Documento básico do centro de artes e educaçÃo física da puc-sp



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CENTRO DE ARTES E EDUCAÇÃO FÍSICA DA PUC-SP

DOCUMENTO BÁSICO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
2004

CENTRO DE ARTES E EDUCAÇÃO FÍSICA DA PUC-SP

EQUIPE RESPONSÁVEL

Prof. Dr. Carol Kolyniak Filho

Prof. Ms. Ivo Ribeiro de Sá

Profa. Ms. Naira Neide Ciotti

Prof. Ms. Ricardo Augusto Haltenhoff Melani

Prof. Ricardo Robertes

Prof. Ms. Ronaldo Ferreira Negrão

Profa. Dra. Sandra de Camargo Rosa Mraz

Profa. Vera Cecília Achatkin

DOCUMENTO BÁSICO DO CENTRO DE ARTES E EDUCAÇÃO FÍSICA DA PUC-SP


origem institucional do centro
Em novembro de 2003, o Ministério da Educação, através da então Secretaria de Educação Infantil e Fundamental (SEIF), que, em 2004, viria a mudar a sua denominação para Secretaria de Educação Básica (SEB), publicou o Edital nº 01/2003-SEIF/MEC. Nesse edital, o referido órgão tornou público ...que estará recebendo propostas de universidades brasileiras que possuam ou tenham interesse em construir centros de formação continuada, desenvolvimento de tecnologia e prestação de serviços para as redes públicas de ensino, visando a integração da Rede Nacional de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação (Rede), constituída no âmbito do Sistema Nacional de Certificação e Formação Continuada de Professores da Educação Básica ... (os negritos são do texto do edital).

Nos termos do item 1.3 do Edital 01/2003, são considerados “centros de pesquisa e desenvolvimento da educação”, doravante simplesmente centros, qualquer órgão ou unidade existente ou que venha a ser constituído no âmbito de uma universidade brasileira, independentemente de sua denominação e formato institucional (centro, núcleo, instituto, laboratório, grupo etc), desde que se dediquem ao desenvolvimento de programas de formação continuada de professores ou gestores e ao desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços para as redes públicas de ensino, em uma ou mais áreas referidas no item 1.7 deste Edital. O item 1.7 do Edital relaciona 5 áreas de especialidade: (a) Alfabetização e Linguagem, (b) Educação Matemática e Científica, (c) Ensino de Ciências Humanas e Sociais, (d) Artes e Educação Física, (e) Gestão e Avaliação da Educação.

O mesmo edital definiu, em seu item 1.9, as ações que seriam apoiadas pelo MEC e que, portanto, deveriam nortear os projetos a serem apresentados por universidades interessadas em compor a Rede. Essas ações estão descritas da seguinte forma:


  1. Desenvolvimento de programas e cursos de formação continuada de professores e gestores para as redes de educação infantil e fundamental, à distância e semipresenciais, incluindo a elaboração de material didático para a formação docente (livros, vídeos, softwares).

  2. Desenvolvimento de projetos de formação de tutores para os programas e cursos de formação continuada.

  3. Desenvolvimento de tecnologia educacional para o ensino fundamental e a gestão de redes e unidades de educação pública.

  4. Associação a instituições de ensino superior e outras organizações para a oferta de programas de formação continuada e a implantação de novas tecnologias de ensino e gestão em unidades e redes de ensino.

Além de definir as ações que seriam apoiadas em convênios firmados com o MEC, o mesmo edital fixou, em seu item 2.6.2, três metas a serem alcançadas através de tais ações:

I – Associação com outras instituições, de modo que a cobertura potencial dos programas desenvolvidos no âmbito da Rede se amplie.

II – Atendimento efetivo a profissionais, unidades e redes de ensino por meio desses programas.

III – Elevação do percentual de certificação dos profissionais de educação.


Em conformidade com as disposições do referido edital, a PUC-SP apresentou, dentre outras, proposta para a criação de um centro na especialidade Artes e Educação Física. A proposta continha projetos de ações elaboradas por professores do Departamento de Educação Física e Esportes (Faculdade de Educação), do Departamento de Arte e do curso de Comunicação e Artes do Corpo (Faculdade de Comunicação e Filosofia). Esta proposta foi aprovada em 15/01/2004 e, após um período de reformulações (por solicitação e com orientação da SEB) e de tramitação junto ao MEC, foi firmado o convênio nº 019/2004-SEB/MEC, que tem por objeto a execução do plano de trabalho apresentado pela PUC-SP.

