Danielle carvalho ramos



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AGRADECIMENTOS
À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), cuja bolsa de financiamento tornou possível a dedicação a essa pesquisa.
A minha orientadora, Roseane Freitas Nicolau, com quem desde o estágio em clínica, na graduação, tenho tido a feliz possibilidade de caminhar. Pela transmissão, pela grande disponibilidade, pela “presença-ausência” necessária, pela valiosa liberdade e confiança com as quais, desde o início, me possibilitou seguir no percurso do estudo e da escrita. Pelos incontáveis ensinamentos que disso tudo decorre, carinhosamente, minha gratidão.
A Léa Martins Sales, por ter sido aquela que, apresentando-me à clínica mãe-bebê, de muitos modos me “falou” de psicanálise, dessa que, até então, me era uma quase desconhecida. Pelo zeloso e entusiasmante trabalho que realizou no contexto da maternidade.
Ao Prof. Mauricio Rodrigues de Souza, pelas indicações quanto às questões metodológicas e considerações feitas acerca do projeto em sua disciplina de Metodologia. Seus apontamentos foram de grande valia.
Ao Prof. Ernani Pinheiro Chaves, por integrar minha banca com pontuais considerações na qualificação. Por, em sala de aula, mediante suas provocações filosóficas, convidar seus alunos a descentrações. Delas, há efeitos aqui. Agradeço-o também pela sua atenção e disponibilidade com respeito aos trâmites referentes ao Programa Nacional de Cooperação Acadêmica – Novas Fronteiras (PROCAD-NF), de especial importância para o PPGP-UFPA, do qual, em 2012, tive a honrosa possibilidade de participar.
À Profª Isabel Fortes, por tão atenciosamente dar a nós, mestrandos “procadianos”, as boas-vindas ao Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da UFRJ. Às Profªs Anna Carolina Lo Bianco e Angélica Bastos, por me receberem em suas disciplinas e pelo que, a partir delas, pude acrescer, em discussão e em teoria, em meu projeto.
Ao Prof. Joel Birman, pela possibilidade de assistir as suas aulas no Instituto de Medicina Social da UERJ. Pelas preciosas contribuições na ocasião em que apresentei o meu projeto de dissertação. Aos colegas, pela escuta, questionamentos e sugestões.

Ao Prof. Marcus André Vieira, por gentilmente também me receber na disciplina ministrada no Programa de Pós-Graduação de Psicologia Clínica da PUC-Rio. Pela oportunidade de acompanhar de perto as tão instigantes discussões ali travadas. Por aceitar o convite para participar de minha banca e pelas valiosíssimas considerações feitas no momento da qualificação.


Aos colegas de mestrado do PPGP-UFPA que contribuíram com colocações, desde as discussões dos momentos propriamente acadêmicos, às falações de corredor, às conversas despretensiosas dos corridos almoços... Enfim, instantes em que, inegavelmente, sempre surgem coisas muito interessantes.
Aos companheiros pesquisadores do grupo de pesquisa Psicanálise, sintoma e instituição; a todos que por ele passaram e nele deixaram sua marca. Pelos estudos, pelas trocas, pelas produções em conjunto, pelo vivaz comprometimento com a psicanálise e com a pesquisa, e, decerto, pelas amizades que aí nasceram. Em especial, às três queridas parceiras de mestrado (e de orientação) Alcione Hummel, Roseane Madeiro e Vanusa Rego, por compartilharem mais de perto os bônus e ônus da vida acadêmica; por tornarem, na cumplicidade das “horinhas de descuido”, para além mesmo dos muros da universidade (ou margens do rio), esse trajeto mais leve, mais divertido.
Aos familiares que, de algum modo, se fizeram presentes nesse meu caminhar, sempre deixando falar da torcida. Dentre eles, convirjo o agradecimento à tia Maria, pela acolhida familiarmente carioca em minha breve temporada no Rio de Janeiro; pela profunda e sensível compreensão.
A minha irmã Eva, pelo grato presente do primeiro sobrinho; ao Vítor que, em seus poucos meses, já muito me diz; a minha irmã Débora, por, quase distraidamente, me ensinar a difícil arte de lidar com a radical diferença e, assim, também me fazer ver o quão encantador é o apesar de; a minha mãe Edna, por todo investimento, pelas não poucas renúncias, pelo apoio de cada dia, pela paciência esperançosa; aos dois “pequenos”, não mais comigo, que tão fielmente me acompanharam ao longo de quase todo o percurso.
A Deus, pela brisa de inspiração em tempos em que a mão emudece.

VOCÊ, VOCÊ
Que roupa você veste, que anéis?

Por quem você se troca?

Que bicho feroz são seus cabelos

Que a noite você solta?

De que é que você brinca?

Que horas você volta?



Seu beijo nos meus olhos, seus pés
Que o chão sequer não tocam
A seda a roçar no quarto escuro
E a réstia sob a porta
Onde é que você some?
Que horas você volta?

Quem é essa voz?
Que assombração
Seu corpo carrega?
Terá um capuz?
Será o ladrão?
Que horas você chega?

Me sopre novamente as canções
Com que você me engana
Que blusa você, com o seu cheiro
Deixou na minha cama?
Você, quando não dorme
Quem é que você chama?

Pra quem você tem olhos azuis
E com as manhãs remoça
E à noite, pra quem
Você é uma luz
Debaixo da porta?
No sonho de quem
Você vai e vem
Com os cabelos
Que você solta?
Que horas, me diga que horas, me diga
Que horas você volta?

(Guinga e Chico Buarque)

RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo teórico psicanalítico acerca do aleitamento materno exclusivo e suas implicações sobre o exercício da maternidade, sobre a relação mãe-bebê, tomando como eixo teórico principal os conceitos de gozo e angústia. Foi desde a escuta de mães inseridas em um programa de aleitamento materno exclusivo em um hospital-maternidade em Belém-PA que se acendeu a fagulha desta pesquisa, uma vez que ali saltou aos olhos o quão ambivalente pode ser o funcionamento materno no que concerne à amamentação, especialmente quando as mães estão submetidas a esse discurso da exclusividade do aleitamento – o qual preconiza que a mãe deve amamentar seu bebê unicamente através do seio-leite materno pelo menos até o sexto mês. Em suas falas apareceram diversos impasses e questões, mães divididas entre o saber médico, que traz um forte tom moralizante sobre a amamentação, e as dúvidas, inquietações e contrastes da experiência que vivenciam. Esse discurso que incentiva à amamentação, pautando-se em um ideal de maternidade – uma vez que estabelece, nas entrelinhas de suas diretrizes, que a boa mãe é aquela que amamenta –, ignora que a maternidade, a despeito de implicar prazer, é ainda atravessada por mal-estar, que a relação mãe-bebê é incisivamente marcada pela ambivalência. Essas dissonâncias subjetivas invariavelmente também ocupam seu lugar na experiência de amamentação, uma vez que o amamentar possui um gozo que lhe é próprio. Em um deixar-se absorver pelo abnegado ato de amamentar que anui ao ideal da boa mãe, há o favorecimento de uma excessiva e voraz relação entre mãe e filho, cuja síntese aparece no sintoma materno. É nesse ponto que o conceito de objeto a erige-se e ganha toda relevância na discussão, uma vez que, a partir dele, há a possibilidade de abordar os conceitos de gozo e angústia em uma mais estreita aproximação, especialmente no que concerne ao laço mãe-bebê diante da problemática do aleitamento materno.
Palavras-chave: Amamentação. Gozo. Angústia. Alienação. Ideal. Sintoma. Objeto a.




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