Despachos no museu



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Despachos no museu: sabe-se lá o que vai acontecer...


Trata-se de liberar a vida lá onde ela é prisioneira, ou de tentar fazê-lo num combate incerto.

Gilles Deleuze e Félix Guattari1

Uma “instauração”2 é o que Tunga propõe para a parceria entre A Quietude da Terra e o Projeto Axé. Ela acontecerá na abertura da exposição no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Como vários outros artistas que participaram desta parceria, o material que Tunga escolhe para sua proposta, são objetos e substâncias extraídos do cotidiano da vida popular em Salvador. Entre os objetos, privilegia os de folha de Flandres, utensílios artesanais que imitam aqueles de alumínio fabricados industrialmente, e recriam à sua maneira no dia-a-dia das casas mais humildes, um certo cenário das casas abastadas. No interior de tambores de tamanhos variados, o artista colocará funis, raladores, assadeiras, batedores de clara, pás de pegar farinha ou açúcar em barracas de feira, lamparinas, fiofós, agulhas e fios. Acrescentará ainda, objetos de algodão: rolos e cotonetes, mas também limpadores de copo e garrafa, coadores de café, etc. E mais outros tantos apetrechos: luvas de borracha de operário, rabinhos de coelho e coisas quetais. Entre as substâncias, ceras, farinhas e ingredientes do gênero. Os meninos do Projeto Axé serão os protagonistas de sua instauração e é com este repertório familiar que eles farão obra.





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