metros de

altitude, há um decréscimo de cerca de um grau centígrado na temperatura do ar.

Essa variação denomina-se queda térmica ou gradiente de temperatura.

A pressão exercida pela atmosfera é mais alta nas regiões subtropicais e menor no

equador e nos círculos polares. Tal distribuição determina o regime de ventos das

diferentes zonas. Os dois principais sistemas dinâmicos do clima são o ciclone e o

anticiclone. O primeiro se caracteriza pela rotação do ar em torno de um núcleo de

baixas pressões e o anticiclone corresponde a uma zona de altas pressões ao redor

da qual sopram os ventos. A existência de maiores massas continentais no

hemisfério norte origina centros permanentes de altas e baixas pressões e provoca

alterações mais acentuadas no regime dos ventos.

As correntes oceânicas constituem outro fator determinante das variações de

temperatura, pois atuam como transportadoras de calor. Assim, por exemplo, a

corrente do Golfo (Gulf Stream), que vai do golfo do México ao mar da Noruega, é

responsável por diferenças positivas de temperatura de até 15° C apresentadas por

algumas localidades litorâneas norueguesas em relação a outras de mesma

latitude.

Umidade, nuvens e precipitações atmosféricas.No processo de evaporação da água,

que ocorre principalmente nas zonas oceânicas quentes, há absorção de calor.

Antes de condensar-se, com desprendimento de energia térmica, o vapor d'água

formado por evaporação pode deslocar-se na atmosfera e percorrer milhares de

quilômetros. Desse modo, se produz transferência de calor das zonas onde há

maior evaporação que precipitações para outras onde ocorre o contrário.

Dependendo de sua própria temperatura, o ar pode conter diferentes quantidades

de vapor d'água. Assim, por exemplo, a 27° C contém seis vezes mais vapor d'água

que a 0o C. Define-se como umidade absoluta a quantidade total de vapor d'água

contida no ar; e como umidade relativa, expressa em percentuais, a relação entre a

quantidade de vapor d'água realmente presente no ar e a quantidade máxima que

poderia estar contida nele. A umidade relativa do ar aumenta quando este se

resfria. À temperatura de condensação atmosférica pode haver saturação de vapor

d'água, o que significa que a umidade relativa do ar chegou a cem por cento.

Nos casos em que o resfriamento do ar se produz por contato com uma superfície

fria, formam-se orvalho e cerração. Formam-se nuvens nos casos em que o

resfriamento se dá por ascensão de uma corrente de convecção, ou seja, quando

uma corrente de ar se encontra com outra mais fria e se sobrepõe a ela, ou quando

é obrigada a ascender em função do relevo.

As chuvas, neves e granizos se constituem por coalescência, ou seja, agrupamento

de gotículas que se põem em contato. As maiores precipitações ocorrem nas zonas

quentes e úmidas, especialmente se são montanhosas.

Variações sazonais e microclimas. A inclinação do eixo da Terra em relação ao

plano de sua órbita faz com que o zênite solar (ponto da Terra onde os raios do Sol

incidem perpendicularmente) se desloque desde os 23° de latitude norte aos 23°

de latitude sul no período de um ano, tempo gasto pela Terra para dar uma volta

completa em torno do Sol. Esse deslocamento produz variações climáticas nas

latitudes correspondentes às zonas de altas pressões subtropicais, com alteração

no regime de ventos, e a diferenciação, em algumas regiões tropicais, de uma

estação seca e outra úmida.

O clima pode receber influência de fatores locais, com formação de microclimas,

que se definem pelo conjunto de condições climáticas que caracterizam uma

pequena região e diferem do clima circundante. Entre os fatores que propiciam a

criação de microclimas estão os fenômenos que interferem na circulação dos

ventos, como a existência de montanhas e vales; os que modificam o grau de

insolação, como a inclinação do terreno; a existência de água e condições de

acumular calor e umidade, como a presença de massas florestais.

Classificação dos climas. Dentre as numerosas classificações de climas, a mais

corrente foi estabelecida em 1900 pelo cientista alemão Wladimir Köppen. A

classificação de Köppen compreende cinco grandes grupos de climas, cada um dos

quais corresponde a um tipo de vegetação e se subdivide com base nas

temperaturas e nos índices pluviométricos:

(1) Grupo A - Climas tropicais chuvosos (megatérmicos). Possue todos os meses

uma média térmica superior a 18° C. Tipos: Af - Clima das florestas pluviais, com

chuvas abundantes e bem distribuídas. Am - Clima das florestas pluviais, com

pequena estação seca, sob a influência das monções. Aw - Clima das savanas, com

estação seca hibernal marcante. (As letras f e w podem vir associadas a outros

tipos climáticos, indicando sempre chuvas bem distribuídas e chuvas de verão,

respectivamente. A letra minúscula i, usada nesse grupo, indicará amplitudes

térmicas inferiores a 5° C.)

(2) Grupo B - Climas secos (xerófitos). A correlação entre a temperatura e a

precipitação permite distinguir os dois tipos seguintes. BS - Clima das estepes

(semi-árido), em que as precipitações são inferiores a certos limites empiricamente

estabelecidos por Köppen. BW - Clima dos desertos (árido), em que as

precipitações são inferiores à metade dos limites anteriores. (As letras minúsculas h

[quente] e k [frio] indicarão suas modalidades térmicas).

(3) Grupo C - Climas mesotérmicos úmidos. O mês mais frio tem média inferior a

18° C, mas superior a –3° C. Tipos: Cf - Mesotérmico sem estação seca. Cw -

Mesotérmico com inverno seco. Cs - Mediterrâneo com verões secos. (As letras a

ou b indicam, nesse grupo, se o mês mais quente tem média superior ou inferior a

22° C, respectivamente).

(4) Grupo D - Climas microtérmicos úmidos (boreal). Surge em regiões de florestas

frias do hemisfério norte, onde a média do mês mais frio for inferior a –3° C, e a do

mês mais quente superar 10° C. Tipos: DF - Microtérmicos com invernos úmidos.

Dw - Microtérmicos com invernos secos. (As letras a ou b indicam, nesse grupo, se

o mês mais frio tem média superior ou inferior a –38° C.).

(5) Grupo E - Climas polares (hequistotérmicos). Todos os meses têm médias

inferiores a 10° C. Tipos: ET - Clima das tundras, em que o mês mais quente tem

média superior a 0° C. Ef - Clima do gelo perpétuo, com a média de todos os meses

abaixo de 0° C.

Dentro da classificação de Köppen, predominam no Brasil os climas do grupo A,

tropicais chuvosos, bem representados em todas as suas variedades. Nas regiões

Sul e Sudeste, cujas latitudes são mais elevadas e onde há planaltos e regiões

serranas, encontram-se climas do tipo C, mesotérmicos, com modalidades de

chuvas bem distribuídas e outras de chuvas de verão. Na região Nordeste se

evidencia a presença de uma variedade do tipo B, semi-árido quente.

Mudanças climáticas. Durante a evolução geomorfológica da Terra houve três

eras, cujo conjunto constitui aproximadamente a vigésima parte do tempo

geológico total, em que o clima se tornou extraordinariamente frio, com

aparecimento de depósitos de gelo nos pólos e formação de geleiras nas

montanhas. Fora desses intervalos, a temperatura se manteve relativamente

elevada e os pólos foram ocupados por mares abertos.

Não se conhece com precisão a causa desses fenômenos, mas é possível que se

relacionem às alterações atmosféricas, já que um maior conteúdo de dióxido de

carbono ou vapor d'água provoca aumento de temperatura. É possível também que

o processo obedeça às variações periódicas na quantidade de energia irradiada pelo

Sol, às mudanças de posição da Terra em relação ao Sol e às alterações na

distribuição dos continentes, mares e acidentes geográficos.

Atividade humana e clima. O desenvolvimento da indústria e a formação de

grandes conglomerados urbanos têm grande influência na evolução do clima em

zonas densamente povoadas. A temperatura nas cidades costuma ser mais elevada

que em seu cinturão rural, pois nelas se produz maior quantidade de energia

(calefação, indústria, transporte etc.) e existe acumulação de calor pelas superfícies

pavimentadas.

A poluição atmosférica é um importante fator desencadeante de inversões

térmicas: as partículas poluentes capturam as radiações emitidas pela superfície

terrestre e aquecem o ar circundante, que adquire temperatura mais elevada que

suas camadas mais baixas. Isso provoca menor deslocamento vertical do ar e

acumulação de agentes poluentes. Além da poluição do ar pela concentração de

dióxido de carbono, o aumento do número de partículas suspensas no ar pode

provocar a diminuição das chuvas.

CLIMA E AGRICULTURA

O clima de Israel é muito variado, o que influi sobre a vida das pessoas. No inverno

pode nevar em Jerusalém, enquanto que em Jericó, distante apenas 30 km, pode

fazer forte calor.

Em outubro/novembro caíam as primeiras chuvas depois da longa estação de

verão. Daí até janeiro, era o tempo de arar e semear.

Apesar da hostilidade do solo palestinense, a maioria do povo trabalhava na

agricultura. Boa parte do país era desértica e montanhosa, não se prestando ao

cultivo.

O arado geralmente era uma simples estaca de madeira, com cabo e ponta de

ferro. Era preso a uma canga e puxado por um ou dois bois.

Na Palestina, a semeadura precedia o preparo da terra. Por isso, muitas sementes

se perdiam em meio a pedras, espinheiros ou no caminho (cf. Mateus 13:4-9).

Nos inícios de sua existência, o povo de Israel, a partir do sistema tribal, cultivou o

ideal igualitário, repartindo equitativamente a terra entre todos.

A partir da monarquia, com o sistema tributário, pouco a pouco o povo de Israel foi

perdendo sua terra. Os profetas sempre criticaram esse sistema, exigindo sua

superação.

Um agricultor israelita não possuía mais terra além do que pudesse cultivar com

sua família e talvez com a ajuda de alguns empregados. Toda a família participava

do trabalho.

Nos tempos bíblicos conheciam-se menos espécies de cereais do que hoje. Os mais

comuns eram o trigo, a cevada, a espelta e o milho miúdo. No tempo de Jesus, a

cevada era o alimento dos pobres.

O agricultor israelita plantava cereais nas terras aráveis e cultivava oliveiras e

videiras nas encostas. Podia ainda ter um pequeno rebanho de ovelhas e cabras,

entregue aos cuidados de um filho ou empregado.

Os principais problemas enfrentados pelos agricultores eram: a seca, os fortes

ventos do leste (siroco) capazes de levar embora o solo seco, as pragas de

gafanhotos e os exércitos invasores.

O trigo era cultivado nos poucos vales férteis de Israel (planície filistéia, vale do

Jordão, planície de Jezrael). O cultivo da cevada era mais difundido, pois, ela se

desenvolve mais depressa e cresce em terra menos fértil.

O pão era o alimento básico do povo bíblico. Era feito de vários cereais. A

expressão não ter pão para comer significa passar fome.

Os agricultores israelitas recolhiam as pedras do terreno e com elas construíam

terraços ao longo das encostas para reter o solo fértil.

Perto da casa ou entre as videiras, cultivavam-se verduras e legumes, como

lentilha, feijão, cebola, pepino, alho e condimentos.

As uvas serviam para fazer vinhos e passas. As videiras eram cultivadas,

sobretudo, em Judá, onde o clima é mais quente. São famosas as vinhas de Engadi,

perto do mar Morto.

Quando as uvas começavam a amadurecer, erguia-se uma cabana de galhos ou

uma torre de pedra onde as pessoas da família montavam guarda contra possíveis

ladrões, raposas e chacais.

A colheita e o esmagamento das uvas transcorriam em clima de festa. Eram

necessários 40 dias para que a borra se sedimentasse. O vinho a seguir era

colocado em odres novos de pele de cabra.

O linho era cultivado em certa quantidade para fazer tecidos. Era semeado na

estação das chuvas e colhido antes da cevada e do trigo.

O linho era usado não somente para fazer roupas, mas também para confeccionar

velas de navios. Era cultivado na Galiléia, na região de Jericó e na planície costeira

do sul.

De setembro/outubro até novembro era tempo de colher e prensar as azeitonas. As



oliveiras resistem a longo período de seca e crescem até em terreno pedregoso.

As azeitonas eram transportadas em cestas e despejadas em barricas ou tinas

onde, nos tempos mais antigos, o óleo era espremido pisando-se as azeitonas com

os pés ou amassando-as com o pilão.

A debulha das espigas era feita batendo-se os feixes com uma vara ou fazendo-os

pisar por animais que, em geral, arrastavam sobre elas um peso ou grade.

Limpavam-se os cereais atirando-os para o ar com um forcado ou pá de madeira. A

palha voava e o grão - mais pesado - caía na eira. A palha era usada para

alimentar o gado no inverno.

Os cereais, depois de peneirados, eram guardados em grandes recipientes de

cerâmica ou cisternas (silos), escavadas no chão ou em celeiros.

Árvores frutíferas: amendoeira, figueira, sicômoro, oliveira, tamareira, romãzeira e

videira.

Árvores não frutíferas: acácia, cedro, murta, abeto, pinheiro, carvalho, álamo,

terebinto e salgueiro.

PARTE TRÊS

ESTUDO SOBRE IDIOMAS

O nosso estudo sobre os idiomas será breve, ele tem a ver com a disciplina, pois

fornece informações sobre o desenvolvimento histórico e geográfico das

civilizações, lembra-se do que falamos no inicio da matéria? É impossível separar

história de geografia, pois fornecer um dado histórico implica sempre em produzir

sempre uma questão espacial – Onde isto aconteceu?

A humanidade possui duas narrativas principais sobre a origem e o

desenvolvimento dos idiomas: a) A narrativa bíblica sobre a torre de Babel e, b) Os

estudos da lingüística que poderiam possuir uma orientação bíblica, mas não, é

cética, e, portanto, suas conclusões contrariam o texto bíblico. Lembre-se que

durante toda a sua vida você testemunhará, as conclusões de céticos contrariando

o texto bíblico, por mais que sejam cultos ou incultos.

Mas apesar da lingüística considerar que a narrativa da torre de babel é uma lenda

criada para explicar a diversidade lingüística ela chega (em parte) a conclusões que

podem apoiar o texto bíblico. – “o mito da construção da torre de Babel pode ter

sido desenvolvido como uma tentativa de explicação da diversidade de línguas

humanas” – Enciclopédia Mirador.

O fato se dá por causa do diagrama desenvolvido no decorrer das pesquisas

lingüísticas, que nos mostra a língua semítica setentrional (uma espécie de

hebraico muito antigo) no topo dos idiomas e todas as outras decorrentes deste.

Este idioma segundo as tais pesquisas é remontado à aproximadamente 2 milênios

Ac. Até aqui tudo bem! Também, não queremos dizer com isto que esta era a

língua de Adão.

A história da lingüística possui duas eras, a saber: antes e pós Darwin.

Isto se deve ao fato de que a tal teoria da evolução das espécies de Charles Darwin

(lançada em 1859), impôs um novo espírito (orientação) nos meios intelectuais da

Europa, ele foi prontamente aceito como algo lógico, e influenciou todas as outras

ciências, inclusive a lingüística.

A grande diferença é que isto inaugurou uma nova era nas ciências, antes a

lingüística buscava seus dados em suas muitas pesquisas, mas a antiguidade do

surgimento da fala e da escrita estava por se descobrir de modo definitivo ou

gradual, ou quem sabe nunca seria esgotado este tema; mas agora (pós Darwin)

com a origem do homem remontada para milhões de anos atrás, então eles

passaram a partir do pressuposto de que a fala tenha surgido talvez a milhões, e a

torre de babel passou a ser cafona e considerada uma lenda hebraica, pois, a Bíblia

e a criação, ferem a Darwin e tudo mais dela passa a ser mitologia.

A arvore genealógica dos idiomas passa a corresponder a arvore genealógica da

evolução humana.

Todas as outras ciências foram seduzidas por Darwin, de lá para cá é normal

escutar -que isto ou aquilo é assim, pois no decorrer da evolução... Também isto se

reflete em todas as ciências, pois não havendo Deus a ética passa a ser mutante, e

recentemente as associações de psicologia impuseram a proibição de se tentar

curar homossexuais, pois o homossexualismo de agora em diante deve ser

considerado algo normal e não mais um problema a ser resolvido. Como ficam

então os psicólogos cristãos? Secularizam-se ou abandonam a profissão?

Finalmente, no fim do século XIX, um grupo de estudiosos da universidade

de Leipzig (França), eles estabeleceram uma nova doutrina lingüística, que apoiada

no evolucionismo, afirma que as línguas se desenvolvem segundo leis restritas, ou

seja, esta nova regra também prontamente aceita pressupõe que a lingüística

apóie-se e siga a teoria evolucionária.

O sistema mais adotado é o de genealogia, que baseado no histórico das línguas

classifica-as segundo origem, este é mais adotado por ser o mais lógico de acordo

com a razão humana, e por ele os idiomas são classificados em oito famílias: Indo-

Chinês, Dravídico, Malaio-Polinésio, Uralo-Altaico, Cafre ou Banto, Camítico,

Semítico e Árico ou Indo-Europeu.

Mas esta classificação não inclui as línguas indígenas das Américas, mas muitos

lingüistas já incluem na classificação acima estes idiomas.

“Os antigos criam, por exemplo, que todas as línguas provinham de um

idioma comum falado por Adão” – Enciclopédia Mirador; estes antigos somos nós,

precisamos avisa-los de que ainda estamos vivos.

Existem duas correntes principais: Poligenista e monogenista, a 1º crê que

as línguas se derivam de vários troncos diferentes, já a monogenista crê que todas

as línguas são derivadas de uma somente. Alfredo Trombetti (monogenista) (1866-

1929) divide os grupos lingüísticos em:

Línguas da África

A – Banto sudanês

B – Camito semítico

Línguas da Oceania

A – Dravídico australiano

B – Mundo Polinésio

Línguas da Eurásia (Europa-Ásia)

A – Caucásico

B – Uralo altáico

C – Indo europeu

D – Indo chinês

Línguas da América

A – Americano

Já o relato da torre de Babel, em Gênesis 11 dá a entender que não foram todos os

homens que participaram deste evento, mas parte deles, o que dá a entender que

a língua original foi preservada depois de Babel, mas para toda aquela multidão,

novas línguas surgiram, sem que estas tivessem descendência da original.

É fato que algumas línguas descendem de outras, a própria língua portuguesa

(vinda do latim) tem seu documento histórico mais antigo datado de 1189 que é “a

cantiga da ribeirinha” de Paio Soares de Taveirós, e o português desta cantiga é tão

antigo que até hoje algumas pessoas esforçam-se por interpreta-lo de modo

definitivo; portanto é fato também que após o acontecido da torre de Babel muitas

línguas tem se derivado de outras.

Cantiga da ribeirinha.

No mundo non me sei parelha, mentre me for como me vai,

cá já moiro por vós – e aí ! mia senhor branca e vermelha

Queredes que vos retraia quando vos eu vi en saia !

Mau dia me levantei, que enton non vi fea !

E, mia senhor, dês aquel dia, ai! Me foi a mi muin mal

E vós, filha de don paai Moniz, e bem vos semelha

d’aver eu por vós guarvaia

pois eu, mia senhor, d’alfaia nunca de vos houve nem ei

valia d’ua Correa.

IMPÉRIOS


IMPÉRIO EGÍPCIO.

Deus é quem levanta e derruba os tronos da terra, a visão dada a Daniel nos

mostra isto definitivamente, o Senhor fez planos que se cumpriram de modo exato.

Nabucodonosor, depois de desafiar ao Deus de Israel, declarou “agora, pois, eu,

Nabucodonosor, louvo, e exalto, e glorifico ao rei do céu; porque todas as suas

obras são verdades; e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na

soberba”.

O império egípcio é uma das mais antigas civilizações da humanidade, tanto que

alguns pesquisadores julgam ser ele o berço da humanidade, já a Bíblia indica este

local como a Mesopotâmia.

Precisamos conhecer melhor este país e sua civilização, pois sua presença nas

escrituras é muito forte, mas aqui as informações escritas serão básicas.

Não é possível datar com exatidão que foram os primeiros habitantes desta região,

nem quem eles foram. O relato de Gênesis 10, da migração dos descendentes de

Noé, nos dá uma certa desconfiança de que eles são descendentes de Mizraim filho

de Noé, pois os povos que descenderam deste habitavam lá.

Muitas tribos primitivas que habitavam a região do Egito, após gerações de árduo

nomadismo, passaram a se agrupar em pequenas comunidades que se tornaram

em cidades à medida que melhorava a estrutura do local, estas pequenas unidades

políticas eram conhecidas como nomos, e muitas delas foram agrupando-se com o

passar do tempo, formando dois reinos, o do alto Egito no sul, e o baixo Egito no

norte. O baixo Egito no delta do Nilo e o alto no vale do mesmo rio.

As diferenças sócio-culturais entre estas duas civilizações eram bem marcantes,

possuíam filosofias, credos, dialetos, deuses, e costumes diferentes, o contraste era

tanto que se torna visível até em nossos dias, com dialetos e ideologias diferentes.

Neste período pré dinástico, o cultura egípcia formou-se quase que completamente

sem influência externa, somente alguns elementos mesopotâmicos se fazem

presentes, tais como o selo cilíndrico, a arquitetura monumental, alguns motivos

artísticos e talvez a própria escrita ; mas também pode ser que tudo isto seja

impressão, e que estes conceitos foram criados lá dentro mesmo. Neste momento

histórico o homem já trabalhava a pedra, o cobre, couro, etc, e fazia armas,

ornamentos, utensílios para o dia a dia, etc.

Estes dois reinos travaram grandes batalhas entre si, durante longo período, e isto

enfraquecia ambos os lados e os tornava vulneráveis a ataques externos. Mas

Menés (um dos reis do alto Egito), conquistou o baixo Egito após algumas reformas

administrativas, ele unificou o país, e se tornou uma figura lendária, estabeleceu a

primeira dinastia e escolheu como a capital deste grande império a cidade de Tinis.

Esta unificação acorreu por volta de 3000 a 2780 Ac, neste tempo também os

egípcios começaram a usar a escrita e um calendário de 365 dias.

Após a unificação o Egito começou a florescer, e teve inicio a construção das

grandes pirâmides, que serviam de tumbas aos reis, e por causa de seu arrojo

arquitetônico, eles ficaram conhecidos como faraó que significa “casa grande”.

Aproximadamente de 2780 até 2400 antes de Cristo uma febre de independência

se alastra por todo o Egito, e os governadores dos nomos (estados Egípcios),

iniciaram grandes movimentos que acabaram por se tornarem em revoltas e

desordem; nesta época o poder do faraó e da realeza começa a declinar, e o poder

da nobreza a se elevar; e aproveitando esta situação visivelmente vulnerável,

algumas tribos negróides da áfrica e também os Asiáticos começam a invadir o

Egito. Mas esta crise o Egito superou com a intervenção dos faraós tebanos, e o

país reorganiza-se.

Mas mesmo depois de reorganizado e consolidado, o Egito começa a sofrer

invasões de pastores asiáticos, e o prestigio internacional do faraó não os

intimidava, eles entravam, batalhavam a venciam as tropas egípcias, e dominaram

parte do Egito por uns 200 anos, são os hicsos, e seus domínios se estenderam de

1785 a 1580 Ac.

Os hicsos eram povos semíticos e arianos, possuíam cavalos, carros de guerra e

armas de bronze bem mais acabadas e fáceis de manejar que as dos egípcios.

Talvez os hicsos tivessem fugindo da pressão dos indo europeus, hititas, cassitas e

mitanianos.

Mas muitos historiadores calculam que os hebreus devem ter entrado no Egito

junto com eles, isto se deve ao fato de que a ciência humana esforça-se novamente

para tentar desvalidar o texto bíblico e concordar com a história egípcia.Mas

segundo alguns outros historiadores o Faraó da época de Moises e os seguintes se

esforçaram para apagar os vestígios da estada de Moisés no Egito, e também

apagar isto da mente do povo e da historia egípcia, e realmente este fato não

consta na história egípcia, nas escolas Moises é mostrado como mais uma lenda

hebraica.

Sabemos que os israelitas não entraram invadindo em grande numero, mas que

eram em 75 (At 7.9-14) e que foram bem recebidos pelo Faraó por causa de José

vice governador do Egito.

Com a expulsão dos hicsos o Egito passou a ser um país guerreiro e com Ames I

tornaram-se imperialistas, Tutmés III conquistou a Síria e obrigou os fenícios,

cananitas e assírios a pagarem-lhe tributo.

Mas esta expansão preocupou os hititas que eram os senhores absolutos da Ásia

menor; e o faraó Ramsés II tentou vencê-los em batalha inúmeras vezes mas

nunca conseguiu, então assinou com os hititas um acordo de paz que vigorou por

muitos anos. E foi durante este novo império (1580 a 1220 AC) que os israelitas

passaram a serem escravizados no Egito.

Mas a partir de Moisés o Egito entra em uma fase de decadência que somente terá

fim em 1922 de nossa era. Invasões de vários tribos do oriente (líbias, etíopes,

indo-européias) enfraquecem as suas fronteiras, logo após isto vem a dominação

assíria, a persa, a grega, a romana e a bizantina, no século VII dC fica sob domínio

muçulmano, a partir de 1400 torna-se posse da Turquia, no século XIX fica sob

custódia franco-inglesa e no inicio do século passado protetorado inglês. Hoje não

passa de embasado reflexo de sua glória que somente é possível visualizar pelas

suas ruínas. Em 1967 é o primeiro pais a ser devastado por Israel na guerra dos

seis dias, teve toda sua aviação bombardeada no solo – o pequeno detalhe é que

boa parte dela, mais de 200 jatos eram russos e não estavam pagos. Este país

sempre foi inimigo mortal de Israel, sempre se posicionou anti-semitico. É nisto que

dá desafiar ao Senhor!

