Desafios do processo de capilarização da experiência gam autores



Baixar 10.86 Kb.
Encontro21.09.2018
Tamanho10.86 Kb.

Desafios do processo de capilarização da experiência GAM
Autores: Renata Louzada Mota de Oliveira, Ana Paula Schettino, Juliana Landim Lopes, Paula Marques Klier Monteiro, Roberto de Oliveira Preu (Orientador – UFF/RJ)
Resumo: O guia de Gestão Autônoma de Medicação (GAM) recontextualiza a noção de autonomia a partir das noções de codependência e cogestão. Cria-se um processo de capilarização de seu uso, em que a parceria com os trabalhadores se refaz. A GAM propõe a construção coletiva de cuidado, se legitimando como uma política pública de direitos humanos. Baseia-se no manejo cogestivo através da circulação da palavra no sentido de construir a equidade dos lugares de fala. Tem como instrumento o guia que norteia as discussões e ao mesmo tempo dispara outras questões que ultrapassam a temática da medicalização. O resultado proporcionado é a criação de um espaço de cuidado mútuo e produção de autonomia. Durante o processo ocorre a abertura de um campo de tensionamento que tem como efeito a busca por direitos, através da problematização de questões e atravessamentos pertinentes à relação médico/paciente, usuário/serviço, usuário/família e usuário/sociedade. O que emerge no grupo é a produção de uma reflexão sobre o serviço, a partir dos efeitos da GAM que tem por objetivo a construção de um sujeito político. As questões emergidas ultrapassam o grupo alcançando os demais trabalhadores e usuários.

Palavras-chave: GAM, autonomia, codependência, cogestão.
Introdução
O guia de Gestão Autônoma de Medicação (GAM) nasceu no Canadá, a partir da prosposta criada por associações de usuários de saúde mental, pautada na autonomia do cuidado. A GAM veio para o Brasil como uma porposta de pesquisa multicêntrica no sentido de adaptar a experiência canadense ao contexto e aos princípios da Reforma Psiquiátrica brasileira (ONOCKO CAMPOS et al, 2012). A marca de inovação da experiência brasileira é a de recontextualizar a noção de autonomia. Ao invés de se pensar a autonomia como independência, como sugerido na experiência canadense, formular esse conceito a partir das noções de codependência e cogestão (GUERINI, 2015). Superada a fase de recontextualização e validação do guia, inicia-se um processo de capilarização de seu uso, em que a parceria com os trabalhadores se refaz. Os trabalhadores passam a ser os proponentes da apresentação do projeto nos serviços e a universidade passa a se por no lugar de apoiadora. A GAM propõe a construção coletiva de cuidado, se legitimando como uma política pública para a produção da grupalidade, autonomia em cogestão e direitos humanos.
Método
A metodologia adotada pela GAM se baseia no manejo cogestivo através da circulação da palavra no sentido de construir a equidade dos lugares de fala. Tem como instrumento o guia que norteia as discussões e, ao mesmo tempo, que dispara outras questões que ultrapassam a temática da medicalização. Participam do grupo de intervenção com os usuários, além dos próprios, trabalhadoras do serviço e professor, pesquisadora e estudantes da Universidade Federal Fluminense. A intenção do grupo é que, durante o processo, que qualquer verticalidade seja superada proporcionando que todos os atores possam gerir o grupo, garantindo o protagonismo do usuário. A dinâmica do grupo se diferencia de grupos tradicionais porque produz, no decorrer do processo, a contração de grupalidade, que visa à legitimação do grupo e a construção de um ambiente acolhedor às demandas.
Resultados
Um dos resultados proporcionados pela GAM é a criação de um espaço de cuidado mútuo e a produção de autonomia, entendendo esse último conceito como um processo de construção de rede (co-dependência). Durante o processo ocorre a abertura de um campo de tensionamento que tem como efeito a busca por direitos, através da problematização de questões e atravessamentos pertinentes à relação médico/paciente, usuário/serviço, usuário/famíla, usuário/sociedade. Tais discussões proporcionam a construção de um sujeito ativo. Outro resultado surgido a partir do processo de contração é a contratação que, diferente do contrato (que antecede a relação), produz o efeito do processo de construção coletiva, podendo se renovar conforme a demanda trazida pelos atores.
Conclusões
O que emerge no grupo a partir dos efeitos do GAM é a produção de uma reflexão sobre o serviço que tem por objetivo a construção de um sujeito político. As questões emergidas ultrapassam o grupo, alcançando os demais trabalhadores e usuários.
Referências
GUERINI, Lorena Rodrigues. Da prescrição à tradução: apoio institucional e matricial a partir da Gestão Autônoma da Medicação. 2015. 204 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Departamento de Psicologia, 2015.
ONOCKO CAMPOS, R., PALOMBINI, A. L., SILVA, A. E., PASSOS, E., LEAL, E. M., SERPA, O. D., MARQUES, C., GONÇALVES, L, SANTOS, D., SURJUS, L., EMERICH, B., OTANARI, T. M. C., STEFANELO, S. Adaptação multicêntrica de um Guia para a Gestão Autônoma da Medicação. Interface (Botucatu.Impresso). , v.16, p.967 - 980, 2012.
Catálogo: resources -> anais
anais -> Caminhos do cuidado: um relato de experiência tatiana Matias Lopes1 Josué Adilson Cruz2
anais -> EducaçÃo permanente e estágio: desafios e reflexões isadora Rocha de Carvalho
anais -> Violência em um serviço de saúde especializado em álcool e outras drogas
anais -> Saúde Mental e Justiça: a construção de um espaço de acolhimento psicossocial
anais -> Potencialidades e fragilidades da/na formação do psicólogo para atuação na Saúde Mental Coletiva: Implicações para a Atenção Psicossocial”
anais -> O trilhar da militância: loucomotiva na construçÃo da saúde mental de sergipe
anais -> Construção de Identidade lgbt e a Moda: diálogos possíveis para promoção em saúde
anais -> Movimento dos trabalhadores (1978 -1985): em busca de autonomia e poder

Baixar 10.86 Kb.

Compartilhe com seus amigos:




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino fundamental
ensino médio
Processo seletivo
minas gerais
Conselho nacional
terapia intensiva
Curriculum vitae
oficial prefeitura
Boletim oficial
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
Poder judiciário
educaçÃo física
saúde conselho
assistência social
santa maria
Excelentíssimo senhor
Conselho regional
Atividade estruturada
ciências humanas
políticas públicas
outras providências
catarina prefeitura
ensino aprendizagem
secretaria municipal
Dispõe sobre
Conselho municipal
recursos humanos
Colégio estadual
consentimento livre
ResoluçÃo consepe
psicologia programa
ministério público
língua portuguesa
público federal
Corte interamericana