Elas preferem o termo pessoas



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13ª Mostra da Produção Universitária

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Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.


"ELAS PREFEREM O TERMO PESSOAS", A SERIE ‘THE FOSTERS’ E AS REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NA MÍDIA
PAES, Ana Carolina (autor/es)

MARCOS, Cristiane (orientador)

anacarolina-paes@hotmail.com
Evento: Seminário de Ensino

Área do conhecimento: Psicologia Social
Palavras-chave: gênero; sexualidade; série de TV.
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho se propõe a fazer uma discussão sobre as representações de gênero e sexualidade presentes na serie de TV estadunidense “The Fosters”. A forma plural com que questões como sexualidade e raça/etnia são abordadas dentro do contexto familiar fazem do seriado uma inovadora e singular ferramenta na ressignificação desses temas, geralmente representados na mídia contemporânea de forma estereotipada e/ou tradicional, ou seja, a partir de padrões heteronormativos e de hegemonia branca.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Falar hoje de família, ou, de forma mais correta, de famílias, exige um alargamento das ideias científicas, fruto de uma época onde a diversidade assume maior relevo na cena pública, traduzindo-se naquilo que, a este propósito, se convencionou designar de novas formas de família (Alarcão & Relvas, 2002). Tal fato, remete-nos a todos para a necessidade de pensarmos em contextos familiares que mais não serão do que variantes ao ciclo vital que nos habituamos a estudar (Alarcão & Relvas, 2002).
Para além do que leis e eventuais direitos e deveres conferidos a pais e mães consagram, não podemos ignorar o incontornável peso da tradição e a circunstância de os filhos serem das mães, fato que exige considerarmos diferentes categorizações que reconfiguram os humanos em termos de sexo e identidade sexual, mas também de classe, idade ou raça (Levy, 2004). Isso torna possível identificar diversos constrangimentos alimentados por aquilo que Bourdieu (1999) designa por violência simbólica.
Ao longo dos anos, tem-se verificado que o tema da família raramente é associado aos gays e às lésbicas. De fato, a cultura popular raramente retrata estas pessoas como membros de uma família e, mais do que isso, alguns segmentos da sociedade consideram mesmo os gays e lésbicas como sendo anti-família (Pachankis & Goldfried, 2004). Curiosamente, para além desta imagem popular, a própria comunidade científica oriunda do campo da terapia familiar também se manteve afastada do estudo destes temas.


3 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
A serie foi lançada em 2013 e tem até o presente momento 2 temporadas contabilizando 21 episódios no total. Procuramos, à luz da disciplina de psicologia da família e dos estudos pós estruturalistas de gênero e sexualidade, mais especificamente no campo da representatividade, analisar a dinâmica de funcionamento da família retratada na serie, no que tange as questões de sexualidade, raça/etnia e apresentar uma serie de rompimentos com os padrões citados anteriormente.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO
A série conta a história de um casal inter-racial de lésbicas, o filho biológico oriundo do antigo casamento de uma delas, e dois outros filhos adotivos. Conflitos comuns entre pais e filhos adolescentes são retratados juntamente com a especificidade destes componentes. Conteúdos relacionados à raça/etnia, sexualidade e novas configurações familiares são representados com naturalidade e propiciam ao espectador uma perspectiva única e inovadora em termos de personagens que fogem ao padrão dominante na sociedade.

Tais fatores são relevantes para a desconstrução dos estereótipos sociais envoltos em tais temáticas e que tem impacto importante na construção das identidades dos indivíduos e na forma como são vistos e/ou concebidos pelo imaginário popular.


5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Buscamos refletir, ao longo deste trabalho, sobre temas ainda pouco estudados no contexto da psicologia, cuja comunidade científica parece ignorar os avanços efetuados no campo dos estudos gays e lésbicos. Além da tendência generalizada em separar o estudo da população homossexual do estudo da família. Apesar de, no campo da psicologia, muitas análises utilizarem-se do cinema e da mídia como material de estudo de fenômenos e de suas representações, muito pouco se tem feito com relação à homossexualidade e família.
REFERÊNCIAS

ALARCÃO, M. & RELVAS, A. (Coords.). (2002). Novas Formas de Família. Coimbra: Quarteto.


BOURDIEU, P. (1999). A Dominação Masculina. Oeiras: Celta Editora.
LEVY, T. (2004). Crueldade e Crueza do Binarismo. In Cascais, A.F. (Org.). (2004). Indisciplinar a Teoria: estudos gays, lésbicos e queer. (pp. 183-214). (s/l): Fenda.
PACHANKIS, J. P., & Goldfried, M. R. (2004). Clinical Issues in Working with Lesbian, Gay, and Bisexual Clients. Psychotherapy: Theory, Research, Practice and Training, 227-246.



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