No Egito atual, 96% de suas terras são áridas e inférteis, sua população concentrase

as margens do Nilo nas 4% de terras férteis.

O Nilo é o rio mais extenso do mundo e possui um percurso de 6400 Km, é dito que

o Egito é um presente do Nilo.

A arquitetura do Egito até hoje tem marcado o mundo, a engenharia até hoje

admira as grandes pirâmides, a de Queops ocupava 253 acres de terra e 159

metros de altura, calcula-se que foram usadas nela 2.3000.000 pedras de 1 metro

de espessura média e peso de 2.500 quilos. Sua construção estendesse a 33

metros abaixo do solo, isto tudo fora o que há lá dentro de arte e estrutura é

fantástico. Eles também destacavam-se pela matemática e astronomia, quando os

povos da Europa eram primitivos eles já calculavam área e possuíam algumas

equações, segundo alguns pesquisadores não se desenvolveram mais na

matemática pois não conheciam o zero. Tinham conhecimento de farmácia e

medicina.

IMPÉRIO ASSÍRIO

Muito provavelmente os assírios eram descendentes de Assur, neto de Noé.

O seu território, no início era nada expressivo, mas com o passar do tempo foi

englobando algumas nações vizinhas, mas suas fronteiras nunca foram passiveis de

se demarcar, pois as batalhas eram muitas e constantes e se ganhava muita terra

assim como se perdia também, era uma fronteira dinâmica.

No auge de sua glória, ela ocupava toa a mesopotâmia subindo até perto do mar

negro, indo do golfo pérsico, tomando toda a palestina, e todo o delta do Nilo até

1000 km curso abaixo.

E por dominar todas as terras férteis do oriente médio era alvo de constantes

invasões.

Em 2350 Ac o rei Sargão torna a Ninive a capital da Assíria e ela passa a ser a

própria história deste império. No século XIX ac sob influencia do rei Tiglate-Pileser

tem inicio campanhas militares pesadas por parte da Assíria, com intenção de

construir um império e consegue subjugar facilmente muitos de seus inimigos, tais

como os sidônios.

Mas a Assíria não era tão poderosa assim, não possuíam muitas guarnições, e

quanto marchavam para leste eram invadidos pelo oriente, e assim perdiam muitas

terras, e este enfraquecimento facilitou a consolidação do reino de Davi, que era

um dos objetivos deste império.

Aliás, é bom frisar que depois do império assírio, quem toma o poder é o império

babilônico, que levou o povo em cativeiro para a Babilônia; portanto desde a saída

do êxodo até esta o reino dividido, Israel ocupou terras sob influencias (dominadas

parcialmente) egípcia e assíria.

Duzentos anos depois o Rei assírio Salmaneser II derrotou na batalha de Carcar na

Síria uma coligação militar formada por sírios, fenícios e israelitas; passado 12

anos, ele volta a enfrentar outra aliança palestínica e a vence mais uma vez. Mas

uma ameaça vinda do oriente o faz abandonar suas conquistas para voltar a

Assíria, como ainda não eram muitas as guarnições no retorno todas as conquistas

foram abandonadas.

No século VIII ac sob comando de Tiglate-Pileser II finalmente a Assíria estende

suas fronteiras até Israel e a obriga a pagar tributos.

Mais tarde em aproximadamente 722 ac a Assíria ajuda o reino de Judá a livra-se

das investidas do reino do norte (Israel), aproveitando a tal batalha ele toma

algumas das cidades importantes de Israel (reino do norte) e leva seu povo cativo

para a Assíria e desaloja as tribos de Rubem, Gade e Manasses das suas

possessões.Nesta época o reino do Sul (Judá) estava submisso ao Império Assírio,

era uma de suas posses.

Este império teve seu apogeu de 705 a 626 ac, sob os reinos de Senaqueribe, Esar-

Hadom e Assurbanipal.

Mas em 616 ac, Nabopolassar rei da babilônia alia-se ao rei medo Ciaxares e

invadem e dominam Ninive (em 614 ac) com relativa facilidade, o império Assírio já

enfraquecido por constantes batalhas já não tinha mais como reagir a altura.

Aliás o reino medo também se associou ao império persa para derrubar a babilônia

menos de um século depois.

Os assírios eram conhecidos em todo o mundo por sua crueldade, eles não se

satisfaziam em matar os inimigos mas gostavam de esfola-los até a morte; eles

iam mutilando a pessoa até que morresse, furavam olhos, cortavam línguas e

orelhas, escalpelavam, arrancavam o rosto das vitimas deixando-as vivas com a

face do crânio a vista. E gostavam de fazer obras de arte com pedaços

humanos.Você pode agora entender porque Jonas não quis ir lá pregar para este

povo? Todo o mundo os odiava!

IMPÉRIO BABILÔNICO.

Nas escrituras a babilônia é representada pelo ouro (sonho de Daniel), e é sinônimo

de poder e gloria. A história deste império e antiguíssima, trata-se de uma das

primeiras civilizações da terra.

O povo babilônico e os hebreus foram vizinhos por muito tempo, foram momentos

de amizade e de guerra, e são ambos filhos de Sem. Babilônico e hebreus são

descendentes dos Caldeus.

Alguns estudiosos datam a fundação da Babilônia a 3000 anos Ac, em Gênesis

10.10 e logo após o dilúvio que o seu nome já citado.

A sua história é regada com muito sangue e batalhas, ela foi sitiada, despojada e

seus muros derrubados inúmeras vezes, mas ela foi resistindo ou longo dos

séculos, e em cada reconstrução levantava se cada vez mais com mais opulência,

até que em 622 Ac o rei Nabopolassar após derrotar Ninive é proclamado o rei da

Babilônia.

Mas Neco rei do Egito (faraó), aproveitando-se da derrota da Assíria invade e toma

as suas terras até a metade do crescente fértil, mas esta conquista não é

duradoura, pois Nabucodonosor declara guerra contra o faraó e o vence em

Carquemis em 606 Ac.

Mas quando celebrava a vitória ele soube da morte de seu pai Nebopolasar, e

regressa imediatamente para a capital do império onde é coroado rei, e como

grande empreendedor que era deu início grandes construções que fizeram da

Babilônia o uma das maravilhas do mundo.

O território da Babilônia era bastante compacto, abrangia todo o crescente fértil, a

costa oeste do mediterrâneo e 1.000 km abaixo do mar vermelho traçava uma

linha reta até a foz dos rios tigre e Eufrates no golfo Pérsico.

Como boa parte deste território e eram férteis, como nas margens dos rios e na

mesopotâmia, isto possibilitou o surgimento de grandes civilizações.

Além disto produziam grandes redes de canais para a irrigação artificial, que não

constam dos documentos antigos mais foram achados por arqueólogos em 1956,

Destes canais atravessavam Bagdá e Nippur.

Era uma região com abundância de cerâmica, por isso as construções babilônicas

dispunham de tijolos de primeira, já as antigas construções da palestina eram em

sua maioria de tijolos de barro, e os de cerâmica muito caros.

Havia a cidade da Babilônia propriamente dita e ela ficava sobre o rio Eufrates, mas

também a grande Babilônia, formada pelas seguintes cidades-satélites: Sippar,

Kuta, Kis, Borsippa, Nippur, Uruk, Ur e Eridu.

Nabucodonosor reconstruiu a Babilônia e destruída por Senaqueribe, e para

conseguir tal coisa campanhas para levar a região milhares de cativos para compor

a mão-de-obra, o povo judeu foi um destes.

E até hoje a antiga Babilônia foi a mais maravilhosa cidade construída na história

da humanidade, os seus muros não foram reconstruídos nos moldes dos anteriores,

mas gigantescos muros foram levantados, e eram tão grandes e largos que

nenhuma nação do mundo poderia transpô-los.

Alguns pesquisadores dizem que seus muros tinham 90 m de altura e

aproximadamente 10 m de largura, eles encerrava um espaço de 200 milhas

quadradas, e dentro destes muros nove décimos desta as 200 milhas quadradas

estavam ocupadas com magníficos jardins, partes e campos e quem morava lá

dentro possuía casas de três a quatro andares. Os seus muros possuíam 250 torres

e cem portões de cobre que eram movidos por dezenas de homens cada um por

causa de seu tamanho e espessura.

Esta cidade foi edificada sobre o rio Eufrates, os seus muros contínuos passavam

por cima do rio de modo que o rio cortava a cidade ao meio, e para unir as duas

margens da cidade, havia uma ponte elevadíssima com 10 m de largura, o palácio

do rei situava-se na extremidade oriental desta ponte. Os navios entravam por uma

porta e saiu por outra, e nesta as margens havia portos. O palácio "admiração da

humanidade" que tipo que tinha sido começado por Nebopolasar e concluído por

Nabucodonosor, ficava no outro lado do Rio, e tinha uma altura de 25 m. Os jardins

suspensos da Babilônia tinham uma base quadrada com 132 m de cada lado, e eles

eram suspensos por arcos um sobre o outro, vários andares. O templo de bel tinha

dentro de si uma imagem desta deusa com 13 m de altura e toda revestida em

ouro, os utensílios deste templo eram colossais e também todos de ouro maciço.

Mas em 538 Ac, quando o rei Belsazar participava de um banquete (orgia), com

seus altos oficiais e as prostitutas da corte. Os destemidos exércitos persas em

aliança com o reino dos Medos tomaram a Babilônia, eles entraram caminhando por

uma das margens secas do rio Eufrates, passando por baixo dos muros, que assim

entraram e tomaram de surpresa a cidade despreparada, nesta mesma noite uma

mão escreve numa parede na frente do rei "mené mené tequel e parsim", o

mistério que foi decifrado por Daniel, é o fim do império babilônico. Dario, um dos

mais destemidos generais de Ciro II comandou a invasão e matou a Belsazar, e

este foi o início do império medo persa.

IMPÉRIO MEDO PERSA.

Durante o império babilônico a Pérsia eram um estado vassalo da Média, lembre-se

de que a Média estava associada ao império babilônico.

A Pérsia e a Média, eles eram nações que conviviam relativamente de modo

pacífico, pois tinham muitas heranças sócio-culturais comuns entre si, eram

descendentes dos hindus-europeus.

Mas com o passar do tempo, o poderio militar da Pérsia aumentou bastante debaixo

dos olhos da Média, e Ciro II em 555 Ac consegue reunificar as várias tribos peças

dispersadas, com isto, sentindo-se fortalecido, promove várias batalhas contra a

média e derrota-a; neste momento histórico a Pérsia era uma das regiões do

império babilônico, que iniciava algumas bem-sucedidas campanhas militares

contra ele.

Os reinos vizinhos (do território babilônico), reuniram-se e formaram uma coligação

para frustrar as intenções da Pérsia, mas Ciro II muito sábio ataca esta coligação

abatendo-a logo em seu início.

E este era o momento preocupante para império babilônico, pois o reinado persa

que antes era uma das suas possessões, estava agora ganhando terreno.

Os medos (para variar) logo fecharam acordo (aliança) com as persas contra o

império babilônico. A fama da Pérsia logo se espalhou por todo o oriente médio e

espantadas Esparta e Atenas firmam rapidamente o acordo de paz com ela.

O general medo Dario se encarrega (em 538 ac) de invadir e conquistar a cidade da

Babilônia, aproveitando-se da embriaguez do rei e de toda a liderança da cidade,

ele consegue penetra-la e tomá-la.

Conforme previra Daniel naquela mesma noite o senhor contou, pesou e dividiu o

reino de Belsazar.

Dario poupa a vida de Nabonido pai de Belsazar, pois na noite da invasão de

Babilônia ele não estava presente, talvez se encontrava longe, pois, estava

constantemente envolvido com escavações arqueológicas. Nabonido foi levado para

a Carcâmia onde foi nomeado para um dos governadores da região, sob domínio do

império Persa.

Na realidade o nome que se dá Medo-Persa, não expressa a realidade, visto que a

Média havia se associado à Pérsia, mas era uma de suas possessões,

verdadeiramente o império era somente persa.

O general Dario foi designado por Ciro II para governar a Babilônia, enquanto isso é

ele catalisava os alicerces do seu novo império.

Ciro II tinham perfil diferente do povo assírio, ele era humano e tolerante com os

vencidos, ele era um conquistador, mas um homem ético, cobrava pesadas taxas

dos reinos sob seu domínio o que fazia com que surgissem revoltas, mas nunca o

oprimiu o povo sob seu domínio.

Ciro II morre em 529 Ac, quando o império persa já possuía uma imensidão de

terras.

Este mesmo imperador em seu primeiro ano de reinado autoriza o regresso do povo



judeu para a terra santa; Ciro II foi chamado por Deus de "meu servo" em Is 44.28

e 45.1, não somente foi profetizado 250 anos antes de existir, mas também

chamado pelo nome.E ele não só autorizou o retorno do povo, mas também

devolveu os objetos sagrados despojados do templo e auxiliou construção.Depois

da morte de Ciro o império persa continuou a ser tolerante, como no caso da rainha

Ester esposa de Assuero, vemos aqui mais uma vez a mão de Deus usando o

império persa a favor do povo judeu.O livro de Ester conta a história do povo judeu

que após serem libertos não quiseram voltar à terra Santa e permaneceram na

Babilônia.

Existiram na época duas Pérsias, a grande Pérsia, que correspondia ao atual Irã, e

a pequena Pérsia que ficava ao norte. O território persa ocupava todo o Irã, toda a

região confinada pelo golfo pérsico, os vales do rio Tigre e Eufrates, o mar negro e

a metade do mar e Cáspio, as suas posições se estendiam da Grécia até a Índia.

A Grécia no entanto por volta de 336 Ac começava suas campanhas militares para

estender seus territórios, à frente estava Alexandre o Grande com vinte anos de

idade, e grande fúria e inteligência, nenhuma nação permanecia em pé diante dele,

assim foi o fim do império persa.

IMPÉRIO GREGO

A Grécia é considerada o berço da civilização ocidental, e dela nos herdamos a

democracia, a antiga concepção das artes e a filosofia, enquanto o oriente é

influenciado pela filosofia de Confúcio o ocidente o é pela filosofia grega.

Os gregos desde a antiguidade tornaram-se amantes do saber, eles

discutiam ao ar livre, assuntos pertinentes há muitas coisas, a sabedoria passou a

ser a sua maior ambição, e nesta atmosfera tão propícia nasceram muitos gênios:

Tales, Empédocles, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, e muitos outros.

Não só se dedicavam à filosofia, mas, também ao aprimoramento físico, as práticas

esportivas fazem parte da cultura.

A antiga Grécia era constituída de pequenas cidades e estados sem união política.

Pequenos países havia neste território, e eles te como era de praxe guerreavam

muito entre si, e Esparta e Atenas eram as mais fortes.

O século V antes de Cristo foi conhecido como o século de Péricles, pois este e

brilhante administrador de Atenas promoveu maciços empreendimentos culturais,

ele transforma Atenas na mais importante cidade do mundo, nesta época surgiram

grandes filósofos, escultores, pintores, dramaturgos, poetas, arquitetos, e médicos,

etc.

Mas no século seguinte (IV Ac), os gregos passam a ser alvo das intenções



imperiais de Filipe II da Macedônia.

Filipe II (macedônico) foi capturado por um bando de gregos em meados do quarto

século, e levado em cativeiro a Tebas, lá ele passa a estudar e dominar as artes

bélicas da Grécia, e neste mesmo exílio elabora audaciosos planos de modernizar o

exército macedônico e reunir gregos e macedônicos sob seu comando para destruir

o império persa.

De volta à sua terra, põe em funcionamento os seus planos, e que em pouco tempo

transforma as tropas macedônicas em fantásticas e modernas máquinas de guerra,

e marchando sobre a Grécia ele conquistou várias das cidades-estados, entretanto

perto do auge de suas conquistas é assassinado. E os seus planos morrem junto

consigo.

Alexandre Magno.

Também conhecido como Alexandre o Grande, nasce em 356 Ac, e é educado aos

pés de Aristóteles, simplesmente teve como mestre este grande filósofo conhecido

como o homem mais inteligente que já nasceu. Obs: Este título é dado pela

filosofia, é óbvio! - sabemos pelo texto bíblico que somente Salomão é digno deste

título, Leia 1º Rs 3.11,12.

Com influência de Aristóteles, para Alexandre passa a enxergar o mundo como uma

só família, e tenta concretizar este ideal através da guerra.

Com vinte anos de idade, ele declara seu ideal de conquistar a terra, e no comando

de um exército de 40.000 homens avança em direção aos persas, e com tremenda

fúria derrota o Dario Codomano, que possuía uma guarnição de mais de 800.000

homens.

Após destruir os persas, prossegue em direção ao oriente até a Índia, ou de seus



homens convence-o a voltar a Grécia, mas este retorno foi muito penoso,

suportaram muita sede e calor nas regiões desérticas, onde muitos de seus homens

morreram.

Neste retorno ao chegar a Babilônia é recebido como um deus, com as honrarias e

homenagens, mas o filho de Filipe II (Alexandre o Grande), morreu em 323 Ac

repentinamente, e com ele morreram seus ideais de unificar a humanidade, e como

havia profetizado Daniel após a sua morte do seu império é dividido.

O império grego foi dividido em quatro partes, a saber:

a) A Trácia e uma parte da Ásia menor para Lísimaco.

b) A Macedônia e a Grécia para Cassandro.

c) A Síria e o Oriente para Seleuco.

d) E o Egito para Ptolomeu.

Mas Alexandre o Grande foi responsável pela difusão da cultura e da linguagem

grega, o que é considerado uma providência divina para facilitar a propagação do

evangelho, pois quando os apóstolos viajaram pregando o evangelho em diferentes

e longínquas regiões, o grego (koiné - vulgar) era o idioma comum em todo mundo

conhecido.

A Grécia praticamente é uma península localizada no sudoeste da Europa e dentro

do mar mediterrâneo, este lindo país com o seu maravilhoso arquipélago são

banhados por três mares: a leste pelo Egeu, ao sul pelo mediterrâneo, e a oeste

pelo Jônico; a Macedônia ficava ao norte.Na antiguidade o território grego era

conhecido como Acaia.

É um lindo país, ele está formado por numerosas montanhas e abruptos declives,

mas, também de extensas planícies e fortes rios, que são poucos; a hidrografia

grega é pobre, por isso a sua agricultura é constituída por espécies que se adaptem

ao clima.

Devido à aridez da maior parte de seu solo os gregos sempre sonharam com outras

terras, e por isto do século XII ao século VI Ac, viajaram por muitos lugares que

fundaram muitas colônias nas ilhas do mar Egeu do mar Mediterrâneo do mar

negro, entraram na Ásia menor, no sul da Itália, no norte da África, e até o sul da

atual França.

Alexandre o Grande era macedônio, não grego, mas na época a Macedônia havia

sido fortemente influenciada sócio-culturalmente pela Grécia, pode-se dizer que a

cultura grega absorveu Macedônia.

Atualmente a antiga Macedônia preocupado pela Grécia, Iugoslávia, Bulgária, a

Albânia, e parte pela Turquia, tratava-se de uma imensa planície fértil cercada de

montanhas.

A cidade de Filipos ficava na Macedônia, onde o evangelho foi pregado através de

Paulo pela primeira vez em território europeu, desta região estratégica a Palavra

expandiu-se por toda a Europa.

O encontro entre Alexandre o Grande e o sumo sacerdote judaico foi emocionante,

pois quando ele chegou a Jerusalém com suas tropas dirigiu-se só com o sumo

sacerdote e o saldou e adorou ao Deus de Israel, e depois de questionado sobre

essa sua atitude estranha, ele disse - " não é a ele, que eu adoro, mas é a Deus de

quem ele ministro, pois quando eu ainda estava na Macedônia e imaginava como

poderia conquistar a Ásia ele me apareceu em sonhos com esta mesma roupagem e

me exortou a nada temer, disse-me que avançasse corajosamente, e e garantiu-me

que ele estaria à frente de meu exército e me faria conquistar o império dos

persas" Leia esta narrativa em detalhes no livro a história dos hebreus de Flávio

Josefo. Após isto, subiu a Jerusalém com os sacerdotes e ofereceu sacrifícios a

Deus, em seguida o sumo sacerdote mostrou-lhe o livro de Daniel onde estava

escrito que um príncipe grego destruiria o império dos persas, onde Alexandre

recebeu aqui ele mesmo estava profetizado das escrituras hebraicas.Ficou muito

feliz e prometeu diversos benefícios ao povo de Israel.

O império grego foi dividido em quatro partes, mas destas quatro partes as que

mais conviveram com o povo judeu foi o império Ptolomeu (no Egito), e o império

Seleucida (Síria e o a Ásia).

Os judeus que habitavam no império Ptolomeu tiveram formidável sorte, pois os

Ptolomeus eram complacentes e liberais, e os estimulavam a prosseguir e aguardar

todos os rituais e mandamentos judaicos; Ptolomeu Filadelfo até encomendou uma

tradução do antigo testamento para o grego, conhecida como a Septuaginta.

Mas com a ascensão de Ptolomeu IV ao trono (também conhecido como Filopator)

tudo passou a mudar, e este rei com a intenção de reconquistar a Palestina lançouse

contra Antioco em grande batalha.Depois de derrotar os sírios, entrou em

Jerusalém, ele tinha a intenção de entrar no templo de Israel, mais o judeus

colocaram-se na porta do tempo e gritando em alta voz e portando-se

agressivamente o intimidaram. E a partir daquele momento começa a alimentar um

incontrolável o ódio contra o povo judeu. De volta ao Egito começa a perseguir os

judeus, e a perder apoio político da comunidade israelita em solo egípcio, desta

época para diante o império Ptolomeu começa a declinar.

Na Ásia os judeus que viviam em Israel e sob domínio dos Seleucida, sempre se

opuseram as tentativas deste império em helenizar seus domínios. Os três

primeiros monarcas Seleucidas, tiveram tratou amigável com o povo judeu, mas

com a morte de Antioco III, entra em cena o seu filho Antíoco Epifânio, que

motivado por inexplicável ódio pelo povo judeu iniciam verdadeiro massacre.

Segundo Flávio Josefo, tamanho ódio foi causada pelo insucesso em todas as suas

tentativas de helenizar a Judéia. ele entrou em Jerusalém e profano o tempo, no

santo dos santos sacrificou uma porca, o que deu início o movimento dos Macabeus

que rebelaram se e acabaram por humilhar o império Seleucida.

Inicialmente, devido a tantas batalhas internas, os quatro reinos derivados do

império grego estavam enfraquecidos e vulneráveis, e este era o momento do mais

terrível dos animais visto por Daniel, terrível e assombroso, que ao somente

conquistaria, mas, esmagaria as nações, estava surgindo o império romano!

Mas antes vamos estudar um pouco esta revolta do povo macabeu que terminou

por arrasar os Seleucidas e se tornar no império Macabeu, pois quando chegaram

as tropas romanas, elas encontram todas os reinos ao redor enfraquecidos e os

subjuga tranqüilamente, somente os macabeus foram derrotados anos mais tarde

por Herodes o grande, um dos reis de uma região (Judéia) do império romano.

DINASTIA DOS MACABEUS

A vida religiosa judaica, durante o século III A.C., veio a ser perturbada pela

disputa política entre a dinastia seleucida, baseada na Síria, e a dinastia

ptolemaica, baseada no Egito.

Em 198 A.C. Antíoco III da Síria, tomou a Palestina, sendo bem recebido pela

parcela pró-selêucidas de Jerusalém, principalmente porque Antioco promulgou

decretos garantindo o direito dos judeus de viverem a Lei Mosaica e preservando a

santidade do Templo.Em 190 A.C., Antíoco é derrotado pelos romanos na Ásia

Menor, e foi assassinado em 187 A.C.Seu filho Antíoco IV Epífanes, é seu sucessor.

Antioco IV foi persuadido com suborno, a afastar o sumo sacerdote Onias, e a

nomear o irmão deste, Jasão, que sendo helenista, fez o rei garantir a Jerusalém a

condição de polis grega (cidade grega), com instituições cívicas apropriadas.

Os fiéis judeus ficaram escandalizados com os novos costumes helênicos. Por

exemplo, os jovens judeus no novo ginásio, participavam das competições atléticas

desnudos, como era o costume grego dos jogos olímpicos.

Mais ainda, quando Jasão é substituído, por efeitos de suborno, por Menelau, que

não era membro dos saduceus, a família com direito hereditário ao sumo

sacerdócio.

A disputa partidária entre Jasão e Menelau, levou Antioco IV, a reprimir com

violência as lutas internas, reduzindo Jerusalém a condição de cidade-quartel,

concentrando tropas sírias na “cidadela”, uma fortaleza no topo do monto do

Templo. Em 169 A.C., promulgou um edito em favor da completa helenização da

Judéia, proibiu a circuncisão, a observância do “shabbath” e a posse da Torá sob

pena de morte; o Templo foi consagrado a Zeus, e realizavam-se sacrifícios de

animais impuros ao deus pagão em seu altar.

Sobre o judaísmo caíram o horror e o desânimo. Pela primeira vez na história, os

judeus eram sujeitados à morte apenas por tentar praticar a sua fé.

O inicio da revolta.

Num lugarejo a noroeste de Jerusalém, um velho sacerdote chamado Matatias

desafiou a ordem do rei de fazer sacrifícios públicos aos deuses pagãos e matou o

funcionário encarregado de obrigá-lo. Refugiou-se nas colinas rugosas da Judéia ,

com a família, para fazer guerrilha contra os helenizantes. Inicia-se a tradição dos

Macabeus, porque um dos filhos de Matatias era apelidado de Macabeu ( martelo ).

A história é contada em dois livros não incluídos no canôn judaico – 1º e 2º

Macabeus.

Matatias faleceu em 164 Ac. Judas Macabeus, em dezembro de 164 Ac estabelece o

controle sobre toda a Judéia, conseguindo tomar Jerusalém.O Templo foi purificado

e o sacrifício restaurado, um evento celebrado ainda no festival de Hanukkah.

