Danielle carvalho ramos


em função dos mimos excessivos



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em função dos mimos excessivos”.

37 Ainda sobre isso, enfatiza Lacan (1962-1963/2005, p. 191): “[...] é justamente do lado real, numa primeira aproximação, que temos de procurar, da angústia, aquilo que não engana”.

38 “O complexo do desmame fixa no psiquismo a relação da alimentação, sob o modo parasitário que as necessidades dos primeiros meses de vida do homem exigem, ele representa a forma primordial da imago materna” (LACAN, 1938/2002, p. 22). Lacan (1938/2002, p. 22) refere-se a este complexo como “o mais primitivo do desenvolvimento psíquico” e do qual surgem os seguintes.

39 Esta ilusão da continuidade intra-uterina, favorecida pela amamentação, parece remeter ao que Lacan (1962-1963/2005) aborda sobre a função original da mama. Dizendo que a relação da criança com a mama é homóloga à relação da criança com a placenta, afirma que, “do mesmo modo que a placenta forma uma unidade com a criança, há, juntos, a criança e a mama” (LACAN, 1962-1963/2005, p. 256).

40 Soler (1997) também se refere à alienação como esse destino que o ser falante não pode evitar.

41 Em O seminário, livro 2, ao dizer que o eu é uma construção imaginária, Lacan (1954-1955/1985) lembra que o aderir pura e simplesmente ao imaginário é também o que se traduz na loucura.

42 Lacan (1962-1963/2005) marca o quão necessária é uma certa distância do espelho.

43 Trata-se da solidificação da primeira dupla de significantes, não havendo então um intervalo entre S1 e S2. Tal solidez inviabiliza a divisão do sujeito (LACAN, 1964/2008).

44 É aí, nessa fantasia de devoramento, que ele nos diz estar a origem da fobia (LACAN, 1956-1957/1995).

45 Lacan (1960-1961/1992, p. 219) diz que “[...] o sujeito não pode satisfazer a demanda do Outro senão rebaixando-o – fazendo deste Outro o objeto de seu desejo”. O sujeito só satisfaz a demanda do Outro, fazendo-o objeto de seu desejo, rebaixando-o, pois.

46 Ao discorrer sobre esse ideal da maternidade, Badinter (1985) lembra que no século XVIII e especialmente no século XIX vê-se o elogio às mulheres lactantes e a exaltação de sua particular beleza. Lacan (1972-1973/2008) fala de uma outra satisfação, no nível do inconsciente, que se baseia na linguagem, dizendo que, dessa outra satisfação, o gozo depende, e que ela surge de universais, a saber: do Bem, do Verdadeiro, do Belo. No ideal da boa mãe que amamenta não estaria a síntese dessas três grandes universais? O verdadeiro amor materno é bom, é belo. Ademais, Freud (1930 [1929]/1996, p. 100) já havia dito que “[...] a beleza, a limpeza e a ordem ocupam uma posição especial entre as exigências da civilização”. Parece-me que tais são as exigências que, de muitos modos, presentes se fazem no discurso do aleitamento.

47 Ainda sobre modos de mãe fálica, nesse deixar cair, Lacan (1962-1963/2005, p. 137) refere-se a um exemplo da tragédia grega, onde “[...] a mais profunda queixa de Electra em relação a Clitemnestra é que, um dia, ela a deixou escorregar de seus braços”.

48 Aquela que havia deixado, de seus braços, a filha cair.

49 Ou “objetalidade”, como “um pathos de corte”, aparece em oposição ao termo objetividade em O seminário, livro 10 (LACAN, 1962-1963/2005, p. 236-237).

50 O próprio Lacan (1962-1963/2005, p. 132), em seu O seminário, livro 10, nos esclarece quanto a esse batismo.

51 Esse é momento em que Lacan (1962-1963/2005, p. 205) também fala do vaso e do vazio, vaso que em torno do vazio se constrói; “[...] no vaso há tudo. O vaso basta”, ele diz.

52 No que tange ao objeto a em sua multiplicidade, Lacan (1962-1963/2005, p. 137) refere-se ainda ao supereu como uma das formas desse objeto, dizendo que o a “[...] pode ser, para o sujeito, o mais incômodo supereu”. Se o supereu e o ideal do eu se relacionam, quando o ideal só aumenta as exigências superegóicas, há, aqui, então possibilidades para também se pensar em articulações mais próximas entre o objeto a e o ideal.

53 Lacan (1962-1963/2005, p. 120) fala de uma “função do dejeto”, reveladora do objeto a em sua face deslustrada, sob a aparência “[...] do atirado aos cães, à imundície, à lata de lixo, ao rebotalho do objeto comum [...]”. Refere-o também como “objeto de corte”, articulando-o à etimologia da palavra anatomia – função de corte (LACAN, 1962-1963/2005, p. 243; 259).

54 Integra a série de quatorze pinturas de Francisco de Goya, denominada Pinturas Negras, as quais estão expostas no Museu do Prado, na Espanha. Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2012.
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