Diagnóstico de estilo de vida e produtividade: uma investigaçÃo em trabalhadores da industrias do oeste do estado do paraná



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2. MATERIAIS E MÉTODOS
2.1 ESTILO DE VIDA E SAÚDE

Segundo Nahas, 2001, estilo de vida é o modo individual de enfrentar os problemas vitais do dia-a-dia. Há dois componentes no estilo de vida: atitude, que é a predisposição para agir em resposta aos estímulos internos ou externos; e comportamento, que é a atividade observável em resposta aos estímulos internos e externos. O estilo de vida depende de vários fatores: 1) inatos; 2) hábitos (fatores pessoais adquiridos); 3) sociais; 4) ambientais; e 5) psicológicos. Assim como no caso da atitude, o estilo de vida é duradouro, mas em grande parte aprendido e não inato.

A revolução industrial e posteriormente a revolução tecnológica promoveram na sociedade moderna e contemporânea uma mudança radical de estilo de vida. Para Nahas, 2001, o estilo de vida ativo passou a ser considerado fundamental na promoção da saúde e redução da mortalidade por todas as causas”.

Esta afirmação é bastante pertinente na medida em que autores, como o próprio Nahas, 2001, afirmam que os maiores riscos à saúde e ao bem-estar das populações atuais residem no comportamento individual, resultante tanto das informações disponíveis como das barreiras sociais e particulares a cada grupo social.

E também, modernamente, não se entende saúde segundo Nahas, 2001, apenas como o estado de “ausência de doenças”. Nessa perspectiva mais holística, a saúde é considerada como uma condição humana com as dimensões física, social e psicológica caracterizadas num contínuo, com pólos positivo e negativo.

Quando levanta-se os fatores negativos do estilo de vida que afetam e desfavorecem nossa saúde, resta-nos o contentamento de que estes podem ser controlados, e, portanto são modificáveis. São eles: fumo, álcool, drogas, estresse, isolamento social, sedentarismo, esforços intensos ou repetitivos.

Há também, neste grupo, as doenças chamadas crônico-degenerativas ou crônico não-transmissíveis, como a hipertensão, a obesidade, o diabetes, o câncer e doenças cardiovasculares. Ainda segundo Nahas, estas patologias têm sido fortemente associadas ao estilo de vida negativo: alimentação inadequada, estresse elevado e inatividade física.

Propõe ainda uma estrutura conceitual, formada por seis dimensões. A primeira apresenta o Índice Global de Qualidade de vida relacionada com a Saúde. A segunda dimensão é a Função Física, e está dividida em: dificuldade com as atividades da vida diária e outros aspectos relacionados com o desempenho, autoconceito físico e a percepção relacionada à saúde. A terceira dimensão é o Estado e Sintomas Físicos, que se divide em: dor, fadiga, energia e sono. A Função Emocional é a quarta dimensão apontada e destaca a influência da depressão, ansiedade, raiva e hospitalidade, autoestima, sentimento e afeto. A quinta dimensão trata da Função Social, com destaque para dependência social, tempo para o lazer e o papel social no trabalho. A sexta e última dimensão é a Cognitiva, que destaca a memória, a atenção e a capacidade para decidir e resolver problemas.





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