Enfermidades somáticas, dor e consequências psíquicas



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PSICANÁLISE E PODER

O Poder do Biológico: o que pode a Psicanálise?” 1


Adalberto A. Goulart2, Aracaju

Resumo: O autor inicia o texto lembrando que Freud sempre sustentou a tese de que a Psicanálise estaria contida no ramo das ciências naturais e que, embora preocupado com a relação entre corpo e psique, tenha privilegiado os aspectos psicológicos do psicossoma. Assim foi também com os principais autores que o sucederam. Nas últimas décadas, pressionados pela predominância de patologias mais primitivas, a dimensão somática tem despertado a atenção de autores mais contemporâneos (Bion, Winnicott, McDougall, Green). Com uma vinheta clinica o autor procura exemplificar a memória corporal (Fontes, 2002) surgida na transferência / contratransferência. O texto é desenvolvido salientando a importância de que os analistas possam compreender o psicossoma como uma unidade integrada que não pode ser dissociada, sob pena de grandes prejuízos para o sistema homem. Diante do poder do biológico, do tempo que o deteriora, apoiado pelas hipóteses de Ferrari, o autor questiona o que poderia a psicanálise em relação a graves doenças e pacientes terminais. Concluindo, reforça que o analista precisa ter uma atitude de respeito diante do inconsciente, mas também de humildade diante da natureza e do tempo. Assim, ainda que seja em situações extremas, quando espaço e tempo se condensam, a psicanálise poderia ser útil no sentido de ajudar estes pacientes a sonharem o que ainda não foi sonhado.




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