O convênio nº 019/2004-SEB/MEC tem vigência de agosto de 2004 a agosto de 2008, período em que o Centro de Artes e Educação Física contará com o apoio institucional do MEC, na forma de verbas específicas, acreditação de seus produtos e ações e divulgação do trabalho junto a redes públicas de Educação Infantil e Ensino Fundamental no território brasileiro.

A perspectiva assumida no projeto institucional do centro é de que o mesmo mantenha suas atividades após o encerramento do convênio, mesmo que o mesmo não seja prorrogado. Para tanto, espera-se que o centro ganhe autonomia financeira, através da efetiva realização das ações propostas no projeto.

justificativa do projeto e objetivos do centro


O projeto que foi aprovado pelo MEC contém uma justificativa, que consta do Anexo 5 do plano de trabalho, e vai transcrito a seguir.

“Dentre as mudanças que vêm ocorrendo na educação formal, no Brasil, a partir da lei 9394/96, encontram-se duas que têm justificado considerável demanda por formação continuada de professores: (a) a necessidade de basear a atividade das unidades escolares em projetos político-pedagógicos e (b) a obrigatoriedade da inclusão de alunos portadores de necessidades educativas especiais na rede de ensino regular.

O processo de discussão e elaboração de um projeto político pedagógico para cada unidade escolar, ainda que venha ocorrendo de formas muito diversas (tanto no que se refere ao envolvimento efetivo das equipes escolares e da comunidade, como no que respeita à abrangência e à profundidade das discussões e elaborações), tem evidenciado a necessidade de discutir e esclarecer o significado de cada um dos componentes do currículo escolar, assim como das relações entre os mesmos.

O processo de inclusão de alunos com necessidades educativas especiais na rede regular de ensino, por sua vez, vem trazendo à tona a insuficiência da formação inicial de professores para lidar com esses alunos. Esta insuficiência articula-se com as representações e as práticas sociais que ainda predominam, com relação aos assim chamados “deficientes”, as quais tendem a excluí-los do acesso aos bens culturais oferecidos aos alunos considerados “normais”.

As áreas de Artes e Educação Física, ainda que já façam parte do currículo do Ensino Fundamental há décadas, estão entre aquelas que, de modo geral, têm sido menos valorizadas no conjunto do currículo escolar. Essa valoração pode ser explicada por um conjunto de determinações históricas, sociais e culturais, as quais, no plano superestrutural, expressam-se em diferentes caracterizações ideológicas. A dicotomia entre trabalho mental e trabalho corporal, a concepção de que a arte é produto de dons inatos, a associação da arte exclusivamente com lazer e diletantismo e a idéia de que a Educação Física consiste apenas no adestramento do corpo são alguns exemplos de caracterizações ideológicas que, freqüentemente, estão na base do significado atribuído às áreas do currículo escolar de que estamos tratando.

Além de uma valoração baseada em concepções superficiais e equivocadas a respeito do seu significado e do seu potencial educativo, as áreas de Artes e Educação Física são, frequentemente, ministradas por professores que não tiveram a oportunidade de refletir com maior profundidade sobre os aspectos filosóficos, epistemológicos, históricos, sociais, culturais e pedagógicos que fundamentam uma compreensão e uma prática social mais qualificada. Isto é mais frequente entre os professores de Educação Infantil e os professores não especialistas que ministram aulas nas 4 séries iniciais do Ensino Fundamental. Tal situação acaba, muitas vezes, por limitar a apropriação dos conhecimentos que essas disciplinas podem oferecer, reduzindo-as a meros complementos de outras disciplinas, mantendo um círculo vicioso que tende a reforçar a sua desvalorização no currículo escolar.

Diante desse quadro e do potencial formativo que as áreas de Artes e Educação Física detêm, no que diz respeito à construção do sujeito histórico e de sua cidadania, uma das questões centrais para a qualificação dos projetos político-pedagógicos, em todo o Brasil, é a discussão do sentido que o ensino dessas disciplinas tem no conjunto do currículo escolar. Isto implica discutir, primeiramente, a especificidade do objeto de estudo dessas disciplinas, visto que o conteúdo e a metodologia de ensino ganham sentido na medida em que se articulam em torno de uma referência conceitual claramente definida. À luz de uma concepção clara do significado de Educação Física e de Artes como conteúdos da educação escolar, significado este produzido historicamente e em contínua elaboração, é possível construir uma grande variedade de conteúdos e estratégias que possibilitem ao alunado a apropriação de saberes construídos em nossa cultura e a abertura à criatividade e à inovação, em tudo o que diz respeito à expressão artística e à construção da motricidade.

