Evaristo Carriego



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biblioteca borges
coordenação editorial

davi arrigucci jr.

heloisa jahn

jorge schwartz

maria emília bender

o martín fierro,

para as seis cordas

& evaristo carriego


jorge luis borges

tradução heloisa jahn




copyright ©
grafia atualizada segundo o acordo ortográfico da língua portuguesa de 1990, que entrou em vigor no brasil em 2009.
títulos originais

el martín fierro

para las seis cuerdas

evaristo carriego


capa e projeto gráfico


preparação

márcia copola


revisão


Para a elaboração de suas notas, a tradutora utilizou o Dicionário de regionalismos do Rio Grande do Sul, de Zeno Cardoso Nunes e Rui Cardoso Nunes (Porto Alegre: Martins Livreiro Editor, 2010).

[2017]

todos os direitos desta edição reservados à



editora schwarcz s.a.

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04532-002 ― São Paulo ― sp

telefone (11) 3707-3500

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o martín fierro

prólogo
a poesia gauchesca

josé hernández

o gaucho martín fierro



a volta de martín fierro

martín fierro e os críticos

apreciação geral

bibliografia

para as seis cordas

prólogo
milonga de dos hermanos milonga de dois irmãos

¿dónde se habrán ido? aonde terão ido?

milonga de jacinto chiclana milonga de jacinto chiclana

milonga de don nicanor paredes milonga de dom nicanor paredes

un cuchillo en el norte uma faca no norte

el títere o títere

milonga de los morenos milonga dos morenos

milonga para los orientales milonga para os orientais

milonga de albornoz milonga de albornoz

milonga de manuel flores milonga de manuel flores

milonga de calandria milonga de calandria

evaristo carriego

prólogo
declaração

i. palermo de buenos aires

ii. uma vida de evaristo carriego

iii. as misas herejes

iv. la canción del barrio

v. um resumo possível

vi. páginas complementares

vii. as inscrições das carretas

viii. histórias de cavaleiros

ix. o punhal

x. prólogo a uma edição das poesias completas de evaristo carriego

xi. história do tango

xii. duas cartas

o martín fierro

(1953)

(com Margarita Guerrero)



prólogo
Há quarenta ou cinquenta anos os leitores do Martín Fierro eram tão numerosos quanto são agora os de Van Dine ou Emilio Salgari; essa leitura às vezes clandestina e sempre furtiva era um prazer, e não uma obrigação pedagógica. Agora, porém, o Martín Fierro é um livro clássico, e o qualificativo parece sinônimo de tédio. Pelo simples fato de serem tantas, as edições eruditas contribuem para a difusão desse equívoco; a incontestável extensão do doutor Tiscornia foi atribuída ao poeta comentado por ele. Na verdade o Martín Fierro não tem mais que oitenta páginas, e podemos começar sua leitura e concluí-la, sem correr muito, num único dia. Quanto ao vocabulário da obra, já veremos que é menos regional que o de Estanislao del Campo ou o de Lussich.

Edições cuidadas há muitas. Talvez a melhor delas seja a de Santiago M. Lugones (Buenos Aires, 1926), cujas notas lacônicas, obra de alguém familiarizado com nosso campo, são utilíssimas para a compreensão do texto. Mais conhecida é a de Eleuterio Tiscornia, publicada em 1925; as palavras necessárias sobre esse livro foram escritas por Ezequiel Martínez Estrada (Muerte y transfiguración de Martín Fierro, ii, 219).

O principal objetivo deste breve trabalho é incentivar a leitura do Martín Fierro. Contudo, nosso livro é elementar; para levar adiante o estudo do Martín Fierro, são indispensáveis El payador (1916), de Leopoldo Lugones, e Muerte y transfiguración de Martín Fierro (1948), de Ezequiel Martínez Estrada. O primeiro destaca os elementos elegíacos e épicos da obra; o segundo, o que há de trágico em seu mundo, e mesmo de demoníaco.

Irreverentes e de leitura muito amena são os Folletos lenguaraces [Folhetos linguarazes] (Córdoba, 1939-45), de Vicente Rossi. Uma das teses de Rossi é que o Martín Fierro é mais orillero que gaucho. De manuseio útil, ainda, é o Vocabulario y frases de “Martín Fierro” (Buenos Aires, 1950), de Francisco I. Castro, embora muitas vezes o autor procure o sentido das locuções obscuras no contexto do próprio poema, sem invocar outras autoridades. Assim, diz que a palavra “pango” significa “transtorno, tumulto, desordem, conflito, confusão”, e nos remete ao canto 11, no qual se lê: “Mas o diabo enfiou a cauda e tudo virou pango [baderna]”. Nos trechos que admitem duas interpretações, o senhor Castro costuma optar pelas duas. Esclarece que um consuelo é “algún peso en el tirador y una china que lo amara”.

Para a caracterização do paisano, é possível consultar El gaucho (Buenos Aires, 1945), de Emilio A. Coni; para a origem de seu nome, o capítulo “Treinta etimologías de Gaucho”, do livro El castellano en la Argentina (La Plata, 1928), de Arturo Costa Álvarez.




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