Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia capítulo IV: o amor no matrimónio


EXAME DE CONSCIÊNCIA - ATO PENITENCIAL



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EXAME DE CONSCIÊNCIA - ATO PENITENCIAL
Sou simpático(a) e afável para com todos? Ou sou rude, inconveniente e duro(a) no trato com os outros?
Pelas vezes que não fomos capazes de assumir as alegrias e tristezas dos outros, Senhor, tende piedade de nós.
Pelas vezes que não fomos capazes de incentivar, fortalecer e consolar os irmãos, Cristo, tende piedade de nós.
Pelas vezes que usámos palavras ásperas que feriram e desanimaram os irmãos, Senhor, tende piedade de nós.
5.ª semana da Quaresma: o amor não é arrogante nem orgulhoso
97. Segue-se o termo perpereuetai, que indica vanglória, desejo de se mostrar superior para impressionar os outros com atitude pedante e um pouco agressiva. Quem ama não só evita falar muito de si mesmo, mas, porque está centrado nos outros, sabe manter-se no seu lugar sem pretender estar no centro. A palavra seguinte – physioutai – é muito semelhante, indicando que o amor não é arrogante. Literalmente afirma que não se «engrandece» diante dos outros; mas indica algo de mais subtil. Não se trata apenas duma obsessão por mostrar as próprias qualidades; é pior: perde-se o sentido da realidade, a pessoa considera-se maior do que é, porque se crê mais «espiritual» ou «sábia». Paulo usa este verbo noutras ocasiões, para dizer, por exemplo, que «a ciência incha», ao passo que «a caridade edifica» (1 Cor 8, 1). Por outras palavras, alguns julgam-se grandes, porque sabem mais do que os outros, dedicando-se a impor-lhes exigências e a controlá-los; quando, na realidade, o que nos faz grandes é o amor que compreende, cuida, integra, está atento aos fracos. Noutro versículo, usa-o para criticar aqueles que «se tornaram insolentes» (1 Cor 4, 18), mas, na realidade, têm mais palavreado do que verdadeiro «poder» do Espírito (cf. 1 Cor 4, 19).
98. É importante que os cristãos vivam isto no seu modo de tratar os familiares pouco formados na fé, frágeis ou menos firmes nas suas convicções. Às vezes, dá-se o contrário: as pessoas que, no seio da família, se consideram mais desenvolvidas, tornam-se arrogantes insuportáveis. A atitude de humildade aparece aqui como algo que faz parte do amor, porque, para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade. Jesus lembrava aos seus discípulos que, no mundo do poder, cada um procura dominar o outro, e acrescentava: «não seja assim entre vós» (Mt 20, 26). A lógica do amor cristão não é a de quem se considera superior aos outros e precisa de fazer-lhes sentir o seu poder, mas a de «quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo» (Mt 20, 27). Na vida familiar, não pode reinar a lógica do domínio de uns sobre os outros, nem a competição para ver quem é mais inteligente ou poderoso, porque esta lógica acaba com o amor. Vale também para a família o seguinte conselho: «Revesti-vos todos de humildade no trato uns com os outros, porque Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes» (1 Ped 5, 5).



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