O Centro de Artes e Educação Física da PUC-SP propõe a discussão sobre concepções e práticas pedagógicas nas áreas de Artes e Educação Física, através de cursos à distância e semi-presenciais, planejados de forma específica para as diferentes categorias de professores das redes públicas de ensino - professores de Educação Infantil, professores das 4 séries iniciais do Ensino Fundamental, professores especialistas de Educação Física e professores especialistas de Artes. Tais cursos serão adequados, também, à realidade cultural, social e econômica em que existe cada rede pública demandante dos serviços de formação continuada. Em todos os cursos serão abordadas as questões conceituais e metodológicas relativas à inclusão de alunos portadores de necessidades educativas especiais.

Para atingir esse escopo, o Centro de Artes e Educação Física da PUC-SP desenvolverá projetos básicos de cursos diversificados - e seus respectivos materiais didáticos -, que serão complementados e adequados (no que se refere a carga horária, conteúdo e metodologia) a cada rede pública demandante. Isto implica no envolvimento de outras instituições de ensino superior no processo de elaboração dessas adequações, através de parcerias que incorporarão a experiência de professores das diferentes regiões em que as ações do Centro forem desenvolvidas. O material básico produzido pelo Centro (módulos, cursos, vídeos, livros, cadernos técnicos) será o referencial articulador dos diferentes projetos específicos, fundamentando a certificação oferecida pela PUC-SP.”

Com base na justificativa acima, o Centro de Artes e Educação Física da PUC-SP tem como objetivos gerais:



  1. Desenvolver pesquisa, cursos, material didático e tecnologia educacional para formação continuada de professores das redes públicas brasileiras de Educação Infantil e Ensino Fundamental, nas áreas de Artes e Educação Física.

  2. Articular uma rede de instituições de ensino superior para a realização de cursos de formação continuada que atendam efetivamente professores das redes públicas de Educação Infantil e Ensino Fundamental, nas áreas de Artes e Educação Física.

ações previstas no projeto


Para atingir seus objetivos, o Centro desenvolverá uma série de ações, planejadas em conformidade com o disposto no Edital 01/2003-SEIF-MEC, elencadas no quadro abaixo:



TIPO

Nº AÇÃO

NOME

DESCRIÇÃO

INÍCIO

CONCLU-SÃO

1

1.1

Desenvolvimento de programas de formação para professores

Elaboração de programas básicos para formação continuada à distância e semipresencial, em Artes e Educação Física, com diferentes durações, para professores de Educação Infantil, séries iniciais do Ensino Fundamental e séries finais do Ensino Fundamental (professores especialistas)

10/2004

04/2005

1

1.2

Produção de material didático para professores

Elaboração de material didático para formação continuada de professores em Artes e Educação Física, incluindo livros, vídeos e CD-ROM

10/2004

04/2005

2

2.1

Desenvolvimento de programas de formação de tutores

Elaboração de projetos básicos para a formação de tutores para os programas de formação continuada de professores

10/2004

04/2005

2

2.2

Produção de material didático para tutores

Elaboração de material didático para formação de tutores, incluindo cadernos, vídeos e CD-ROM

10/2004

04/2005

3

3.1

Desenvolvimento de tecnologia educacional

Realização de estudos para o levantamento de necessidades de desenvolvimento de material e tecnologia adequados e de custo reduzido para o ensino em Artes e Educação Física, na educação infantil e no ensino fundamental

10/2004

04/2005

3

3.2

Celebração de convênios com empresas, universidades ou outras instituições

Celebração de acordos de parceria com empresas, universidades, institutos, ONGs e outras instituições que possam desenvolver materiais e equipamentos de baixo custo para o ensino em Artes e Educação Física

11/2004

04/2005

3

3.3

Desenvolvimento de tecnologia educacional

Criação de programas, ferramentas e páginas na Internet para viabilização de cursos à distância e semi-presen-ciais para professores de Artes e Educação Física e para a formação de tutores

12/2004

04/2006

4

4.1

Associação com outras IES

Celebração de acordos e convênios com Instituições de Ensino Superior para a oferta e implementação de programas de formação continuada de professores em Artes e Educação Física da rede pública de ensino em educação infantil e ensino fundamental