A dinastia asmonéia.

É a dominação dos descendentes de Matatias, por quase um século, que

governaram o Estado judeu até a ascensão de Herodes Magno (“Herodes o

grande”).

Os macabeus eram líderes enérgicos e habilidosos, tendo tornado a Judéia uma

potência respeitável.No início do século I Ac o estado judeu tomou toda a Palestina

e parte da Transjordânia, alcançando assim seu maior tamanho desde os tempos

de Salomão, tais coisas acontecerem sob a observação de Roma.

O Estado asmoneu se faz às custas do abandono do legado espiritual dos seus

ancestrais.Os asmoneus assumiram matizes helênicos. Politizaram o cargo de sumo

sacerdote, transmitindo-o entre os membros de sua própria família. Os membros

posteriores da dinastia assumiram o título de “reis”. Reprimiram com violência os

fariseus, que se opuseram à mundanidade da família real.

No reinado de João Hircano, neto de Matatias, um grupo de sectários, os essênios,

decidiu romper com o culto deturpado e ilegítimo no Templo, fundando a sua

própria comunidade em Qumran, às margens do Mar Morto, e os seus próprios

manuscritos, descobertos recentemente.

A dinastia asmonéia termina com lutas internas entre os sucessores de Alexandre

Janeu, bisneto de Matatias, um dos quais foi patrocinado por Antípater, idumeu,

homem forte amigo de Roma.

O efeito das disputas internas, culmina com a chegada do exército romano liderado

por Pompeu em 63 A.C., que entrou em Jerusalém, sitiou o monte do Templo e

tomou a cidade. A partir daí, todos os governos judeus se fazem através de Roma.

O império Seleucida. Chegou a tomar (depois de 189 Ac) toda a palestina,

descendo pelo encosta do mar mediterrâneo, toda a Mesotopâmia.

Nota: O Império Romano não foi estudado e sugerimos uma pesquisa individual

para acrescentar a estes estudos.

PARTE QUATRO

REGIÕES BÍBLICAS

Ao lermos o texto bíblico, notamos tantas referencias geográficas que é quase

impossível sabermos o que é cidade ou região.

Na realidade havia muitas regiões que englobavam muitas cidades, por exemplo: a

cidade de Cafarnaum ficava na Judéia, dentro de uma sub região chamada de

Galiléia; haviam também duas cidades chamadas Antioquia, uma ficava na região

da Síria, e a outra na Pisidia.

Na verdade não há como mapear as áreas com exatidão, mas sempre alguns

tentam fazer isto, e podem conseguir bons resultados.

Estudo sobre algumas Regiões.

Muitas são as regiões, não vamos estuda-las todas, mas algumas somente.

Ásia.


Nas Escrituras Gregas Cristãs, o termo "Ásia" é usado para se referir, não ao

continente da Ásia, mas à província romana que ocupava a parte ocidental da Ásia

Menor.

A Província Romana da Ásia. A província romana da Ásia incluía os países mais



antigos da Mísia, da Lídia, da Cária, e, às vezes, parte da Frígia, bem como as ilhas

adjacentes. Era assim limitada pelo mar Egeu e pelas províncias da Bitínia, da

Galácia (que abrangia parte da Frígia) e da Lícia. As fronteiras precisas, contudo,

são difíceis de definir, devido a repetidas alterações.

Inicialmente, a capital era Pérgamo, na Mísia, mas, durante o reinado de Augusto,

foi transferida para Éfeso, mais para o sul. No ano 27 AEC, a província foi tornada

senatorial, e, depois disso, foi governada por um procônsul. (At 19:38) Foi também

dividida em 9 distritos jurisdicionais e subdividida em 44 distritos-cidades.

Lucas, ao descrever as regiões das quais os judeus vieram a Jerusalém na época de

Pentecostes do ano 33 EC, alista a Ásia junto com as províncias da Capadócia, do

Ponto e da Panfília. (At 2:9, 10; compare isso com 1 Pe 1:1.) Ele ali alista a Frígia à

parte da Ásia, como o faz de novo em Atos 16:6. Plínio, o Velho, autor romano do

primeiro século EC, também fez isso. (Natural History [História Natural] V, XXVIII,

102) O relato em Atos 16:6, 7, declara que Paulo foi ‘proibido pelo espírito santo de

falar a palavra dentro do distrito da Ásia’ quando viajava em direção O, na sua

segunda viagem missionária (c. 49-52 EC). Portanto, passou pela Frígia e pela

Galácia, em direção ao N, rumo à província da Bitínia, mas de novo foi desviado

para o O, através da Mísia, até o porto marítimo de Trôade, o ponto natural de

embarque para a Macedônia. Aqui, Paulo teve sua visão, convidando-o: "Passa à

Macedônia e ajuda-nos." (At 16:9) Assim, ainda que Paulo realmente passasse pela

parte setentrional da província da Ásia, ele não gastou tempo ali, senão na sua

viagem de volta, depois de terminar seu trabalho na Macedônia e na Acáia. Passou

então um curto tempo em Éfeso, pregando na sinagoga, e, ao partir, prometeu

voltar. — At 18:19-21.

Durante sua terceira viagem (c. 52-56 EC), Paulo passou mais de dois anos em

Éfeso, com o resultado de que "todos os que habitavam no distrito da Ásia, tanto

judeus como gregos, ouviram a palavra do Senhor". (At 19:1-10, 22) Foi

evidentemente nesta ocasião (c. 55 EC), em Éfeso, que Paulo escreveu sua

primeira carta aos coríntios, aos quais ele enviou saudações das "congregações da

Ásia", destarte indicando bom progresso. (1Co 16:19) Quando escreveu a sua

segunda carta aos coríntios, mais tarde, da Macedônia, ele fez referência às

dificuldades e ao grave perigo passados na Ásia. (At 19:23-41; 2Co 1:8) Na sua

viagem de retorno, não desejando gastar mais tempo na Ásia, Paulo velejou ao

largo de Éfeso, tocou na ilha de Samos, e, desembarcou em Mileto, na Cária, parte

da província da Ásia, ponto ao qual convidou os "anciãos" da congregação de Éfeso,

para terem uma reunião com ele. — At 20:15-18.

Quando viajou para Roma, para seu primeiro julgamento (c. 60/61 EC), que

resultou das ações de uma turba em Jerusalém, instigada pelos "judeus da Ásia"

(At 21:27, 28; 24:18, 19; compare isso com Atos 6:9), Paulo inicialmente

embarcou num navio que iria a "lugares ao longo da costa do distrito da Ásia", mas,

então, passou para outro navio em Mirra, na província vizinha da Lícia. — At 27:2-

6.

As palavras de Paulo em 2 Timóteo 1:15, evidentemente escritas em Roma por



volta do ano 65 EC, podem indicar que a forte perseguição que então começara a

grassar contra os cristãos, movida pelas autoridades romanas, tinha agora movido

muitos ‘homens cristãos da Ásia’ a evitar associar-se com o encarcerado apóstolo

Paulo, desviando-se de Paulo num tempo crítico. A expressão "todos os homens do

distrito da Ásia" não subentende um desvio total de todos os cristãos da Ásia,

porque Paulo, logo depois, elogiou a Onesíforo, que era evidentemente habitante de

Éfeso. — 2Ti 1:16-18; 4:19.

A continuidade da fé cristã é também manifesta no livro de Revelação e nas sete

mensagens enviadas por João a sete congregações em cidades destacadas da Ásia:

Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, a maioria destas

congregações sendo elogiadas por terem perseverado em tribulação. (Re 1:4, 11;

2:2, 3, 9, 10, 13, 19; 3:10) João estava então (c. 96 EC) na ilha de Patmos, a uma

curta distância da costa da província da Ásia. Crê-se, em geral, que o relato

evangélico de João e suas três cartas foram escritas em Éfeso, ou nas suas

proximidades, após a sua soltura de Patmos.

Canaã


Vejamos abaixo, um estudo sobre a região de Canaã – assim ficou conhecido todo o

território da palestina desde os tempos de Abraão, nos mapas acima ele equivale a

Fenícia, Judéia e parte da Síria.

"Tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua

nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para

a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram. (Gn 11.31)."

"Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os

bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram a

fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram. (Gn 12.5)."

Localização e descrição da terra de Canaã

Canaã é uma faixa de terra estreita e montanhosa entre a costa do Mediterrâneo e

a orla do deserto, desde Gaza, no sul, até Emat, no norte, às margens do Orontes.

Canaã significa "terra da púrpura". Deve seu nome a um produto local muito

cobiçado na Antiguidade. Desde os tempos mais primitivos, seus habitantes

extraíam de um caracol do mar, do gênero Murex, nativo dessa região, a tinta mais

famosa do mundo antigo, a púrpura. Era tão rara, tão difícil de extrair e, por isso

mesmo, tão cara, que só os ricos podiam adquirí-la. As vestes tingidas de púrpura

eram consideradas em todo o antigo Oriente sinal de alta categoria. Os gregos

chamavam fenícios aos fabricantes e tintureiros de púrpura da costa do

Mediterrâneo, e a sua terra, Fenícia, que na língua deles significava "púrpura".

A terra de Canaã é também o berço de dois fatos que comoveram profundamente o

mundo: a palavra "Bíblia" e o nosso alfabeto! Uma cidade fenícia deu nome a

palavra que designa "livro" em grego; de Biblos, cidade marítima de Canaã,

originou-se "biblion" e desta, mais tarde, "Bíblia". No século IX a.C. os gregos

tomavam de Canaã as letras do nosso alfabeto.

A parte da região que viria a ser a pátria do povo de Israel foi batizada, pelos

romanos, com o nome dos seus mais acérrimos inimigos: o nome "Palestina" é

derivado de "pelishtim", como são designados os filisteus no Velho Testamento.

Habitavam a parte meridional da costa de Canaã ...todo Israel, desde Dã até

Bersabé (1Sm 3.20). Assim descreve a Bíblia a extensão da Terra Prometida, isto é,

das nascentes do Jordão, nas faldas do Hermon, até as colinas situadas a leste do

mar Morto, e até o Neguev, na Terra do Meio-Dia.

Vista num globo terrestre, a Palestina é apenas uma manchinha na nossa Terra, um

pequeno traço. Hoje, as fronteiras do antigo reino de Israel podem ser percorridas

comodamente num dia, de automóvel. Com duzentos e trinta quilômetros de norte

a sul, trinta e sete de largura nas partes mais estreitas, vinte e cinco mil cento e

vinte e quatro quilômetros quadrados de superfície, o reino de Israel tinha o

tamanho da Sicília. Só foi maior durante alguns decênios de sua movimentada

história. Sob o reinado dos famosíssimos reis Davi e Salomão, o território do Estado

chegava até a extremidade do mar Vermelho em Asiongaber, no sul, e, no norte, ia

além de Damasco, abrangendo parte da Síria. O atual Estado de Israel é, com seus

vinte mil setecentos e vinte quilômetros quadrados, cerca de um quinto menor do

que foi o reino de seus antepassados.

Nunca floresceram ali ofícios e indústrias cujos produtos fossem procurados pelo

resto do mundo. Cortada por colinas e cadeias de montanhas, cujas cumeadas se

erguem até mil metros de altura e mais, limitada ao sul e a leste por estepes e

desertos, ao norte pelos montes do Líbano e pelo Hermon, a oeste pela costa plana,

inadequada para portos de mar, era qual uma pobre ilha entre os grandes reinos do

Nilo e do Eufrates, situada na fronteira entre dois continentes. A leste do delta do

Nilo, termina a África. Além de um deserto árido de cento e cinquenta quilômetros

de largura, começa a Ásia e no seu limiar está a Palestina.

Sua história e sua importância

Se ela, no curso de sua história acidentada, foi continuamente envolvida nos

grandes acontecimentos do mundo, isso se deve a sua situação. Canaã constitui o

elo entre o Egito e a Ásia. A mais importante estrada comercial do mundo antigo

atravessava esse país. Mercadores e caravanas, tribos e povos errantes percorriam

esse caminho, por onde seguiriam mais tarde, também, os exércitos dos

conquistadores. Egípcios, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos, uns após

outros, fizeram da terra e seus habitantes joguetes de seus interesses econômicos,

estratégicos e políticos.

O gigante do Nilo foi movido por interesses comerciais quando, no terceiro milênio

antes de Cristo, como primeira das grandes potências estendeu seus tentáculos até

a velha Canaã.

"Conduzimos quarenta navios carregados de troncos de cedro / Construímos navios

de madeira de cedro / Um, o navio Louvor dos Dois Países, com cinquenta metros

de comprimento / E dois navios de madeira de meru, com cinquenta metros de

comprimento / Fizemos as portas do palácio do rei de madeira de cedro." Este é o

teor do mais antigo registro de importação de madeira do mundo, expedido por

volta de 2700 a.C. Os dados sobre esse transporte de madeira, feito durante o

reinado do Faraó Snefru, estão gravados numa tabuinha de duro diorito preto,

tesouro conservado no Museu de Palermo. Naquele tempo, as encostas do Líbano

eram cobertas de espessos bosques. A madeira de lei de seus cedros e merus,

espécie de conífera, era muito apreciada pelos faraós para suas construções.

Já quinhentos anos antes de Abraão florescia um comércio de importação e

exportação nas costas de Canaã. Na terra do Nilo trocavam-se ouro e especiarias

da Núbia, cobre e turquesa das minas do Sinai, linho e marfim por prata do Tauro,

artefatos de couro de Biblos, vasos vidrados de Creta. Os ricos mandavam tingir

suas vestes com púrpura nas grandes tinturarias da Fenícia. Para as damas da

corte produziam um maravilhoso azul de lápis-lazúli, as pálpebras pintadas de azul

eram a grande moda, e estíbio, cosmético para os cílios, altamente apreciados pelo

mundo feminino.

Nas cidades marítimas de Ugarit (hoje Ras Shamra) e Tiro estabeleciam-se

cônsules egípcios, a fortaleza marítima de Biblos era colônia egípcia, levantavam-se

monumentos faraônicos nessas cidades e príncipes fenícios tomavam nomes

egípcios.

Inscrição encontrada em um túmulo egípcio (história de Sinuhe)

Mas se as cidades costeiras ofereciam um aspecto de vida ativa, próspera, opulenta

mesmo, a poucos quilômetros para o interior começava um mundo de vívidos

contrastes. Os montes do Jordão eram um eterno foco de inquietação. Eram

incessantes os ataques de nômades as populações sedentárias, as rebeliões e as

contendas entre cidades. Como isso punha em perigo o caminho das caravanas ao

longo da costa do Mediterrâneo, os egípcios tinham que organizar expedições

punitivas para chamar à razão os desordeiros. A inscrição encontrada no túmulo do

egípcio Uni dá-nos uma descrição minuciosa da maneira como foi organizada uma

dessas expedições punitivas por volta de 2350 a.C. O comandante militar Uni

recebe do Faraó Fiops I ordem de organizar um exército para atacar os beduínos

asiáticos que invadiram Canaã. Eis o que ele informa sobre a campanha:

"Sua Majestade fez guerra aos habitantes da areia asiática e organizou um

exército: em todas as regiões meridionais ao sul de Elefantina... por todo o norte...

e entre os núbios de Jertet, os núbios de Mazói e os núbios de Jenam. Fui eu que fiz

o plano de todas elas..." O alto grau de disciplina das variegadas forças

combatentes é devidamente elogiado. Assim ficamos sabendo as coisas cobiçáveis

que havia em Canaã: "Nenhum deles roubou... sandálias de alguém que vinha pelo

caminho... Nenhum deles tomou pão de ninguém na cidade; nenhum deles

arrebatou uma cabra a ninguém". O comunicado de Uni anuncia um grande sucesso

e contém, além disso, valiosas informações sobre a terra: "O exército do rei voltou

são e salvo depois de haver devastado o país dos habitantes da areia... depois de

destruir as suas fortalezas... Depois de haver derrubado seus figueirais e vinhas...

depois de aprisionar grandes multidões... Cinco vezes Sua Majestade me mandou

percorrer a terra dos habitantes da areia por causa de suas rebeliões..."

Assim entraram na terra dos faraós, como prisioneiros de guerra, os primeiros

semitas, no Egito chamados com desprezo "habitantes da areia".

Chu-Sebek, ajudante de ordens do rei egípcio Sesóstris III, escreveu quinhentos

anos depois um comunicado de guerra, o qual, gravado na época em uma pedra

comemorativa, conservou-se em Abidos, no curso superior do Nilo: "Sua Majestade

marchou para o norte a fim de derrotar os beduínos asiáticos... Sua Majestade

chegou a uma região com o nome de Sekmem... Então caiu Sekmem com a mísera

Retenu..."

Os egípcios designavam a terra da Palestina e Síria com o nome de "Retenu".

Sekmem é a cidade bíblica de Siquém, a primeira cidade de Canaã que Abraão

encontrou em sua peregrinação (Gn 12.6).

Com a expedição de Sesóstris III por volta de 1850 a.C., encontramo-nos em plena

época dos patriarcas. Entrementes, o Egito havia tomado toda Canaã; o país estava

sob a autoridade dos faraós. Graças aos arqueólogos, o mundo possui um

documento único dessa época, um tesouro da literatura antiga. O autor é um certo

Sinuhe, do Egito. O lugar da ação: Canaã. A época: entre 1971 e 1982 a.C., no

reinado do Faraó Sesóstris I.

Sinuhe, personagem importante, frequentador da corte, vê-se envolvido numa

intriga política. Temendo por sua vida, emigra para Canaã:

"... Quando dirigi meus passos para o norte, cheguei ao muro dos príncipes,

construído para manter à distância os beduínos e dominar os vagabundos da areia

(nome depreciativo que os egípcios gostavam de dar aos seus vizinhos nômades do

leste e do nordeste. A esses pertenciam também as tribos ainda não sedentárias de

Canaã e Síria). Escondi-me em um bosque com medo de ser visto pela guarda que

estava de serviço na muralha. Só a noitinha me pus de novo a caminho. Quando

aclarou... quando cheguei ao lago Amargo (lago ainda hoje assim chamado,

localizado no istmo de Suez), caí. A sede me dominou e tinha a garganta em fogo.

Disse eu: tal é o sabor da morte! Mas, reanimando o coração e reunindo todas as

forças dos membros, ouvi o mugido de gado e avistei beduínos. O chefe deles, que

tinha estado no Egito, reconheceu-me. Deu-me água, aqueceu leite para mim e eu

fui com ele para sua tribo. O que eles me fizeram foi bom".

A fuga de Sinuhe foi bem sucedida. Conseguiu transpor secretamente a muralha

que existia na fronteira do reino dos faraós, no lugar exato onde passa hoje o Canal

de Suez. Essa "muralha dos príncipes" tinha já então algumas centenas de anos.

Um sacerdote a menciona já em 2650 a.C.: "Será construída a "muralha dos

príncipes" para evitar a penetração dos asiáticos no Egito. Eles pedem água... para

darem de beber aos seus rebanhos". Mais tarde, os filhos de Israel deveriam

transpor esse muro com freqüência; não havia outro caminho para o Egito. Abraão

deve ter sido o primeiro deles a avistá-lo, quando, numa crise, se dirigiu para a

terra do Nilo (Gn 12.10).

Sinuhe prossegue: "De uma terra fui passando a outra. Cheguei a Biblos (cidade

marítima fenícia, ao norte da atual Beirute) e a Kedme (região deserta a leste de

Damasco) e ali permaneci ano e meio. Ammiênchi (nome semita ocidental,

amorita), príncipe do Alto Retenu (nome da região montanhosa ao norte da

Palestina), chamou-me para junto de si e disse-me: "Tu estarás à vontade na

minha casa e ouvirás falar egípcio". Isso ele disse porque sabia quem eu era.

Alguns egípcios (naquele tempo, havia emissários do faraó por toda parte em

Canaã e na Síria) que viviam com ele tinham-lhe falado a meu respeito".

Ficamos sabendo tudo o que se passou com o fugitivo egípcio no norta da Palestina,

até os menores detalhes da vida cotidiana. "Ammiênchi disse-me: Nao há dúvida de

que o Egito é belo, mas tu ficarás aqui comigo e o que eu fizer por ti também será

belo".


Colocou-me acima de todos os seus filhos e casou-me com sua filha mais velha.

Deu-me a escolher do melhor da terra que possuía e eu escolhi um trecho que

ficava na fronteira de outro país. Era uma bela terra que tinha o nome de Jaa.

Havia nela figos e uvas e mais vinho que água. Seu mel era copioso, abundante o

seu azeite e de suas árvores pendia toda a espécie de frutas. Havia nela também

trigo, cevada e rebanhos sem conta. Muito me veio da minha popularidade. Ele me

fez príncipe de sua tribo na melhor parte do seu país. Diariamente eu bebia vinho,

comia pão, carne cozida e ganso assado, além de caça do deserto que abatiam para

mim, sem falar da que apanhavam os meus cães de caça... e leite, preparado de

diversas maneiras. Assim passei muitos anos, e meus filhos se tornaram homens

fortes, cada um deles o mais valente da sua tribo.

O mensageiro que, partindo do Egito, seguia para o norte, ou viajava para o sul a

caminho da corte, detinha-se em minha casa (isso permite supor um comércio ativo

entre o Egito e a Palestina); eu dava asilo a todo mundo. Dava água aos que

tinham sede, conduzia os transviados o caminho certo, protegia os que eram

assaltados.

"Quando os beduínos partiam para combater os príncipes de outras terras, eu

organizava suas campanhas. Pois o príncipe de Retenu confiou-me durante muitos

anos o comando de seus guerreiros e em cada terra que eu entrava, fazia... e... de

suas pastagens e suas fontes. Eu capturava os rebanhos, expulsava as populações

e apoderava-me das provisões. Matava os adversários com minha espada e o meu

arco (o arco é a arma típica do Egito), valendo-me da minha destreza e de meus

golpes hábeis."

Das muitas aventuras que passou entre os "asiáticos", a que mais parece ter

impressionado Sinuhe foi um duelo de vida ou morte que ele descreve em seus

mínimos detalhes. Um "valentão de Retenu" zombou dele em sua tenda e desafiouo

para a luta. Ele tinha a certeza de que mataria Sinuhe e assim se apossaria de

seus rebanhos e propriedades. Porém Sinuhe, que, como egípcio, fora desde a

juventude adestrado no manejo do arco, matou com uma flechada no pescoço o

"valentão", que avançou para ele armado de escudo, punhal e lança. A presa que

resultou desse duelo tornou-o ainda mais rico e poderoso.

Já muito velho, foi acometido pela saudade da pátria. Uma carta de seu Faraó

Sesóstris I convidava-o a voltar: "... Põe-te a caminho e volta para o Egito a fim de

tornares a ver a corte em que foste criado e beijares a terra junto as duas grandes

portas... Pensa no dia em que te levarão a sepultura e serás venerado. Serás

preparado à noite com óleo e com faixas da deusa Tait (embalsamamento). No dia

do teu sepultamento, terás um cortejo. O caixão será de ouro e a cabeça de lápislazúli,

e serás colocado no esquife. Serás puxado por bois, a tua frente marcharão

cantores e a porta do teu túmulo será dançada a dança dos anões. Serão recitados

ofertórios para ti e haverá sacrifícios no teu altar. Tuas colunas serão construídas

de pedra calcária entre as dos filhos de rei. Não permitirei que morras em terras

estrangeiras e sejas sepultado pelos asiáticos e envolto numa pele de carneiro".

O coração de Sinuhe se enche de júbilo. Decide-se imediatamente pelo regresso,

lega seus haveres aos filhos e nomeia o filho mais velho "chefe da tribo". Tal era o

costume entre os nômades semitas. Assim era também entre Abraão e seus

descendentes. Era o direito hereditário dos patriarcas, que depois se tornou lei em

Israel. "E toda a minha tribo e todos os meus haveres passaram a pertencer-lhe,

minha gente e todos os meus rebanhos, meus frutos e todas as árvores doces

(tamareiras). Então parti para o sul."

Até as fortalezas do Egito foi escoltado por beduínos, daí uma delegação do faraó

levou-o de navio até a capital situada ao sul de Mênfis.

Que contraste! De uma tenda para o palácio do rei, da vida simples e arriscada

para a segurança e o luxo de uma metrópole altamente civilizada. "Ali encontrei

Sua Majestade sentado no grande trono do salão de ouro e prata. Depois foram

chamados os filhos do rei. Sua Majestade disse à rainha: "Vê Sinuhe que volta feito

asiático e se tornou beduíno!" Ela soltou um grande grito e os filhos do rei gritaram

todos ao mesmo tempo. Disseram a Sua Majestade: "Isso não é verdade, meu

senhor rei". Sua Majestade respondeu: "É de fato verdade!"

Fui conduzido para um palácio principesco, escreve Sinuhe entusiasmado, no qual

havia coisas maravilhosas e até um quarto de banho... havia lá, da casa do

tesouro, vestes reais de linho, mirra e o óleo mais fino.

Funcionários do palácio, que o rei estimava, estavam em cada um dos aposentos, e

cada cozinheiro fazia o seu dever. Foram tirados os anos do meu corpo. Cortaramme

a barba e pentearam-me o cabelo. Um peso foi abandonado à terra estrangeira

(isto é, a sujeira que lhe tiraram ao lavá-lo) e as vestes toscas aos nômades da

areia. Envolveram-me em fino linho e ungiram-me o corpo com o melhor óleo do

país. Tornei a dormir numa cama!... Assim vivi honrado pelo rei, até que chegou o

dia do passatempo.

Era um best seller sobre Canaã

A história de Sinuhe não existia apenas em um exemplar. Foram encontrados

diversos. Devia ser uma obra muito procurada, pois mereceu várias "edições". Sua

leitura deve ter deliciado o público não só do médio mas também do novo império

do Egito, como se deduz pelas cópias encontradas. Foi, por assim dizer, um best

seller, o primeiro do mundo, e precisamente sobre Canaã.

Os pesquisadores que o desenterraram no começo deste século ficaram tão

entusiasmados com ele como os contemporâneos de Sinuhe há quatro mil anos,

mas tomaram-no por uma história bem imaginada, se bem que destituída de toda

realidade. Assim se tornou a história de Sinuhe uma mina para os egiptólogos

estudiosos da escritura, mas sem sentido para os historiadores. E, enquanto se

discutia sobre o sentido do texto, sobre os signos e a sintaxe, o conteúdo da

história ia caindo no esquecimento.

A história de Sinuhe e a Bíblia

Entretanto, Sinuhe foi reabilitado. Hoje, sabemos que o egípcio escreveu uma

história verdadeira sobre a Canaã daquele tempo, a Canaã por onde,

possivelmente, vagueava Abraão. Devemos a textos hieroglíficos sobre campanhas

egípcias os primeiros testemunhos sobre Canaã. Eles concordaram perfeitamente

com a descrição de Sinuhe. Por outro lado, o relato desse aristocrata egípcio

concorda em algumas passagens quase literalmente com certos versículos da Bíblia

muito citados. Porque o Senhor teu Deus te introduzirá numa terra boa (Dt 8.7).

"Era uma bela terra", diz Sinuhe. Terra, continua a Bíblia, de trigo, de cevada, de

vinhas, onde nascem figueiras... "Ali havia cevada e trigo, havia figos e uvas",

conta Sinuhe. E onde a Bíblia diz: Uma terra de azeite e de mel, onde, sem

nenhuma escassez, comerás o teu pão, diz o texto egípcio: "Seu mel era copioso e

abundante o seu azeite. Diariamente eu comia pão".

A descrição que Sinuhe faz de seu modo de vida entre os amoritas, na tenda,

cercado de seus rebanhos e envolvido em lutas com orgulhosos beduínos, que ele

precisa afastar de suas pastagens e de suas fontes, corresponde a descrição bíblica

da vida dos patriarcas. Também Abraão e seu filho Isaac tem contendas por causa

das suas fontes (Gn 21.25; 26.15, 20).

Os resultados de conscienciosas pesquisas comprovam melhor que tudo o cuidado e

a precisão com que a Bíblia descreve as condições de vida naquele tempo. Pois a

abundância de documentos e monumentos recém-descobertos permite-nos fazer

hoje “uma reconstituição plástica e fiel das circunstâncias de vida em Canaã na

época do advento dos patriarcas’.

Canaã à quase 4 milênios atrás

Canaã, por volta de 1900 a.C., era apenas esparsamente povoada. Era, a bem

dizer, uma verdadeira terra de ninguém. Aqui e além, no meio de campos

cultivados, erguia-se um burgo fortificado. Nas encostas circunjacentes havia

vinhedos, figueiras e palmeiras. Os habitantes viviam em permanente estado de

alerta, as povoações, pequenas e muito isoladas, eram objeto de audaciosos

assaltos dos nômades. Súbita e inesperadamente, os nômades surgiam,

derrubavam tudo, levando o gado e as colheitas. Com a mesma rapidez com que

surgiam, desapareciam, e não havia meio de encontrá-los nas vastas planícies de

areia ao sul e a leste. Era incessante a luta entre os lavradores e criadores de gado

que se tornaram sedentários e as tribos de salteadores que não conheciam

habitação fixa e cujo teto era uma tenda de pele de cabra aberta em qualquer parte

ao ar livre sob o vasto céu do deserto. Por essa região insegura vagueou Abraão

com Sara, sua mulher, Lot, seu sobrinho, sua gente e seus rebanhos.

E tendo lá chegado, Abraão atravessou este país até o lugar de Siquém, até o vale

ilustre... E o Senhor apareceu a Abraão, e disse-lhe: eu darei esta terra aos teus

descendentes. Naquele lugar edificou um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido.

E, passando dali ao monte, que estava ao oriente de Betel, aí levantou a sua tenda,

tendo Betel a ocidente, e Hai a oriente. Aí edificou também um altar ao Senhor, e

invocou o seu nome. Abraão continuou a sua viagem, andando e avançando para o

meio-dia (Gn 12.5-9).

Mais inscrições, desta vez em vasos e estatuetas.

Em 1920, foram encontrados no Nilo alguns cacos notáveis, a maioria deles

procedente de Tebas e de Sacara. Arqueólogos berlinenses adquiriram alguns,

outros foram para Bruxelas e o resto foi enviado para o Museu do Cairo. Manejados

por mãos cuidadosas de especialistas, esses fragmentos transformaram-se de novo

em vasos e estatuetas, e as inscrições que neles apareceram foram o que mais

surpreendeu. Esses textos estão cheios de terríveis pragas e maldições, como esta:

"Morte a todo aquele que disser más palavras e conceber maus pensamentos, a

todo aquele que pronunciar maldições, que praticar más ações e tiver maus

propósitos". Estas e outras ameaças se dirigiam de preferência a cortesãos e

nobres egípcios, mas também a governadores de Canaã e da Síria.

Segundo uma antiga superstição, no mesmo instante em que o vaso ou a estatueta

se quebrasse, seria destruída também a força do amaldiçoado. Frequentemente, as

palavras abrangiam a família, os servos e até a própria casa da pessoa

amaldiçoada. Os textos mágicos continham nomes de cidades como Jerusalém (Gn

14.19), Ascalão (Jz 1.18), Tiro (Js 18.29), Assor (Js 11.1), Betsomes (Js 15.10),

Afec (Js 12.18), Acsaf (Js 11.1), e Chechém (isto é, Siquém). Uma prova

convincente de que os lugares mencionados na Bíblia já existiam nos séculos XIX e

XVIII a.C., pois os vasos e estatuetas são dessa época. Duas dessas cidades foram

visitadas por Abraão. Ele se encontra com Melquisedec, "rei de Salém" (Gn 14.18)

em seu caminho para Jerusalém. Sabe-se onde fica Jerusalém, mas onde estaria

situada Siquém?

É encontrada a cidade de Siquém

No coração de Samaria, há um vale extenso e plano, acima do qual se erguem os

altos cumes do Garizim e do Ebal. Campos bem cultivados circundam Askar, uma

aldeiazinha da Jordânia. Perto dessa aldeia, ao fundo do Garizim, foram

encontradas as ruínas de Siquém.

Foi obra do arqueólogo alemão Prof. Ernst Sellin. Em escavações que duraram dois

anos, 1913 e 1914, vieram a luz do dia camadas da mais alta antiguidade.

Sellin encontrou restos de muros do século XIX a.C. Pouco a pouco foi tomando

forma um gigantesco muro circundante com sólidos alicerces, tudo toscamente

talhado em blocos de rocha feldspática. Alguns desses blocos mediam até dois

metros de espessura. Os arqueólogos designam esse tipo de construção com o

nome de "muros ciclópicos". O muro era reforçado por um talude. Os construtores

de Siquém não só tinham guarnecido a muralha de dois metros de largura com

pequenas torres, mas haviam-lhe sobreposto ainda uma muralha de terra.

Foram também surgindo dos escombros as ruínas de um palácio. O acanhado pátio

quadrangular, rodeado por uns poucos compartimentos de grossas paredes, mal

poderia merecer o nome de palácio. Como Siquém, eram todas as cidades de

Canaã cujos nomes temos ouvido tantas vezes e diante das quais os israelitas

sentiram tanto medo no princípio. Salvo poucas exceções, conhecemos todas as

construções notáveis daquele tempo. A maioria só foi relevada pelas escavações

nas três últimas décadas. Durante milênios, ficaram enterradas e agora se

apresentam completas aos nossos olhos, e entre elas as muitas cidades cujos

muros os patriarcas devem ter visto: Bétel e Mispa, Gerar e Lakish, Gézer e Ghat,

Ascalão e Jericó. Se alguém quisesse escrever a história da construção de cidades e

fortalezas de Canaã, nao teria grande dificuldade em fazê-lo, dada a abundância de

material existente até o terceiro milênio antes de Cristo.

Como era Canaã e suas cidades

As cidades de Canaã eram burgos fortificados, lugares de refúgio em tempos de

guerra, quer devido a ataques súbitos de tribos nômades, quer devido a

hostilidades dos cananeus entre si. As poderosas muralhas de pedra circundavam

sempre uma pequena superfície pouco maior que a Praça de São Pedro de Roma. É

verdade que cada cidade fortaleza tinha abastecimento de água, mas não havia

nenhuma que pudesse abrigar permanentemente uma população numerosa. Em

comparação aos palácios e metrópoles da Mesopotâmia ou do Nilo, eram

insignificantes. Em sua maioria, as cidades de Canaã caberiam comodamente no

palácio dos reis de Mari.

Em Tell el Hesi, indubitavelmente a bíblica Eglon, a antiga fortaleza circundava uma

superfície de meio hectare apenas. Em Tell el Safy (antiga Ghat), cinco hectares,

em Tell el Mutsellim (outrora Megido), mais ou menos a mesma coisa, em Tell el

Zakariyah (a bíblica Aseca), menos de quatro hectares, Gézer, na estrada de

Jerusalém para o porto de Jafa, abrangia nove hectares de superfície construída.

Mesmo na reconstruída Jericó, o espaço cercado pela fortificação interior, a

acrópole propriamente, cobria apenas uma superfície de dois hectares. E, contudo,

Jericó era uma das fortificações mais poderosas do país.

Lutas encarniçadas entre os chefes de tribos estavam na ordem do dia. Faltava a

mão ordenadora da autoridade. Cada chefe mandava em seu território. Ninguém

mandava nele, que fazia o que bem lhe aprazia. A Bíblia chamava os cabeças de

tribo reis e, quanto ao que se referia ao poder e independência, tinha razão.

Entre os chefes de tribo e seus súditos havia uma relação patriarcal. Dentro dos

muros viviam apenas o chefe, as famílias patrícias, os representantes do faraó e os

comerciantes ricos. Só eles moravam em casas sólidas e firmes, em geral de um

andar, constituídas de quatro a seis cômodos dispostos em volta de um pátio

aberto. Casas patrícias com um segundo andar eram relativamente raras. O resto

da população (gente de séquito, escravos, servos) morava em rudes choupanas de

barro ou folhagem, fora dos muros. Deviam levar uma vida miserável.

Desde os tempos mais primitivos, dois caminhos se cruzavam na planície de

Siquém. Um deles descia para o vale do Jordão. O outro seguia para o sul, subindo

as montanhas solitárias, até Bétel e, mais para lá, passando por Jerusalém, até o

Neguev, o país do meio-dia da Bíblia. Quem tomava por este último encontrava

apenas algumas povoações na região montanhosa central de Samaria e Judá:

Siquém, Bétel, Jerusalém e Hebron. Quem preferia o caminho mais cômodo

encontrava as cidades maiores e as fortalezas mais importantes dos cananeus,

situadas nos opulentos vales da planície de Israel, no fértil litoral de Judá e em

meio da vegetação luxuriante do vale do Jordão.

Abraão e seu caminho por Canaã

Para sua primeira viagem de exploração através da Palestina, Abraão escolheu o

caminho solitário e penoso que seguia para o sul, pelas montanhas. Pois aí as

encostas cobertas de florestas ofereciam ao forasteiro proteção e abrigo e ricos

pastos nas clareiras para o gado que conduzia. Mais tarde, ele e sua gente

tornaram a seguir esses mesmos caminhos difíceis das montanhas e o mesmo

fizeram os outros patriarcas diversas vezes, em uma e outra direção. Por mais que

os férteis vales da planície o tentassem constantemente, Abraão preferiu sempre o

caminho da montanha. Pois com os arcos e fundas de sua gente não estaria a

altura de se medir com os cananeus, armados de espadas e lanças. Assim, Abraão

não se atrevia a deixar as montanhas.

Fotografias e Mapas

Acima o Mar Vermelho.

Moedas Romanas

Acima vale do Cedrom

Acima: Oriente Médio – mapa físico
Região da Galiléia

Região setentrional da antiga Palestina, correspondente à parte norte do atual

Estado de Israel, a Galiléia foi palco de muitos episódios da vida de Cristo. São

imprecisas suas fronteiras bíblicas, mas sabe-se que fazia parte do território

ocupado pela tribo dos neftalitas.

A Galiléia atual limita-se ao sul pela Samaria e pela região do Carmelo, a leste pelo

rio Jordão, a norte pelo rio Leontes e a oeste pelo mar Mediterrâneo. Divide-se

geograficamente em duas áreas, a alta e a baixa. Integram a alta Galiléia, que de

certo modo é uma continuação do Líbano, montanhas separadas por desfiladeiros e

gargantas estreitas. A baixa Galiléia é uma região de colinas. Ambas são bem

servidas de chuvas e têm clima ameno e temperado. A desagregação das camadas

de lavas, espalhadas sobre a região pelo vulcanismo de antigas eras geológicas, fez

surgir um solo reconhecidamente fértil. Nas vertentes das montanhas se cultiva

trigo, aveia, centeio e milho. Toda a região é sujeita a terremotos.

Zefat (Safed ou Safad), que durante a Idade Média era o principal centro da

Cabala, doutrina mística e esotérica do judaísmo, é a principal cidade da alta

Galiléia. Na baixa Galiléia, Nazaré, maior centro urbano árabe da área, é objeto de

peregrinação cristã por sua ligação com a infância de Jesus. Destacam-se ainda

Kefr Kenna e, perto desta, Kana, ambas de possível identificação com Canaã, várias

vezes mencionada nos Evangelhos; e ainda Tiberíades, uma das cidades sagradas

do judaísmo, fundada por Herodes Antipas à época do domínio romano. A maioria

dos discípulos de Cristo, quatro dos quais eram pescadores, provinha da região do

mar da Galiléia, formado pelo rio Jordão, e também chamado, nos Evangelhos, mar

de Tiberíades e lago de Genesaré.

História.

A Galiléia foi originariamente habitada por montanheses habituados desde a

infância à luta em defesa de suas férteis terras. Nela se entrincheiravam os

cananeus, quando os hebreus tomaram posse da Palestina.

O Livro dos Juízes dá a entender que, mesmo após a conquista por Josué, os dois

povos compartilharam a área. A Galiléia integrou o reino de Davi e de Salomão

(século X a.C.), mas a morte deste último acarretou a divisão do reino em dois e a

Galiléia passou ao domínio do reino de Israel.

Em 734 a.C., a vitória do rei assírio Tiglat-pileser III sobre os israelitas provocou o

exílio de grande parte da população judaica da Galiléia. Mais tarde, a região tornouse

conhecida como lugar da infância e do ministério público de Jesus, que ali

realizou a maior parte de seus milagres.

Com a destruição, pelos romanos, do segundo Templo de Jerusalém, no ano 70 da

era cristã, o centro da cultura judaica na Palestina mudou-se para a Galiléia.

Empobrecida após a conquista árabe, em 636, a região soergueu-se nos tempos

modernos como resultado de iniciativas sionistas de colonização, desencadeadas

em 1882 com a construção da aldeia de Rosh Pinna (em hebraico, "pedra

angular"). A partir daí, criaram-se vários assentamentos, cuja importância ficou

evidenciada nas negociações para a inclusão de toda a Galiléia no mandato

britânico, em 1920. O plano de partilha aprovado pelas Nações Unidas em

novembro de 1947 previa a divisão da Galiléia entre Israel e um futuro estado

árabe na Palestina, mas toda a região ficou com aquele país depois do conflito

árabe-israelense de 1948-1949.

Na década de 1950, a drenagem do lago Hula, ao norte do mar da Galiléia,

acarretou grandes mudanças à geografia física da Palestina: o vale do Hula

transformou-se num fértil território cultivável e o alto curso do rio Jordão se

retificou.

Mesopotâmia

Berço de alguma das mais ricas civilizações humanas, a Mesopotâmia viu surgir os

primeiros impérios, as primeiras cidades da antiguidade e algumas importantes

invenções do homem, como a escrita e a legislação.

A Mesopotâmia (em grego, região entre rios) está situada na região delimitada

pelos rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia. Embora seus limites variassem em

diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na

antiguidade, o território do atual Iraque, ficando ao norte a cordilheira dos Taurus,

que a separa da Armênia, ao sul o golfo Pérsico, a oeste a Assíria e a leste a Síria.

O limite entre as regiões norte, montanhosa, e a sul, plana, era a zona de Bagdá,

onde mais se aproximam os rios Tigre e Eufrates. Os romanos as denominaram,

respectivamente, Mesopotâmia e Babilônia.

Muitos grupos étnicos tentaram fixar-se na região, e esses movimentos migratórios

acabaram por fazer surgir importantes civilizações, como a dos assírios, que

ocuparam a área montanhosa, e a dos sumérios e babilônios, instalados nas

planícies do sul. A essência da cultura suméria se manteve mesmo após a

desintegração do estado sumério e por isso pode-se, apesar da grande diversidade

dos grupos étnicos, falar de uma civilização mesopotâmica.

A Bíblia, o relato de Heródoto e os textos do sacerdote babilônio Berossos, estes

datados de aproximadamente 300 a.C. eram, até o fim do século XIX, as únicas

fontes de informação sobre a história da Mesopotâmia. As escavações iniciadas em

meados do mesmo século, no território do Iraque, e a decifração dos caracteres

cuneiformes permitiram avaliar o papel desempenhado pela Mesopotâmia na

criação de sociedades urbanas mais evoluídas.

A escrita cuneiforme foi empregada na Babilônia até o século I a.C. e o idioma,

como língua erudita, até o primeiro século da era cristã. Com a decifração dessa

escrita, foi possível descobrir a literatura da região, cujos épicos tiveram como um

dos principais temas a sensação de instabilidade provocada pelo difícil controle dos

rios Tigre e Eufrates. A escrita cuneiforme sobreviveu também ao domínio

helenístico. A influência do grego era significativa, mas tudo indica que o aramaico

se tornou a língua popular, em especial nos centros urbanos da época.

Resenha histórica. Os primeiros imigrantes chegaram à Mesopotâmia no quarto

milênio a.C. Fixaram-se no sul e ali criaram o que teria sido, segundo a tradição

suméria, seu primeiro núcleo urbano, Eridu. O povoamento tornou-se mais intenso

no milênio seguinte, com um novo movimento migratório, procedente do leste. Ao

mesmo tempo, no norte, grupos de origem semítica formavam uma nova cultura,

que assumiria gradativamente papel preponderante na região. As escavações

comprovaram não haver nesse período uma separação estrita entre as duas

regiões, na medida em que nomes semitas são encontrados entre os sumérios. A

Mesopotâmia era, de todo modo, povoada por dois povos de origens distintas, o

que explica as denominações de terra de Sumer (sul) e Acad (norte).

As primeiras tentativas de organização de aldeias agrícolas na área de Acad foram

registradas em sítios arqueológicos como Hassuna, Jarmo e Samarra. Do ponto de

vista cultural, os grupos que habitavam a área no chamado período Obeid I eram

atrasados em relação aos povos do sul, mas alguns centros, como Nínive, já se

assemelhavam mais a cidades do que a aldeias.

Os habitantes do norte expandiram-se para o sul, no século XXIV a.C., e fundaram

um reino unificado sob o governo de Sargão, criador de uma dinastia semítica, cuja

capital era a cidade de Acad. Os invasores não possuíam cultura própria, motivo

pelo qual absorveram a cultura e as técnicas de guerra do sul. Assim, a

transferência do centro do poder político, de início instalado na cidade de Acad,

para Nínive ou Babilônia, não teve influência na evolução cultural da região.

Com a terceira dinastia de Ur, cujos domínios incluíam a Assíria, praticamente

completou-se a unificação da Mesopotâmia. O norte preservava apenas seu idioma

semita, escrito, porém, em caracteres cuneiformes sumérios. Por volta de 2000

a.C., invasores elamitas e amorritas derrubaram essa terceira dinastia de Ur. Após

um período de destruições, o sul voltou a prosperar, enquanto, no norte, Assur

tornou-se independente e na Babilônia surgiu uma dinastia local, amorrita, apoiada

pelos semitas acadianos.

Babilônios e assírios. O mais poderoso soberano da Babilônia foi Hamurabi,

responsável por uma nova unificação da Mesopotâmia. Seu império se estendeu do

golfo Pérsico até o norte de Nínive, e das montanhas elamitas até a Síria. A região

logo voltaria a ser dividida, entretanto, entre o sul e o norte, depois que os reis

cassitas derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as

tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação

administrativa e a adoção do sistema feudal. A dinastia cassita governou até cerca

de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção literária.

Algumas das obras do período configuraram um padrão para épocas posteriores,

até mesmo para a redação da epopéia de Gilgamesh.

Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao

mesmo tempo em que o poderio dos assírios cresceu consideravelmente. Nesse

período, invasores indo-europeus criaram diversos estados na região, entre os

quais o reino de Mitani. No século XII a.C., o poderio assírio chegou ao apogeu sob

o reinado de Tukulti-Ninurta I. A Assíria dominava então toda a região localizada a

leste do Eufrates. Os sucessores do soberano não conseguiram manter o território,

cuja desintegração política foi motivada também pela chegada à região de diversas

tribos de arameus, que aí fundaram vários reinos independentes.

Nos séculos seguintes, os reinos arameus começaram a ser incorporados ao império

da Assíria, a que a Mesopotâmia voltou a ficar subordinada. Nesse período, a

ascensão de uma das tribos dos arameus, os caldeus, contribuiu de maneira

significativa para a queda do poderio da Assíria e para o estabelecimento, no sul da

região, do reino neobabilônico de Nabopolassar. Esse soberano firmou com

Ciaxares, da Média, uma aliança que dividiu a Mesopotâmia entre medos e

babilônicos, situação que se manteve até 539 a.C., quando a região foi

transformada numa satrapia do império persa durante o reinado de Ciro. No

período, registrou-se um florescimento cultural, em que a literatura, a religião e as

tradições sumérias e babilônicas eram preservadas nas escolas dos templos.

Em 331 a.C., a vitória de Alexandre o Grande sobre Dario III marcou o início da

colonização macedônica. A Babilônia tornou-se então importante centro cultural,

verdadeiro ponto de encontro entre as culturas grega e oriental. Com a morte de

Alexandre, instalou-se uma dinastia selêucida que governou por pouco mais de um

século. Por volta de 140 a.C., a Mesopotâmia foi incorporada ao império parta.

Domínio romano. No ano 115 da era cristã, o imperador romano Trajano submeteu

a região até Singara. Sob o domínio de Roma, foi gradativa a difusão do

cristianismo, por intermédio dos cristãos da Síria, que fundaram o bispado de

Edessa. Esse bispado converteu-se depois à heresia nestorianista, cujos integrantes

se congregaram em Nísibis, em meio a uma complicada situação religiosa, na qual

as decisões do Concílio de Calcedônia contra o monofisismo acabaram por provocar

a divisão dos cristãos em três grupos: nestorianos, jacobitas e melquitas.

A partir do século III, a luta de Roma dirigiu-se contra as pretensões sassânidas na

Mesopotâmia. Em meio à desordem política generalizada, a Mesopotâmia

converteu-se, por dez anos, em porção do reino de Palmira, até a expedição do

imperador Aureliano. A luta contra os persas, porém, prosseguiu até o ano 298,

quando Diocleciano submeteu a Mesopotâmia, até o Tigre, ao poder de Roma.

Todavia, a luta continuou e, em 363, os romanos conseguiram uma trégua, mas

tiveram que ceder Singara e Nísibis.

Depois de recuperar suas antigas fronteiras, perdidas durante o avanço de Khosro

I, por volta de 530, a Mesopotâmia bizantina foi obrigada a enfrentar o

agravamento do conflito com os persas, com a perda de diversas cidades e o exílio

de grande número de cristãos.

Domínio árabe. Sob o governo de Heráclio, por volta de 640, Roma já perdera

todas as cidades do norte para os muçulmanos. Nos séculos VII e VIII, a história da

Mesopotâmia se caracterizou por uma série de transformações culturais e sociais,

pela fundação de grandes cidades, mas também por intrigas, violências e

desordens.

Durante o predomínio muçulmano, teve início um período de tolerância religiosa e o

idioma árabe passou a predominar sobre o siríaco. Disputas entre as facções

muçulmanas dos abássidas e dos omíadas voltaram, porém, a ameaçar a

estabilidade da região. Os omíadas abandonaram Damasco e instalaram-se em

Harran, enquanto os abássidas se fixaram no Iraque e passaram a governar o Islã.

Com a derrota de Hussein em Kerbela, no Iraque, no ano 680, o sul permaneceu

xiita e o norte se tornou sunita, numa divisão do islamismo que se consolidaria ao

longo do tempo. Centro vital do Islã, a região passou a beneficiar-se de um

significativo afluxo de bens e manteve sua estrutura socioeconômica, com base na

agricultura, que foi pouco afetada pelos conflitos.

A história da Mesopotâmia é marcada, nessa fase, por grandes transformações.

Surgem importantes cidades e a fundação de um califado com a capital em Bagdá

marcou o início de um período de grande progresso. O poder político passou a

partir de então a ser exercido por dinastias locais, embora em nome do califa.

A região entrou em declínio na segunda metade do século IX, quando os escravos

africanos deram início à guerra de Zanj, que durou de 869 a 883. Eles contribuíram

para o enfraquecimento do poder político a organização dos imigrantes turcos --

que haviam sido trazidos como escravos e posteriormente empregados como

soldados mercenários --, as pretensões do Egito quanto à soberania da região de

Jazirah e uma restauração da influência bizantina na dinastia macedônica. Ao

agravamento da crise, em conseqüência das incursões dos turcos e dos cruzados,

seguiu-se a vitória de Saladino sobre os cristãos, com o estabelecimento da

supremacia egípcia no norte da Mesopotâmia.

