Dentro de sua temática particular, Pesquisas e práticas psicossociais



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Encontro23.05.2018
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Editorial





Dentro de sua temática particular, Pesquisas e práticas psicossociais fecha seu quinto ano de existência consolidando-se como um veículo de divulgação de temas relevantes para o campo dos processos psicossociais e sócio-educativos. Especialmente neste número, percebe-se como tônica, por parte dos autores, a necessidade do psicólogo repensar a sua prática social, colocando em cheque determinadas maneiras de ver os fatos da realidade, em prol de olhares que apontam para novas formas de existência, ao mesmo tempo em que desconstroem visões estigmatizantes acerca dos sujeitos pesquisados. Os artigos contemplam perspectivas diversas de intervenção psicossocial – clínica, histórico-cultural, crítica, psicossociológica, pesquisas qualitativas que elegem diferentes objetos, além dos ensaios teóricos.
Em Psicologia e Direitos Humanos: possibilidades e desafios dessa interlocução, Célio Garcia, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, coloca em discussão a dimensão universal das declarações de direitos humanos e a adoção de uma lógica na qual, com certa frequência, os predicados operam como significantes identificatórios com conotações negativas. Propõe uma clínica em que outras noções não universais nem subordinadas à lógica predicativa – coletivo e território – ajudam a lidar com os significantes sem transformá-los em emblemas identificatórios e permitem, sem contenção e sem hospitalização, formas novas de existência e novos usos de objetos de cultura, arte e sociabilidade.
Francisco Gilmário Rebouças, psicólogo comunitário, e Verônica Morais, professora da Universidade Federal do Ceará, ambos membros do NUCOM (Núcleo de Psicologia Comunitária), são os autores de Psicologia comunitária e psicologia histórico-cultural: análise e vivência da atividade comunitária pelo método dialógico-vivencial. No artigo, a abordagem microgenética de Vigotski é integrada ao arcabouço da Psicologia Comunitária. Os autores valem-se da postura de Góis como proposta de leitura da realidade e de transformação social na interação entre psicólogo e membro de uma comunidade. Utilizam círculo de cultura, grupo comunitário de produção, caminhada comunitária e mutirão como base para facilitar as transformações da vida cotidiana.
O artigo Relações afetuosas e solidárias: uma pesquisa intervenção apresenta a pesquisa participante realizada pelos membros do projeto Phenix junto a participantes do programa governamental Agente jovem. De acordo com as autoras (Angela Maria Pires Caniato, Renata Heller de Moura, Regina Perez Christofolli Abeche, professoras da Universidade Estadual de Maringá, Paraná; Daniele Fernanda Eckstein, Danieli Aparecida dos Santos, Emanoelle Fogaça Alves, Renata Reginato Ligeiro, Vanessa Alexandre da Costa, alunas do Curso de Psicologia da mesma universidade), a intervenção habilitou os adolescentes do programa a desenvolverem uma postura mais crítica e emancipatória.
Em Intervenção psicossociológica, método clínico, de pesquisa e de construção teórica, a autora, Marília Novais da Mata Machado, da Universidade Federal de São João Del Rei, define Psicossociologia e intervenção psicossociológica, apresentando uma história breve desses conceitos e das práticas clínicas, pesquisas e teorizações correlacionadas a eles. Escrevendo a partir das experiências desenvolvidas em Minas Gerais, acentua o caráter coletivo de produção do campo. Avalia a situação atual da Psicossociologia, aponta para o uso crescente da análise discursiva na sua prática e discute o estatuto científico do método.
Em A gente se vê por aqui? A recepção da novela Malhação pelos jovens, Inês Hennigen, professora da UFRGS, com base na perspectiva dos estudos culturais e foucaultianos, traz os resultados de pesquisa realizada com alunos da 8ª série de uma escola estadual gaúcha sobre a novela malhação, apresentada pela Rede Globo há mais de 15 anos. A autora mostra que os jovens são críticos em relação ao que é veiculado e discute esses achados à luz do desejo dos participantes de aprender sobre o seu momento de vida. Problematiza o modo de ser jovem-adolescente que ganha maior visibilidade na novela, apontando suas implicações afetivas, éticas e políticas a partir do que acontece via mídia.
No artigo Identidade das prostitutas em Belo Horizonte: as representações, as regras e os espaços, Letícia Cardoso Barreto e Marco Aurélio Máximo Prado, da Universidade Federal de Minas Gerais, discutem a prostituição como uma atividade que tem uma diversidade de lugares, práticas, regras e atores, criando diferentes possibilidades para a construção da identidade das prostitutas. Através de visitas às áreas de prostituição, onde foram feitas observações e entrevistas informais com prostitutas e informantes-chaves na cidade de Belo Horizonte, os autores oferecem uma descrição que permite um olhar menos estigmatizante sobre essa atividade, destacando como as identidades dessas trabalhadoras do sexo se constroem a partir das representações sobre a profissão e em função dos espaços onde essa se desenvolve.

Catálogo: portal2-repositorio -> File -> revistalapip -> volume5 n2
revistalapip -> Abandono e institucionalizaçÃo de crianças abandono e invisibilidade das crianças institucionalizadas
volume5 n2 -> Psicologia e Direitos Humanos: Possibilidades e desafios dessa interlocução
volume5 n2 -> O processo de desvinculação de um adolescente com a prática infracional, a partir do cumprimento de medida socioeducativa privativa de liberdade
volume5 n2 -> Psicologia Comunitária e Psicologia Histórico-Cultural: Análise e Vivência da Atividade Comunitária pelo Método Dialógico-Vivencial Community Psychology and Cultural-Historical Psychology
volume5 n2 -> Ppp livros Novos
volume5 n2 -> Intervenção psicossociológica, método clínico, de pesquisa e de construção teórica
volume5 n2 -> Identidade das prostitutas em Belo Horizonte: as representações, as regras e os espaços
volume5 n2 -> RelaçÕes afetuosas e solidárias
volume5 n2 -> Produtividade na pesquisa: alguns caminhos pouco trilhados
volume5 n2 -> Apaixonados pelo Infinito: Nise da Silveira, Contemporânea de Spinoza In Love with the Infinite: Nise da Silveira, Spinoza’s Contemporary


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