10/2004

04/2008

As ações constantes no quadro acima serão consubstanciadas em produtos específicos. Para explicitar as características das ações e produtos, em suas relações com os objetivos do Centro, passamos a fazer algumas considerações sobre os produtos que são esperados como resultado de cada ação:


OBJETIVO 1 - Desenvolver pesquisa, cursos, material didático e tecnologia educacional para formação continuada de professores das redes públicas brasileiras de Educação Infantil e Ensino Fundamental, nas áreas de Artes e Educação Física.
AÇÃO 1.1 – DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS DE FORMAÇÃO PARA PROFESSORES

Os programas de formação para professores serão desenvolvidos de modo que seja possível compor cursos com durações diversas, segundo as demandas e necessidades apresentadas pelas redes públicas que vierem a procurar os serviços do Centro. Para tanto, o conteúdo para composição dos cursos será caracterizado e definido segundo os seguintes critérios:

a)-Conteúdo fundamental para Artes: trata-se de conteúdo que deve estar presente em qualquer curso ou programa que venha a ser oferecido para professores de Educação Infantil ou de Ensino Fundamental, na área de Artes. Inclui os aspectos conceituais mais genéricos que caracterizam a inserção da Arte como conteúdo de currículos educacionais para o nível de escolarização em questão.

b)-Conteúdo fundamental para Educação Física: a caracterização acima, para a área da Educação Física.

c)-Conteúdo relativo à educação inclusiva: refere-se à discussão de princípios gerais que embasam a proposição da educação inclusiva e a elementos de reflexão para favorecer a instauração de uma atitude, por parte dos professores, que viabilize a ação educativa efetivamente inclusiva, frente aos alunos que necessitam de cuidados e atenção diferenciados.

d)-Conteúdo específico para Artes: inclui a especificação de objetivos, conteúdos e princípios metodológicos para o ensino de Artes da Educação Infantil e nas diferentes etapas do Ensino Fundamental.

e)-Conteúdo específico para Educação Física: a caracterização acima, para a área da Educação Física.

Uma vez construídas as propostas para as classes de conteúdo acima discriminadas, os cursos a serem oferecidos às redes poderão ser compostos da seguinte forma:

Produto 2.1.1.2 - Artes: conteúdos “a” e “c” fixos e conteúdo “d” variável conforme a demanda.

Produto 2.1.1.1 - Educação Física: conteúdos “b” e “c” fixos e conteúdo “e” variável conforme a demanda.

Além deste conteúdo construído pelo pessoal do Centro, cada curso terá um conteúdo mais específico, a ser definido de acordo com as peculiaridades regionais e locais em que se localiza a rede pública de ensino demandante dos serviços do Centro.

As propostas para o conteúdo construído pelo pessoal do Centro serão acompanhadas do material necessário para exposição: programas em PowerPoint, transparênciasl, figuras, roteiros para videoconferência e outros.


AÇÃO 1.2 – PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO PARA PROFESSORES

O material didático a ser produzido para utilização em cursos de formação continuada de professores inclui 3 linhas de produtos:

a)-Livros básicos de fundamentação: São livros que contém os pressupostos relativos aos conteúdos que estarão presentes obrigatoriamente em todos os cursos oferecidos pela rede articulada pelo Centro. Esses livros são:

Produto 1.1.2.1 – Livro de Educação Física. Esse livro tratará de 4 grandes temas: a Educação Física como área de conhecimento; a motricidade; relações entre motricidade, desenvolvimento e aprendizagem; princípios metodológicos gerais para a Educação Física na Educação Infantil e no Ensino Fundamental

Produto 1.1.2.2 – Livro de Artes. Esse livro tratará de 4 temas fundamentais: Arte, territórios e fronteiras; Processos criadores; O papel da arte e Ensinar-aprender arte, que tratará dos princípios metodológicos mais gerais para o ensino de Artes na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.

b)-Cadernos técnicos: São publicações periódicas que abordam conteúdos específicos para as áreas de Artes e Educação Física, aplicáveis à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental. Os cadernos serão organizados por temas, atendendo aos interesses e necessidades mais imediatos dos professores. Para a área de Educação Física, estão previstos cadernos sobre jogos e brincadeiras, atividades rítmicas e expressivas, esportes, lutas, conhecimentos sobre o corpo. Para a área de Artes, projetam-se cadernos que abordem literatura, artes cênicas, artes plásticas, cinema e fotografia, música. A ordem em que esses temas serão abordados dependerá de diagnóstico a ser elaborado pela equipe de professores do Centro. Os produtos relativos a esta linha são os de nº 1.1.2.6 a 1.1.2.13.

