Danielle carvalho ramos



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o caminhar.

11 “Conceitualmente, a pesquisa teórica em psicanálise é aquela que pode ser realizada a partir do estudo de textos dos pensadores da psicanálise” (BASTOS, 2009, p. 17).

12 Lacan (1969-1970/1992) nomeia quatro discursos (universitário, do mestre, da histérica, e do analista), sendo cada um deles representado por uma fórmula, a qual contém quatro elementos (S1, S2, a, $) que, nela, se dispõem em diferentes lugares de acordo com o discurso. Essa disposição específica, além de denotar uma significação para o discurso que representa, indica também que, na medida em que os elementos são sempre os mesmos, a diferença entre os discursos concerne basicamente ao giro desses elementos na estrutura discursiva. À relação, ele acrescenta ainda o chamado discurso do capitalista.

13Este que não é o outro semelhante, mas aquilo que, apesar de anterior e exterior ao sujeito, o determina e do qual o sujeito depende (CHEMAMA, 1995). É um lugar simbólico que, além de remeter à linguagem e ao inconsciente, também pode remeter à lei (ROUDINESCO; PLON, 1998).

14Imprescindível pontuarmos que o discurso médico é um discurso não somente “proferido” pelos profissionais da medicina – aliás, não esqueçamos que, no posicionamento de alguns destes, nem mesmo vislumbramos tal discurso, se tomado como esse que exclui a subjetividade. Assim como giram os quatro discursos da teoria lacaniana, o discurso médico circula nas instituições de saúde, nas distintas vozes dos profissionais das mais diferentes áreas. Estar atento a isso, nos adverte de que não estamos isentos de, repentinamente, por esse saber, por esse dizer, por esse posicionar-se, sermos também enlaçados.

15 Disponível em: . Acesso em: 21 de jul. 2010.

16 Criada em 11 de dezembro de 1946, no âmbito do pós-guerra, a UNICEF teve como primeiros programas aqueles destinados à assistência de crianças na Europa, no Oriente Médio e na China. Presente no Brasil desde 1950, apoia e lidera campanhas de saúde, como a do aleitamento. Disponível em: . Acesso em: 21 de jul. 2010.

17 Em Além do princípio do prazer, Freud (1920/1996, p. 161) fala de um antigo objetivo da pulsão, que “[...] deve ser muito mais o de alcançar um estado antigo, um estado inicial, o qual algum dia o ser vivo deixou pra trás e ao qual deseja retornar mesmo tendo de passar por todos os desvios tortuosos do desenvolvimento”. Afirma que esse objetivo é a morte, na medida em que “o inanimado já existia antes do vivo”. Esse seria o primórdio, o arcaico buscado por essa “tendência orgânica” da pulsão de morte.

18 Freud (1920/1996) afirma que há na pulsão uma coação [Zwang] à repetição.

19 Refere-se à porção da pulsão destrutiva que ficou retida no organismo e que, com a ajuda da excitação sexual que a acompanha, “lá fica libidinalmente presa” (FREUD, 1920/1996, p. 181).

20 Freud (1921/1996) diz que tal laço mútuo é, na verdade, da ordem de uma identificação, na medida em que há, entre os membros de um grupo, uma qualidade comum referente ao laço com o líder, este que se encontra no lugar do ideal do ego (ideal do grupo) ou, como também afirma, do pai primevo. A implicação do ideal para esta discussão, retomarei mais a frente.

21 Nos Dez passos, é de fato o termo “norma” que aparece (passos 1 e 2), já denunciando, na própria escrita, o seu caráter normalizador.

22 Segundo Badinter (1985), Plutarco teria sido o primeiro a iniciar o movimento moralizante em favor da amamentação, já que, para que amamente, a natureza à mulher deu seios. Conforme a autora, esse movimento indicaria, contudo, que desde aquele tempo havia mulheres que resistiam em cumprir essa natural tarefa.

23 Isto porque, importante destacar, tal programa também traz seus benefícios, visto que as mães têm garantido, por seis meses (tempo de permanência no programa), o acompanhamento médico-pediátrico mensal aos seus bebês – o que, certamente, acaba por destacar-lhes ainda mais a atratividade do programa (e suas diretrizes).
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