Departamento de filosofia



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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA

PROGRAMA DE GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

FILOSOFIA E ECONOMIA – FIL 5753 – 2014.1

PROF. DR. ALESSANDRO PINZANI
PLANO DE ENSINO
CONTEUDO TEMÁTICO
A disciplina Filosofia e economia pretende oferecer uma introdução à maneira na qual filósofos e pensadores teorizaram os fenômenos econômicos, com particular ênfase para textos clássico como Aristóteles, Adam Smith, Karl Marx ou Max Weber. Neste caso, serão analisados também escritos de Georg Simmel e Jürgen Habermas.
JUSTIFICATIVA
Entre as ciências sociais a economia seja talvez a que mais “esqueceu” suas origens filosóficas (as primeiras cátedras de economia foram cátedras de filosofia e filósofos de formação foram os primeiros teóricos da economia política no sec. XVIII). Nesta época, na qual nossa vida parece ser dominada por considerações de caráter econômico, é importante voltar a repensar a economia a partir de uma perspectiva filosófica. Os autores a serem analisados representam posições clássicas extremamente influentes no debate teórico-econômico.
CRONOGRAMA
DATAS CONTEUDO A SER TRABALHADO
18 MAR Introdução

25 MAR Aristóteles, Política I, 8-12

01 ABR Smith (I): Teoria dos sentimentos morais (Parte I, Seção I, cap. 1 e 2; Seção III, cap.

2 e 3) (MF: 7-15 e 59-77)

08 ABR Smith (II): O progresso natural da riqueza (III, 1); a divisão do trabalho e o dinheiro

(I, 1-4) (Econ. I, 373-377 e 65-86)

15 ABR Smith (III): Preços e salário (I, 5-8) (Econ. I, 87-135)

22 ABR Marx (I): A mercadoria (Livro I, cap. 1)

29 ABR Marx (II): Troca e dinheiro (Livro I, capp. 2 e 3)

06 MAI Marx (III): O capital (Livro I, cap. 4)

13 MAI Marx (IV): A mais-valia (Livro I, cap. 5)

20 MAI Prova 1

27 MAI Simmel (I): Psicologia do dinheiro pp. 21-39

03 JUN Simmel (II): Psicologia do dinheiro pp. 41-78

10 JUN Weber (I): O problema

17 JUN Jogo do Brasil

24 JUN Weber (II): Ascese e capitalismo I

01 JUL Habermas (I): Um modelo descritivo de capitalismo maduro

07 JUL Habermas (II): Capitalismo e crise

15 JUL Prova 2

22 JUL Recuperação
BIBLIOGRAFIA
Textos clássicos:

ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Martins Fontes

SMITH, Adam. Teoria dos sentimentos morais. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

SMITH, Adam. A riqueza das nações. Coleção Os Economistas. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

MARX, Karl. O capital

WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

SIMMEL, Georg. Psicologia do dinheiro. Lisboa: Texto & Grafia, 2009.

HABERMAS, Jürgen. Problemas de legitimação no capitalismo tardio. São Paulo: Editora da UNESP, 2014.


Comentadores:

BERMAN, Marshall. Tudo que é solido desmancha no ar. A aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

EVENSKY, Jerry. Adam Smith’s Moral Philosophy. A Historical and Contemporary Perspective on Markets, Law, Ethics, and Culture. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

FLEISCHACKER, Samuel. On Adam Smith’s “Wealth of Nations”. A Philosophical Companion. Princeton (NJ): Princeton University Press, 2004.

HARVEY, David. Para entender o Capital. São Paulo: Boitempo, 2013.

HEINRICH, Michael. An Introduction to the Three Volumes of Karl Marx’s Capital. New York: Monthly Review Press, 2012.

LIMA, Alexandre. Economia política em Aristóteles e a perspectiva de Marx. Tese de doutorado. Florianópolis: UFSC, 2011.

MEIKLE, Scott. Aristotle’s Economic Thought. Oxford: Clarendon Press, 1995.

ROSDOLSKY, Roman. Gênese e estrutura de O Capital de Karl Marx. Rio de Janeiro: Contraponto, 2001.

ROURKE, P. J. A Riqueza das Nações de Adam Smith. Uma biografia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

VANDERBERGHE Frédéric. Uma história filosófica da sociologia alemã. Alienação e Reificação. Vol. 1: Marx, Simmel, Weber e Lukács. São Paulo: Annablume, 2012.

WAIZBORT, Leopoldo. As aventuras de Georg Simmel. São Paulo: Editora 34, 2000.

FREQÜÊNCIA E AVALIAÇÕES


  1. A média final de aprovação em cada disciplina, nos cursos de graduação da UFSC, è de 5,75. Essa média é obtida somando-se o número total de pontos alcançados em todas as avaliações realizadas pelo professor, divididos pelo número de avaliações. Em cada atividade realizada para fins de avaliação (provas, trabalhos, seminários) os pontos obtidos variam de 0 a 10. Para ser aprovado na disciplina, o aluno deve alcançar um total de 11,50 pontos, somando-se as duas avaliações. Caso o aluno não alcance nota 5.75, será feita uma prova oral de recuperação. A avaliação acontecerá em forma de duas provas escritas que acontecerão em diferentes momentos ao longo do semestre, sem consulta, mas com base em perguntas cujo conteúdo será divulgado com antecedência.

  2. Os estudantes têm direito de faltar a, no máximo, 25% do total das aulas ao longo do semestre.

  3. Não são permitidas faltas injustificadas nos dias de provas. A falta a qualquer uma das duas provas implica em nota zero naquela atividade.

Florianópolis, 17 de março de 2014





Prof. Alessandro Pinzani


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