c)-Vídeos: Os vídeos destinam-se a subsidiar as atividades de ensino à distância e semi-presencial. Podem ser utilizados como recursos em sala de aula, por parte dos tutores, ou como parte de videoconferências. Serão produzidos com orientação técnico-pedagógica dos professores do Centro, que elaborarão roteiros em conjunto com o pessoal especializado em produção de vídeos, que vier a prestar serviços para o Centro. Está prevista a produção de 3 vídeos:

Produto 1.1.2.3 – Vídeo de Educação Física. O roteiro abordará a Educação Física como área de conhecimento e como componente da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, desenvolvendo os temas básicos também tratados no livro.

Produto 1.1.2.4 – Vídeo de Artes. O roteiro abordará o território das artes em sua multiplicidade e singularidade enquanto área de conhecimento e como componente da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, desenvolvendo os temas básicos também tratados no livro.

Produto 1.1.2.5 – Vídeo sobre inclusão. Este vídeo será produzido para utilização em cursos nas áreas de Artes e Educação Física e abordará a educação inclusiva em geral, destacando a problemática das relações sociais que se estabelecem sobre uma concepção estereotipada e acrítica da deficiência e do deficiente. Na base desta reflexão, o roteiro procurará salientar a importância de uma atitude adequada dos professores frente à questão da deficiência e da inclusão, como pressuposto para o avanço de práticas escolares que possibilitem um acesso efetivo de todos os alunos ao conhecimento que a escola pode oferecer. Adicionalmente, serão apresentados exemplos concretos de atividades e estratégias que podem propiciar a participação efetiva de alunos com diferentes dificuldades.


AÇÃO 2.1 – DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS DE FORMAÇÃO DE TUTORES

Paralelamente à elaboração dos cursos para professores, serão elaborados programas de formação de tutores, que devem dar suporte às atividades realizadas em cursos à distância e semipresenciais. Os cursos para tutores incluirão uma visão geral das condições de realização dos cursos para professores, aspectos didáticos para a condução e orientação dos trabalhos do grupo de professores, familiarização com o equipamento eletrônico e as respectivas ferramentas a serem utilizados e uma idéia geral da organização do conteúdo de cada área. Esses cursos terão uma parte comum a ambas as áreas e uma parte específica. Os respectivos produtos são os de nº 2.2.1.1 e 2.2.1.2.

Como parte do processo de formação de tutores, está prevista a realização de um encontro de tutores que já tenham sido preparados pelo Centro e que estejam atuando em cursos para professores. Desse encontro (produto 2.2.1.3) deve resultar um documento que sintetize a avaliação da experiência de tutoria em cursos e que apresente subsídios para o aprimoramento do processo de formação de tutores.
AÇÃO 2.2 – PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO PARA TUTORES

Para apoiar o programa de formação de tutores, serão produzidos:

Produto 1.2.2.1 – Caderno de orientação para tutores. Esta publicação reunirá os elementos do curso de preparação de tutores descritos na ação anterior.

Produto 1.2.2.2 – Vídeo para tutores. Este vídeo visa esclarecer os processos e princípios de operação de equipamentos e ferramentas a serem utilizados nos cursos de formação de professores. Além disto, possibilitará uma visualização da forma de atuação do tutor nas situações de ensino, discutindo aspectos didáticos dessa atividade.


AÇÃO 3.1 – DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL

Esta ação consiste na realização de estudos visando detectar necessidades de material didático nas áreas de Educação Física e Artes que não são atendidas satisfatoriamente pelos produtos disponíveis no mercado, principalmente devido ao seu alto custo.

Para possibilitar a busca de soluções para este problema, serão produzidos:

Produto 1.3.1.1 – Relatório técnico de Educação Física. Trata-se de um estudo sobre necessidades de material didático (equipamento e material de consumo) para o desenvolvimento de programas de ensino em Educação Física e de um levantamento da disponibilidade, das características técnicas e do custo desse material no mercado corrente. Finalizando o relatório, será elaborado um rol de equipamentos e implementos que devem ser planejados e desenvolvidos de modo a possibilitar sua produção a custo reduzido, com vistas a viabilizar sua aquisição por parte das redes públicas de ensino.

