Encaminhamento de crianças à classe especial



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2. Instrumentos utilizados
Novamente, a maioria dos documentos não continha informações sobre os instrumentos utilizados (Escola 1 – 66,2% e Escola 2 - 77,8%). Ao não citar quais os instrumentos pode-se dizer que há um caráter arbitrário destas avaliações porque as crianças são classificadas como Deficientes Mentais, sem que se saiba quais os parâmetros e os critérios norteadores.

Nos documentos em que há indicação dos instrumentos utilizados (Escola 1 – 33,8% e Escola 2 – 22,2%). O que chama a atenção, é a diversidade de instrumentos utilizados, na Escola 1 são citados ao todo 28 instrumentos e na Escola 2 são citados 8 instrumentos. Apenas na Escola 1 a anamnese é citada, contrariando novamente as orientações da Secretaria Estadual de Educação que indica a anmnese como parte do processo diagnóstico. Os testes psicológicos mais utilizados são: Bender, WISC e Colúmbia. O que será que norteia a escolha de determinado instrumento e não de outro? A subjetividade do psicólogo? A familiaridade com determinado teste? A confiança numa maior precisão dos resultados? Ou são os mais ensinados durante a graduação?


3. Conclusão diagnóstica:
O objetivo deste item pode ser resumido na seguinte pergunta: Qual o tipo de problema identificado que poderia justificar um encaminhamento ou a permanência na classe especial?


Conclusão

Escola 1

Escola 2

Há o reconhecimento explícito de que a criança é deficiente com base nos resultados obtidos nos testes.

19,3%

22,9%

Comprometimento: Personalidade (emocional e comportamento)

21,4%


20%

Comprometimento: coordenação viso-motora

13,6%


5,8%

Comprometimento: socialização (desajuste ao meio)

3,6%


0

Comprometimento: dificuldade de verbalização

1,4%


2,8%

Comprometimento: neurológico

4,2%

2,8%

Comprometimento: inteligência rebaixada

13,6%


11,5%

Apresentação dos resultados dos testes

20%


17,2%

Não fornecem informação, apenas encaminham

0,7%


2,8%

Sugestão de reavaliação periódica

2,2%


0

Total

100%

100%

Os itens com maior porcentagem de conclusões diagnósticas foram: reconhecimento explícito da deficiência mental com base nos testes, comprometimentos de personalidade, apresentação dos resultados e comprometimento de inteligência (rebaixada). Cabem alguns comentários.

O primeiro item citado afirma que a deficiência mental das crianças é detectada e justificada pelos testes. Relacionando com o item anterior, utilização de instrumentos, é cabível perguntar: diante das circunstâncias questionáveis de critério de escolha dos testes é possível ter a garantia da suficiência dos testes no reconhecimento da deficiência mental?

O segundo item identifica problemas de personalidade nas crianças, entendidos como questões comportamentais e emocionais. Como será que é estabelecida a relação entre a aprendizagem e problema emocional ou comportamental das crianças avaliadas? Como especificar o tipo de comprometimento na personalidade que desencadeia a necessidade de atendimento escolar especial?

O terceiro item refere-se à apresentação dos dados obtidos nos testes nas avaliações psicológicas. Qual é o intuito dos profissionais ao enviar para a escola do aluno um relatório de avaliação psicológica contendo uma série de dados quantitativos, não apenas referentes ao QI? Qual a importância para a prática dos professores que recebem esse tipo de relatório?

O último item referente a comprometimentos de inteligência está diretamente relacionado com a utilização dos testes de QI. Considerando que o dado mais importante para a classificação de um indivíduo como Deficiente Mental leve é o resultado expresso em QI, este item tem uma relação direta com o anterior. Na medida em que seja o resultado, ou seja, a classificação, já há suficiência para o encaminhamento à classe especial?



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