Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia capítulo IV: o amor no matrimónio


ORAÇão DE INVOCAÇÃO, CONFIANÇA E AÇÃO DE GRAÇAS



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ORAÇão DE INVOCAÇÃO, CONFIANÇA E AÇÃO DE GRAÇAS
Fazei-nos, Senhor, no meio de toda a escuridão e incerteza, portadores da esperança e da confiança.
Libertai-nos da tentação do desespero e do pessimismo.
Não permitais que os momentos de desilusão e de sofrimento nos tirem a alegria de viver e a vontade de partilhar.
Pentecostes: o amor não acaba nunca
120. O cântico de São Paulo, que acabámos de repassar, permite-nos avançar para a caridade conjugal. Esta é o amor que une os esposos, amor santificado, enriquecido e iluminado pela graça do sacramento do matrimónio. É uma «união afetiva», espiritual e oblativa, mas que reúne em si a ternura da amizade e a paixão erótica, embora seja capaz de subsistir mesmo quando os sentimentos e a paixão enfraquecem. O Papa Pio XI ensinava que este amor permeia todos os deveres da vida conjugal e «detém como que o primado da nobreza». Com efeito, este amor forte, derramado pelo Espírito Santo, é reflexo da aliança indestrutível entre Cristo e a humanidade que culminou na entrega até ao fim na cruz. «O Espírito, que o Senhor infunde, dá um coração novo e torna o homem e a mulher capazes de se amarem como Cristo nos amou. O amor conjugal atinge assim aquela plenitude para a qual está interiormente ordenado: a caridade conjugal».
218. Por outro lado, quero insistir que um desafio da pastoral familiar é ajudar a descobrir que o matrimónio não se pode entender como algo acabado. A união é real, é irrevogável e foi confirmada e consagrada pelo sacramento do matrimónio; mas, ao unir-se, os esposos tornam-se protagonistas, senhores da sua própria história e criadores dum projeto que deve ser levado para a frente conjuntamente. O olhar volta-se para o futuro, que é preciso construir dia-a-dia com a graça de Deus e, por isso mesmo, não se pretende do cônjuge que seja perfeito. É preciso pôr de lado as ilusões e aceitá-lo como é: inacabado, chamado a crescer, em caminho. Quando o olhar sobre o cônjuge é constantemente crítico, isto indica que o matrimónio não foi assumido também como um projeto a construir juntos, com paciência, compreensão, tolerância e generosidade. Isto faz com que o amor seja substituído pouco a pouco por um olhar inquisidor e implacável, pelo controle dos méritos e direitos de cada um, pelas reclamações, a competição e a autodefesa. Deste modo tornam-se incapazes de se apoiarem um ao outro para o amadurecimento de ambos e para o crescimento da união. Aos novos cônjuges, é necessário apresentar isto com clareza realista desde o início, de modo que tomem consciência de que estão apenas a começar. O «sim» que deram um ao outro é o início dum itinerário, cujo objetivo se propõe superar as circunstâncias que surgirem e os obstáculos que se interpuserem. A bênção recebida é uma graça e um impulso para este caminho sempre aberto. Habitualmente ajuda sentar-se a dialogar para elaborar o seu projeto concreto com os seus objetivos, meios, detalhes.


ORAÇão DE INVOCAÇÃO, CONFIANÇA E AÇÃO DE GRAÇAS
Ajudai-nos, Senhor, a cultivar nas nossas famílias a incondicionalidade e a indissolubilidade do amor.
Dai-nos uma fidelidade que resista ao desfalecimento e um amor que supere todas as dificuldades.
Fazei das nossas famílias lugares onde irradia o amor e a alegria do Evangelho.


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