Mongóis, turcos e persas. A prosperidade do sul da Mesopotâmia se manteve até o

reinado do califa Nisir, que governou entre 1180 e 1242. Com grandes ambições

políticas, o soberano contratou mercenários mongóis, mas a decisão se mostraria

fatal para a sua dinastia: em 1258, as hordas mongóis de Hulagu assassinaram o

último califa, saquearam Bagdá e destruíram todo o Iraque, inclusive o

extraordinário sistema de irrigação da baixa Mesopotâmia. No ano seguinte, o norte

também foi atacado e a Mesopotâmia teve assim arrasada toda a sua estrutura

econômica e social. A região foi dessa forma reduzida a uma das mais pobres

províncias do império de Hulagu, abalado por conflitos internos e pela inépcia dos

governantes enviados pelos mongóis, incapazes de reconstruir suas cidades e de

manter o controle sobre a região.

A Mesopotâmia foi dominada por dinastias de origem turca, entre 1410 e 1508, e

depois caiu em poder do imperador persa Ismail, fundador da nova dinastia dos

safávidas, que tomou Bagdá naquele último ano e, depois, Mossul. O domínio de

1Ismail não durou mais do que 26 anos: sob a liderança do sultão Suleiman I, os

otomanos acabaram por dominar Bagdá, em 1534. O sultão soube conquistar a

lealdade das populações fronteiriças e não encontrou resistência em seu ataque

decisivo à capital.

O Iraque moderno. As hostilidades entre turcos e persas prosseguiram até o

século XIX. Na época, os conflitos entre as diversas tribos árabes nômades da

região constituíram outro obstáculo a uma eventual unificação política. No início do

século XX, com a política adotada por Midhat Paxá, esses problemas começaram a

ser solucionados. Entre outras medidas, Paxá promoveu uma reestruturação

administrativa e estimulou a sedentarização das tribos nômades, com a venda de

terras aos xeques, o que reduziu a influência dos grupos que continuaram errantes.

É crescente a partir desse período a influência na região da política colonialista do

Reino Unido, que desde 1807 instalara seus cônsules com amplos poderes em

Bagdá. Teve início então um significativo processo de modernização com o

desenvolvimento das comunicações, após a implantação da navegação a vapor e do

telégrafo e da construção de linhas ferroviárias. A reconstrução dos canais de

irrigação foi outro importante fator de progresso na área. A hostilidade aos turcos

continuou a dar margem à expansão do nacionalismo árabe, contida em parte pelos

conflitos entre facções e pela situação socioeconômica do país.

CIDADES BÍBLICAS

Eis aqui alguns estudos interessantes sobre algumas cidades bíblicas, no texto

sagrado constam centenas de cidades, não vamos estuda-las todas, mas algumas

somente.


Belém

Cidade a 777 metros de altitude. Seu nome em hebraico significa casa do pão.

Situa-se a 10 quilômetros a sudoeste de Jerusalém. Possui cerca de 12000

habitantes. Nos tempos de Jesus, a cidade de Belém pertencia à região da Judéia.

A cidade fica no alto de uma colina – fortaleza natural. Possivelmente a origem da

cidade está em Efrata, da família de Belém. Em Belém, Rute uma moabita, (nora de

Noemi) se encontrou com Boaz, casou-se e teve Obede, pai de Jessé, pai de Davi.

Dos tempos de Boaz até o tempo de Davi passaram-se 1000 anos antes do

nascimento de Jesus, BELÉM foi uma aldeia muito pequena. E ainda hoje, os

campos de Belém conservam a mesma fertilidade e exuberância da Antigüidade.

Cultivam o trigo, milho, cevada, oliveira, figo, uva e há a criação de ovelhas nas

colinas dos arredores da cidade de Belém.

Na época do ministério de Jesus, Belém era uma cidade pequena. Jesus nunca

visitou Belém em seu ministério. Hoje a cidade cresceu, pertence à Israel e vive

principalmente do comércio.

A Bíblia registra dois lugares: Belém de Zebulom (Josué19:15) e Belém de Judá,

citada 38 vezes no ATe 8 vezes no NT.

Situa-se a sudoeste de Jerusalém cerca de 10 quilômetros.

Está a 750 m de altitude.

Hoje está localizada em Israel e possui cerca de 12.000 habitantes.

Nos tempos de Jesus, a cidade de Belém pertencia à região da Judéia.

Para compreender esta cidade, vamos relacionar alguns fatos interessantes

relacionados a esta cidade:

A primeira referência a Belém, aparece relacionada com a morte de Raquel= mãe

de José, mulher de Jacó (Gn 35:19 e 48:7) – neste texto Belém é apresentada

como Efrata.

Possivelmente a origem da cidade está em Efrata, da família de Belém (I Cr 2:54 e

4:4).


Davi nasceu em Belém (1 Sm 16:1-14).

Davi saiu de Belém, para atender seus irmãos que lutavam contra o gigante Golias

(I Sm 17:12-58).

Local onde Davi apascentava as ovelhas.

Belém esteve sob domínio filisteu.

Homens do exército de Davi, romperam as fileiras da guarnição filistéia e foram ao

Poço de Belém buscar água para Davi (II Sm 23:14-17) e I Cr 11:15-17) Ainda

hoje, existe em poço em Belém, apontado historicamente como este poço.

Roboão filho de Salomão edificou Belém como uma fortaleza das cidades fortaleza

de Judá (II Cr 11:6) fortificou a cidade com muros e portas.

Miquéias (5:2) profetizou que o Messias nasceria em Belém.

E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá,

de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos

antigos, desde os dias da eternidade.

A PROFECIA SE CUMPRIU

Jesus nasceu em Belém (Mat 1:18-25 e Lucas 2:1-7)

Os pastores visitaram o Cristo recém-nascido (Lc 2:8-20)

Os magos do oriente visitaram Jesus em Belém (Mt. 2:1-12)

Cidade em que ocorreu a matança dos inocentes de Belém por Herodes o Grande

(Mt 2:13-23)

Na época do ministério de Jesus, Belém era uma cidade pequena.

Jesus nunca visitou Belém em seu ministério.

Hoje a cidade cresceu, pertence à Israel e vive principalmente do comércio.

Berseba.


os filhos de Israel, desde Dã até Berseba

Então saíram todos os filhos de Israel, desde Dã até Berseba, e desde a terra de

Gileade, e a congregação, como se fora um só homem, se ajuntou diante do senhor

em Mizpá. (Jz 20.1)

Judá e Israel habitavam seguros, desde Dã até Berseba, cada um debaixo da sua

videira, e debaixo da sua figueira, por todos os dias de Salomão. (1Rs 4.25)

E disse Davi a Joabe e aos príncipes de povo: Ide, cantai a Israel desde Berseba até

Dã; e trazei-me a conta, para que eu saiba o número deles. (1Cr 21.2)

E decretaram que se fizesse proclamação por todo o Israel, desde Berseba até Dã

para que viessem celebrar a páscoa ao Senhor, Deus de Israel, em Jerusalém;

porque muitos não a tinham celebrado como está escrito. (2Cr 30.5).

Os que juram pelo pecado de Samaria, dizendo: Pela vida do teu deus, ó Dã; e:

Pelo caminho de Berseba; esses mesmos cairão, e não se levantarão mais.(Am

8.14).


A cidade de Berseba

Berseba era o centro da vida patriarcal. Este nome significa "poço do juramento", e

se originou como pacto entre Abraão e Abimeleque, rei de Gerar. Dois dos

poços nessa região são muito antigos, e acredita-se que tiveram alguma ligação

com os patriarcas. Possivelmente estes foram os mesmos poços que eles e seus

servos cavaram. São de forma circular. O mais largo tem 3,8 metros de diâmetro e

aproximadamente 20 metros de profundidade. Em uma das pedras lavradas que

revestem o poço, em 1874 encontrou-se uma data indicando que se haviam

realizado reparos ali no século 12 d.C.. A antiga borda da pedra, profundamente

gasta pelas cordas usadas para tirar água durante séculos, foi substituída por um

parapeito mais novo, e um mecanismo mais moderno foi instalado para fazer subir

a água. Contudo, muitas manadas de camelos, de gado e de ovelhas matam a sede

ali diariamente em bebedouros de pedra lavrada e cimentada.

Cafarnaum

...Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.

E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de

Zabulom e Naftali; (Mt 4.13)

Alguns dias depois entrou Jesus outra vez em Cafarnaum, e soube-se que ele

estava em casa. (Mc 2.1)

Depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos; e

ficaram ali não muitos dias. (Jo 2.12)

Quando, pois, viram que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, entraram eles

também nos barcos, e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus. (Jo 6.24)

E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? até o inferno descerás.(Lc

10.15)

Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum. (Jo 6.59).



A cidade de Cafarnaum

Cafarnaum estava situada na costa noroeste do Mar da Galiléia, em um lugar

chamado Tell Hum. Era o principal centro comercial e social dessa região durante o

ministério de Jesus. Ali, sobre a grande estrada entre a Síria e a Palestina, eram

recolhidos os impostos de alfândega a se encontrava estacionado uma guarnição

romana.


Jesus veio a esse lugar após sair de Nazaré, e a casa de Pedro chegou a ser a sua

casa. Nesse lugar ele convocou Mateus, e aí ensinou, pregou e realizou "muitas

grandes obras".

Cristo profetizou a queda de Cafarnaum, e atualmente seus montes de pedra de

basalto negro provenientes das edificações se estendem por um quilômetro e meio

ao longo da costa do mar.

Por todos os lados aparecem linhas tênues de edificações sobre a superfície. As

mais importantes dessas edificações são as ruínas de uma estrutura de forma

octogonal, apontada atualmente como a casa de Pedro (o mais provável é que seja

um edifício comemorativo do lugar onde se encontrava a casa do apóstolo Pedro), e

as ruínas de uma das melhores e mais bem conservadas sinagogas da Galiléia.

Esta cidade está localizada a nordeste de Jerusalém, logo ao norte do Mar da

Galiléia. Foi escolhida por Jesus como centro de seu ministério, onde realizou

inúmeros milagres e seu nome significa: aldeia de Naum. Seus habitantes, quando

lá estava Jesus, não receberam a mensagem que o Messias lhes trouxe e como o

Senhor disse: Cafarnaum desceu até o inferno (Mt 11.23), foi comparada com

Sodoma e nunca mais foi edificada.

Hebrom


E foi o tempo que Davi reinou em Hebrom

Então mudou Abrão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em

Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor. (Gn 13.18)

Depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em

frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã. (Gn 23.19)

De Eglom, Josué, e todo o Israel com ele, subiu a Hebrom; pelejaram contra ela,

(Js 10.36)

Então partiu Judá contra os cananeus que habitavam em Hebrom, cujo nome era

outrora Quiriate-Arba; e bateu Sesai, Aimã e Talmai. (Jz 1.10)

E foi o tempo que Davi reinou em Hebrom, sobre a casa de Judá, sete anos e seis

meses. (2Sm 2.11)

E foi o tempo que Davi reinou sobre Israel quarenta anos: sete anos reinou em

Hebrom, e em Jerusalém reinou trinta e três anos. (1Rs 2.11).

A cidade de Hebrom

Quiriat Arba, seu primeiro nome, está localizada a 32 Km ao sul de Jerusalém e fica

a 1.000 metros acima do Mar Mediterrâneo. Foi a primeira cidade de Judá, onde

Davi foi ungido rei de Israel (2Sm 5.1-3 / 1Cr 11.1-3) e onde morou o patriarca

Abraão (Gn 13.18). Atualmente é uma cidade com mais de 40.000 habitantes,

quase todos árabes.

Jericó


Pela fé caíram os muros de Jericó.

E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o Senhor me envia a Jericó. Ele,

porém, disse: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim

vieram a Jericó. (2Rs 2.4)

Depois chegaram a Jericó. E, ao sair ele de Jericó com seus discípulos e uma

grande multidão, estava sentado junto do caminho um mendigo cego, Bartimeu

filho de Timeu.(Mc 10.46)

Ora, quando ele ia chegando a Jericó, estava um cego sentado junto do caminho,

mendigando. (Lc 18.35)

Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade. (Lc 19.1)

Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias. (Hb 11.30).

A cidade de Jericó

Jericó, a primeira cidade conquistada pelos israelitas sob o comando de Josué, é

agora um montículo de três hectares chamado Tell es-Sultão localizado ao lado do

abundante manancial conhecido como fonte de Eliseu.

O montículo foi escavado por Charles Warren (1868), Ernst Sellin (1907-1911),

John Garstang (1929-1936) e a senhorita Kathleen Kenyon (1952-1958).

O primeiro escavador concentrou sua atenção tão-somente no montículo, enquanto

o segundo realizou descobertas suficientes para despertar um grande interesse

geral. Mais tarde Garstang desenterrou partes de quatro cidades que tinham

existido sucessivamente no lugar desde o ano 3000 a.C. Ao escavar até a base do

montículo encontrou vestígios de civilizações de uma antiguidade extraordinária, as

mais antigas que se têm encontrado na palestina até hoje.

Esta cidade está localizada a 28 Km a nordeste de Jerusalém no Vale do Jordão,

cujo território foi entregue à tribo de Benjamim na época de Josué (Js 18.12,21).

Considerada uma das metrópoles mais antigas do mundo, Jericó foi a primeira

cidade conquistada por Israel sob o comando de Josué e o nome desta cidade

significa lugar de perfumes ou fragrâncias. Muito conhecida pelos leitores Bíblicos

pelas suas fortificações e seus fortes muros derrubados pelos guerreiros israelenses

em sua conquista (Js 6.20). Nos dias atuais, a antiga Jericó é uma cidade que foi

desenterrada por arqueólogos e no local acha-se suas ruínas.

Jerusalém

Tendo Jesus entrado em Jerusalém.

A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e

escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a

nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo

nome. (Ap 3.12).

Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes. (Sl 68.29).

nos átrios da casa do Senhor, no meio de ti, ó Jerusalém! Louvai ao Senhor. (Sl

116.19).


Como estão os montes ao redor de Jerusalém, assim o Senhor está ao redor do seu

povo, desde agora e para sempre. (Sl 125.2).

Desde Sião seja bendito o Senhor, que habita em Jerusalém. Louvai ao Senhor. (Sl

135.21).


Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir

Jerusalém à minha maior alegria. (Sl 137.6).

Louva, ó Jerusalém, ao Senhor; louva, ó Sião, ao teu Deus. (Sl 147.12).

nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a

cidade do grande Rei; (Mt 5.35).

Tendo Jesus entrado em Jerusalém, foi ao templo; e tendo observado tudo em

redor, como já fosse tarde, saiu para Betânia com os doze. (Mc 11.11)

.

e, terminados aqueles dias, ao regressarem, ficou o menino Jesus em Jerusalém



sem o saberem seus pais; (Lc 2.43).

Assim percorria Jesus as cidades e as aldeias, ensinando, e caminhando para

Jerusalém. (Lc 13.22).

Ora, estando ele em Jerusalém pela festa da páscoa, muitos, vendo os sinais que

fazia, creram no seu nome. (Jo 2.23).

Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial,

a miríades de anjos; (Hb 12.22).

E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus,

adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.

(Ap 21.2).

"Jerusalém", esta palavra é de origem Hebraica e significa habitação de paz.

A capital de Israel é mencionada pela primeira vez na Bíblia em Josué 10.11.

Também, em Gênesis 14.18, encontra-se uma referência sobre a cidade, que

aparece com o nome de Salém, que de acordo com a tradição judaica era o nome

de Jerusalém.

Aqui o leitor encontra outros nomes bíblicos de Jerusalém: Jebos (Jz 19.10); Sião

(Sl 87.2); Ariel (Is 29.1); Lareira de Deus (Is 1.26); Cidade de Justiça (Is 1.26);

Santa Cidade (Is 28.2 / Mt 4.5); Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) e, Cidade de Davi

(2 Sm 5.7).

Em julho de 1980, o Knesset - Parlamento Israelense aprovou um decreto-lei,

elaborado pelo então primeiro-ministro Menachen Begin, transformando Jerusalém

na capital eterna e indivisível do Estado de Israel.

Como era de se esperar, os países árabes protestaram veementemente contra a

iniciativa Israelense. Dias antes, a propósito, o prémier judeu, respondendo a uma

objeção do governo inglês, afirmou que antes mesmo da existência de Londres, a

cidade de Jerusalém já era a capital de Israel.

O líder iraniano, Khomeing, ferrenho inimigo dos israelitas, ao saber da anexação

legal e definitiva de Jerusalém, proclamou, de imediato, uma guerra para

reconquistar a Cidade Santa. Enquanto isso, diversas nações ocidentais trataram de

mudar suas embaixadas para Tel-Aviv para não desagradar os países árabes.

Somente os Estados Unidos é que apoiaram a medida israelense, que se constituiu

no velho e milenar sonho judaico de reconquistar política e espiritualmente a

Cidade do Grande Rei.

Jerusalém Hoje:

A extraordinária união entre o antigo e o moderno, entre a tradição e o futuro está

refletida na ordem da cidade, em que monumentos históricos se encontram ao lado

da arte da era tecnológica, dando ao panorama urbano uma aspecto bastante

diverso e colorido.

A cidade dourada, a cidade eterna, a cidade de Davi: Jerusalém sempre foi o ponto

crucial entre o oriente e o ocidente, entre raças e mundos diferentes. Concentrados

em apenas algumas dezenas de metros estão o Muro das Lamentações, a Mesquita

de Omar, e o Santo Sepulcro - os locais sagrados mais importante das três

principais religiões monoteístas. Jerusalém é o cenário natural da história da

civilização moderna e abriga um mosaico de culturas; isso se torna ainda mais

evidente quando levamos em consideração as origens extremamente diferentes da

população. Judeus, árabes, mulçumanos, cristãos e drusos vivem lado a lado, mas

mantém intactas suas próprias identidades.

Jope


Tornou-se isto notório por toda a Jope.

... E nós cortaremos tanta madeira do Líbano quanta precisares, e a levaremos em

jangadas pelo mar até Jope, e tu mandarás transportá-la para Jerusalém. (2 Cr

2.16).


Deram dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros; como também comida e bebida, e

azeite aos sidônios, e aos tírios, para trazerem do Líbano madeira de cedro ao mar,

para Jope, segundo a concessão que lhes tinha feito Ciro, rei da Pérsia. (Ed 3.7)

Jonas, porém, levantou-se para fugir da presença do Senhor para Társis. E,

descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem,

e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, da presença do Senhor. (Jn

1.3)

Tornou-se isto notório por toda a Jope, e muitos creram no Senhor. (At 9.42)



Estava eu orando na cidade de Jope, e em êxtase tive uma visão; descia um

objeto, como se fosse um grande lençol, sendo baixado do céu pelas quatro pontas,

e chegou perto de mim. (At 11.5)

E ele nos contou como vira em pé em sua casa o anjo, que lhe dissera: Envia a

Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro, (At 11.13).

A cidade de Jope

Jope, a "porta" da antiga Palestina, está edificada sobre uma lombada rochosa de

35 metros de altura, que se projeta em direção a um pequeno e formoso cabo. Seu

porto (ou quebra-mar) é formado por um círculo de grandes rochas em uma das

quais, segundo a mitologia, diz-se que Andrômeda foi encadeada para ser devorada

por um monstro marinho a fim de apaziguar a ira de Poseidon, antes de ser

resgatada por Perceu.

Este foi o porto ao qual foram enviados os cedros do Líbano para construção do

templo de Salomão. Este também foi o porto de onde o profeta Jonas partiu para

Társis. Sua história é longa e freqüentemente cheia de contrastes; todavia, as

escavações têm-se limitado a só uma zona. Não obstante, têm-se achado muitas

peças de alvenaria e outros artefatos que atestam sua antiguidade.

Esta cidade, que foi entregue à tribo de Dã na época de Josué (Js 19.46), está

localizada no litoral israelense de frente para o Mar Mediterrâneo, a noroeste de

Jerusalém e bem ao sul de Tel Aviv. Várias vezes foi atacada pelos filisteus e

posteriormente libertada pelo rei Davi. Salomão, mais tarde, usou o porto desta

cidade para receber cedros do Líbano e construir o Templo que seu pai não pode

construir (2Cr 2.16 / Ed 3.7). Nos dias atuais Jope é um grande porto de Israel

perto de Tel Aviv.

Megido.

... Veio pelejar no vale de Megido...



Porque em Issacar e em Aser couberam a Manassés Bete-Seã e suas vilas, Ibleão e

suas vilas, os habitantes de Dor e suas vilas, os habitantes de En-Dor e suas vilas,

os habitantes de Taanaque e suas vilas, e os habitantes de Megido e suas vilas,

com os seus três outeiros. (Js 17.11)

Vieram reis e pelejaram; pelejaram os reis de Canaã, em Taanaque junto às águas

de Megido; não tomaram despojo de prata.(Jz 5.9)

A razão da leva de gente para trabalho forçado que o rei Salomão fez é esta:

edificar a casa do Senhor e a sua própria casa, e Milo, e o muro de Jerusalém,

como também Hazor, e Megido, e Gezer.(1 Rs 9.15)

Todavia Josias não quis virar dele o seu rosto, mas disfarçou-se para pelejar contra

ele e, não querendo ouvir as palavras de Neco, que saíram da boca de Deus, veio

pelejar no vale de Megido. (2Cr 35.22).

A cidade de Megido

Megido era a "cidade dos carros de guerra", que defendia o caminho de passagem

de Megido. Foi desenterrada entre 1903-1905 pelo doutor G. Schumacher que

cavou uma vala transversal de um extremo a outro do montículo de 5,26

hectares.Os achados de importância menor foram completamente eclipsado pela

descoberta de um formoso selo de jaspe que dizia: "Shema, funcionário de

Roboão". O selo correspondia à época de Jeroboão I (931-910 a.C.). Este era o

sinal de um de seus funcionários, possivelmente do governador da cidade.

Em Megido foram realizadas numerosas descobertas. Entre as primeiras destas

estava os fragmentos de uma estela, na qual se achava inscrito o nome de Shesak

em hieróglifos. Este é o Sisaque que, segundo narra Bíblia, utilizou Megido como

base para sua bem-sucedida incursão na Palestina (1Rs 14.25-26).

Isto dá notável realismo ao relato bíblico, e impressionou profundamente o doutor

Breasted, conforme ele narra: "Imaginem vocês minha emoção quando me sentei

sobre o montículo e li o nome de Sisaque nesse monumento quebrado, e recordei

vivamente quando, ainda menino, eu havia lido na Escola Dominical acerca deste

mesmo Sisaque do Egito, que tinha atacado a palestina e levado para si os

despojos."

Ninive.

Mais velha e populosa cidade do antigo império assírio, Nínive foi, no século VII



a.C. uma cidade poderosa e temida, mas de seus monumentos restam poucos

vestígios.

A área de Nínive, junto ao rio Tigre, na margem oposta à moderna cidade iraquiana

de Mossul, foi habitada desde o VII milênio a.C.. Supõe-se que uma cabeça de

bronze encontrada nas ruínas da cidade representa o rei Sargão de Acad, que

reinou no século XXXIII a.C. Ninive não foi capital do primeiro império assírio, pois

só alcançou seu máximo esplendor a partir do reinado de Assurnasirpal II, no

século IX a.C. Chegou a ter uma superfície de sete quilômetros quadrados cercados

por uma muralha em que se abriam 15 portas monumentais. Um sistema de

aquedutos abastecia a cidade. Por volta de 700 a.C., Senaqueribe construiu ali seu

famoso palácio, edifício quadrangular com cerca de 200m de lado cujas salas eram

cobertas de altos-relevos. Entre as ruínas de Nínive, foi recuperada grande parte da

biblioteca do rei, formada por milhares de tábulas escritas em caracteres

cuneiformes.

Um novo palácio foi construído no século VII a.C., por Assurbanipal. O soberano

reuniu outra biblioteca ainda muito maior, de que foram recuperadas mais de vinte

mil tábulas. Estava ali reunido todo o saber da época e seu acervo incluía cópias de

escritos já então antigos. A maior parte das peças recuperadas das bibliotecas de

Senaqueribe e Assurbanipal encontra-se no Museu Britânico, em Londres. No ano

de 612, Nínive foi destruída por uma coalizão de babilônios, citas e medas. Sobre

suas ruínas não voltou a existir nenhuma cidade importante.

“Ora veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à

grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.

(Jn 1.1-2)."

Na Bíblia: (Gn 10.11-12 / 2Rs 19.36 / Is 37.37 / Jn 1.2; 3.2-7; 4.11 / Na 1.1; 2.8;

3.7 / Sf 2.13 / Lc 11.32).

O começo das expedições para Ninive.

Em 1854, dirigia-se para o solitário morro vermelho uma caravana de camelos e

jumentos com uma carga incomum de pás, picaretas e aparelhos de medição, sob a

direção do consul inglês em Baçorá, J. E. Taylor, que não estava ali por espírito de

aventura nem, tampouco, por sua própria vontade. Ele fazia essa viagem a serviço

do Foreign Office, a fim de satisfazer o desejo do Museu Britânico de Londres de

que fosse explorado o sul da Mesopotâmia, a terra onde o Eufrates e o Tigre se

avizinham cada vez mais um do outro ao se aproximarem do Golfo Pérsico, em

busca de antigos monumentos arquitetônicos. Em Baçorá, Taylor havia ouvido falar

muitas vezes do estranho e imenso monte de pedras de que se aproximava nesse

momento. Parecia-lhe um objeto adequado para a sua expedição.

Nos meados do seculo XIX, iniciaram-se pesquisas e escavações por toda parte, no

Egito, na Mesopotâmia e na Palestina, obedecendo a um desejo subitamente

surgido de formar uma idéia cientificamente alicerçada sobre a história da

humanidade naquela parte do mundo. O objetivo de uma vasta série de expedições

foi o Oriente Próximo.

