Encaminhamento de crianças à classe especial



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Escola 1


Porcentagem

1. CE

37,3%

2. Psicomotricidade

9,9%

3. Sala ‘lenta’

0,9%

4. Fono

6,9%

5. Psicoterapia

8,9%

6. Neurologista

2,9%

7. Orientação de Pais

5,8%

8. Psicopedagogia

4,9%

9. Escola especializada

2,9%

10. Pedagoga

1,9%

11. Classe Comum

0,9%

12. Orientação Social

0,9%

13. Tratamento Psiquiátrico

2,9%

14. Estimulação Diária

0,9%

15. Oficina Abrigada da APAE ou Curso Profissionalizante

0,9%

16. Nenhum encaminhamento

10,7%

Total

100%



Escola 2


Porcentagem

1. CE

48,5%

2. Psicomotricidade

11,4%

3. Sala com acompanhamento individual

2,9%

4. Fono

2,9%

5. Psicoterapia

11,4%

6. Orientação de Pais

2,9%

7. Classe Comum

2,9%

8. Curso Profissionalizante

2,9%

9. Nenhum encaminhamento

14,2%

Total

100%


A marca da multiplicidade mais uma vez presente! Há um número considerável de alternativas de atendimento que foram listadas.

Além da possibilidade real de benefícios que a psicomotricidade, a psicoterapia... poderiam trazer, e da ampla gama de eventuais necessidades das diferentes crianças, esta multiplicidade não pode ser indicativa de que os profissionais não têm uma única linha de orientação no momento de escolha dos atendimentos necessários para as crianças? Poderia se falar novamente em subjetividade?

Ou, aflição diante de um problema compreendido em apenas um âmbito, o da criança?

Não há nenhum encaminhamento pós-avaliação psicológica que inclua um único elemento da escola! Todas as orientações estão direcionadas à criança e à família. Pode-se então, concluir que neste tipo de prática está implícita a idéia de atribuição das causas do fracasso escolar ao aluno, além do não reconhecimento da participação da escola nesse processo, quando se adota esse tipo de procedimento de avaliação/encaminhamento5.

Se for estabelecido o critério de eleição dos quatro índices de porcentagem mais expressivos, novamente será demarcado em encontro entre os dados das duas escolas. As quatro maiores porcentagens são: orientação de atendimento diferenciado na classe especial, psicomotricidade, psicoterapia e nenhum tipo de encaminhamento.

Para a orientação à Classe Especial já é, de certa forma, esperado um índice alto, pois a maior parte dos alunos, ao serem avaliados, já está predestinado.

Quais são os critérios que elegeram a psicomotricidade e a psicoterapia, no caso destes alunos, como possibilidades de contribuição no desenvolvimento? Não estou negando a importância desse tipo de trabalho, apenas estou questionando e tentando achar pistas dos motivos que levaram a ser os encaminhamentos mais efetuados.

Por outro lado, sendo essas práticas as mais freqüentes dos psicólogos será possível considerar que há uma certa linha de conduta padrão no momento do encaminhamento posterior à avaliação? Quais os critérios que norteiam esse tipo de prática psicológica?6

O que chama a atenção é o item ausência de qualquer tipo de encaminhamento, no qual são apresentados exclusivamente os dados sem nenhuma orientação. Qual terá sido o objetivo dessas avaliações psicológicas? Não encaminhando a nada, nem mesmo classe especial, será que este aluno foi parar na classe especial?

Por fim, não deixa de ser instigante perguntar: quais as possibilidades e garantias que os alunos têm de que, realmente, terão prosseguimento nos atendimentos indicados?
Sobre os demais profissionais identificados na pesquisa e análise dos prontuários dos alunos é importante fazer alguns comentários, mesmo que superficiais, acerca do conteúdo encontrado.

Com relação ao Médico Psiquiatra, o primeiro apontamento a ser feito é que, não apenas psicólogos, mas médicos psiquiatras indicam às crianças a classe especial. Nos seus relatórios há pedidos de: freqüência da classe especial, exame clínico, exame neuro-psiquiátrico, avaliação psicológica e avaliação psiquiátrica. É dedutível que a criança antes de ser avaliada e diagnosticada já é encaminhada para a classe especial.

O processo de avaliação e diagnóstico utilizado pelos Médicos sem identificação da especialidade é muito semelhante ao utilizado por psicólogos na escolha dos instrumentos e nos encaminhamentos posteriores. Ou seja, há uma prática profissional que independe da formação e que produz os mesmos efeitos7.

Entre os documentos encontrados destes profissionais há uma situação, bastante intrigante, de uma criança que passou por uma operação de catarata. No relatório que o médico enviou para a escola não há menção de necessidade de classe especial, mas sim de ficar mais próxima à lousa. Ela não foi classificada como deficiente mental leve. Na escola, porém, foi colocada na classe especial. A escola, mais uma vez, se responsabiliza por interpretar e escolher o melhor caminho pedagógico para a aluna, sem considerar a orientação médica.

Nos documentos assinados por Assistentes Sociais são identificados nos alunos problemas em diversas áreas: intelectual, emocional e motor. O caminho percorrido até chegarem a tais conclusões não é indicado, porém existe uma semelhança com a prática dos psicólogos descrita anteriormente. Pode-se afirmar, novamente, que há uma prática profissional que independe da formação e que produz os mesmos efeitos.

Já os documentos dos Profissionais sem identificação foram analisados com os mesmos critérios estabelecidos para os documentos dos psicólogos, pois continham a mesma estrutura e organização das informações. Não há menção explícita de que sejam psicólogos, mas até é possível arriscar a dedução de que sejam ao relacionar a estrutura dos documentos e pelo tipo de dado coletado. Porém, outros profissionais, como médicos e assistentes sociais, tratam da questão de maneira quase que idêntica aos psicólogos o que exige cautela nesta dedução. A constatação pertinente é referente a inaceitabilidade de envio de um documento com esse tipo de informação e de comprometimento do destino escolar do aluno, sem que haja ao menos uma referência do profissional, de forma a facilitar sua localização quando houver necessidade. Esse tipo de prática profissional já denota que o comprometimento dos profissionais extra-escola se inicia e se encerra na avaliação. Os efeitos não seriam de sua responsabilidade.




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