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Linguagem de fundo e linguagem de superfície



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Linguagem de fundo e linguagem de superfície.
Na estrutura da linguagem existe naturalmente uma linguagem de fundo e uma linguagem de superfície. A linguagem de profundidade é aquela que corresponde à própria representação mental da experiência. A de superfície é aquela que é manifestada em elementos de comunicação. ( palavras, olhares, gestos, posturas, manifestações fisiológicas, etc.).

Como exemplo, tomemos a seguinte expressão: “A mulher comprou um par de sapatos.” Nesta sentença, na sua linguagem de profundidade, há um processo complexo que envolve uma série de relações que não são denunciadas na linguagem superficial. Essa mulher tem um nome, uma aparência, ela comprou um par de sapatos que tem uma cor, um modelo, um tamanho, há uma quantidade de dinheiro envolvida na transação, um vendedor com seu processo de persuasão, uma loja etc.

Esse processo, para ser traduzido em uma sentença, teve que ser desenvolvido em toda sua inteireza na mente de quem a formulou e nessa formulação todas essas relações tiveram que ser representadas. Todavia, a linguagem de superfície, quando as transformou em comunicação, omitiu, ou

cancelou certos aspectos da representação mental e o que veio à tona foi um relato incompleto e impreciso do que realmente foi pensado pelo emissor da sentença.

Se quisermos, realmente, estabelecer uma relação de melhor qualidade com o emissor dessa informação, teremos que viajar um pouco mais no mapa neurolingüístico dele para saber com quais elementos ele a instruiu.

Pesquisando certos aspectos da linguagem de superfície é possível recuperar a linguagem de fundo que ele usou para construir o processo. Em quem ele estava realmente pensando? Como era a mulher? Como se processou a ação? Onde as coisas se passaram? Todas essas informações são úteis e muitas vezes imprescindíveis para que possamos formar as nossas próprias representações mentais dessa experiência e dela emergir com conhecimento suficiente para dar uma resposta adequada.

Informações generalizadas, incompletas e omissas geram “programas” inadequados e pobres em opções de respostas. Por isso é preciso reorientar o processo interno que gerou a comunicação, ou seja, recuperar a linguagem de profundidade utilizada na composição do processo. Isso se faz remontando as generalizações, as omissões e os cancelamentos que a mente fez ao transpor a linguagem de profundidade para a linguagem de superfície. Essas deformações transparecem na estrutura lingüística usada pelas pessoas, na forma de ambigüidades e omissões, principalmente quando usamos sinônimos, índices referenciais, palavras processuais, pressuposições e outros padrões incompletos de modelo lingüístico.

Tomemos, por exemplo, as seguintes sentenças:


Se o homem não cuidou dos seus filhos não merece respeito. ( não cuidou dos filhos de quem? Dele ou dos seus?) – pressuposição com ambigüidade expressa.

Eles disseram que minha obra não tem qualidades (eles quem?) – sentença com falta de índice referencial.

Perdi a carteira da O A B. ( Pressupõe-se que eu sou advogado). Pressuposição com omissão de informação.
Os seguintes padrões de linguagem são aqueles que mais apresentam essas deformações. A forma de recompor o processo que os gerou é fazendo perguntas-desafio.






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