Até então, desde o ano 550 a.C. aproximadamente, a Bíblia fora a única fonte de

informações sobre a história da Ásia Menor. Só ela falava de tempos que se

perdiam nas sombras do passado. Surgiram na Bíblia povos e nomes de que nem

os gregos e romanos antigos tinham mais notícia alguma.

Pelos meados do século passado, multidões de eruditos foram atraídas

irresistivelmente para as terras do antigo Oriente. Ninguém conhecia os nomes que

em breve andariam em todas as bocas. Os homens do "Século das Luzes" ouviam

com assombro a respeito de seus achados e descobertas. O que aqueles homens

arrancaram, a poder de contínuo e árduo trabalho, das areias do deserto ao longo

dos grandes rios da Mesopotâmia e do Egito chamou com justiça a atenção de

milhões e milhões de pessoas: ali a ciência abria pela primeira vez a porta do

misterioso mundo da Bíblia.

As escavações:

O consul francês em Mossul, Paul-Émile Botta, é um arqueólogo inspirado. Em

1843, ele inicia escavações em Khursabad, no Tigre, e traz à luz do dia, das ruínas

de uma metrópole de quatro mil anos, em todo o seu esplendor, os primeiros

testemunhos da Bíblia: Sargão, o lendário soberano da Assíria. No ano em que

Tartan, enviado por Sargão, rei dos assírios, foi contra Azot... (Is 20.1).

Dois anos depois, um jovem diplomata e explorador inglês, A. H. Layard, pôs a nu

Nimrod (Callach), a cidade que na Bíblia se chama Cale (Gn 10.11) e agora tem o

nome do bíblico Nemrod, um poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do

seu reino foi Babilônia, e Arac, e Acad, e Calane, na terra de Senaar. Daquela terra

foi para Assur, e edificou Nínive, e as praças da cidade, e Cale... (Gn 10.10-11).

Pouco tempo depois, escavações realizadas a onze quilômetros de Khursabad, sob

a direção do major inglês Henry Creswicke Rawlinson, que se tornou um dos

assiriólogos mais notáveis, puseram a descoberto a capital assíria de Nínive e a

célebre biblioteca do Rei Assurbanipal. E a Nínive da Bíblia, cuja maldade os

profetas verberam repetidamente (Jn 1.2).

Na Palestina, o sábio americano Edward Robinson dedica-se, entre 1838 e 1852, a

reconstituição da antiga topografia.

O alemão Richard Lepsius, posteriormente diretor do Museu Egípcio de Berlim,

registra, numa expedição que se prolonga de 1842 a 1846, os monumentos

arquitetônicos do Nilo.

Depois de o francês Champollion ter conseguido decifrar os hieróglifos egípcios, por

volta de 1850 é igualmente solucionado o mistério da escrita cuneiforme, entre

outros por Rawlinson, o explorador de Nínive. Os velhos documentos começam a

falar!

Siquém.


Passou Abrão pela terra até o lugar de Siquém

Passou Abrão pela terra até o lugar de Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse

tempo estavam os cananeus na terra. (Gn 12.6)

Depois Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e chamou os anciãos de

Israel, os seus cabeças, os seus juízes e os seus oficiais; e eles se apresentaram

diante de Deus. (Js 24.1)

Foi então Roboão para Siquém, porque todo o Israel se congregara ali para fazê-lo

rei. (1 Rs 12.1)

Jeroboão edificou Siquém, na região montanhosa de Efraim, e habitou ali; depois,

saindo dali, edificou Penuel. (1 Rs 12.25)

Deus falou no seu santuário: Eu me regozijarei; repartirei Siquém, e medirei o vale

de Sucote. (Sl 108.7)

E foram transportados para Siquém e depositados na sepultura que Abraão

comprara por certo preço em prata aos filhos de Emor, em Siquém. (At 7.16).

A cidade de Siquém.

Siquém está localizada perto da moderna aldeia de Balata, ao norte da estrada, no

formoso vale situado entre o monte Ebal e o monte Gerizim.

Este foi o primeiro lugar que Abraão visitou na Palestina (Gn 12.6-7). Jacó e sua

família vieram a Siquém, erguer um altar e cavar um poço (Gn 33.18-20). Os

irmãos de José apascentaram aqui seus rebanhos, e os ossos de José foram

enterrados nesse lugar (Js 24.32). Aqui Josué reuniu as tribos de Israel, Roboão foi

coroado, a monarquia unida foi dividida, e Jeroboão estabeleceu sua residência real

(1Rs 12).

Sodoma e Gomorra.

A redescoberta de Sodoma

A bíblia cidade de Sodoma, desaparecida cerca de 4000 anos atrás, pode estar em

vias de ser redescoberta

inglês Michael Sanders, estudioso de arqueologia bíblica, conta com o apoio do Museu

Britânico e da Universidade de Tel Aviv para localizar os restos da cidade que podem estar sob o

Mar Morto. Sanders deverá usar o mini-submarino Delta para explorar as águas e tentar obter as

primeiras imagens das ruínas.

Sanders avaliou

detidamente imagens de

satélite da NASA e

acredita que encontrou a

lendária cidade

Imagem da NASA: Mar Vermelho - Arábia Saudita - Egito

- Península do Sinai - Golfo de Aqaba e Suez

Dr. John Whitaker, geólogo da Universidade de Leicester, descobriu claros vestígios de um

grande terremoto na região que pode ter levado todo o Vale de Siddim e suas cinco cidades para

baixo d'agua. Se Sanders descobrir Sodoma, certamente terá que enfrentar uma séria disputa

diplomática entre a Jornânia, Israel e a Palestina pela posse do tesouro arqueológico. O Dr. David

Neev, conceituado geólogo israelense, e profundo conhecedor da estrutura do Mar Morto, não

acredita que Sanders terá êxito, já que, segundo ele, o Velho Testamento indica a localização de

Sodoma numa área muito distante da que está sendo focalizada pelo pesquisador inglês.

"Então o Senhor, da sua parte, fez chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e

Gomorra. E Abraão levantou-se de madrugada, e foi ao lugar onde estivera em pé

diante do Senhor; e, contemplando Sodoma e Gomorra e toda a terra da planície,

viu que subia da terra fumaça como a de uma fornalha. (Gn 19.24, 27-28)."

Abraão e Ló separam-se.

Após sua volta do Egito, Abraão e Ló separaram-se. "E a terra não tinha capacidade

para poderem habitar juntos", conta a Bíblia, "porque seus bens eram muito

grandes. Daqui nasceu uma contenda entre os pastores dos rebanhos de Abraão e

os de Ló. Disse, pois, Abraão a Ló: Peço-te que não haja contendas entre mim e ti,

nem entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos. Eis diante

de ti todo o país; rogo-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, eu

tomarei a direita; se escolheres a direita, eu irei para a esquerda" (Gn 13.6-9).

Abraão deixou que Ló escolhesse. Despreocupado, como geralmente são os jovens,

Ló optou pela melhor parte, a região do Jordão. Ela era "... toda regada de água" e

abençoada por uma exuberante vegetação tropical, "como o paraíso do Senhor e

como o Egito até Segor" (Gn 13.10).

Ló vai para Sodoma.

Das cadeias de montanhas cobertas de bosques, no coração da Palestina, Ló desceu

para leste, entrou com sua gente e seus rebanhos no vale do Jordão ao sul e,

finalmente, levantou suas tendas em Sodoma. Ao sul do mar Morto havia uma

planície fertilíssima, o “Vale de Sidim, onde agora é o mar salgado” (Gn 14.3).

A Bíblia enumera cinco cidades nesse vale: Sodoma, Gomorra, Adama, Seboim e

Segor (Gn 14.2). Ela tem notícia também de uma guerra na história dessas cinco

cidades: “Naquele tempo sucedeu” que quatro reis “fizeram guerra contra Bara, rei

de Sodoma, e contra Bersa, rei de Gomorra, e contra Senaar, rei de Adama, e

contra Semeber, rei de Seboim, e contra o rei de Bala, isto é, Segor” (Gn 14.2).

Doze anos haviam os reis do vale de Sidim sido tributários do Rei Codorlaomor. No

décimo terceiro, rebelaram-se. Codorlaomor pediu auxílio a três reis que estavam a

ele coligados. Uma expedição punitiva chamaria os rebeldes a razão. Na luta entre

os nove reis, Codorlaomor e seus aliados derrotaram os reis das cinco cidades do

vale de Sidim, incendiando e saqueando suas capitais.

Lot encontrava-se entre os prisioneiros dos reis estrangeiros. Foi libertado por seu

tio Abraão (Gn 14.12-16), que, com seus servos, seguiu qual uma sombra o

exército dos reis que voltavam para suas terras. De um esconderijo seguro,

observava e estudava tudo atentamente, sem ser notado. Abraão deu tempo ao

tempo. Só perto de Dan, na fronteira norte da palestina, pareceu-lhe que havia

chegado a oportunidade favorável. De repente, sob a proteção de uma noite

escura, Abraão atacou com seus servos a retaguarda do exército e, na confusão

que se seguiu, pôde libertar Ló. Só quem não conhece a tática dos beduínos pode

ouvir com ceticismo essa narrativa.

Entre os habitantes dessa região existe até hoje memória dessa expedição. Ela

aparece no nome de um caminho que segue, partindo do lado leste do mar Morto,

para o norte, até a velha terra de Moab. Os nômades da Jordânia conhecem-no

muito bem. Entre os naturais chama-se curiosamente “estrada dos reis”. Na Bíblia,

nós o encontramos novamente, aqui, porém, chamado “estrada pública” ou

“caminho ordinário”, quando os filhos de Israel queriam passar por Edom a

caminho da “Terra Prometida” (Nm 20.17-19). No alvorecer da nossa era, os

romanos utilizaram e reconstruíram a “estrada dos reis”. Partes dela pertencem

hoje a rede de estradas do novo Estado da Jordânia. Perfeitamente visível de avião,

o velho caminho atravessa a região, assinalado por uma faixa escura.

A destruição de Sodoma e Gomorra

Local onde acredita-se ser Sodoma e Gomorra.

Disse, pois, o Senhor: O clamor de Sodoma e Gomorra aumentou, e o seu pecado

agravou-se extraordinariamente. Fez, pois, o Senhor da parte do Senhor chover

sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo do céu; e destruiu essas cidades, e todo o

país em roda, todos os habitantes da cidade, e toda a verdura da terra. E a mulher

de Ló, tendo olhado para trás, ficou convertida numa estátua de sal. E viu que se

elevavam da terra cinzas inflamadas, como o fumo de uma fornalha (Gn 18.20;

19.24, 26, 28).

A sinistra força dessa narrativa bíblica tem impressionado profundamente os

ânimos dos homens em todos os tempos. Sodoma e Gomorra tornaram-se símbolos

de vício e iniqüidade e sinônimos de aniquilação completa.

Incessantemente, o terrível e inexplicável acontecimento deve ter inflamado a

fantasia dos homens, como o demonstram numerosos relatos dos tempos

passados. Devem ter ocorrido coisas estranhas e absolutamente inacreditáveis no

mar Morto, o mar salgado, onde, de acordo com a Bíblia, ocorreu a catástrofe.

Segundo uma tradição, durante o cerco de Jerusalém, no ano 70 da nossa era, um

general romano, Tito, condenou alguns escravos a morte. Submeteu-os a um breve

julgamento e mandou encadeá-los todos juntos e jogá-los no mar, próximo ao

monte de Moab. Os condenados, porém, não se afogaram. Repetidamente foram

jogados ao mar e todas as vezes, como cortiças, vinham dar em terra. O

inexplicável fenômeno impressionou Tito de tal modo que ele acabou por perdoar

os pobres criminosos. Flávio Josefo, historiador judeu que viveu os últimos anos da

sua vida em Roma, cita repetidamente um “lago de asfalto”. Os gregos falavam

com insistência em gases venenosos que se desprenderiam por toda parte nesse

mar, e os árabes diziam que havia muito nenhuma ave conseguia voar até a outra

margem. Segundo eles, ao sobrevoá-lo, as aves se precipitavam subitamente na

água, mortas.

Exploração do Mar Morto

Essas e outras histórias tradicionais similares eram bem conhecidas, mas até uns

cem anos atrás faltava todo e qualquer conhecimento preciso sobre o estranho e

misterioso mar da Palestina. Nenhum cientista o tinha visto e explorado ainda.

Foram os Estados Unidos que, no ano de 1848, tomaram a iniciativa, equipando

uma expedição para estudar o enigmático mar Morto. Num dia de outono desse

ano, a praia em frente a cidadezinha de Akka, quinze quilômetros ao norte de

Haifa, ficou negra de homens ativamente ocupados numa estranha manobra.

De um navio ancorado ao largo, W. F. Lynch, geólogo e chefe da expedição, havia

mandado desembarcar dois barcos metálicos, que nesse momento estavam sendo

cuidadosamente amarrados em carros de altas rodas. Puxados por uma longa fileira

de cavalos, se puseram a caminho. Ao fim de três semanas e após dificuldades

incríveis, foi terminado o transporte através das terras do sul da Galiléia. Os barcos

foram lançados a água no lago Tiberíades. As medidas de altura tomadas por Lynch

no lago de Genesaré produziram a primeira grande surpresa dessa viagem. A

princípio, ele pensou tratar-se de um erro, mas a verificação confirmou o resultado.

A superfície do lago de Genesaré, mundialmente conhecido pela história de Jesus,

ficava duzentos e oito metros abaixo da superfície do Mediterrâneo! A que altura

nasceria o Jordão, que atravessa esse lago?

Dias depois, W. F. Lynch encontrava-se numa alta encosta do nevado Hermon. E

entre os restos de colunas e portais desmantelados surgiu a pequena aldeia de

Banias. Árabes conhecedores do terreno conduziram-no através de um espesso

bosque de espirradeiras até uma cova meio encoberta por calhaus na íngreme

encosta calcária do Hermon. Da escuridão dessa cova brotava com força,

gorgolejando, um jorro de água límpida. Era uma das três nascentes do Jordão. Os

árabes chamam ao Jordão Cheri ’at el Kebire, “Grande Rio”. Ali estivera o antigo

Paníon, ali Herodes construíra um templo de Pã em honra de Augusto. Junto a

gruta do Jordão, havia uns nichos em forma de concha. Ainda se pode ler ali

claramente a inscrição grega: “Sacerdote de Pã”. No tempo de Jesus Cristo, o deus

grego dos pastores era venerado junto as fontes do Jordão. O deus com pés de

cabra levava aos lábios a flauta, como se quisesse modular uma canção para

acompanhar o Jordão em sua longa viagem. A cinco quilômetros daquela fonte,

para os lados do oeste, ficava a bíblica Dan, o sítio mais setentrional do país,

repetidamente citada na Bíblia. Também ali, na encosta sul do Hermon, brotava

uma nascente de águas claras. Uma terceira fonte desce de um vale situado mais

acima. O fundo do vale fica pouco acima de Dan, quinhentos metros acima do nível

do mar.


Onde o Jordão atinge o pequeno lago Huleh, vinte quilômetros ao sul, o leito já

baixou até dois metros acima do nível do mar. Depois o rio se precipita

abruptamente por um espaço de pouco mais de dez quilômetros até o lago de

Genesaré. Em seu curso, das vertentes do Hermon até esse local, num trecho de

quarenta quilômetros apenas, desceu setecentos metros.

Do lago Tiberíades, os membros da expedição americana desceram o Jordão em

dois barcos de metal, percorrendo seus intermináveis meandros. Gradualmente a

vegetação ia-se tornando mais esparsa. Só nas margens do rio ainda havia moitas

espessas. Sob o sol tropical, surgiu a direita um oásis - Jericó. Pouco depois

chegaram ao seu destino. Entre penhascos talhados quase a prumo, estendia-se a

sua frente a vasta superfície do mar Morto.

A primeira coisa que fizeram foi tomar um banho. Os homens que saltaram na água

tiveram a impressão de que vestiam salva-vidas, tal a maneira como foram

impelidos para cima. As antigas narrativas não haviam, pois, mentido.

Naquele mar, ninguém podia se afogar. O sol escaldante secou a pele dos homens

quase instantaneamente. A fina camada de sal que a água deixara em seus corpos

fazia-os parecerem completamente brancos. Ali não havia moluscos, peixes, algas,

corais... naquele mar jamais vogara um barco de pesca. Não havia frutos do mar

nem frutos da terra. Suas margens eram desoladas e nuas. As costas do mar e as

faces dos rochedos lá no alto, cobertas de enormes camadas de sal endurecido,

brilhavam ao sol como diamantes. A atmosfera estava saturada de cheiros acres e

penetrantes. Cheirava a petróleo e enxofre. Sobre as ondas flutuavam manchas

oleosas de asfalto - a que a Bíblia chama betume (Gn 14.10). Nem mesmo o azul

brilhante do céu ou o sol forte conseguia dar vida a paisagem hostil.

Os barcos americanos cruzaram o mar Morto durante vinte e dois dias. Tomavam

amostras de água, analisavam-nas, e a sonda era lançada ao fundo continuamente.

Verificaram que a foz do Jordão, no Mar Morto, ficava trezentos e noventa e três

metros abaixo do nível do mar! Se houvesse uma comunicação com o

Mediterrâneo, o Jordão e o lago de Genesaré, distante cento e cinco quilômetros,

desapareceriam. Um imenso mar interior se estenderia até as margens do lago

Huleh!

“Quando uma tempestade irrompe naquela bacia de penhascos”, observa Lynch;



“as ondas golpeiam os costados do barco como marteladas, mas o próprio peso da

água faz com que em pouco tempo se aplaquem, depois que o vento cessa”.

Através do relatório da expedição, o mundo ficou sabendo pela primeira vez de dois

fatos espantosos. O mar Morto atinge quatrocentos metros de profundidade; o

fundo do mar fica, portanto, cerca de oitocentos metros abaixo da superfície do

Mediterrâneo. A água do mar Morto contém cerca de trinta por cento de elementos

componentes sólidos, a maior parte constituída por cloreto de sódio, isto é, de sal

de cozinha. Os oceanos contém apenas de quatro a seis por cento de sal. Nessa

bacia de setenta e seis quilômetros de comprimento por dezessete de largura

desembocam o Jordão e muitos rios menores. Sob o sol escaldante, evaporam-se,

dia após dia, oito milhões de metros cúbicos de água de sua superfície. As matérias

químicas que esses rios conduzem permanecem nessa bacia de mil duzentos e

noventa e dois quilômetros quadrados de superfície.

A Procura de Sodoma e Gomorra.

Só no começo deste século, com as escavações realizadas no resto da Palestina, foi

despertado também o interesse por Sodoma e Gomorra. Os exploradores

dedicaram-se a procura das cidades desaparecidas que nos tempos bíblicos

estariam situados no vale de Sidim.

Na extremidade a sudeste do mar Morto, encontram-se os restos de uma grande

povoação. Esse sítio ainda hoje é chamado Segor. Os pesquisadores se

regozijaram, pois Segor era uma das cinco cidades ricas do vale de Sidim que se

recusaram a pagar tributo aos quatro reis estrangeiros. Mas as escavações

experimentais realizadas trouxeram apenas decepção. Assim, há dúvidas ainda se

Segor é o mesmo sítio citado na Bíblia.

A verificação das ruínas descobertas revelou tratar-se de restos de uma cidade que

floresceu no princípio da Idade Média. Da antiga Segor do rei de Bala (Gn 14.2) e

das capitais vizinhas não se encontrou vestígio. Entretanto, diversos indícios

encontrados nos arredores da Segor medieval sugerem a existência de uma

povoação muito densa naquele país em época muito anterior.

Na costa oriental do mar Morto, estende-se mar adentro, como uma língua de tena,

a península de El-Lisan. Em árabe, “el-Lisan” significa “a língua”. A Bíblia mencionaa

expressamente quando se refere a partilha do país depois da conquista. As

fronteiras da tribo de Judá são traçadas com precisão. Para isso Josué dá uma

estranha característica a fim de indicar os limites do sul: “O seu princípio é desde a

ponta do mar salgado, e desde a língua que ele forma, olhando para o meio-dia”

(Js 15.2).

Uma narrativa romana refere-se a essa língua de terra numa história que sempre

foi injustamente considerada com grande ceticismo. Dois desertores fugiram para

essa península. Os legionários que os perseguiram procuraram-nos em vão por

toda parte. Quando finalmente os avistaram, era tarde demais. Os desertores já

escalavam os altos rochedos da outra margem... Tinham atravessado o mar a vau!

Evidentemente o mar naquela época era mais raso que hoje. Invisível, o fundo ali

forma uma dobra gigantesca que divide o mar em duas partes. A direita da

península, desce a prumo até quase quatrocentos metros de profundidade. À

esquerda da península, o fundo é extraordinariamente raso. Medições feitas nos

últimos anos acusaram profundidades de quinze a vinte metros apenas.

Área onde existem sítios arqueológicos em busca de Sodoma e Gomorra

O que disseram os geólogos

Os geólogos tiraram dessas descobertas e observações outra interpretação, que

poderia explicar a causa e fundamento da narrativa bíblica da aniquilação de

Sodoma e Gomorra.

A expedição americana dirigida por Lynch foi a primeira que, em 1848, deu a

notícia da grande descida do Jordão em seu breve curso pela Palestina. O fato de,

em sua queda, o leito do rio descer muito abaixo do nível do mar é, como só

pesquisas posteriores comprovaram, um fenômeno geológico singular. “É possível

que haja em algum outro planeta coisa semelhante ao que ocorre no vale do

Jordão; no nosso não existe”, escreve o geólogo George Adam Smith em sua obra

“A geografia histórica da Terra Santa”. “Nenhuma outra parte não submersa da

nossa Terra fica mais de cem metros abaixo do nível do mar.”

O vale do Jordão é apenas parte de uma fenda imensa na crosta da nossa Terra.

Hoje já se conhece sua extensão exata. Começa muitas centenas de quilômetros ao

norte da fronteira da Palestina nas faldas da montanha do Tauro, na Ásia Menor. Ao

sul, vai desde a costa sul do mar Morto, atravessa o deserto de Arábia até o golfo

de Ácaba e só vai terminar do outro lado do mar Vermelho, na África. Em muitos

lugares dessa imensa depressão há vestígios de antiga atividade vulcânica. Nos

montes da Galiléia, nos planaltos da Jordânia oriental, nas margens do afluente

Jabbok, no golfo de Ácaba, há basalto negro e lava.

Será que Sodoma e Gomorra afundaram quando (acompanhado por terremotos e

erupções vulcânicas) um pedaço do chão do vale ruiu um pouco mais? E o mar

Morto se alongou naquela época em direção ao sul?

A ruptura da terra liberou as forças vulcânicas contidas há muito tempo nas

profundezas da greta. Na parte superior do vale do Jordão, junto a Basan, erguemse

ainda hoje as crateras de vulcões extintos, e sobre o terreno calcário há grandes

campos de lava e enormes camadas de basalto. Desde tempos imemoriais, os

territórios ao redor dessa depressão são sujeitos a terremotos. Repetidamente

temos notícia deles, e a própria Bíblia fala a respeito. Como para confirmar a teoria

geológica do desaparecimento de Sodoma e Gomorra, escreve textualmente o

sacerdote fenício Sanchuniathon em sua História antiga redescoberta: “O vale de

Sidim” afundou e se transformou em mar, sempre fumegante e sem peixe,

exemplo de vingança e morte para os ímpios”.

Ur dos caldeus.

"Tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua

nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para

a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram" (Gn 11.31).

Na Bíblia: (Gn 11.28,31; 15.7 / Ne 9.7).

Localização de Ur:

Atualmente, Ur é uma estação de estrada de ferro, 180 Km ao norte de Baçorá,

perto do golfo Pérsico, uma das muitas estações da célebre estrada de ferro de

Bagdá (capital do Iraque). O trem regular faz uma breve parada nessa estação ao

romper da aurora. Quando se terminam os ruídos das rodas do trem, que continua

em seu trajeto para o norte, o viajante que aí desembarca é envolvido pelo silêncio

do deserto.

Seu olhar desliza pela monotonia pardo-amarelada de intermináveis planícies de

areia. É como se encontrasse no meio de um prato raso, riscado apenas pelos

trilhos da via férrea. Um único ponto altera a vastidão ondulante e desolada:

iluminado pelo sol nascente, avulta no meio do deserto um imenso toco vermelhofosco,

o qual apresenta profundas mossas como se fossem produzidas por um titã.

Para os beduínos é bem familiar esse morro solitário em cujas fendas, lá no alto,

fazem ninho as corujas. Eles o conhecem desde tempos imemoriais e chamam-no

Tell al Muqayyar, "Monte dos Degraus".

Expedição Arqueológica em Ur:

Objetos Pessoais achados em Ur.

No ano de 1923 uma expedição anglo-americana começou a trabalhar no Tell al

Muqayyar. Nos primeiros dias de dezembro levantou-se uma nuvem de pó sobre os

montes de entulho a leste do zigurate, a poucos passos apenas da larga rampa por

onde outrora os sacerdotes se dirigiam, em precisão solene, ao sacrário de Nannar,

o deus da lua. Levada por uma brisa, a nuvem se espalhou e em breve teve-se a

impressão de que a velha torre escalonada estava toda envolta em tênue

nebulosidade. Era areia fina que, removida por centenas de pás, indicava que a

grande escavação havia começado.

Desde o momento em que a primeira pá foi cravada no solo, toda a colina se

envolveu numa atmosfera de ansiosa expectativa. Cada escavação parecia uma

viagem a um reino desconhecido, que ninguém sabe que surpresa reserva ao

explorador. O próprio Woolley e seus colaboradores não podiam dominar a

impaciência. O suor e as energias empregados nesse trabalho seriam compensados

por importantes descobertas? Ur lhes desvendaria seus mistérios?

