Este é o segundo número da Revista "Presença Ética" que tem como tema: Ética, Política e Emancipação Humana



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Conclusão:

As indicações aqui apresentadas não devem ser vistas como uma tentativa de construir um modelo de atuação profissional, é preciso cuidado para não incorrer neste erro, pois lidamos com questões da realidade, que pela sua dinâmica não comporta aplicação de modelos ou fórmulas mágicas. A nossa intenção é mostrar que existem possibilidades que devem ser apropriadas.

Concordamos com Iamamoto (1998:99) quando afirma que a dimensão política presente no exercício profissional abre as possibilidades de neutralizar a alienação do trabalho para o sujeito que a realiza.

Para isso é importante que o assistente social esteja inserido em todos os espaços coletivos, participando de conselhos de conferências, de debates de repercussão social.

É preciso compreender as orientações presentes no Código de Ética do Serviço Social, reconhecendo o projeto profissional, e isso se faz resgatando a historicidade da profissão e sua inserção no contexto das contradições da sociedade capitalista. Compreendendo que, como projeto coletivo aponta para as possibilidades de alcance dos ideais de uma coletividade, que só pode adquirir consistência na análise da realidade e na ação. É no movimento do espaço cotidiano que o profissional deve explorar, as reais possibilidades, reconhecendo os limites de seu trabalho, fazendo uso, consciente, dos meios e estratégias para a concretização do que é planejado.

Enfim, podemos reafirmar após todas essas considerações, que a ética é fundamento de todo o processo da sociabilidade. E hoje, constitui uma das questões urgentes e necessárias em face da desigualdade, da crescente desumanização e miséria social, tornando-se cada vez mais categórico, no processo de construção de uma nova organização social e política, onde a vida seja reconhecida como direito radical, e as manifestações que buscam afirmar os direitos humanos e a justiça como práticas cotidianas sejam respeitadas.

O nosso entendimento é de que no cotidiano profissional, deve ser criado o espaço ético-político, que propicie a consolidação do projeto profissional, e isso requer um esforço conjunto dos assistentes sociais, isso implica em uma organização maior da categoria profissional.

É preciso compreender o que representa, hoje, o projeto ético-político do Serviço Social, e isso se faz analisando a sociedade atual e rediscutindo-o, repensando inclusive novas orientações para a profissão.






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