Explorando a motivaçÃo e os estilos de aprendizagem/intelectuais para aprender na educaçÃo formal



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MÉTODO

Participantes

Participaram 58 alunos dos 4°, 5° e 6º anos do ensino fundamental. A média de idade foi de 10 anos e 2 meses (Dp=3,0), a idade mínima foi de 8 anos e a máxima foi 14. Também participaram 62 alunos do 1°, 2° e 3° anos do ensino médio, a média de idade foi de 16,9 (Dp=2,4).



Instrumento

Para levantar a motivação foi aplicada coletivamente a Escala de motivação para aprendizagem para alunos do ensino fundamental de Rufini (2010). O instrumento consta de 25 questões que se referem ao uso das estratégias motivacionais de alunos do ensino fundamental. Os participantes assinalam com um x a freqüência (1, 2, 3, 4 e 5) com que apresentam o comportamento proposto.

Já para levantar os estilos foi utilizada a escala de estilos de aprendizagem/intelectuais que consta de 80 questões com alternativas de respostas. A escala avalia cinco dimensões dos estilos de aprendizagem, condições ambientais, condições sociais, condições instrumentais, condições pessoais e condições da atividade. A Escala é composta por 80 questões, com quatro alternativas, em escala likert, sempre (4 pontos), muitas vezes (3 pontos), poucas vezes (2 ponto) e nunca (1 ponto).

Procedimento

Os procedimentos éticos para a realização deste estudo foram seguidos e estão em conformidade com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional (brasileiro) de Saúde. Os alunos que consentiram com a participação, autorizados pelos responsáveis legais, responderam ao instrumento de forma coletiva. A aplicação teve duração de aproximadamente 40 minutos.



RESULTADOS

Os dados foram organizados em planilha e submetidos a estatística descritiva, visando uma análise exploratória dos mesmos. Os resultados revelaram que a maior parte (54%) dos alunos do ensino fundamental apresentam motivação por regulação externa para estudar. No caso dos alunos do ensino médio a maior parte da amostra está também regulada por motivação externa (47%), contudo uma parte (27%) pareceu estar desmotivada para aprender. Esses alunos que estão motivados por reguladores externos quer seja por temer uma punição, quer seja para obter uma recompensa. Um resultado que chamou a atenção é que um número muito pequeno dos alunos do ensino médio (11%) é motivado intrinsecamente (24%).

Para se levantar possíveis diferenças na pontuação da Escala motivação, considerando os anos escolares recorreu-se a Análise de Variância (ANOVA), que mostrou diferença significativa entre os alunos do ensino fundamental no que tange a motivação, tendo em vista [F(3, 55)=2,134; p=0,001].

A diferença estava entre os alunos do 4º e 6º ano (p=0,022). Os alunos mais novos demonstraram apresentar mais motivação intrínseca no momento da aprendizagem do que os mais velhos. No ensino médio a ANOVA não mostrou diferença significativa.

Ao que parece os alunos vão perdendo a motivação intrínseca ao longo dos anos escolares.Os resultados são exploratórios, portanto, há necessidade da realização de novas investigações.

No que tange os estilos de aprendizagem/intelectuais os alunos do ensino fundamental estão orientados para o estudo com um perfil de estilos que valoriza as condições ambientais e pessoais, esse foi o estilo mais recorrente nessa amostra (68%). No ensino médio os alunos foram orientados com um perfil de estilos que valoriza as condições pessoais e da atividade (73%).

Não houve diferença significativa entre os estudantes dos anos estudados no que tange aos estilos de aprendizagem.




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