Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia capítulo IV: o amor no matrimónio


EXAME DE CONSCIÊNCIA - ATO PENITENCIAL



Baixar 83,21 Kb.
Página6/16
Encontro11.10.2018
Tamanho83,21 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   16
EXAME DE CONSCIÊNCIA - ATO PENITENCIAL
Sou capaz de dar o meu tempo, o meu saber, os meus bens? Ou fico perturbado(a) com a riqueza e o sucesso dos outros?
Pelas vezes que sentimos desgosto pelo bem e sucesso dos outros, Senhor, tende piedade de nós.
Pelas vezes que nos concentrámos exclusivamente no nosso bem-estar e não fomos capazes de partilhar, Cristo, tende piedade de nós.
Pelas vezes que por inveja destruímos o bom nome dos irmãos, Senhor, tende piedade de nós.
4.ª semana da Quaresma: o amor é amável
99. Amar é também tornar-se amável, e nisto está o sentido do termo aschemonei. Significa que o amor não age rudemente, não atua de forma inconveniente, não se mostra duro no trato. Os seus modos, as suas palavras, os seus gestos são agradáveis; não são ásperos, nem rígidos. Detesta fazer sofrer os outros. A cortesia «é uma escola de sensibilidade e altruísmo», que exige que a pessoa «cultive a sua mente e os seus sentidos, aprenda a ouvir, a falar e, em certos momentos, a calar». Ser amável não é um estilo que o cristão possa escolher ou rejeitar: faz parte das exigências irrenunciáveis do amor, por isso «todo o ser humano está obrigado a ser afável com aqueles que o rodeiam». Diariamente «entrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa existência, exige a delicadeza duma atitude não invasiva, que renova a confiança e o respeito. (...) E quanto mais íntimo e profundo for o amor, tanto mais exigirá o respeito pela liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração».
100. A fim de se predispor para um verdadeiro encontro com o outro, requer-se um olhar amável pousado nele. Isto não é possível quando reina um pessimismo que põe em evidência os defeitos e erros alheios, talvez para compensar os próprios complexos. Um olhar amável faz com que nos detenhamos menos nos limites do outro, podendo assim tolerá-lo e unirmo-nos num projeto comum, apesar de sermos diferentes. O amor amável gera vínculos, cultiva laços, cria novas redes de integração, constrói um tecido social firme. Deste modo, uma pessoa protege-se a si mesma, pois, sem sentido de pertença, não se pode sustentar uma entrega aos outros, acabando cada um por buscar apenas as próprias conveniências, e a convivência torna-se impossível. Uma pessoa antissocial julga que os outros existem para satisfazer as suas necessidades e, quando o fazem, cumprem apenas o seu dever. Neste caso, não haveria espaço para a amabilidade do amor e a sua linguagem. A pessoa que ama é capaz de dizer palavras de incentivo, que reconfortam, fortalecem, consolam, estimulam. Vejamos, por exemplo, algumas palavras que Jesus dizia às pessoas: «Filho, tem confiança!» (Mt 9, 2). «Grande é a tua fé!» (Mt 15, 28). «Levanta-te!» (Mc 5, 41). «Vai em paz» (Lc 7, 50). «Não temais!» (Mt 14, 27). Não são palavras que humilham, angustiam, irritam, desprezam. Na família, é preciso aprender esta linguagem amável de Jesus.



Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   16


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal