Dirección de investigacióN / artículo académico violência escolar: apontamentos sobre as relacoes socias na escola


ATUAÇÃO PEDAGÓGICA EM PARCERIA COM A FAMILIA



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ATUAÇÃO PEDAGÓGICA EM PARCERIA COM A FAMILIA

As atividades desenvolvidas no âmbito escolar, encaradas como uma ação de caráter coletivo podem e devem ser realizadas a partir da participação conjunta e integrada dos membros de todos os segmentos da comunidade escolar. Para tanto, percebendo o espaço escolar quanto as necessidades sociais do indivíduo, faz-se necessário analisar conscientemente quanto a como torná-lo um sujeito participativo que saiba exercer sua cidadania e contribuir para um ambiente de realizações.

Neste caso, a gestão participativa dá às pessoas a oportunidade de controlar o próprio trabalho, sentirem-se autoras e responsáveis pelos seus resultados, construindo, portanto, sua autonomia. Ao mesmo tempo, segundo Libâneo (2004, p.43), “sentem-se parte orgânica da realidade e não apenas um simples instrumento para realizar objetivos institucionais”.

Mediante, portanto, a prática participativa, é possível superar o exercício do poder individual e de referência promovendo a construção do poder da competência, centrado na unidade social escolar como um todo. Para isso, entende-se que a gestão participativa deve priorizar aspectos do cotidiano escolar que promova um ambiente salutar para aprendizagem. Um ambiente motivador que enfoque as relações interpessoais de forma afetiva no combate a violência escolar.

As abordagens que se faz referente à gestão escolar participativa tem correspondido a área de atuação responsável por estabelecer o direcionamento e a mobilização capaz de sustentar e dinamizar o modo de ser e de fazer dos espaços escolares visando o objetivo comum que é a qualidade de ensino que preza por um ambiente favorável ao mesmo. No entanto, todos os esforços e investimentos feitos, não tem garantido êxito em solucionar os problemas que perpassam o âmbito escolar. Para Luck (2008, p.22), “a falta de consciência dessa interferência resulta em uma falta de consciência do poder de participação que todos têm”, e isso discorre em resultados negativos para a instituição de ensino de modo geral.

Referente aos casos de violência na escola, não se pode atribuir o fenômeno como originários do ambiente escolar, porém, as evidencias de crescimento dos desvios de comportamento tem sido cada vez mais comum nas instituições de ensino antes considerados apenas como mera indisciplina.

Há quem considere a violência uma característica contemporânea, que emana da evolução do homem, da globalização, da exclusão e dos diversos níveis sociais. E a fim de dar luz a resolução dessa causa tendo em vista, as exigências educativas da sociedade contemporânea que são crescentes e estão relacionadas às diferentes dimensões da vida das pessoas quanto ao trabalho, à participação social e política, à vida familiar e comunitária, às oportunidades de lazer e desenvolvimento cultural, torna-se relevante considerar o que nos diz Aquino (1996, p.105), que “a moral das ações não está no ato de o homem seguir as regras determinadas socialmente, mas no princípio subjacente a essas ações”, compreendendo que a chave mestra, dentre outras possibilidades, está na constituição do ser social a partir do seu primeiro contato, a família.

Para Aquino, a educação doméstica é uma continuação da herança social, o que não é transmitido por geração, é de um modo também quase sempre inconsciente através dos exemplos em ações cotidianas. Sendo assim, o sujeito praticante de atos violentos “age de acordo com o que o que considera certo, desconsiderando as regras sociais” (Aquino 1996, p. 106). E quanto a isso a participação da família, em especial, na escola que leva em conta o processo participativo, é de uma providencia de natureza fundamental.

Afinal, conhecer as diversas realidades vividas pelo indivíduo que demonstra desvio no comportamento advém em muitos casos desse ambiente familiar. Assim, faz-se necessário, tendo em vista que esse processo participativo não se dá de forma espontânea, de se preverem mecanismos institucionais que não apenas viabilizem, mas incentivem práticas participativas dentro da escola. E isto, constituiu-se em um verdadeiro desafio para comunidade escolar em vista da atitude demonstrada por muitos pais e responsáveis.

O descaso e a transferência de responsabilidade da educação familiar para escolar dificultam toda e qualquer pretensão de melhoria e resolução da problemática considerando que a relação do aluno com a escola apresenta múltiplas fases ao longo do caminho do indivíduo. Nesse contexto, a organização pedagógica da escola passa a ser o pilar essencial para o combate e a prevenção da violência escolar na busca de parcerias com a comunidade em incentivo direto a participação dos pais não reduzindo a mesma a reunião escolares para discussão do comportamento do educando e entrega de boletim.

A escola precisa ser vista pelos pais como espaço do crescimento e valorização do ser como um todo. Essa visão ofuscada que muitos implantam em seus filhos no qual remete o futuro profissional somente a escola, embora não seja equivocada, não se entende que deve ser encara como algo primordial. É claro que a formação escolar é responsável pela preparação para o trabalho, porém, o que não pode ser esquecido é a contribuição que o espaço escolar representa na formação social do indivíduo.

Outrossim, a extensão dessa problemática no que diz respeito a violência escolar é bem mais intrínseca do que se imagina. Não se trata de um combate só interno mas também exterior ao âmbito escolar. Felizmente, em muitas escolas, a comunidade escolar tem se organizado de forma efetiva e promovido ações afirmativas e preventivas no combate a violência, conscientizando nossos jovens de que é possível construir uma sociedade ética e pacifica com sujeitos ativos e conhecedores de seus direitos e deveres.






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