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O motor do sucesso
Uma crença bem fundamentada proporciona direção e significado às nossas vidas. Agimos pelo que acreditamos, decidimos pelo que pensamos estar certo, falamos “ do que está cheio” o coração, como disse Jesus.

As crenças que uma pessoa adota podem se transformar no motor para o seu sucesso ou em uma condução bem segura para sua ruína.

Da mesma forma, uma crença inabalável na utilidade do produto é a técnica mais segura para fazer um grande vendedor. Também se pode dizer que uma crença bem fundamentada é a porta para a verdadeira excelência.

Elas ampliam ou limitam os horizontes da vida. Pessoas que acreditam que nunca conseguirão escapar do confinamento que suas miseráveis condições de nascimento lhes impuseram, certamente continuarão miseráveis pela vida toda, e transmitirão esses modelos limitadores para os filhos. É assim que o ciclo vicioso da pobreza continua e se amplia, à medida que mais e mais pessoas entram nesse processo.

Por outro lado, há aquelas que, mesmo tendo nascido em condições extremamente desfavoráveis, conseguem alçar-se desse meio e construir vidas bem sucedidas. Se analisarmos bem como isso pode acontecer, veremos que as pessoas que conseguiram superar as barreiras da exclusão social por suas próprias forças, são aquelas que desenvolveram crenças diferentes das que eram veiculadas nos ambientes onde foram criados. De alguma forma lhes foram comunicados diferentes códigos de acesso a possibilidades que seus pais, parentes e amigos não conheceram. Através desses códigos, desenvolveram outras crenças, que foram fundamentais para que elas adquirissem personalidades alegres, otimistas, entusiastas, enfim, todas as características que fazem uma pessoa ganhar eficiência na difícil arte de responder à vida. É graças a isso que elas conseguiram escapar da conformidade lastimosa do fracasso e atingiram uma qualidade de vida que seus amigos e parentes jamais sonharam obter.
São as crenças que adotamos na vida que nos levam a desenvolver estados internos ricos de recursos, capazes de dirigir nossas atitudes para a produção de bons resultados. Se você quiser realmente saber por que determinada pessoa é bem ou mal sucedida, procure descobrir no que ela efetivamente acredita. Você descobrirá que é o sistema de crenças que ela adotou que norteia todo seu comportamento e fundamenta sua capacidade de produzir bons resultados.

O sistema de crenças de uma pessoa é um poderoso motor que pode levá-lo onde ele quiser: ao céu ou ao inferno. Os crentes nas doutrinas do nazismo ou os adeptos das idéias de Jim Jones, por exemplo, foram conduzidos, em vida mesmos, ao mais pavoroso inferno. Já o sistema de crenças de uma Irmã Dulce ou de uma Madre Teresa de Calcutá, ou ainda de um Chico Xavier, por outro lado, fizeram com que eles realizassem obras maravilhosas, quase sem nenhum recurso material.

Por isso é muito importante escolher no que acreditar. Crenças que limitam fazem de seus adeptos pessoas limitadas. Crenças que fortalecem criam pessoas fortes, decididas, confiantes. Pense bem: uma pessoa que acredita que Deus odeia tanto a humanidade, a ponto de desejar acabar com ela afogando-a num dilúvio ou queimando-a viva num pavoroso inferno de fogo, terá realmente, qualquer motivação para lutar por uma vida melhor na terra? Certamente que não, e seria verdadeiramente paradoxal que isso pudesse ocorrer. Uma pessoa assim poderá, sim, dedicar a sua vida a “salvar” as almas para uma vida futura, mas nunca a empregaria para tentar melhorar esta. E maneira pela qual tentará realizar isso tanto poderá ser a de Jim Jones como a de São Francisco de Assis.

Quero deixar bem claro que eu não estou aqui julgando ou fazendo qualquer tipo de crítica a esta ou aquela crença. Aliás, acredito que todas estão certas, todas são verdadeiras e úteis, dependendo do contexto e da necessidade de cada crente, e dos resultados que ele obtém com ela.

Aliás, penso que nenhuma crença deve ser analisada do ponto de vista da verdade ou da mentira. A minha opinião é que elas devem ser vistas pelo prisma da utilidade. Uma pergunta interessante que eu costumo me fazer a respeito é a seguinte: o que de bom poderá acontecer se eu acreditar nisso ou não?
Porque vos amarrais a essa crença insana?”, disse, irritado, o Consul Arrius. “ Porque essa obstinação em pensar que a vida tem um propósito? O vosso Deus não pode ajudá-lo. Ele é tão falso quanto os ídolos de pedra para os quais eu rezo. Eu posso”.

Como?” perguntou, desconfiado, o escravo judeu.

Por ofício sou um homem de luta”, disse o Cônsul, “mas nas minhas atividades civis treino outros homens para lutar e vencer. Possuo alguns dos melhores gladiadores e aurigas de Roma. Quereis tornar-vos um deles?”

Para morrer como vosso escravo?”, perguntou o judeu..

É melhor do que morrer acorrentado aos remos de uma galera”,

respondeu o romano.

Eu espero em meu Deus”. “Ele não me manteve vivo até agora para me deixar morrer como um escravo, acorrentado ao remo de uma galera”, respondeu o judeu.

Incrível essa crença obstinada. Um homem sensato já teria perdido a esperança há muito tempo”.

Como vós já perdestes a vossa, não é, Cônsul?”

Diálogo extraído do romance Ben-Hur, de Lewis Wallace






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