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CAPÍTULO 17 A LINGUAGEM DO CORPO



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CAPÍTULO 17
A LINGUAGEM DO CORPO
Alguém á sua frente cruza os descruza os braços, muda a posição do pé esquerdo ou vira as palmas das mãos para cima. Tudo isso são gestos inconscientes e que, por isso mesmo, se relaciona com o que se passa no íntimo das pessoas. Quer saber o que significam?”
Pierre Weil e Rolando Tompakow- O Corpo Fala-2004
Tipos perceptivos
Já vimos que a atividade psíquica que gera os nossos pensamentos e sentimentos transparece em nossa fisiologia. Testa enrugada, lábios contraídos, faces ruborizadas, músculos tensos, tremores nas pernas ou mãos, voz embargada, respiração curta, ofegante, sudorese, etc. todas essas manifestações físicas são repercussões visíveis de processos internos de intensa produção neurológica.

Um bom observador percebe a ocorrência desses processos através das “pistas” que uma pessoa apresenta em sua fisiologia. Esse é o segredo dos vendedores mais eficientes, dos grandes comunicadores, dos sedutores natos. Em PNL, essa técnica é utilizada para o estabelecimento de rapport no circuito de comunicação, ou seja, uma perfeita harmonia entre o emissor e o receptor da mensagem, imprescindível para a qualidade da interação.

Acompanhar um processo neurológico implica em desenvolver um grande poder de observação. Outrossim, é preciso manter uma redobrada atenção, não somente ao que pessoa diz, mas essencialmente à forma como ela se comporta.

A melhor informação que se pode obter acerca de uma pessoa é obtida através do seu comportamento. O que ela faz com o corpo quando está se comunicando, é o melhor ”dossiê” que se pode obter a respeito dela.

Se soubermos ouvir com atenção as palavras e a forma como as frases são pronunciadas teremos mais sucesso em estabelecer rapport com ela do que ouvindo sua voz; se ficarmos atento às suas posturas corporais, suas expressões faciais e outras manifestações fisiológicas externas, que ela apresenta quando está se comunicando conosco, então poderemos usar com proveito essas informações para manter uma boa comunicação com ela.


Se tivermos sucesso nessa tarefa é bem possível que consigamos identificar o sistema representacional que orienta o desenvolvimento do processo neurológico da pessoa (visual, auditivo ou sinestésico) e quais as submodalidades sensoriais que ela privilegia.

Esses cuidados são necessários, tendo em vista o fato de que as pessoas tendem a desenvolver esses processos neurológicos utilizando mais um determinado sistema representacional do que outro. E, conforme for essa utilização, haverá um destaque maior para esta ou aquela submodalidade sensorial.

Pessoas predominantemente visuais, por exemplo, preferem trabalhar com imagens; suas mentes precisam formar retratos muito nítidos das informações que recebem. Por isso, sua comunicação verbal é carregada de imagens visuais. Daí também o costume que elas têm, de falar de forma rápida, sem muito cuidado com o modo de expressar-se, pois o que importa, para eles, é a visão do assunto.

Gostam de usar metáforas, puxam muito para as figuras de linguagem, seus exemplos são sempre figurativos. Dão muita importância às cores, ao brilho, à forma de apresentação, à embalagem, à aparência. Seus olhos estão sempre muito atentos ao que passa no ambiente.

Os auditivos preocupam-se muito com o som. Suas vozes são mais pausadas, suas palavras mais pronunciadas, seus discursos mais elaborados. Tendem a utilizar verbos que lembram imagens sonoras como soar, tinir, ressoar, ouvir. São mais lentos para raciocinar, porque seus cérebros procuram decodificar as palavras antes de construir a imagem mental dos seus significados.

Normalmente eles constroem diálogos internos bastante intensos, por isso não é incomum encontrar uma pessoa muito auditiva falando sozinha ou fazendo movimentos labiais para acompanhar seus diálogos internos. Geralmente, fazem movimentos com a cabeça, denotando que sua atenção está voltada principalmente para o que dizem ou ouvem e não para o que acontece à sua volta. O auditivo tende a ser um distraído por natureza.

Os sinestésicos são mais lentos para compreender a linguagem falada, mas muito rápidos para responder à linguagem corporal. Certa vez quase entrei em conflito com um amigo meu somente pelo fato de eu ter desviado a minha atenção para outra coisa enquanto ele falava comigo.

A maneira de falar dos tipos sinestésicos costuma ser rápida e incisiva. Não gostam muito de comparações ou metáforas e quando as utilizam elas estão sempre vinculadas a elementos sensitivos, como pegar, agarrar, sentir, pesar, dimensionar, intensificar, cheirar, provar, movimentar, aquecer, esfriar, gostar, provar, manusear, etc. Eles sempre querem “sentir as coisas” para poder entendê-las. Buscam, de preferência, o toque, a sensação, o movimento e por isso tendem a emocionar-se com mais facilidade.

No geral, são pessoas meio impacientes, que querem “ir logo ao ponto”. Enquanto falam, ou escutam, seus corpos estão sempre em movimento, ora tocando em algo, ora buscando melhores posturas, etc. Os tipos “cabeça quente” são os sinestésicos mais comuns.

Dessa forma, é uma boa sabedoria aprender a linguagem do corpo, pois ele fala e fala muito, como bem mostrou o Dr. Pierre Weil no famoso “best-seller” que ele produziu juntamente com o cartunista Roland Tompakow.





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