Produto 1.3.1.2 – Relatório técnico de Artes. Tem a mesma configuração do anterior, referindo-se à área de Artes.
AÇÃO 3.2 – CELEBRAÇÃO DE CONVÊNIOS COM EMPRESAS, UNIVERSIDADES OU OUTRAS INSTITUIÇÕES

Uma vez realizados os estudos relativos à ação 3.1, buscar-se-á a celebração de acordos de parceria com empresas, universidades, institutos, ONGs ou qualquer outra instituição que possa desenvolver materiais e equipamentos de baixo custo para utilização no ensino de Educação Física e Artes, nas redes públicas de Educação Infantil e Ensino Fundamental. A parceria consistirá no compromisso da instituição com o desenvolvimento de produtos que possam ser efetivamente utilizados, com segurança, conforto e eficácia, sendo a contrapartida do Centro a orientação técnico-pedagógica e o assessoramento na avaliação do produto. Esta ação estará consubstanciada nos seguintes produtos:

Produto 4.3.2.1 – Acordo de parceria para desenvolvimento de material didático para Educação Física.

Produto 4.3.2.2 – Acordo de parceria para desenvolvimento de material didático para Artes.


AÇÃO 3.3 – DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL

Esta ação está voltada para a elaboração de todo o instrumental tecnológico que possibilite a realização de cursos à distância para tutores e para professores das redes públicas de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Os produtos fundamentais que resultarão desta ação são:

Produto 3.3.3.1 – Programas, ferramentas e homepage do Centro. Trata-se de todo o conjunto de software necessário para o funcionamento dos programas específicos para oferecimento e realização dos cursos para monitores e professores, além da ambientação na Internet.

Produto 3.3.3.2 – Instrumentos de avaliação de programas e cursos. São programas e protocolos de avaliação a serem criados para acompanhar os programas e cursos efetivamente contratados por redes públicas.


OBJETIVO 2 - Articular uma rede de instituições de ensino superior para a realização de cursos de formação continuada que atendam efetivamente professores das redes públicas de Educação Infantil e Ensino Fundamental, nas áreas de Artes e Educação Física.
AÇÃO 4.1 – ASSOCIAÇÃO COM OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Esta ação consiste na realização de acordos ou convênios com Instituições de Ensino Superior para desenvolver e implementar cursos e programas de formação continuada à distância e semipresencial de professores das redes públicas de Educação Infantil e Ensino Fundamental, nas áreas de Artes e Educação Física.

No desenvolvimento e implementação dos cursos e programas, que atenderão efetivamente os professores das redes, as IES associadas ao Centro terão uma atuação fundamental. Não serão simples reprodutoras de cursos e programas previamente preparados, mas agentes no levantamento de diagnóstico de necessidades, na preparação de conteúdo específico e na produção de material didático (além daquele material fundamental já produzido pelo pessoal do Centro). Essa atuação das IES associadas, que se pretende que se tornem centros regionais de formação continuada, exige uma articulação cuidadosa com os princípios gerais propostos pelo Centro, cujo pessoal deve acompanhar todas as etapas de implementação dos cursos específicos.

concepções epistemológicas e metodológicas que fundamentam o projeto


A proposta de trabalho do Centro articula-se a partir de alguns pressupostos sobre o conhecimento, a aprendizagem, a instituição escolar e os campos específicos de conhecimento de sua especialidade – Artes e Educação Física. Esses pressupostos são apresentados a seguir, agrupados em tópicos.
Concepções sobre a aprendizagem e o processo de construção de conhecimento na instituição escolar
A compreensão dos processos de aprendizagem e construção de conhecimento que embasa as proposições do Centro tem como pressuposto um determinado enfoque do homem. Esse enfoque, embasado em elementos da Antropologia, da Psicologia sócio-histórica, das chamadas neurociências, das Ciências Sociais e da Filosofia, em grandes linhas, consiste em considerar o homem como ser histórico, social, produtor e produto de cultura. Em outras palavras, a especificidade do humano não decorre apenas de suas características biológicas (de seu genoma), depende de sua organização social (daí o caráter social do homem), que se deu e se dá em tempos, espaços e processos concretos (daí sua historicidade) e implica em produções materiais e simbólicas que são transmitidas entre gerações, sem se incorporarem ao genoma (daí o caráter cultural do homem).

