Dificuldade de aprendizagem escolar



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UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL

PRÓ- REITORIA DE PÓS – GRADUAÇÃO E PESQUISA

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA



INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM ESCOLAR
Trabalho de aula da disciplina Interveção

Psicopedagógica no C.ontexto da Instituição e da clínica

Professora: Siloe Perreira

COMUNIDADE 7


Andréa de Matos Hoffman

Elizabeth Teresinha Bonella Dalsochio

Jarciane Faber Melchior

Lorena Mugnol Bisleri

Rosi Maris da Rosa Fontanella

Tânia Maria da Silva



Caxias do Sul, Julho de 2010

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM ESCOLAR

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA JUSTIFICATIVA.


No início da psicopedagogia todas as dificuldades de aprendizagem eram tratadas como oriundas do aspecto físico, ou seja, de origem orgânica, em que, quem não aprendia, era porque tinha alguma patologia geralmente classificado como: imbecil, débil mental. No entanto, houve uma significativa mudança, de um sujeito doente passa a ser um sujeito com problemas para aprender, levando os pesquisadores a olhar o sujeito aprendente de maneira diferenciada, com capacidade para aprender, os quais levaram em conta: a cultura, a raça, a etnia, entre outros. Modificando assim, o papel do psicopedagogo, o qual se define em identificar qual a origem das dificuldades de aprendizagem, é investigar, é mediar, é orientar, é tentar sanar as dificuldades, pelas quais passa o sujeito aprendente. Bossa (2000) afirma que o campo de atuação da psicopedagogia não se refere apenas ao espaço físico de trabalho, mas também a forma como o psicopedagogo abordará e estudará seu objeto de estudo. Dependendo do foco e da forma como o objeto de estudo for abordado, assumirá características diferenciadas.

No campo clínico, o objeto de estudo será tratado de forma preventiva para eliminar déficit de aprendizagem e possível aparecimento de outros. O trabalho clínico não deixa de ser preventivo, pois a união desses dois focos de atuação, embasados num referencial teórico, implica numa reflexão constante sobre a relação de aplicação de diferentes teorias no campo da Psicopedagogia.

Como podemos constatar o trabalho psicopedagógico e de uma complexidade muito grande e de uma responsabilidade maior ainda, visto que é uma ciência subjetiva, pois cada caso é único sendo assim cada um terá um diagnóstico diferente assim como a intervenção.

Por isso, se fazem necessárias várias perguntas, indagações que por ventura vão surgindo durante as seções, as quais são de suma importância para a realização de uma intervenção adequada a cada caso ,seja na escola, seja na clínica. Qual o momento em que este sujeito deixou de aprender? Já que somos seres em constante aprendizado. O que pode promover neste sujeito o desejo de aprender? Que tipo de atividade torna o aprendizado significativo para este sujeito? Em que momento se torna possível uma intervenção, para que este sujeito realmente aprenda? São estas e muitas outras perguntas que devemos fazer. Conhecer esta é a palavra chave, pois aquele que conhece faz suas verdades. Como salienta BOSSA, apud LIMA (2003), “Ao psicopedagogo cabe saber como se constitui o sujeito, como este se transforma em suas diversas etapas de vida, quais os recursos de conhecimento de que ele dispõe e a forma pela qual produz conhecimento e aprende.” Levar o sujeito a auto conhecer-se, pois este faz transformações, levando-o a metacognição, ou seja,conhecer do próprio conhecer. Contudo se faz necessário esclarecer o qua significa aprendizagem na abordagem construtivista, esta é entendida como um processo de acomodação e assimilação em que o aluno modifica  a sua estrutura cognitiva interna na sua experiência pessoal. Nesta teoria o aluno é encarado como participante, aprendendo de uma forma que depende do seu estado cognitivo concreto. O conhecimento prévio,o interesse,a expectativa, e ritmo de aprendizagem são levados em conta nesta aprendizagem. Ela é entendida essencialmente como o processo de revisão, modificação e reorganização dos esquemas de conhecimento inicial do aluno e a construção de outros novos, e o ensino como um processo de ajuda prestado a esta atividade construtiva do aluno. O professor é encarado como um mediador entre os conteúdos e os alunos, cabendo-lhe organizar ambientes de aprendizagem estimulantes que facilitem esta construção cognitiva.

Com tudo para que o trabalho do psicopedagogo seja realizado com sucesso a família é de fundamental importância, segundo COMELLES(2000)é a primeira agente que educa e socializa uma criança.

