Esperanto: Língua Universal


Esperanto: Alternativa Libertária



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Esperanto: Alternativa Libertária

O esperanto é uma língua considerada “artificial”, pois não foi produto coletivo de uma determinada sociedade e sim de um indivíduo. O seu criador, L. L. Zamenhof, tentou criar uma alternativa à “torre de babel” existente no mundo, publicando em 1887 sua obra no qual apresentava a nova língua4. Os defensores do uso do esperanto apresentam vários argumentos em seu favor: a facilidade em aprender esta língua (possui apenas 16 regras gramaticais), o fato de ser uma língua “neutra”, a facilidade na comunicação mundial com sua adoção como segunda língua de todos os países, aboliria a necessidade de um indivíduo aprender várias línguas, a poupança de recursos que deixariam de ser gastos com traduções, etc (Zamenhof, 1988; Zamenhof, 1993; Santiago, 1986).

No entanto, existem razões mais profundas para defendermos a instauração do esperanto como “segunda língua” de todos os países, se tornando uma língua universal5, convivendo com os idiomas existentes. Como o esperanto não é o idioma dominante (e nem oficial) em nenhum país do mundo então ele não expressa a supremacia de um idioma sobre outro. Assim, o idioma não seria um elemento na reprodução das relações de poder a nível internacional. Aliás, ele permitiria uma maior autonomia na produção cultural. A produção ideológica e a influência norte-americana, bem como a dos demais países imperialistas, tem como uma de suas bases o mercado editorial e a dinâmica mercantil. Obras teoricamente importantes produzidas em países capitalistas subordinados não ultrapassam suas fronteiras, pois o mercado editorial seleciona o que irá traduzir e como os idiomas destes países não são aprendidos em outros países (como o inglês, por exemplo) então apenas uma nacionalidade tem acesso a tal obra. Um teórico africano dificilmente terá sua obra conhecida nos demais países além do próprio. O mesmo se pode dizer dos de outros países subordinados, numa ordem hierárquica. Os autores que escrevem em língua portuguesa estão em nítida desvantagem em relação aqueles que escrevem em francês e principalmente em relação àqueles que escrevem em inglês. A comunicação internacional foi facilitada pela expansão da Internet. Milhões de pessoas têm acesso à rede mundial de computadores e falando as mais distintas línguas. O esperanto, neste caso, seria fundamental, pois permitiria uma comunicação entre indivíduos de qualquer país e de qualquer idioma6.

Desta forma, o esperanto passa a ser não somente uma proposta mais racional como também libertária e é por isso que, apesar da racionalidade superior da proposta de adoção do esperanto como segunda língua em todos os países do mundo desde sua criação em 1887, ela nunca foi colocada em prática e os organismos internacionais até dizem acatar a idéia mas nunca a concretizam. Existem muitos interesses contrários ao esperanto e por isso os esforços dos seus partidários permitiram uma certa divulgação mas nunca a sua expansão através do sistema oficial. Mesmo quando é aprovado o seu ensino nas escolas, tal como ocorreu no Brasil em 1938, a sua efetivação não ocorre. Os “esperantistas”, tal como são conhecidos os adeptos do esperanto, em muitos casos, aumentam mas não conseguem impor uma propaganda massiva, conquistas concretas, a não ser os encontros nacionais e internacionais. No entanto, se existe uma luta e existem derrotas, isto não quer dizer que não se deve lutar, pois isto significaria uma derrota antecipada. A luta contra a dominação lingüística, da qual a luta pela implantação do esperanto como segunda língua em todos os países é uma parte, deve continuar e avançar. Assim, devemos substituir a língua enquanto forma de dominação pela língua enquanto forma de libertação.




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