Nenhum deles podiam imaginar que isso lhes tomaria seis longos invernos de árduo

trabalho, até a primavera de 1929. Essa escavação em grande escala, ao sul da

Mesopotâmia, viria a desvendar, capítulo por capítulo, os tempos distantes em que

se formou nova terra no delta dos dois grandes rios e onde se estabeleceram os

primeiros povoados humanos. Ao longo do penoso caminho da pesquisa, que

retrocedeu no tempo até sete mil anos atrás, tomariam forma, por mais de uma

vez, acontecimentos e nomes de que nos fala a Bíblia.

Começam as descobertas:

A primeira descoberta consistiu num recinto sagrado com os restos de cinco

templos que outrora envolviam, num semicírculo, o zigurate construído pelo Rei Ur-

Nammu. Os exploradores pensaram tratar-se de fortalezas, tão poderosos eram

seus muros. O maior, ocupando uma superfície de 100 x 60 mt, era consagrado

pelo deus da lua, outro templo ao culto de Nin-Gal, deusa da lua, e esposa de

Nannar. Cada templo tinha um pátio interior, circundado por uma série de

compartimentos. Neles se encontravam ainda as antigas fontes, com longas pias

rebocadas de betume, e profundos talhos de faca nas grandes mesas de tijolos, que

permitiam ver onde os animais destinados ao sacrifício eram mortos. Em lareiras

situada na cozinha do templo, esses animais eram preparados para o repasto

sacrifical comum. Havia até fornos para cozer pão. "Depois de 38 séculos",

observou Woolley em seu relatório da expedição, "podia-se acender novamente o

fogo ali, e as mais antigas cozinhas do mundo podiam ser utilizadas novamente".

Mais objetos encontrados em Ur dos Caldeus.

Hoje em dia, as igrejas, os tribunais, a administração das finanças, as fábricas são

instituições rigorosamente independentes entre si. Em Ur era diferente. No recinto

sagrado, a circunscrição do templo, não era dedicada exclusivamente ao culto aos

deuses. Além dos atos do culto, os sacerdotes desempenhavam muitas outras

funções. Foras das oferendas, eles recebiam os dízimos e os impostos. E isso não

se fazia sem o devido registro. Cada entrega era anotada em tabuinhas de barro,

certamente os primeiros recibos de impostos de que se tem conhecimento.

Sacerdotes escribas englobavam essa coleta de impostos em memorandos

semanais, mensais e anuais.

Ainda não se conhecia o dinheiro cunhado. Os impostos eram pagos em espécie:

cada habitante de Ur pagava à sua maneira. O azeite, os cereais, as frutas, a lã e o

gado iam para vastos depósitos; os artigos de fácil deterioração eram guardados

em estabelecimentos comerciais existentes no templo. Muitas mercadorias eram

beneficiadas no próprio templo, como nas tecelagens dirigidas por sacerdotes. Uma

oficina produzia doze espécies de vestes. Nas tabuinhas ali encontradas estavam

anotados os nomes das tecelãs empregadas e os meios de subsistência conferidos a

cada um. Até o peso de lã confiado a cada operária e o número de peças de roupa

prontas que daí resultava eram registrados com minuciosa precisão. No edifício de

um tribunal, foram encontradas, cuidadosamente empilhadas, cópias de sentenças,

tal como se faz em nossos tribunais de hoje.

Escrita cuneiforme usada em Ur dos Caldeus.

Descoberta da cidade de Ur dos Caldeus:

Havia já três invernos que a expedição anglo-americana trabalhavam nos

sítios da velha Ur, e esse singular museu da história primitiva da

humanidade ainda não havia revelado todos os seus segredos. Fora do

recinto do templo os exploradores experimentaram uma surpresa inaudita.

Ao limparem uma série de colinas ao sul da torre escalonada, surgiram de repente

diante de seus olhos paredes, muros e fachadas dispostas umas ao lado das outras,

fila após fila. Pouco a pouco, as pás puseram a descoberta na areia um compacto

quadrado de casas cujas ruínas mediam ainda em algumas partes três metros de

altura. Entre elas passavam estreitas ruelas. Em alguns trechos, as ruas eram

interrompidas por praças.

Após muitas semanas de trabalho árduo e remoção de inúmeras toneladas de

cascalho, apresentou-se aos escavadores um quadro inesquecível.

Sob o avermelhado Tell al Muqayyar estendia-se ao sol brilhante toda uma cidade,

despertada pelos incansáveis pesquisadores após um sono de milênios! Woolley e

seus colaboradores ficaram fora de si de alegria. Pois diante deles estava Ur, aquela

Ur dos Caldeus de que falava a Bíblia!

Ziggurat em Ur dos Caldeus

E como seus habitantes moravam confortavelmente! Como eram vistosas suas

casas! Em nenhuma outra cidade da Mesopotâmia foram descobertas habitações

tão esplêndidas e confortáveis.

Comparadas a elas, as habitações que se conservaram da Babilônia parecem

pobres, miseráveis mesmo. O prof. Koldewey, nas escavações alemãs realizadas no

princípio deste século, só encontrou construções simples de barro, de um andar,

com três ou quatro cômodos, envolta de um pátio aberto. Assim vivia também a

população da tão admirada e louvada metrópole do grande babilônia

Nabucodonosor. Os cidadãos de Ur, ao contrário, já 1.500 anos antes viviam em

construções maciças em forma de vilas, a maioria de dois andares, com treze a

quatorze cômodos. O andar inferior era sólido, construído de tijolos cozidos num

forno; o de cima, de barro, as paredes caiadas de branco.

O visitante transpunha a porta e entrava num pequeno vestíbulo onde havia pias

para lavar a poeira das mãos e dos pés. Daí passava ao grande e claro pátio

interior, cujo chão era lindamente pavimentado. Em volta dele se agrupavam a sala

de visitas, a cozinha, as demais salas e quartos também para os criados e o

santuário doméstico para uma escada de pedra, sob a qual se escondia a privada,

subia-se a uma antecâmara circular para onde abria os quartos dos membros da

família e dos hóspedes.

Sobre muros e paredes demolidos reapareceu a luz do dia tudo o que havia

integrado as mobílias e a vida naquelas casas aristocráticas. Inúmeros fragmentos

de potes, cântaros, vasos e tabuinhas de barro com inscrições foram compondo um

mosaico pelo qual foi possível construir pedrinha a pedrinha a vida cotidiana de Ur.

A Ur dos Caldeus era uma capital poderosa, próspera, colorida e industriosa no

começo do segundo milênio antes de Cristo.

Abraão e Ur dos Caldeus:

Woolley não conseguiu livrar-se de um pensamento que lhe ocorrera. Abraão devia

ter saído da Ur dos Caldeus... Portanto devia ter vindo ao mundo e crescido numa

daquelas casas aristocráticas de dois andares. Devia ter passeado junto aos muros

do grande templo e pelas ruas, e, levantando a vista, seu olhar devia ter

encontrado a gigantesca torre escalonada com seus cubos pretos, vermelhos e

azuis circundados de árvores. "Vendo em que ambiente requintado passou a

juventude, devemos modificar nossa concepção do patriarca hebreu", escreveu

Woolley com entusiasmo "foi cidadão de uma grande cidade e herdou a tradição de

uma civilização antiga e altamente organizada. As próprias casas denunciavam

conforto, até mesmo luxo. Encontramos cópias de hinos relativos aos cultos do

templo e, juntamente com eles, tabelas matemáticas. Nessas tabelas havia, ao lado

de simples problemas de adição, fórmulas para a extração das raízes quadrada e

cúbica. Em outros textos, os escribas haviam copiado as inscrições dos edifícios da

cidade e compilado até uma resumida história do templo"

Abraão não era um simples nômade: era filho de uma metrópole do segundo

milênio antes de Cristo.

Foi uma descoberta sensacional, aparentemente incrível! Jornais e revistas

publicaram fotografias da velha e desmantelada torre escalonada e das ruínas da

metrópole desenterrada, que produziram tremenda impressão.

A tabela abaixo apresenta de modo organizado algumas informações sobre

muitas cidades e regiões bíblicas.

Cidades, lugares e regiões País atual

Aava – Rio e lugar na Babilônia, onde Esdras acampou: Esdras

8.15, 21,31

IRAQUE


Abana - Um dos rios de Damasco mencionados por Naamã: 2 Reis

5.12


SÍRIA

Abel-Bet-Maaca - Cidade em que Joab expulsou Seba: 2 Samuel

20; 1 Reis 15.20.

ISRAEL


Abel-Meúla - Lugar para onde Gideão expulsou os medianitas;

pátria de Eliseu: Juízes 7.22; 1 Reis 19.16

ISRAEL

Abilene - Região próxima a Damasco governada pelo tetrarca



Lisânias.

SÍRIA


Acaba – cidade localizada a sudeste do Mar Morto JORDÂNIA

Acade - Cidade da Babilônia fundada por Nenrod por volta do III

MILÊNIO a.C.: Gênesis 10.10

IRAQUE


Acaia - Província da Grécia cuja capital foi Corinto no período

romano


GRÉCIA

Acaron - Uma das cinco cidades filistéias, onde esteve a arca,

denunciada pelos profetas: 1 Samuel 5.10; Jeremias 25.20

GAZA


Aco - ou Ptolemaida, cidade portuária ISRAEL

Adam – Lugar em que o rio Jordão foi bloqueado para permitir a

travessia dos israelitas.: Josué 3.16

JORDÂNIA


Adama - Uma das cidades da Planície próxima à Sodoma ISRAEL

Adramítio - Porto na costa ocidental da Turquia, perto de Tróia.

Daí o apóstolo Paulo zarpou num navio para Roma: Atos 27.2

TURQUIA


Ai – Cidade com 11 hectares, conquistada por Josué no período

do Bronze Antigo. Possuía muro duplo de pedra de até 8 metros

de espessura.

ISRAEL


Afec – Lugar onde os israelitas perderam a arca, que caiu nas

mãos dos filisteus.: 1 Samuel 4.1; 29.1

ISRAEL

Aialon - Cidade amorréia; cidade de refúgio, fortificada por



Roboão: Josué 19.42; 21.24; 1 Crônicas 6.54; 8.13

ISRAEL


Aialon, vale - Onde o sol parou enquanto Josué combatia: Josué

10

ISRAEL



Alexandria - Maior porto egípicio, possuía uma numerosa colônia

judaica. Pátria de Apolo: Atos 6.9; 18.24.

EGITO

Amom - Lugar dos amonitas, a leste do Mar Morto. Estas terras



não pertenciam aos israelitas no tempo da conquista. Os

amonitas foram incorporados no império assírio, babilônico e

persa. Posteriormente, nos períodos de independência,

constituíram ameaça para Israel até o tempo dos Macabeus,

quando sua capital se chamava Filafélfia.

JORDÂNIA


Anatot – cidade natal de Jeremias, situada no norte de Israel ISRAEL

Anfípolis - Cidade da Grécia setentrional por onde o apóstolo

Paulo passou: Atos 17.1

GRÉCIA


Anatólia - Império construído pelos hititas antes de 2000 a. C. TURQUIA

Antioquia - Cidade grega e metrópole da Síria. Figurava como a

terceira cidade do império romano, inferior apenas à Roma e

Alexandria. Base de onde partiram o apóstolo Paulo e Barnabé:

Atos 11; 13.1

SÍRIA


Antioquia da Pisídia - Capital da provícia e grande centro

comercial. o apóstolo Paulo foi expulso dessa cidade mediante o

apoio das autoridades. Antes, fundou uma igreja e instruiu os

crentes na prática do evangelho: Atos 13.14.

TURQUIA

Antipátrida - Para onde o apóstolo Paulo foi levado sob escolta:



Atos 23.31

ISRAEL


Ar – Capital de Moab. Esta terra não foi dada por Deus aos

israelitas. Deuteronômio 2.9.

JORDÂNIA

Arã – ver Síria SÍRIA

Arabá, vale – situa-se na região montanhosa de Edom. Na

caminhada do Egito a Canaã, os israelitas queriam atravessar

Edom, mas seu pedido foi recusado.

JORDÂNIA


Arábia – Relacionado à península Arábica IRAQUE, KUWEIT,

JORDÂNIA E

SÍRIA

Arad - Cidade com muralha de pedra e torres semicirculares para



o exterior. No interior possuia casas de planta quadrangular,

possuía sentido urbanístico, formando ruas e pátios. Existiam

ISRAEL

cisternas para água e havia edifícios públicos, provavelmente



templos. Foi um assentamento em 2900-2700 a.C. Ficou

abandonada até o século XI. Ocupada novamente como fortaleza

israelita desde o século X, com um templo. Posteriormente foi

fortaleza persa, helenística, romana e nabatéia.

Ararat, monte – lugar onde parou a arca de Noé após o Dilúvio.

Gn 8.4 Sul da Armênia, divisa com Turquia

ARMÊNIA

Areópago - O apóstolo Paulo foi conduzido perante esta



assembléia, que antigamente se reunia numa colina.

GRÉCIA


Argob - Região do reino de Og em Basã, a leste do Jordão ISRAEL

Arnon – Rio que desemboca no Mar Morto do lado leste. Fronteira

entre Amon e Moab: Números 21.12

JORDÂNIA


Aroer – cidade situada na margem norte do rio Arnon:

Deuteronômio 2.36.

JORDÂNIA

Arvade – ou Aruade - cidade insular da Fenícia LIBANO

Ascalom - fortaleza filistéia mencionada nas narrativas sobre

Sansão: Juízes 14.19. Em 1920 foi encontrada fortificações dos

hicsos, objetos de cultura egeu-cipiota, edifícios helenisticos e

romanos.


GAZA

Asdode – ver Azoto

Asia Menor – Também chamada em algumas citações de Ásia.

Provícia romana, cuja capital era Éfeso, maior centro comercial,

religioso e político,

TURQUIA


Asiongaber – Porto que servia de ligação entre Israel e as costas

do Oceano Índico, de onde procediam tesouros e produtos

exóticos no tempo de Salomão.

ISRAEL


Assíria - Região ao norte da Mesopotâmia, eram vizinhos dos

babilônicos Durante o II milênio, a Assíria foi Dominada pelos

amorreus, mas depois, entre 1350 a 1100 a.C., constituiu um

poderoso Estado, que exercia certo controle a oeste até as

margens do Mar Mediterrâneo. A capital era Assur, mas, em 883

a.C. Assurbanipal II transferiu-a para Kalhu, a bíblica Cale, a

moderna Nimrud. Senequerib (704-681) transferiu a capital para

Nínive, onde permaneceu até que os caldeus e os medos

detruíram a cidade em 612 a.C.

IRAQUE, SÍRIA

Assur - Foi capital da Assíria. Situada na margem ocidental do rio

Tigre a 96 quilometros ao sul de Nínive

IRAQUE

Atália - Porto marítimo junto à costa meridional da Turquia, por



onde o apóstolo Paulo passou na primeira viagem missionária:

TURQUIA


Atos 14.25

Atenas – Capital da Grécia. Foi um grande polo cultural na

Antiguidade.

GRÉCIA


Azoto - (período greco-romano) povoação filistéia a 4,5 km do

mar, ao norte de Gaza. Cidade Que hospedou a arca no templo de

Dagon: 1 Samuel 5. Mencionada no Antigo Testamento sob o

nome de Asdode.

ISRAEL

norte de Gaza



Babel - Lugar onde foi elevada a grande torre, identificada com

Babilônia: Genesis 10.10

IRAQUE

Babilônia - Cidade junto ao Rio Eufrates, foi capital do império



babilônico da Mesopotâmia meridional: 2 Reis 20.12; Jeremias 50

IRAQUE


Basã - Leste do Mar da Galiléia. Nesta região localizaram-se as

provincias de Auranites, Traconites, Gaulonites e Ituréia.

SÍRIA

Beer-Laai-Roi - fonte de água no deserto Gn 16.7,14. Isaque



viveu ali após a morte de Abraão Gn 24.62. Próximo a Cades e

Berede, no Neguev. Gn 16.14

ISRAEL

Belém - Cidade a 777 metros de altitude. Seu nome em hebraico



significa casa do pão. Situa-se a sudoeste de Jerusalém cerca de

10 quilômetros. Possui cerca de 12.000 habitantes. Nos tempos

de Jesus, a cidade de Belém pertencia à região da Judéia. A

cidade fica no alto de uma colina – fortaleza natural.

Possivelmente a origem da cidade está em Efrata, da família de

Belém. Em Belém, Rute uma moabita, (nora de Noemi) se

encontrou com Boaz, casou-se e teve Obede, pai de Jessé, pai de

Davi. Desde os tempos de Boaz, até o tempo de Davi, cerca de

1000 anos antes do nascimento de Jesus, Belém foi uma aldeia

muito pequena. E ainda hoje, os campos de Belém conservam a

mesma fertilidade e exuberância da Antiguidade. Na época do

ministério de Jesus, Belém era uma cidade pequena. Jesus nunca

visitou Belém em seu ministério. Hoje a cidade cresceu, pertence

à Israel e vive principalmente do comércio.

ISRAEL

Belus – arroio situado a sudoeste da tribo de Aser e que



desemboca no Mediterrâneo.

ISRAEL


Berede - no deserto do Neguev. Gn 16.14 ISRAEL

Berseba – Lugar onde Abrão ofertou sete cordeiras a Abimeleque,

junto ao Poço que cavou e onde plantou tamareiras e invocou o

nome do Senhor. Gn 21.22-34

ISRAEL

Betânia – arredores de Jerusalém



Betânia – Ficava na região da Peréia, a leste do rio Jordão, reino

de Heródes Antipas

JORDÂNIA

Betel - Foi onde Jacó teve uma visão Gn28.1-22. Jeroboão

construiu um ídolo 1 Rs12.28-32. Por causa deste pecado, Deus

ordena a destruição de Betel 1 Rs 13.1; 2 Rs 23.15-17 e Am

3.14-15.

ISRAEL


Betesda - Piscina em Jerusalém, ai lado da qual Jesus curou um

inválido. João 5.2

ISRAEL

Betsã - Cidade em cujos muros os filisteus dependuraram o corpo



de Saul.1Samuel 31.1.

ISRAEL


Bet-Sames - Lugar para onde os filisteus reconduziram a arca. 1

Samuel 6


ISRAEL

Betsur - Idade em que se estabeleceram os descendentes de

Calebe. Fortificada por Roboão. 1 Crônicas 2. 45

ISRAEL


Biblos - Gebal. Forneceu artesãos para construção do templo. 1

Reis 5


LÍBANO

Bitínia - Província romana proxima ao Mar Negro. Atos 16.7 TURQUIA

Cades - No deserto do Neguev. Gn 24.62

Cafarnaum – casa de Pedro ISRAEL

Caldéia – ver Babilônia IRAQUE

Calne - Cidade Assíria, as margens do rio Tigre. Amós 6.2 IRAQUE

Canaã – Desde os tempos remotos a Palestina foi chamada de

terra de Canaã e seus habitantes de cananeus

ISRAEL

Carmelo, monte – Elias desafiou os profetas de Baal ISRAEL –Haifa –



cidade moderna,

localizada próximo

ao Mar

Mediterrâneo e do



monte Carmelo

Cesaréia – capital da província romana da Judeia Tel Aviv ?

Cesaréia

Cesaréia de Felipe – situada em uma das nascentes do Rio

Jordão. Possui uma parede calcária que provavelmente é a rocha

citada em Mateus 16:18 onde Jesus diz a Simão que ele é a rocha

sobre a qual edificará sua igreja. Nesta pedra se rendia culto ao

deus Pã cujo santuário e inscrições se conservam até hoje. A

cidade foi capital da tetrarquia de Felipe, príncipe herodiano.

Parede calcária de

Bânias, a cujo

sopé se agitam as

águas da

nascente do Rio

Jordão.

Cirene – Capital da Líbia no Império Romano. Atos 2.9 LÍBIA



Coliseu – ficava em Roma. Nele eram apresentados esportes

cruéis e perigosos para entretenimento do público. Lutadores

treinados, chamados de gladiadores, lutavam entre si ou com

animais selvagens. Os prisioneiros eram executados de formas

cruéis, diante de grandes multidões. Entre eles estavam os

cristãos, que eram jogados a leões famintos.

ITÁLIA

Corinto – Cidade portuária entre o Mar Egeu e o Mar Adriático GRÉCIA



Creta – lugar de parada do apóstolo Paulo em sua viagem à Roma

em 60 d.C.Os minóicos construíram cidades e palácios há cerca

de 3000 a.C.

Ilha de CRETA

Cuxe- ETIÓPIA

Dã - Ain Led-dan

Damasco - Uma das cidades mais antigas do mundo. Gn 15.2 SÍRIA

Decapolis –região a leste do rio Jordão formada por dez cidades:

Gerasa, Filadélfia (Petra),

JORDÃNIA


Derbe - Distante 32 km de Listra

Dotain – (Dotã) ficava na planície que separa as colinas de

Samaria da Serra do Carmelo, cerca de 30 quilômetros ao norte

de Siquém. Por ela passava a estrada comercial que percorria a

costa ocidental de Israel, desde Gileade até o Egito, lugar que os

irmãos venderam José a mercadores medianitas.

ISRAEL

Ebal, monte -



Ebla – revelação da arqueologia, onde o famoso arquivo real

(cerca de 2400 a.C.) forneceu uma documentação de valor

incalculável.

Tell Mardikh

sudoeste de Alepo

Éden – situado em algum lugar da Mesopotâmia

Eder Tel’Arad

Edom – Significa vermelho. Esta região tem este nome devido a

coloração de sua formação rochosa. Teve como sua capital

durante o império grego, a cidade de Petra. Nesta região viveu

um povo chamado nabateu, que controlava as rotas ao sul da

Arábia. Nação formada pelos descendentes de Esaú, irmão de

Jacó. Localizada a sudeste do Mar Morto.

JORDÂNIA


Éfeso - Capital da província da Ásia Menor. Suas ruínas ainda

mostram a grandiosidade dessa cidade em outros tempos. O

apóstolo Paulo ensinou nesta cidade durante dois anos em sua

segunda viagem missionária. Segundo a tradição, o apóstolo João

passou os últimos anos de sua vida neste lugar.

TURQUIA


Efrata - Ver Belém – lugar de nascimento de Jesus ISRAEL – Belém

Elam – 4000a.C. Tinha como cidade capital, Susã IRÂ

Elate – cidade localizada a sudoeste do Mar Morto ISRAEL

Elisá – Provavelmente Cartago, uma cidade semelhante a Tiro.Ez

27.7

Emaús Qubeibe



Esmirna - Situada a 64 Km ao norte de Éfeso, era um importante

cruzamento das rotas comerciais Terrestres e marítimas. A cidade

foi vítima de vários terremotos e muito destruída por incêndios. A

ruína mais importante da época romana é o forum onde o bispo

Policarpo confessou Cristo e foi martirizado, por volta do ano 155

d.C. Atualmente ainda subsiste no mesmo local, sob o governo

turco. É um centro comercial, com uma população em torno de

400 mil habitantes, em sua maior parte cristãos.

TURQUIA – Ismir

Ezion Elate

Filistia - Porção sul da região costeira de Israel, na qual se localiza

Gaza


GAZA

Fenícia – corresponde atualmente ao Líbano LÍBANO

Filadélfia - Cidade às margens de um vale muito produtivo. a

expressão "uma colina no templo do meu Deus" poderia aludir ao

templo erguido sobre a colina atrás da cidade.

TURQUIA


Galaad – território israelita a leste do Rio Jordão. Região de

altitudes elevadas. Lugar de origem dos Juizes Jair e Jefté e do

profeta Elias.Foi em Galaad que o povo de Israel se reuniu antes

de cruzar o rio Jordão em direção a Jericó. Mais tarde, as tribos

de Rúben e de Gad se estabeleceram ali.

JORDÂNIA


Galácia - Província romana. As igrejas de Antioquia, Icônio, Listra

e Derbe, localizavam-se na região sul. (Atos 13.49)

TURQUIA

Galiléia – região de colinas áridas e vales férteis, que se estende



a leste e norte do Mar da Galiléia

ISRAEL


Garizim,monte com 881m Josué mandou lançar as bençãos e

maldições sobre o povo por ocasião do pacto de Siquém. Na

época pós-exílica possuía um santuário que competia com o

templo de Jerusalém

Garizim, monte

Gate - Uma das cinco cidades filistéias. Pátria de Golias que

também foi refúgio de Davi. 1 Samuel 17.23; 1 Crônicas 18.1

ISRAEL


Gaza – Sansão arrancou a porta da cidade. Gaza

Gebal - Ver Biblos. Ez 27.9 LÍBANO

Próximo a Beirute

Geber Elate

Gerar – ficava a 10 km ao sul de Gaza. Abrão morou neste lugar.

Gn20.1


Próximo à Gaza

Gerasa - uma das cidades da Decápolis (região de Galaad) JORDÂNIA

Gessen - parte oriental do Delta do Nilo

Gilboé, monte – 494m

Gilead – ver Gaalad JORDÂNIA

Golã, colinas – ver Basã SÍRIA

Gomorra – ver Sodoma ISRAEL

Grécia - Os gregos eram conhecidos no Oriente Médio pelo nome

de seu território. A Bíblia apresenta os Seguintes: Javã, nome

hebreu da Grécia (Gênesis 10.4); Tubal, nação grega da Turquia

atual (Isaías 66.19; Ezequiel 27.13; Daniel 8.21). No Novo

Testamento foram chamados de helenos e gregos (Romanos

1.14). Para os gregos, todos os não-gregos eram chamados de

bárbaros, embora este termo também tenha sido usado para

indicar os não crentes em geral.

GRÉCIA


Hamate - Cidade Síria. Próxima ao rio Orontes.Amós 6.2 SÍRIA

Harã – Centro comercial e militar. Abrãao morou nesta cidade

antes da morte de Terá. Gn12.4

SÍRIA


Havilá – Gen. 25.18 – região de Israel Região de Israel

Havilá – 1 Sm 15.7 :Região habitada por amalequitas e

descendentes de Esaú, que ficava no deserto da Arábia

Deserto da Arábia

Hazor – cidade cananéia edificada no período do Bronze Médio,

período dos patriarcas. Esta cidade tinha 82 hectares. As

muralhas eram precedidas de uma superfície inclinada,

geralmente rebocada, que impedia qualquer aproximação por

parte do inimigo. Tornou-se uma das cidades fortificadas de

Salomão e foi conquistada pelos assírios, em 732 a.C.