Porem não se pode deixar de salientar a importância do jogo na intervenção psicopedagógica.


O jogo também pode ser muito importante para a psicopedagogia (Macedo,19992). Quando, por exemplo, alguém joga Damas, os conteúdos (tabuleiro, pedras brancas e pretas) são instrumentos para se estabelecerem inúmeras relações. Assim sendo, esse jogo propicia uma ênfase no aspecto da estrutura, da relação, da forma sobre o conteúdo...Asim sendo a psicopedagogia, que tem o jogo como um de seus instrumentos, poderia ser definida como uma forma de tratamento que resgata, prepara ou aprofunda, no presente, as condições para o trabalho escolar da criança, promovendo , igualmente, competências importantes para o seu trabalho profissional. (MACEDO,1997,p.149 e 153)

A ludicidade é parte das crianças é como se alimentar ninguém o poderá deixar de fazê-lo, assim é o ato de brincar, é intrínseco à todas as crianças, deste modo ela se desenvolve, aprende a se socializar, aprende a ter limites, aprendem a realidade na qual vivem e aprendam a viver em sociedade.

O presente estudo faz parte da disciplina de interveção psicopedagógica no contexto da instituição e da clínica da Universidade de Caxias do Sul, para tanto foi usado um estudo de caso, o qual será analisado com uma provável interveção, bem como terá hipóteses confirmadas ou não na interveção, com objetivos especificos do caso apresentado.

DADOS


Laura é uma menina de 8 anos que está na 2ª série , mas até o momento não consegue ler. Ela só começou a falar de uma forma que as outras pessoas pudessem entender a partir dos 4 anos. Ainda hoje tem problemas na pronúncia do “r” e de palavras com mais de três sílabas. Ela freqüentou a  Ed. Infantil desde os dois anos e meio e tem um irmão de 12 anos que nunca apresentou dificuldades de aprendizagem. Laura sempre teve estímulo para a leitura. Na escola que freqüenta avançou do 1º para o 2º ano mesmo sem ter atingido todos os objetivos.

 

A Laura diante dos problemas apresentados ainda não consegue compreender a linguagem escrita de uma forma lógica, para ela não associa muito bem as letras e fonemas, precisando realizar mais atividades fonológicas e com apoio de uma educadora especial, trabalhando seu cognitivo e intelectual, pois seu conhecimento ainda é abstrato, precisando de diversas atividades individuais e de significação para  destacar seu interesse em suas tarefas diárias.

Na questão relação escrita e linguagem, uma avaliação pode sugerir como se deve trabalhar  com sons e grafias, pois as vezes não consegue identificar cada som e separar esses conceitos  sem fazer as separações necessárias , entre as palavras. Os colegas são também uma parte muito importante nesse desenvolvimento, pois fazem com que se ajudam e buscam inovar nas suas experiências  permitindo uma melhor compreensão da sua aprendizagem.

Os problemas de aprendizagem estão ligados ao indivíduo como um todo, e o sintoma que emerge do processo de aprender coloca em cena a pessoa total, não existindo causas independentes, mas sim produtos de uma estrutura global. Assim também entram nesse contexto as demais NEE, cada qual na sua área e especilidade.  O ser humano é considerado como uma unidade complexa, pluridimensional, transversalizado pela afetividade e pelas relações vinculares. Por estar em relação é contextualizado, torna-se sujeito da construção de seu próprio saber.

O processo diagnóstico é uma fase muito importante para fazer a análise de como cada indivíduo com dificuldade de aprendizagem e com as demais NEE, para poder traçar os objetivos, os métodos e a avaliação. Neste processo a educadora especial vai investigar aquilo que está acontecendo para que o indivíduo não apresente o resultado esperado na sua aprendizagem, tendo como parâmetro suas capacidades (Weiss, 1992). Trata-se de uma pesquisa a ser realizada para que se possa dar um esclarecimento a uma queixa da família, da escola, do próprio indivíduo e de outro profissional, especificamente neste caso. Assim será possível traçar um plano de intervenção escolar ou psicopedagógica.

 

Compreendo o Diagnóstico baseado em conceitos que são fundamentais e complementares: o conceito do ser humano ( ficha de anamnese), do problema de aprendizagem (ficha de observação dos professores), e o problema neurológico e clínico ( médico neurologista), o problema psicológico (psicóloga), educadora especial.

