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Título do Plano de Trabalho



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Título do Plano de Trabalho: A Institucionalização da Graduação em Ciência Política no Brasil: Identificação dos Cursos e o Perfil da formação Acadêmica dos Docentes que Lecionam na Graduação em Ciência Política, no Brasil

Nome do Bolsista: Waléria Rose Mendes Barros

Tipo de Bolsa: PIBIC/ UFPA
RESUMO DO RELATÓRIO ANTERIOR:

A pesquisa foi iniciada em agosto de 2015, os objetivos do seu plano de trabalho consistiam em: 1- Identificar os cursos de graduação em Ciência Política no Brasil. 2- Identificar o perfil dos docentes dos cursos de graduação em Ciência Politica. No primeiro relatório o primeiro objetivo foi plenamente realizado e o segundo parcialmente alcançado. O teor do relatório que ora apresentamos consiste no avanço da pesquisa referente ao segundo objetivo.

No relatório anterior informamos que, no tocante ao primeiro objetivo, 1- a Universidade de Brasília (UNB) foi a Instituição de Ensino Superior (IES) pioneira na autonomização da graduação em Ciência Política, quando em 1989 passou a ofertá-la regularmente.

Após 06 anos desta iniciativa outras IES criaram cursos de graduação em Ciência Política. 2- Em 1994 a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) implantou em Canoas/RS o curso de bacharelado em Ciência Política. Na sequência vieram os cursos implantados pelos (as) 3- Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), em 1997, Itajaí/SC. 4- Centro Universitário Internacional (UNINTER), 2000, Curitiba/PR. 5- Universidade de Fortaleza (UNIFOR), 2001, Fortaleza/CE. 6- Faculdade Capixaba da Serra, (MULTIVIX SERRA), 2005, Serra/ES. 7- Universidade do Distrito Federal (UNIDF), 2005, Brasília/DF. 8- Faculdade América Latina (FAL), 2006, Caxias do Sul/RS. 9- Faculdade Paraíso (FAP), 2008, São Gonçalo/RJ. 10- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), 2009, Recife/PE. 11- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO), 2009, Rio de Janeiro/RJ. 12- Fundação Universidade Federal do Pampa, (UNIPAMPA), 2009, São Borja/RS. 13- Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA), 2010, Foz do Iguaçu/PR. 14- Universidade Federal do Piauí (UFPI), 2010, Terezina/PI. 15- Em 2014 o Centro Universitário Internacional (UNINTER) passou a ofertar um curso na modalidade Educação à Distância (EAD), o implantado em 2000 é na modalidade presencial. 16- em 2016, a Associação Caruaruense de Ensino Superior e Técnico (ASCES) criou a sua graduação em Ciência Política. Portanto, até 2016 foram implantados 16 cursos de graduação em Ciência Política, sediados em 15 IES.

No tocante à localização dos cursos no território nacional, até 2014 07 cursos foram implantados na região sul (Canoas/RS; Itajaí/SC, Curitiba/PR, Caxias do Sul/RS, São Borja/RS, Foz do Iguaçu/PR, Curitiba/PR). Na região sudeste foram criados 03 cursos (Serra/ES, Rio de Janeiro/RJ, São Gonçalo/RJ). Na região nordeste 03 cursos (Fortaleza/CE, Recife/PE; Terezina/PI). Em 2016 nesta região foi criado um curso em Caruaru/PE. Na região centro oeste 02 cursos estão localizados em Brasília. O curso na modalidade a distância da UNINTER está disseminado em todas a regiões do território nacional. O Ministério da Educação (MEC) autorizou que esta IES ofertasse 1.500 vagas (http://emec.mec.gov.br/emec/consulta-cadastro/detalhamento).

O Rio Grande do Sul é o estado que mais tomou a iniciativa de ofertar a graduação presencial em Ciência Política (03 cursos) seguido por Santa Catarina e Paraná 02 cursos respectivamente. Nota-se que nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina todos os cursos não são ofertados nas suas capitais, denotando uma desconcentração espacial de cursos para o interior destes estados. O mesmo ocorreu na região sudeste, exceto para o curso da UNIRIO que está localizado na capital do Rio de Janeiro. No nordeste e centro oeste os cursos estão localizados nas capitais e recentemente em 2016 um curso foi instalado em Caruaru/PE.

