Faculdade Castelo Branco Uma nova compreensão do contexto escolar. Marcelo Guerrini; Maria Nazarét pessi



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Faculdade Castelo Branco

Uma nova compreensão do contexto escolar.

Marcelo Guerrini;

Maria Nazarét pessi.

Graduandos do 4º (turma B) período do curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade Castelo Branco.


O objetivo deste trabalho é realizar a comunicação científica da seguinte resenha crítica no evento II Jornada de Iniciação e Comunicação Científica da Faculdade Castelo Branco, a realizar-se nos dias 06, 07 e 08 de novembro de 2013, na cidade de Colatina-ES.
Colatina, 20 de outubro de 2013.
SOUZA, Marilene Proença Rebello; VIÉGAS, Lygia de Souza. As relações entre professores e alunos em sala de aula: algo mudou, muito permaneceu. In LIBÂNEO, José Carlos; ALVES, Nilda. Temas de Pedagogia: diálogos entre didática e currículo. São Paulo: Cortez, 2012.
Marilene Proença Rebello de Souza é graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Mestrado, doutorado e livre-docência em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo. Professora doutora da Universidade de São Paulo, atua principalmente na área de Psicologia Escolar. Lygia de Sousa Viégas possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo, mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo e doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano também pela Universidade de São Paulo. Assim como Marilene Souza, atua principalmente na área de Psicologia Escolar.

O artigo “As relações entre professores e alunos em sala de aula: algo mudou, muito permaneceu...” das autoras Marilene Proença Rebello de Souza e Lygia de Sousa Viégas apresenta várias análises sobre a relação entre professor e aluno. Observando a produção científica, pode-se afirmar que várias teorias em Psicologia da Educação foram elencadas. A centralidade do tema aborda questões que denotam essa relação com efeitos importantes no processo de escolarização.


No transcorrer do texto, as autoras apresentaram todas as etapas pelas quais passaram os estudos da Psicologia Escolar. Esmiuçaram os fatos de acordo com o desenrolar do tempo, nos anos 80, 90 e dias atuais.


Indagações foram feitas ao leitor sobre o porquê de estudarmos a relação professor-aluno, a finalidade de tais estudos e para que compreender estes fatos tão rotineiros no contexto escolar. As autoras apresentaram passo a passo a necessidade de se revelar as nuances dessa questão pedagógica que muitas vezes ocasiona tantos conflitos no processo ensino-aprendizagem.
Ao analisarmos o artigo, podemos verificar várias citações de autores consagrados no meio acadêmico como Ezpeleta, Foucault, Gabriel Chalita dentre outros. Tais autores foram citados com o propósito de reforçar a temática da discussão, pois a problemática requer a análise a partir de várias vertentes.
Ainda dentro do artigo em análise, as autoras apresentaram um subtítulo “O conhecimento e o disciplinamento na relação professor-aluno na escola: permanências e inovações”. Neste trecho do artigo, as professoras buscaram apresentar como o fator disciplina muitas vezes engessa o contexto escolar, por outro lado torna o ambiente escolar propício à aprendizagem garantindo a existência do respeito e da ordem.
Ao desenrolar esta temática, mostrou-se a disciplina como forma repressora e dominadora pautada numa relação de autoritarismo e verticalidade. Numa outra vertente mostrou-se a não-disciplina como um fator de não aprendizagem. Ainda neste aspecto, citou a crise na educação nos dias atuais, crianças inquietas e indisciplinadas sendo medicadas com o fim de se obter certo controle sobre as mesmas.
Ao final do artigo, as autoras apresentaram pesquisas realizadas pela Anvisa com o fim demonstrar o uso abusivo de medicamentos prescritos para crianças que supostamente possuem algum tipo de distúrbio. E uma convocação aos educadores a pensar claramente sobre o papel da autoridade na relação com os educandos.

Ao analisar o artigo em análise é possível afirmar que a relação professor-aluno está diante de uma crise mundial.


A sala de aula vem a cada ano se tornando caso de polícia. O educador não consegue se impor frente aos desafios da sociedade contemporânea.
A instituição escolar não está conseguindo acompanhar os anseios das novas gerações. E em contrapartida a instituição Família também não consegue impor limites às crianças e aos adolescentes. Diante de todo esse caos, a aprendizagem está sendo colocada em segundo plano, pois o professor ocupa grande parte do tempo gerenciando a sala de aula ao invés de proporcionar maior contato com as descobertas do mundo científico, cultural, político e econômico.
O artigo “As relações entre professores e alunos em sala de aula: algo mudou, muito permaneceu...” das autoras Marilene Proença Rebello de Souza e Lygia de Sousa Viégas apresenta uma boa análise do contexto escolar atual. Ao desenvolver a temática, as autoras utilizaram uma linguagem acessível a todos os leitores acadêmicos, citações de autores consagrados no contexto educacional, dados estatísticos da Anvisa e situações muito próximas do contexto da sala de aula. Ao oportunizar esta discussão, proporcionaram ao leitor uma reflexão sobre uma temática muito polêmica e séria, pois a partir desse aspecto muitos outros problemas da educação poderiam ser solucionados.
Este artigo é indicado a todos os educadores do Brasil, pois a temática abordada precisa e deve ser estudada por todos que vivenciam o contexto educacional.

Referências Bibliográficas.
SOUZA, Marilene Proença Rebello; VIÉGAS, Lygia de Souza. As relações entre professores e alunos em sala de aula: algo mudou, muito permaneceu. In LIBÂNEO, José Carlos; ALVES, Nilda. Temas de Pedagogia: diálogos entre didática e currículo. São Paulo: Cortez, 2012.





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