Defini’~ao de Reabili9



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PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO E ATENDIMENTO EM REABILITAÇÃO

  1. Introdução

Por muitos anos os padrões de cuidado com pacientes com doenças pulmonares incluíam inatividade e descanso. Os pacientes eram considerados receptores passivos de medicamentos. Entretanto, o Programa de Reabilitação Pulmonar (PRP) encoraja justamente o contrário – a volta à vida. Make (1986) sustentou que “depois de otimizar a medicação é possível produzir melhorias na DPOC grave com Reabilitação Pulmonar”.

A análise do custo-benefício tem sido investigada. Já se conhece a vantagem econômica da implantação de um PRP, uma vez que a reabilitação reduz o número de internações e proporciona condições ao retorno às atividades dos pacientes antes incapacitados e afastados de seus empregos.



  1. Reabilitação Pulmonar:

Conforme o I Consenso Brasileiro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) de 1999, Reabilitação Pulmonar é um programa multiprofissional de cuidados a pacientes com alteração respiratória crônica que é individualmente delineado e modelado para otimizar o desempenho físico, social e a autonomia, e também para diminuir a ansiedade, a depressão e a dependência de profissionais da saúde. É um programa de tratamento que visa devolver a independência do paciente com disfunção respiratória frente às atividades de vida diária, melhorando sua qualidade de vida.

É importante salientar que a limitação ao exercício, nesses pacientes, é eminentemente ventilatória, e secundária ao desequilíbrio entre diminuição da capacidade ventilatória e ao aumento da demanda ventilatória. Sabe-se por outro lado, que em pacientes com DPOC podem interferir diversos fatores que de algum modo contribuem para o desenvolvimento de limitação ao exercício: mecânica respiratória, função muscular respiratória, hipoxemia, dispnéia, sedentarismo, função cardíaca, acidose metabólica/respiratória, disfunção muscular de membros inferiores (MMII).

A maioria dos programas de reabilitação pulmonar tem uma duração de três a seis meses, com, três vezes por semana. O paciente deve ter uma avaliação integral no início e final do programa, para se avaliar a evolução da sua capacidade física e para a prescrição de um programa de manutenção domiciliar de exercício.

A Reabilitação Pulmonar baseia-se em exercícios aeróbicos, que condicionam o paciente, gerando diminuição da fadiga respiratória e da dispnéia, além de alongamentos e musculação leve. O Programa de Reabilitação Pulmonar com condicionamento aeróbico melhora a função cardiorrespiratória. O efeito do treinamento parece ser decorrente das alterações da capacidade aeróbia dos músculos esqueléticos locomotores, o que acarreta menor produção de ácido lático e, provavelmente, menor retroalimentação aferente dos músculos para estimular o aumento da ventilação. O objetivo global é aumentar sua capacidade funcional e diminuir o impacto da incapacidade sobre o individuo, sua família e a comunidade, favorecendo a reintegração do paciente à sociedade.

Estudos recentes têm demonstrado que os benefícios obtidos em termos de tolerância ao exercício e de qualidade de vida não são atribuídos a uma melhora nos parâmetros fisiológicos tais como: valores espirométricos, gasometria arterial e função pulmonar e cardiovascular. Como o processo patólogico é progressivo e irreversível nos pacientes com distúrbios pulmonares crônicos, a Reabilitação Pulmonar não é capaz de interfirir na deterioração progressiva da função pulmonar, no entanto pode melhorar a capacidade do paciente em realizar atividades cotidianas e a tolerância aos exercícios, atuando diretamente na melhora da qualidade de vida.

Ao vencer os limites impostos pela patologia, retornando inclusive a atividades de lazer, conseguimos romper um ciclo que teria tendência a se agravar cada vez mais. O paciente se sente mais capaz e supera o quadro de depressão, muito comum nesses casos.



Objetivos:


-aumento da capacidade física

-melhora da habilidade nas AVDs

-diminuir sintomas pulmonares

-diminuir o número de internações

-diminuir ansiedade e depressão


-melhorar habilidade no emprego

-melhorar qualidade de vida

-promover a integração dos pacientes

-redução do grau de dependência em relação aos cuidados médicos

- atitude positiva frente à doença


Seleção:

-Paciente não ser tabagista ou estar sem fumar há pelo menos 03 meses - o cigarro é o responsável por cerca de 90% dos casos da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), caracterizada por bronquite crônica e enfisema pulmonar em proporções variáveis.

- Devem estar estáveis do ponto de vista clínico

- Estar motivado a participar do programa.

- Estar livre de infecção pulmonar no momento de iniciar o programa.

- Não devem ter outra condição incapacitante que limite sua participação no programa

- Estar recebendo acompanhamento médico e ter liberação do mesmo para sua inclusão no programa.

-Apresentar exame de ergoespirometria, cujos dados permitem identificar o limiar anaeróbio e conhecer o valor de índices como VO2max ou pico, VCO2, VE por minuto, etc.

A Reabilitação Pulmonar (RP) é direcionada basicamente a pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), entretanto mais recentemente pacientes com asma perene e fibrose cística também têm se beneficiado pelo tratamento de RP.

Os pacientes com asma perene ou crônica sofrem de hiperinsulflação, aumento do tônus dos músculos respiratórios e limitação ao exercício. Pacientes com fibrose cística apresentam, precocemente, perda de massa muscular, pelas infecções de repetição e conseqüente diminuição da capacidade física.

Os pacientes com DPOC são os que mais se beneficiam, pois apresentam obstrução e destruição acinar, o que leva ao aumento do trabalho ventilatório e à fadiga da musculatura respiratória, resultando em uma diminuição da capacidade ventilatória. O desequilíbrio entre o aumento da necessidade ventilatória e a redução da capacidade respiratória levam a uma importante limitação do exercício por dispnéia. Essa dispnéia gera ansiedade e como o paciente não tem conseguido vencê-la, entra em depressão. Começa então um ciclo vicioso para a inatividade que precisa ser revertido.

A DPOC atinge 8 milhões de brasileiros. Em 1998, foi responsável por 40% das mortes por doenças respiratórias em pessoas acima de 40 anos.

A RP está indicada a todos os pacientes com pneumopatia que já estejam sob terapêutica adequada, mas que continuam apresentando dispnéia. Devem ainda estar estáveis do ponto de vista clínico de qualquer doença da qual possam ser portadores. Por fim, devem estar motivados e ter pleno conhecimento das dificuldades iniciais de adaptação aos exercícios. É essencial que assumam a RP como um instrumento que vai ajudá-los a recuperar muito do que a doença os privou de fazer, sabendo, entretanto que não se trata de uma terapia passiva, mas que seus benefícios terão que ser conquistados.



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