 

Além do chamamento da escola como um todo, deve-se buscar o envolvimento da família na discussão e acompanhamento do trabalho a ser desenvolvido com  seus filhos, a fim de que esforços e sucessos sejam compartilhados. A  importância do papel que os pais podem desempenhar para o crescimento  educacional dos filhos quase nunca é considerada pela escola. Nesta Proposta,  as famílias devem ser incentivadas a participar e a recuperar a sua  competência educadora. Trata-se, então, do estabelecimento de uma nova  relação entre escola e família, transformando as baixas expectativas de parte a  parte, hoje existentes.  Por se acreditar que o quadro atual pode ser alterado.

HIPÓTESES

Cada criança progride e situa-se conforme seu próprio ritmo, o progresso da aquisição da fala da criança varia muito e por isso a razão desse comportamento.

O desenvolvimento normal de fala e de linguagem é um reflexo de função cerebral intacta. Atraso de fala ou de linguagem podem ser sintomas ou sinal de danos no processamento da informação.

O processamento auditivo faz parte do processo de comunicação que é uma das mais complexas funções do cérebro humano e a responsável por toda evolução intelectual da humanidade.

O tipo de exigência ou de expectativa, a qual a criança não tem como responder, pode torná-la insegura em relação à sua fala, o que pode agravar ou dificultar ainda mais a aprendizagem dos sons.

A criança pode criar, de si mesma, uma imagem negativa de falante e passar a evitar situações de comunicação, a fim de não expor suas dificuldades.

OBJETIVOS  E LINHAS QUE NORTEIAM UMA POSSÍVEL INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

·        Oportunizar situações que promovam o desaparecimento do sintoma;

·         Possibilitar à criança uma aprendizagem significativa no nível mais alto que as suas condições constitucionais e pessoais lhe permitam;

·        Elaborar situações didáticas que permitam a criança compreender as conexões entre a língua e a ortografia;

·        Encaminhar a criança a uma equipe multidisciplinar para ampliar o diagnóstico e auxiliar na intervenção das dificuldades de aprendizagem.

 

 

INTERVENÇÃO

Com base nos dados coletados e com a teoria subjacente decidimos colocar um modo diferenciado de intervenção primando pelo jogo, visto a importância do mesmo, a qual se julgou ser a melhor intervenção, visto se tratar de uma criança com 8 anos de idade de estarmos no meio do ano letivo.

Através do ato de brincar a criança pode desenvolver sua linguagem, na comunicação com o outro, descobrindo sua riqueza, podendo inventar histórias novas, sonhar acordado, pode transportar-se para o passado e o futuro, como desejar ser um profissional, como um engenheiro, uma professora.

Por que não usar esta energia, do ato de brincar na construção da leitura de da escrita, como é o caso da menina estudada.


O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento. (SANTOS,1997,p.12).
Valorizar a criatividade, deixar que crie regras para um bom andamento dos trabalhos, para se jogar um jogo, para tomar de decisões e para que desenvolva a autonomia, ajudar o paciente a conhecer-se como pessoa integrante de uma sociedade, e que, como todos, têm seu papel nela.

De acordo com Piaget 1998, “a primeira linguagem que a criança compreende é a linguagem do corpo, a linguagem da ação”. É através do corpo que a criança interage com o meio.

Já Wygotsky 1978, define o brinquedo como, “algo que preenche necessidades da criança, que significa entende-lo como algo que motiva para a ação”. Em toda fase do desenvolvimento, a criança tem desejos que não consegue realizar, deixando-a tensa. O autor se refere que para resolver esta tensão a criança em idade escolar envolve-se em um mundo de ilusão e imaginação, onde todos os seus desejos são realizados.

Através das brincadeiras é possível permitir a criança que esta identifique, classifique, agrupe, ordene, serie, simbolize, combine, além da estimulação, com tudo ainda proporciona que desenvolva a atenção, concentração. É através destes pode controlar e avaliar seus impulsos, e também adquire habilidades, conhece os objetos que manipula, tais como: a forma, o tamanho, a textura, a cor, as semelhanças e diferenças e possibilita o desenvolvimento da criatividade.

Atentem também para a qualidades brincadeiras e dos jogos propostos, no sentido de que, não é qualquer brincadeira ou atividade que promoverá o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e psicológicas, é preciso que o psicopedagogo tenha intencionalidade na sua proposta de intervenção.

REFERÊNCIAS:

.
BOSSA, N. A.



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