Tendo como base esse enfoque do homem, assume-se que a capacidade humana de conhecer, caracterizada pela operação de representações psíquicas que se dão mesmo na ausência dos seus respectivos objetos, não é inata Assim, a capacidade de conhecer e o conhecimento constroem-se nas relações sociais, tanto no âmbito da espécie como na esfera individual. Portanto, o processo pelo qual um grupo social ou um dado indivíduo vêm a se tornar capazes de conhecer, assim como os conteúdos e as formas assumidas pelos seus conhecimentos, inscrevem-se em um processo histórico, demarcado em um universo cultural.

As relações sociais, assim como as construções do conhecimento, implicam processos de aprendizagem. Como organismo biológico, um indivíduo da espécie homo sapiens não nasce com um repertório de ações que lhe permita sobreviver de forma autônoma. As formas de interação com o meio que possibilitam a sua sobrevivência devem ser aprendidas, ou seja, construídas durante a vida extra-uterina, incluindo-se, nessas formas de interação, os modos de relacionamento com outros indivíduos que fazem parte do grupo social em que nasceu e ao qual pertence.

Na construção do humano, a comunicação entre indivíduos assume a forma de linguagem, entendida como capacidade de operar com sistemas simbólicos. Os processos de aprendizagem que diferenciam o ser humano de outros animais são mediados por sistemas simbólicos. Assim sendo, a construção da linguagem é um aspecto essencial na constituição do homem e do conhecimento.

No processo histórico de construção da linguagem e do conhecimento, o ser humano, em diferentes formações sócio-culturais, produziu formas simbólicas com características diversas – a arte, a ciência, a filosofia, o mito, a religião ... Essas formas têm em comum o seu caráter sígnico – configuram-se como sistemas de signos que possibilitam a representação do mundo e a comunicação. Não obstante, cada uma dessas formas simbólicas constitui uma linguagem com características próprias, que possibilita uma forma específica de apreensão do e de relação com o mundo.

A construção do conhecimento ocorre em diferentes situações de vida, em diferentes instâncias sociais, instâncias estas que foram e são formadas historicamente. Dentre as instâncias sociais que oportunizam construção de conhecimento, a escola destaca-se, na atualidade, pela sua difusão e por seu papel institucional. Uma das especificidades da instituição escolar é a sistematização do processo de construção do conhecimento. Essa sistematização implica tanto a organização dos conteúdos a serem apropriados pelos alunos como o ordenamento das mediações que o professor deve realizar para facilitar essa apropriação.

Os conhecimentos construídos na escola abrangem diferentes linguagens e tais linguagens, com especificidades que implicam para a apreensão da e para a ação sobre a realidade, têm, em princípio, o mesmo valor para uma formação abrangente do educando – abrangente no sentido de propiciar o desenvolvimento de todas as possibilidades construídas pelo gênero humano, em seu processo histórico. Assim, as linguagens da arte, da ciência, do mito, da religião, da filosofia, da matemática, etc devem ser igualmente valorizadas, sem que uma possa ser subsumida a outra. Cada forma de apreensão da realidade, de expressão e de interação tem seu próprio valor, irredutível que é a outras formas – a linguagem da arte, por exemplo, não pode ser reduzida à linguagem matemática, pois ambas expressam diferentes modos de conceber o mundo.

Finalmente, cabe considerar que o homem é uma totalidade complexa, cujas expressões têm sido estudadas e compreendidas de forma fragmentada devido ao processo de construção e sistematização do conhecimento científico. Essa forma de conhecer, fragmentando o objeto (no caso, o ser humano) para dele construir representações mais detalhadas e precisas, resultou em concepções que podem permanecer fragmentárias, caso se perca a noção de que o estudo de uma parte isolada não cria uma realidade objetiva autônoma. Assim, embora o homem tenha sido estudado como portador de diferentes capacidades, funções e possibilidades – cognição, afetividade, motricidade, características anátomo-fisiológicas, manifestações patológicas, formas de organização social, política, econômica, etc -, os seus processos de construção, inclusive de construção de conhecimento, sempre se manifestam como expressão de sua complexa totalidade. Sendo assim, os aspectos físicos, fisiológicos, psicológicos, motrícios 1, sociais, políticos, econômicos, culturais, e tudo o mais que se queira, estão presentes e envolvidos na aprendizagem e na construção de conhecimentos na escola.






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