Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia capítulo IV: o amor no matrimónio


ORAÇão DE INVOCAÇÃO, CONFIANÇA E AÇÃO DE GRAÇAS



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ORAÇão DE INVOCAÇÃO, CONFIANÇA E AÇÃO DE GRAÇAS
Ensinai-nos, Senhor, a tratar com toda a delicadeza e com toda a serenidade os que nos desprezam e difamam.
Ajudai-nos a construir, nas nossas famílias e comunidades cristãs, um ambiente de partilha, de paz, de perdão e de aceitação recíprocas.
4.ª semana da Páscoa: o amor não se irrita nem guarda ressentimento
103. Se a primeira expressão do hino nos convidava à paciência, que evita reagir bruscamente perante as fraquezas ou erros dos outros, agora aparece outra palavra – paroxynetai –que diz respeito a uma reação interior de indignação provocada por algo exterior. Trata-se de uma violência interna, uma irritação recôndita que nos põe à defesa perante os outros, como se fossem inimigos molestos a evitar. Alimentar esta agressividade íntima, de nada aproveita. Serve apenas para nos adoentar, acabando por nos isolar. A indignação é saudável, quando nos leva a reagir perante uma grave injustiça; mas é prejudicial, quando tende a impregnar todas as nossas atitudes para com os outros.
104. O Evangelho convida a olhar primeiro a trave na própria vista (cf. Mt 7, 5), e nós, cristãos, não podemos ignorar o convite constante da Palavra de Deus para não se alimentar a ira: «Não te deixes vencer pelo mal» (Rm 12, 21); «não nos cansemos de fazer o bem» (Gal 6, 9). Uma coisa é sentir a força da agressividade que irrompe, e outra é consentir nela, deixar que se torne uma atitude permanente: «Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento» (Ef 4, 26). Por isso, nunca se deve terminar o dia sem fazer as pazes na família. «E como devo fazer as pazes? Ajoelhar-me? Não! Para restabelecer a harmonia familiar basta um pequeno gesto, uma coisa de nada. É suficiente uma carícia, sem palavras. Mas nunca permitais que o dia em família termine sem fazer as pazes». A reação interior perante uma moléstia que nos causam os outros, deveria ser, antes de mais nada, abençoar no coração, desejar o bem do outro, pedir a Deus que o liberte e cure. «Respondei com palavras de bênção, pois a isto fostes chamados: a herdar uma bênção» (1 Ped 3, 9). Se tivermos de lutar contra um mal, façamo-lo; mas sempre digamos «não» à violência interior.



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