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CAPITULO 13 A TÉCNICA DA MODELAGEM



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CAPITULO 13
A TÉCNICA DA MODELAGEM
Todos nós sempre trazemos à superfície fatos importantes da história em nossa experiência particular, e realmente, podemos comprová-lo. Toda a história torna-se subjetiva; ou, em outras palavras, inexiste propriamente história, mas apenas biografia.”

Ralph Waldo Emerson- Ensaios



Modelando o sucesso
Modelar é aprender os segredos da excelência comportamental, através da duplicação das estratégias neurológicas das pessoas que já encontraram as respostas mais eficientes para enfrentar as situações que nos são postas como desafios.

Significa aprender o processo pelo qual elas geraram os comportamentos que as levaram a obter resultados que obtiveram e repeti-lo, de acordo com as nossas necessidades, o nosso contexto e os recursos que temos.

Para sabermos como uma pessoa chegou a um determinado resultado, precisamos primeiro descobrir a receita do seu sucesso; depois, se quisermos repeti-los, precisamos pesquisar se é isso mesmo que queremos e precisamos; se a receita do sucesso dela cabe em nosso contexto e se temos recursos para aplicá-la.

Isso quer dizer que temos que verificar se aquele comportamento, que para ela foi a melhor resposta, para nós também será. Em termos práticos, significa que temos que investigar o que, como, quanto, onde e em que ordem o modelo misturou os ingredientes, para obter aquele resultado.

Não é sem razão que a PNL é chamada de ciência da modelagem, ou ciência das estratégias, pois a sua principal ferramenta é o estudo dos processos pelos quais uma pessoa em particular conseguiu produzir a melhor resposta para um determinado problema, ou seja, como essa pessoa é capaz de exercer uma habilidade no limite máximo da excelência.

A primeira coisa a fazer em um bom processo de modelagem é identificar o modelo e a habilidade que se pretende modelar. Em seguida, procurar seguir as pistas neurológicas que ele apresenta em sua fisiologia, quando está gerando, internamente, as ações que sedimentam aquela àquela atuação tão hábil.


Essas pistas, chamadas pistas de acesso, transparecem nos movimentos dos olhos, na respiração, na postura corporal que ele adota, na linguagem que utiliza para se comunicar, etc.. Através dessas pistas de acesso é possível acessar seus sistemas representacionais, para ver que tipos de submodalidades ele utiliza e como ele as organiza para montar seus modelos internos de ação. ( ou “programas”, conforme os chamamos aqui).

Com essas informações e identificando quais são seus metaprogramas (padrões de orientação neurológica), suas crenças, valores, critérios de julgamento e valoração etc. e os níveis neurológicos em que suas ações são geradas, é possível reproduzir o processo que a faz ser tão eficaz.

Bandler e Grinder mostraram como essa estratégia funciona ao modelar os processos utilizados por Virginia Satir, Milton Erickson e Fritz Perls, famosos terapeutas que conseguiam resultados excepcionais em suas clínicas. Posteriormente, estudando os processos neurológicos de outros modelos que também foram muito eficientes no que faziam, tais como Walt Disney, Mozart, Aristóteles, etc., Robert B. Dilts e Todd A. Epstein demonstraram a possibilidade de transferência de aprendizagem desses processos através de um exercício de modelagem.41 .
Se conseguirmos eliciar todas as informações que faz com que uma pessoa atue com eficiência, seja em que atividade for, seremos capazes de compreender como o seu processo da excelência funcional é organizado. Para obtermos uma certeza de que esse é o mapa segundo o qual o modelo percorre o caminho da eficiência naquela habilidade, podemos testá-lo em um contra-exemplo, ou seja, em uma atividade onde ele não consegue obter resultados tão bons.

Podemos ter certeza de uma coisa: na situação em que o modelo não foi capaz de atuar com a habilidade desejada, os fatores neurológicos eliciados para a ação não foram os mesmos que ele usou quando foi bem sucedido. Não serão as mesmas submodalidades sensoriais que ele usou para montar suas representações mentais do processo bem sucedido, nem estarão presentes, em sua fisiologia, as mesmas posturas.

E se pesquisarmos mais um pouco, encontraremos também diferenças nas estratégias utilizadas e nas crenças e valores que sustentaram a geração do comportamento. E descobriremos também que o nível neurológico que gerou a ação não foi o mesmo.

Dificilmente a melhor resposta para um problema estará no mesmo nível neurológico em que ele foi gerado. Essa descoberta deve-se a Albert Einstein e reflete uma grande realidade. Não adianta procurar respostas para um problema no mesmo nível neurológico em que ele se apresenta. Se nos defrontarmos com um problema a nível de ambiente, a resposta para ele estará em um comportamento; por sua vez, a sua eficácia dependerá da habilidade com que exercermos esse comportamento.

A nossa habilidade, por sua vez, depende da nossa capacidade para exercê-la, e a nossa capacidade é determinada pelas nossas crenças e valores. A excelência das nossas crenças depende do quanto a nossa personalidade está inserida num contexto maior que vai além da nossa própria individualidade, pois uma única pessoa que realmente acredite na causa pela qual trabalha faz muito mais por ela do que cem que a adota somente por interesse pessoal.

E assim, o nosso cone neurológico vai sendo formatado com a mesma estrutura que a natureza montou para o processo evolutivo da vida: de baixo para cima, de maneira que os centros superiores vão sendo formados a partir dos centros inferiores e os centros superiores se desenvolvendo como necessidade de resolver os problemas que vão sendo postos pelos centros inferiores. Essa é a formidável corrente de feedback que alimenta o nosso sistema neurológico.

De outra forma, não haverá solução para uma questão que envolva o quando e onde agir se não envolvermos um dos níveis neurológicos hierarquicamente superiores. Até por que a noção do quando e onde envolve uma questão de tempo e espaço e essas são relações que se processam a nível de consciência, uma vez que envolvem abstrações que somente nesse nível superior de processamento podem ser elaboradas.

Isso significa que, se acharmos que não temos habilidade ou capacidade para encontrar uma resposta adequada para determinado problema, não adianta procurar a resposta a nível de ambiente ou de comportamento, porque a solução para a nossa incompetência estará a nível de crença, que é o mesmo que dizer de personalidade. Quer dizer: qualquer coisa que façamos estará destinada ao fracasso, por que simplesmente não acreditamos que seremos bem sucedidos.

Destarte, se tivermos um bloqueio a nível de personalidade, isso significa que existe uma crença nos atrapalhando. Assim, a solução para esse problema estará, certamente, no nível mais alto, que transcende para o espiritual. Por isso é que, muitas vezes, um padre, um pastor, um guia espiritual, tem mais sucesso ao lidar com esses entraves de personalidade do que um médico ou um terapeuta profissional que trata esses problemas no mesmo nível em que ele se manifesta.

Modelos
A modelagem é uma técnica de aprendizagem que encurta a etapa tentativa e erro. Ela nos dá uma visão diferente do conceito tradicional de aprendizagem, pois sugere que devemos assimilar primeiro o processo todo, para depois segmentá-lo em partes. E com essa segmentação fica mais fácil descobrir o que, como, onde, quando, quanto e em que ordem os elementos são arranjados para se obter o resultado.




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