Deep Memory Process



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O Deep Memory Process (DMP)

e a Cura do Trauma

Dr. Roger Woolger, Ph. D.

O que são Memórias Profundas?

Cheryl era uma psicoterapeuta profissional jovem que assistiu a um de nossos seminários de Deep Memory Process (DMP) ou Processo de Memória Profunda. Ela era uma terapeuta muito capaz porém costumava ter debilitantes ataques de pânico quando precisava falar perante grupos. Até o terceiro dia do seminário ela evitara tal ansiedade com sucesso, cuidadosamente enterrando seu nariz no caderno e deliberadamente dizendo o mínimo possível. Contudo, o tópico da manhã era medo, e quando os exemplos abordaram a terror em situações de grupo, ela teve um ataque de ansiedade só em ouvir falar sobre o assunto. Sem qualquer solicitação, ela teve (flashback) um retrospecto de si mesma, uma garotinha de quatro entrou em sua mente e ela começou a tremer e a chorar baixinho. Alguém lhe ofereceu um lenço de papel e ela se encolheu envergonhada. O líder de grupo, Roger, sem ter percebido que o tema havia sido um “gatilho” para ela, convidou-a a falar sobre o que estava acontecendo. Ela se sentiu em evidência e mais envergonhada ainda; o refletor agora estava realmente sobre ela e seu pior medo. Mas corajosamente, quando o líder ofereceu, ela aproveitou a oportunidade para trabalhar.


Cheryl: Eu me vi em uma festa de Natal usando um vestido branco. A família inteira estava na sala. Eu não posso entrar. Estou aterrorizada. Todos estão me olhando. E meu ombro está doendo muito.
Roger: Feche os olhos e volte aos quatro anos de idade vestindo o vestido branco, momentos antes de adentrar a sala.
Cheryl: (tremendo e em lágrimas) Eu não posso. Eu não posso entrar. Estão todos me olhando. Eu odeio esse vestido branco. Por que eles querem que eu use? Estou morrendo de medo. Algo terrível vai acontecer. (Soluça profundamente)
Roger: (gentilmente ajudando-a a focar na imagem) Entre na sala. Atravesse a sala, isso não pode te fazer mal hoje.
Cheryl: Estou totalmente congelada. Estou na sala e estão todos dizendo – Que vestidinho lindo! Que gracinha! – Eu não consigo olhar pra eles. Estou com tanta vergonha e pavor.
Roger: O que acontece?
Cheryl: Nada. De alguma forma me sinto melhor. Não tem a ver com eles. Era aquela porta, e o vestido.
Roger: Volte de novo para o momento mais assustador, logo antes de você passar pela porta. Isso mesmo. Sinta o medo. Respire o medo. Permita que uma imagem de algo terrível surja na contagem de três. Um, dois, três!
Cheryl: (quase gritando) Por favor, me ajude, é uma multidão. Eles estão gritando pra mim lá de cima. Sou uma mulher madura de vestido branco. É Roma. Eles vão nos matar. Aai! Um leão! Meu braço! Não estou mais lá. Estou acima, vendo tudo lá embaixo (ela pega o braço e dobra-se sobre ele com dor; ela chora, a dor começa a diminuir e ela sente alívio. Após vários minutos de choro ela consegue falar de novo.) Me vi como uma Cristã. Eles estavam nos empurrando para a arena. Uma arena romana. É por isso que odeio vestidos brancos e grupos barulhentos. Graças a Deus que acabou.
Esta transcrição, parte de uma sessão mais longa, é um exemplo de como camadas de imagens de “memórias profundas” vivem na mente inconsciente até que sejam “gatilhadas” por determinadas situações com muita carga. Também demonstra como o guiar cuidadoso desse tipo de psicodrama pode permitir que essas cenas congeladas tomem vida e possibilitem profundas catarse e liberações somáticas.





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