ISRAEL

Hebron – significa confederação. Última moradia de Abrão, por



volta de 1850 a.C. Situada a 48 Km ao norte de Berseba e 32 ao

sul de Jerusalém. Fica a mais de mil metros acima do nível do

ISRAEL

mar. Principais acontecimentos registrados na Bíblia: Abrão



edificou um altar ao Senhor Gn 13.18; de Hebron Abraão saiu

para libertar Ló Gn 14.13-24; em Hebron nasceu Ismael Gn 16;

Abrão hospedou mensageiros celestiais Gn 17.1 e 18.1-15; Sara

morreu. Abrão comprou a Efron, o hiteu, o campo e a gruta de

Macpela e sepultou Sara. Gn 23; Outras pessoas foram

sepultadas em Macpela Gn 25.7-11,49.29-31 e 50.13; Abrão,

Isaque e Jacó viveram nesta cidade Gn 35.27 e 37.1; Isaque

viveu muitos anos em Hebron Gn 35 a 37; José viveu em Hebron,

Jacó e sua família são levados ao Egito Gn 46.1; Os doze espias

passam por Hebron Nm13.22-24; Horão, rei de Hebron, foi

vencido por Josué Js 10.3; Calebe herda Hebron e alarga seus

termos Js 14.6-15, 15.14-19; tornou-se cidade levita pertencente

a Judá, Js15.54,21.13; cidade refúgio, Js 20.7; em Hebron Davi

foi ungido rei sobre Judá e veio a ser a primeira capital de Judá,

2Sm2.11,5.1-5; Abner é morto à traição por Joabe, 2 Sm3.6-39;

Davi matou os assassinos de Isbosete, 2Sm4.5-12; Absalão

rebela-se contra o pai, 2Sm15.12; Fortificada por Roboão,

2Cr11.5-12;Colonizada por Judeus que voltaram do exílio

babilônico. A cidade ficou abandonada, até a conquista árabe em

634 d.C. Foi transformada, em honra a Abrão, numa das quatro

cidades sagradas do islamismo. Foi ocupada por algum tempo,

pelos Cruzados. Atualmente é uma cidade grande.

Horma Tel’Arad

Jabes Gilead

Gósen – Faixa estreita de terras férteis situada no Delta do Nilo EGITO

Jebus – Antigo nome de Jerusalém. Cidade murada que Davi, rei

de Israel escolheu para ser a capital de Israel.

ISRAEL


Jericó – cidade muito antiga, localizada a margem do Rio Jordão.

Conhecida também como Cidade das Palmeiras. Fica a 300

metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo Situada a oeste do

Rio Jordão. A primeira aglomeração urbana, surgiu por volta de

7000 anos antes de Cristo. Defendida por muralha de pedra com

torre de 9 metros de altura. Por que? - medo que o homem tinha

do próprio homem, - medo de animais ferozes? Somente

podemos fazer suposições, apesar das diversas ciências

envolvidas na pesquisa dessa história como a arqueologia,

geologia, etc. Fatos registrados na Bíblia: Moisés contou os filhos

de Israel, defonte à Jericó, Nm 26.3-63; o Senhor falou a Moisés,

Nm 31-1; Era uma cidade estado e com altas muralhas, Js 2.5-

15; Josué enviou dois espias à Jericó, Js 2; Foi tomada por Israel

e declarada anátema, Js5.13,6.27. o pecado de Acxã, Js7. A

queda de Jericó provocou temor nos outros reinos vizinhos, Js

10.1-30. Dada a tribo Benjamin, Js 18.12-21. Reedificada por

Hiel, o belemita. 1 Rs 16.343, Js 6.26. Elias e Eliseu passaram por

Jericó indo ao Jordão, 2 Rs 2.4-18. Os mensageiros de Davi,

humilhados por Anum, permaneceram em Jericó 2 Sm 10.1-5.

Eliseu purificou as águas de Jericó, 2 Rs 2.19-22. Prezo Zedequias

por Nabucodonosor, 2 Rs 25.5. Israel entregou os cativos de

Jericó – Herodes o

Grande

reconstruiu a



cidade e edificou

seu palácio de

inverno. Canalizou

água. Em 35 a.C.

assassinou seu

cunhado


Aristóbolo e em 4

a.C. matou os

fariseus que

retiraram a águia

de ouro da porta

do Templo. Matou

seu filho

Antíprates e

morreu em Jericó.

Judá, 2 Cr.28.1-15. Conversão de Zaqueu , Lc 19.1-10.

Jerash – ver Gerasa JORDÂNIA

Jerusalém – 760 metros de altitude (Bronze Antigo)

Invasões: cercada por Senequaribe em 710 a.C.; dominada pelo

Faraó Neco em 610, foi destruída por Nabucodonosor em 587.

Depois do Cativeiro na Babilônia, seguido pela restauração do

templo e da cidade, Jerusalém foi capturada por Ptolomeu Soter

em 320 a.C., e em 170 suas muralhas foram arrasadas por

Antíoco Epifânio. Em 63 a.C. foi tomada por Pompeu, e finalmente

no ano 70 de nossa era foi totalmente destruída pelos romanos.

ISRAEL


Jope - Importante centro comercial marítmo. ISRAEL

Jordão, rio – Corre no sentido sul desde o Mar da Galiléia até o

Mar Morto. Fatos citados: a travessia para entrar em Canaâ no

tempo de Josué, a cura de Naamã, a vida de João Batista, que

nesse rio batizou Jesus.

Judéia – Província romana, localizada a partir de Jerusalém, em

direção ao sul

ISRAEL


Laodicéia - Cidade próspera da Frígia, perto de Hierápolis e de

Colossos no vale do Lico. A carta do Apocalipse 3.14-22,

menciona alguns fatores de sua riqueza. Possuia uma escola de

medicina, e ficou conhecida pelo colírio desenvolvido para

oftalmia. Era também um centro financeiro.

TURQUIA


Leontes – riacho que serve de limite norte de Canaã e deságua no

Mediterrâneo

LIBANO

Lequi – Sansão usou a mandíbula de um burro para massacrar os



filisteus

Listra - Colônia romana, situada na parte oriental de Licaônia, a

35 km de Icônio. Cidade de Timóteo (Atos 16.1-2) o apóstolo

Paulo fundou uma igreja

TURQUIA

Luz Beitin



Macedônia - Província romana do norte da Grécia. Abrangia as

cidades de Filipos, Tessalônica e Beréia (Atos 16.9). Tem origem

sob o domínio de Felipe o Macedônio, e de seu Filho Alexandre, o

Grande, por volta de 360 a 323 a.C.

GRÉCIA

Macpela – O campo de Macpela localiza-se em Hebron ISRAEL



Madiã – região a leste do Golfo de Ácaba

Malta


Manain

Manbré


Manre- lugar onde o Senhor apareceu a Abraão. Gn 18.1; Gn

23.19


Hebron

Mari Na Síria atual

Massada

Média – império no leste da Assíria, absorvido pela Pérsia IRÃ



Meguido – Foi construida pelos cananeus, embora tenha sido

tomada pelos egípicios e controlada por eles durante séculos. O

rei Salomão fez de Meguido uma das grandes cidades fortificadas,

e base de sua cavalaria. Em seus arredores foram encontrados

ossos de animais e vasilhas de cerâmicas.

ISRAEL


Mesopotâmia – significa entre rios – é a planície que se encontra

entre os leitos dos rios Tigre e Eufrates.

IRAQUE

Moriá - Região montanhosa ao redor de Jerusalém. Atualmente



esta área é considerada sagrada pelos judeus e pelos islâmicos.

ISRAEL


Naim, aldeia Giv’at Hamoré,

monte 515 m, em

cujo sopé se

encontra a bíblica

aldeia de Naim

Napata – capital da Etiópia por volta de 900 – 950 a.C. ETIÓPIA

Nazaré – Cidade pequena situada na região da Galiléia. Jesus

nasceu nesta cidade. A anunciação do nascimento de Jesus

ocorreu em Nazaré. Nazaré era uma pequena cidade, situada na

Galiléia (norte de Israel). Não é citada no Antigo Testamento. E

aparece apenas 9 vezes no NT. Em Jo.1:46 – aparece como uma

cidade desprezada e de má fama. A IMPORTÂNCIA de Nazaré veio

com o Senhor Jesus, porque ele foi criado em Nazaré, vivendo

nesta cidade até aos 30 anos (Lc 3:23). Em seu ministério Jesus

voltou a Nazaré, mas foi rejeitado. Localiza-se numa região mais

baixa a 370m acima do nível do mar.

A arqueologia aponta para uma civilização que viveu nesta região

na idade do ferro (900 a 550 anos antes de Cristo). Hoje Nazaré é

uma cidade relativamente grande. A distância de Nazaré a região

de Jerusalém é de 150 quilômetros aproximadamente, lugar em

que nasceu João Batista numa região montanhosa. E que Maria

visitou Isabel e permaneceu certo tempo. Durante o alistamento,

quando Jesus estava para nascer, Maria teve que refazer o

Nazaré


percurso, agora mais longo, pois Belém, está 10 Km à sul de

Jerusalém, em companhia de José e de outras pessoas que iam

para a Judéia pelo mesmo motivo.

Neápolis – cidade da época romana Nablus

Neguev - região desértica ao sul de Israel. Depois da saída do

Egito, os israelitas passaram quarenta anos neste deserto,

conduzindo seus rebanhos de um lugar a outro, em busca de

pastagens e água.

ISRAEL

Nicópolis – região grega no litoral do Mar Adriático a sudoeste da



Macedônia (Tito 3.12)

GRÉCIA


Nínive - Foi capital da Assiria no tempo do rei Senaquerib (700

a.C.).


O profeta Jonas foi enviado para esta cidade por volta do ano 780

a.C. Cerca de 70 anos antes da Assíria invadir Jerusalém no

tempo do rei Senequaribe em 710 a.C. Foi totalmente destruída e

não deixou vestígios a não ser uma colina que fica hoje no

Iraque.– cidade da Mesopotâmia. O profeta Naum escreveu esta

profecia por volta do ano 660 a.C. e a queda de Nínive nas mãos

dos babilônicos, a quem a profecia se referia, ocorreu por volta de

612 a.C, 48 anos após.

IRAQUE

No Amon – no Egito dinastias I-VI do Império Antigo Tebas



On – Heliópolis, a 16 quilômetros a nordeste de Cairo. Importante

centro do culto egípcio ao Sol durante as dinastias I-VI do

Império Antigo

EGITO


Pafos – capital e residência do procônsul – governador da

provícia, nomeado pelo senado romano. o apóstolo Paulo fundou

uma igreja nesta cidade.

CHIPRE


Patmos – Pequena Ilha grega, próximo a costa ocidental da

Turquia em que João ficou exilado (Apocalipse 1.9) e que

provavelmente foi condenado a trabalhar duramente nas

pedreiras da Ilha..

TURQUIA

Passargada – cidade importante da Pérsia IRÃ



Peniel Fanuel

Pérgamo - Base do culto oficial do imperador e um centro

terapêutico. Além disso, tinha um altar de Zeus, que dominava a

cidade do alto da acrópole e o povo acorria ao templo de

Esculápio para buscar a cura. As ruínas da cidade encontram-se

próximo a cidade de Bergama.

TURQUIA

Pérge – Situada a 13 km do mar. Seus habitantes eram devotos



do culto a deusa Diana. João Marcos deixou a expedição de Paulo

TURQUIA


a partir dessa cidade. o apóstolo Paulo fundou uma igreja

Petra - Selá, capital de Edom JORDÃNIA

Piton – norte do Egito

Poteóli – um os principais portos da Itália no início da Era Cristã ITÁLIA

Poço de Abrão Berseba

Quezibe- Região situada ao sul de Judá ISRAEL

Quiriate Hebron

Quison, rio – próximo ao Monte Carmelo ISRAEL

Qumrân, (talvez a cidade do sal da Bíblia)

Rabá-Amon – lugar onde o profeta Elias sagrou Jeú rei de Israel.

Mais tarde tornou-se a cidade grega de Filadélfia, uma das dez

cidades da Decápolis.

JORDÂNIA, Amã

Ramá – Fica a 8 quilômetros ao norte de Jerusalém; local onde

Raquel, mãe de José, e, portanto das tribos de Efraim e de

Manassés.

ISRAEL

Rifdin – sul da península do Sinai EGITO



Roma – cidade que por muitos séculos foi capital política e

cultural do mundo. Atualmente é a capital da Itália

ITÁLIA

Salamina – cidade marítima na costa oriental de Chipre e lugar



residencial de muitos judeus, pois nela havia mais de uma

sinagoga.

CHIPRE

Salém – Significa paz. Foi o nome antigo de Jerusalém ISRAEL



Samaria - Capital do reino de Israel, no reino dividido. Região em

que localizava-se a Galiléia e Nazaré, no início da Era Cristã.

Cerca de 48 km distante de Jerusalém. A nova cidade encontra-se

próximo às ruinas.

ISRAEL

Sabastiva,Sebaste



Sardes - Capital do antigo reino da Lídia. A região foi colonizada

pelos gregos. Ainda são visíveis colunas de um grande templo

grego.

TURQUIA


Sarepta - Cidade em que o profeta Elias morou e ressucitou o

filho de uma viúva. 1 Reis 17. 8-24

LÍBANO

Saron - planície – sul do Monte Carmelo ISRAEL



Sebaste de Herodes Sabastiva,Sebaste

,Sabastiye

Seir – Região entre o Mar Morto e o Mar Vermelho, limitado por

uma região montanhosa. A estrada real, importante rota

comercial, passava ao longo da cadeia oriental.

JORDÂNIA


Sefarade – Cidade que ficava entre Tiro e Sidon, as vezes citada

também, como Sarepta. Obadias 1.20.

LÍBANO

Selá – Ver Petra JORDÂNIA



Selêucia – porto marítimo da Antioquia, a 25 km de Antioquia. SÍRIA

Sidon - Cidade de grande importância na Antiguidade. Ez.27.8 LÍBANO

Sin – deserto ao sul da península do Sinai EGITO

Sinai, monte – península do Sinai, constitui o cenário da aliança,

quando Deus lhes deu as suas leis e os declarou o seu povo

EGITO


Sinar (Senaar)– Referência as planícies da Babilônia. Dn 1.2, Is

11.11 – ver Caldéia

IRAQUE

Siquém – Primeiro acampamento israelita dentro dos limites de



Israel. José foi a Siquém para ver seus irmãos e os rebanhos.

Capital do reino de Israel no reinado de Jeroboão I. Centro da

comunidade samaritana no tempo de Alexandre Magno

ISRAEL


Síria – Em todos os tempos bíblicos, a Siria foi cruzada por rotas

que ligavam as civilizações do norte com a do Egito, ao sul. Os

sírios ou arameus, descendem de Arã, filho de Sem, neto de Noé.

SÍRIA


Sodoma e Gomorra- cidades localizadas provavelmente, ao sul do

Mar Morto. É possivel que tenha ocorrido uma erupção vulcânica,

com lançamento de enxofre, sais minerais e gazes

incandescentes, erupção essa acompanhada por terremoto,

provocando a destruição total daquelas cidades.

ISRAEL


Soreque – rio que desemboca no Mediterrâneo; cidade de origem

de Dalila

ISRAEL

Sucote – situada no vale do Jordão a norte do rio Jaboque. Ponto



em Jacó fez seus preparativos para estabelecer-se em Canaã

JORDÂNIA


Sur – Povoamento fortificado na peninsula do Sinai, para proteger

o Egito de exércitos estrangeiros vindos através da Palestina.

EGITO

Susã - Irã



Tamna – cidade de origem da mulher filistéia de Sansão

Tarsis - Cidade portuária que provavelmente, ficava no sul da

Espanha. A viajem marítima mais longa. Ez27.12. Jonas1.3 .

ESPANHA


Tarso – cidade universitária de cerca de 500.000 habitantes.

Ponto de encontro entre o oriente e Ocidente, entre gregos e

orientais e terra de Paulo.

TURQUIA


Tiatira - Centro comercial na estrada que levava ao oriente. Nada

restou da época antiga. Lídia que negociava com este tipo de

tecido e que encontrou o apóstolo Paulo em Filipos (Atos 16.14),

era de Tiatira e poderia Ter voltado à sua terra para prestar

auxílio à igreja local. Outra mulher trabalhava, em sentido

contrário, visando desviar os fiéis da verdadeira fé, recebendo o

nome de Jezabel em Apocalípse 2.20.

TURQUIA


Tiberíades – situada a margem do Mar da Galiléia. Fundada por

Herodes Antipas por volta do ano 20 d.C.

Tiberíades

Tínis (Noph) – no Egito dinastias I-VI do Império Antigo Mênfis

Tiro - Cidade portuária com porto importante. Ez 27.3 LIBANO

Tirsa – (cidade do Bronze Antigo - encontradas casas amplas de

estrutura quadrangular. Existência de diversos incêndios

sucessivos que queimaram parcialmente a cidade. Esta tinha

muralhas de pedra com até 9 metros de espessura).

Tell el-far’ah

Tisbé – lugar de origem do profeta Elias o tesbita, na região de

Gileade.


JORDÂNIA

Transjordânia – Colinas a leste do rio Jordão JORDÂNIA

Trôade – cidade marítima da Mísia, na costa do Mar Egeu,

próximo a antiga Tróia.

TURQUIA

Ugatit – cidade Estado, na costa mediterrânea Ras Shamra



Ur – cidade de origem de Abraão, localizada na baixa

Mesopotâmia. Alguns autores calcularam uma população de

360.000 habitantes enquanto outros acham que poderia ter cerca

de 200.000 habitantes. Estas hipóteses explicam-se pela extrema

fertilidade proporcionada pelos Rios Tigre e Eufrates. Encontrado

um documento de aproximadamente 1700 a.C., que os

especialistas chamaram de almanaque do lavrador. Descreve os

trabalhos agrícolas, que começavam logo depois das chuvas de

outubro-novembro.

Os textos da III Dinastia de Ur mencionam escultores, ourives,

cortadores de pedra, carpinteiros, forjadores de metais,

curtidores, alfaiates, calafates. Havia grandes oficinas

pertencentes aos templos e palácios. Por volta de 2900 a.C.,

trabalhavam cerca de 6.400 artesãos têxtis. O comércio entre as

cidades da Baixa Mesopotâmia era feito através da navegação

IRAQUE


pelos rios e canais.

Uruk - Cidade da Mesopotâmia – 2800 a.C. Pertenceu a um grupo

de cidades privilegiadas. Centro agrícola e manufatureiro

IRAQUE


Zoar - Cidade onde Ló se abrigou durante a destruição de

Sodoma e Gomorra. Gênesis 19.22-25

JORDÂNIA

Sudeste do Mar

Morto

Esperamos que este estudo de algumas cidades e regiões da Bíblia, possa, ter lhe



despertado para a importância de conhece-las muito bem; quanto mais nos

aproximamos das pessoas da época, mais podemos nos localizar ao lermos o texto

sagrado.

AS VIAGENS DOS APOSTOLOS E A EXPANSÃO DO EVANGELHO

Este item compreende estudos sobre as viagens de Paulo, Pedro e Filipe, e

auxiliares tais como Tito e Timóteo.

Ao iniciar este tema, gostaria de dizer que suspeito de que a diáspora judaica

resultante, da invasão romana, tenha sido uma providencia divina para facilitar a

pregação do evangelho pelos apóstolos, pois nos tempos em que os apóstolos

começaram as suas viagens missionárias, já haviam muitas colônias judaicas

espalhadas por todo o mundo conhecido, e o efeito disto foi devastador para a

propagação do evangelho. Veja um exemplo disto em At 2 (leia todo o capitulo) na

descida do Espírito Santo (v5 – E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens

religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu) , no dia de pentecostes

acontecia uma verdadeira migração para Jerusalém, a cidade transformava-se num

grande armazém de tudo quanto é espécies de coisa que pudessem ser compradas

ou consumidas., e neste dia (v 41 – De sorte que foram batizados os que de bom

grado receberam a sua palavra, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas)

3000 pessoas se converteram, e grande parte delas alguns dias depois já estavam

a caminho de volta para casa nas estradas, e ao chegarem em suas cidades muitos

anunciaram a vinda do messias – e milhares de congregações nasceram pelo poder

do Espírito Santo, sem mesmo que os apóstolos soubessem, veja o caso da

congregação dos romanos (a quem Paulo escreveu uma epistola), ninguém sabe

quem a fundou.

Diáspora significa dispersão, e aconteceram muitas vezes, em épocas de paz ou por

força, muitos judeus migravam por melhores condições de vida e trabalho ou por

motivos contra vontade, tais como em guerras, como quando o Gal. Augusto

invadiu Jerusalém, outras em 70 e em 130 Dc também por conflitos com os

romanos.

Muitas outras houveram antes, a dispersão egípcia e a babilônica, o efeito delas era

que muitas sinagogas eram fundadas em todas as partes.

Para o pentecostes vieram judeus desde Roma (a oeste), da costa sul do mar negro

(ao Norte), da Mesopotâmia a (Leste) e do Egito (ao Sul), havia umas 100 colônias

judaicas pelo mundo afora.

Estevão morreu apedrejado em Jerusalém mesmo At 6 e 7, após ser acusado por

alguns judeus da sinagoga dos libertinos (ex-escravos).

Em Atos 8.1-8, temos agora uma dispersão da igreja por causa de perseguição, isto

alguns dias após o pentecostes, e os versículos 3 e 4 dão a entender a importância

disto.

Filipe pregou em Samaria e converteu entre muitos a Simão “o mágico”, que mais



tarde foi amaldiçoado por Pedro e João que também estavam pregando nas aldeias

de Samaria.

Pedro seguiu depois para Lida e curou Enéias e continuando até Jope curou Tabita e

descansou na casa de Simão “o curtidor”; lá em Jope ele teve uma visão que o

levou a aceitar o convite do centurião Cornélio para ir a Cesaréia.

Filipe, depois de pregar em samaria, foi chamado até Gaza onde encontrou com um

eunuco da rainha de Candace (rainha da Etiópia), e o batizou numa nascente junto

a estrada, depois disto foi de Azoto a Cesaréia pregando o evangelho.

Em qualquer Bíblia ou mapa bíblico, se acham as 4 viagens de Paulo mais

conhecida, que são as 3 missionárias e a outra prisioneiro para Roma, mas a sua

viagem da conversão, a Damasco é pouca explorada.

Saulo foi pediu ao sumo sacerdote para ir a Damasco e fim de prender os cristãos,

ele era um dos perseguidores da igreja, e segunda conta histórias extra-bíblicas

somente a menção de seu nome já causava pavor, mas no meio do caminho ele

teve uma visão de Jesus e foi convertido. Ananias foi enviado por Deus até Saulo, o

qual orou por ele para que recuperasse a visão e foi batizado, logo em Seguida

Paulo já estava pregando em Damasco mesmo! At 9.1-30.

Logo em Seguida alguns judeus planejavam mata-lo, mas foi liberto pelos apóstolos

que o ajudaram a fugir, descendo-o em um cesto pelos muros de Damasco.

Chegando em Jerusalém pregava com tanta ousadia que logo planejavam mata-lo

novamente e teve de ir até sua cidade Tarso.

Em seguida Paulo fez três viagens missionárias.

Na 1º, partiu de Antioquia em 47Dc acompanhado de Barnabé e do jovem João

Marcos, mas ao chegar em Perge, João Marcos voltou, e continuaram a viagem ;

voltaram a Antioquia em 49Dc. – At 13 e 14.

Na 2º viagem, partiu de Antioquia em 50Dc acompanhado de Silas, em Listra o

Jovem Timóteo se juntou a eles, e em Trôade Lucas juntou-se também ao grupo,

agora eram em quatro ; Paulo chegou de volta em Antioquia em 53Dc. Dos três

anos desta viagem 18 meses foram passados em Corinto. – At 15.36 – 18.22.

Na 3º, ele sai só de Antioquia em 53Dc, e permanece em Éfeso por dois

anos, inicia sua viagem por terra passando por toda a Ásia menor, visitando todas

as igrejas cristãs, e chegando em Acáia volta de navio pela costa do mar Egeu, e

chegando a região da Judéia desembarca primeiro em Tiro, depois em Ptolemaida,

Cesaréia e finalmente em Jerusalém.

Na sua viagem a Roma, ele é preso em Jerusalém, e é enviado a Cesaréia

onde fica dois anos preso, em agosto de 59 navegou até Roma, passando por Mirra,

Cnido, Bons Portos em Creta, Malta, Siracusa, Régio, Potéoli, Praça de Ápio, três

Vendas e Finalmente chega a Roma em 60Dc , onde fica em prisão domiciliar por

mais dois anos, depois disto é solto. – At 21.17 – 28.16.

Este trabalho árduo produziu muitos frutos, foram muitos homens de coragem que

se dedicaram a pregar o evangelho, com ousadia, temor só de Deus ! Veja o

desenvolvimento da igreja do 1º para o 2º século, no 2º século o cristianismo já

estava expandido por todo o império!


ATENÇÃO: TODAS AS DISCIPLINAS DOS CURSOS DA FATEFAMA SÃO DEVIDAMENTE REGISTRADAS, E QUALQUER CÓPIA, UTILIZAÇÃO, IMITAÇÃO OU PLÁGIO DE SUAS QUESTÕES, SEM A DEVIDA AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DA DIREÇÃO, SERÁ CONSIDERADO CONTRAVENÇÃO PENAL, PASSIVA DE EXECUÇÃO JUDICIAL.

FATEFAMA    AGRADECE.



.

FIM


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