Em suma, espacialmente no Brasil a oferta do ensino de graduação em Ciência Política está concentrada em poucos estados, não é uma experiência federalizada territorialmente e se faz mais no interior do país do que nas metrópoles. Este aspecto espacial difere muito do da pós-graduação em Ciência Política, pois nesta a maioria dos cursos são realizados nas capitais dos estados, havendo uma concentração destes cursos nas regiões sudeste e sul.

No relatório anterior foi destacado que das 16 iniciativas de autonomização da graduação em Ciência Política, 10 partiram de IES privadas com fins lucrativos (ULBRA, UNIVALE, UNINTER (presencial), UNIFOR, UNIDF, MULTIVIX SERRA, FAL, FAP, UNINTER (a distância), ASCES e 06 se deram em IES públicas federais (UNB, UFPE, UNIRIO, UNIPAMPA, UFPI, UNILA). Nas IES privadas a criação de cursos se manifestou mais intensamente no período de 1994 a 2008, com destaque para 2005, quando foram criados 03 cursos. A partir de 2014 a iniciativa das IES privadas é retomada. Neste ano A UNINTER passou a ofertar um curso na modalidade a distância e em 2016 a ASCES criou a sua graduação em Ciência Política, na modalidade presencial.

A parte a UNB, a iniciativa das IFES públicas federais é recente. Começou em 2009, quando ocorreram 03 iniciativas (UFPE, UNIRIO, UNIPAMPA) e duas em 2010 (UFPI, UNILA). Nota-se que depois de 2010 nenhuma IES pública propôs ofertar o curso, enquanto que a partir de 2014 as privadas retomaram a sua oferta. A temporalidade da criação dos cursos nos indica que, a parte a UNB, do aspecto quantitativo, a autonomização do ensino de graduação em Ciência Política no Brasil foi capitaneada pelas IES privadas. A iniciativa das IES públicas ocorreu significamente depois da iniciativa daquelas.

Foram necessários 16 anos de experiência nas IES privadas e 21 anos de experiência em uma IES pública (UNB) para IES públicas federais ofertarem a graduação específica em Ciência Política. De 2010 a 2014 foi extraordinária nas IES públicas federais a autonomização da graduação em Ciência Política.

Em quatro anos foram criados 05 cursos e daí em diante esta iniciativa foi estagnada. Nota-se que quando as IES públicas federais tomaram a iniciativa de autonomização da graduação em Ciência Política as IES privadas recrudesceram na criação deste curso. Porém, a partir de 2014 a retomaram pela oferta de 02 cursos: um curso a distância ofertado por uma IES privada (UNINTER) e experiente (dez anos) na oferta do curso na modalidade presencial. A novidade foi que em 2016 a ASCES passou a ofertar o curso de graduação em Ciência Política.

No tocante aos resultados parciais do segundo objetivo (Identificar o perfil dos docentes dos cursos), no relatório anterior apresentamos que a maioria dos docentes é do sexo masculino, 68,04%. As mulheres são minoria, 36.94%. Numa escala de 0 a 10 este percentual equivale a que 07 professores e 03 professoras lecionam nos cursos de graduação em Ciência Política. Em suma, é baixo o contingente de docentes por curso. Na média são 09 professores por curso.

Outra variável investigada foi o curso de graduação dos docentes. Notou-se 31.15% graduou-se em Ciências Sociais, 11,6% em Direito, 5,8%. Em Ciência Política são aproximadamente 8%; em História; 5,1%; em Economia; 4,3% em Comunicação Social. Letras e Pedagogia, 3,6% respectivamente.

No atual relatório serão apresentados resultados mais refinados do perfil da formação acadêmica dos docentes que no Brasil lecionam na graduação em Ciência Política.






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