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CAPÍTULO 15 FERRAMENTAS DE PNL



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CAPÍTULO 15
FERRAMENTAS DE PNL
A língua é ainda comparável a uma folha de papel; o pensamento é o rosto e o som o seu verso; não podemos recortar o rosto sem ao mesmo tempo recortar o verso”.

F. Saussure – Citado por S. Bouquet – Introdução à Leitura de Saussure - 1997


A “mente” da mente
Nosso inconsciente toma conta de nós. Ele é a sentinela que guarda o sistema nervoso autônomo e os nossos órgãos internos. Para executar essas funções, acumula uma vasta reserva de recursos que nós precisamos aprender a acessar para poder usá-los.

Porque boa parte do nosso organismo funciona automaticamente pensamos que a parcela relativa ao sistema nervoso autônomo está fora do nosso controle. Isso não é verdade. A prova disso é que muitas dessas ações inconscientes, não raras vezes são objetos da nossa censura. Quem nunca se recriminou por não ter sido capaz de reprimir um determinado impulso? Quem nunca fez alguma coisa (comer ou beber demais, agredir alguém, etc) e depois se arrependeu?

Nosso sistema nervoso apresenta uma dupla estrutura: a que se refere ao sistema nervoso central e a que é relativa ao sistema nervoso autônomo. Uma face do nosso inconsciente se refere ao que podemos chamar de inteligência do sistema nervoso autônomo. Essa inteligência é que mantêm o nosso coração batendo, nossos pulmões filtrando o ar, nossas funções neurais, hormonais, sexuais, etc.

Ela recebe informações do mundo exterior na forma de códigos neurolinguísticos (cor, temperatura, espessura, aroma, pressão, gravidade, equilíbrio, sons, paladares, etc.) através do sistema que chamamos de vestibular. Em resposta a essas informações, ela emite comandos apropriados a cada uma delas, tais como comer, respirar, relaxar, piscar, aquecer-se, movimentar-se etc.

Ela faz isso sem acionar o sistema de linguagem simbólica da mente. Quer dizer, não precisamos “pensar” conscientemente para fazer essas coisas.

Ativando os “arquivos” apropriados, onde estão guardadas essas informações, com imagens, sons, sentimentos “criados” pela mente consciente, é possível, pela técnica da hipnose, produzir uma concentração interna de

atenção que ativa automaticamente o sistema nervoso autônomo. Dessa forma é possível controlar a pressão sanguínea, a temperatura do corpo, a dor, a tensão nervosa, etc.

Existem informações que permanecem a nível subliminar, ou seja, a consciência não presta atenção nelas, mas as registra e valora sem fazer nenhum julgamento. São imagens e sons que estão além do que os nossos olhos e ouvidos podem ver e ouvir. É como se existisse uma mente dentro da mente que pode sobrepor informações umas às outras, trabalhando independentemente, mantendo-as desconhecidas da parte consciente. Assim, nós aprendemos coisas sem saber que aprendemos; isso é o mesmo que dizer: instalamos “programas” sem saber que instalamos.

Alguns tipos de informação são processados de forma inconsciente por essa mente dentro da mente: ordens peremptórias, mudanças de tom de voz, conotações, sugestões, pressuposições, gestos, posturas, movimentos de olhos, mudanças na coloração da pele, caretas, etc.

Essas informações são mensagens que captamos inconscientemente. São armazenadas em algum lugar do inconsciente e às vezes, sem que nos apercebamos disso, elas nos são apresentadas em sonhos, memórias repentinas, “iluminações”, alucinações etc. De repente, dentro de nossas mentes surgem cães latindo, barulho de água rolando, água de chuva que goteja, pessoas falando, etc.

Mesmo enquanto dormimos incorporamos tais informações como parte dos nossos sonhos. É exatamente nesses momentos de inconsciência, em que a mente não está exercendo o controle sobre o que entra nela que pegamos a maioria dos nossos “engramas”.43




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