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Ética Só pode haver auto-estima, orgulho, reconhecimento, mérito, respeito – alimentos que nutrem o nosso ego – com a existência de um meio social



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Ética
pode haver auto-estima, orgulho, reconhecimento, mérito, respeito – alimentos que nutrem o nosso ego – com a existência de um meio social.

Ética é a parte da filosofia que estuda os juízos de valor feitos pelo ser humano e a sua repercussão no comportamento da sociedade. Seria inadmissível que em um estudo destes, nós a deixássemos de fora como uma postura essencial a um praticante de PNL.

Quando aconselhamos as pessoas a adotarem posturas práticas perante a vida, como a de escolher o que é útil e o que dá resultado, por exemplo, isso não significa dizer que nessas escolhas não esteja presente o elemento ético.

Aliás, o que se espera de uma pessoa perfeitamente alinhada em todos os seus níveis neurológicos é exatamente uma postura ética e moral da mais alta qualidade, sendo essa qualidade uma conseqüência natural do refinamento de caráter, refinamento esse obtido pelo desenvolvimento da personalidade em níveis mais altos de processamento neurológico, que se atinge quando a nossa mente transcende de uma condição meramente biológica, orgânica, para uma esfera de interesses maiores, que é o nível que chamamos de espiritual.

A PNL, como sistema de aprendizagem da excelência comportamental, busca descobrir como isso pode ser feito e ensinado e ensinado às pessoas. Nesse sentido, são as experiências humanas bem sucedidas que são buscadas e modeladas para servirem de padrão de comportamento. Sucesso, aqui, é entendido como um resultado que modifica a experiência humana,

tornando-a mais qualitativa e eficiente para a satisfação das nossas expectativas. É, portanto, um conceito enredado em múltiplas relações, que envolvem não somente o bem estar da pessoa que o pratica, mas também o equilíbrio do ambiente no qual ele vive. Não deve ser entendido como um axioma do tipo “ o fim justifica os meios”, mas como uma fórmula de avaliar resultados.

Ética e moral podem ser considerados filtros purificadores da experiência humana, pois o resultado de um comportamento, por mais proveitoso que seja para o indivíduo, não terá alcançado o ideal que aqui se propaga se ele afrontar as crenças eleitas pelo grupo no qual o indivíduo se intera.

Nós não vivemos somente para nós mesmos. Se estivéssemos sozinhos no mundo, como um “Robinson Crusoé” posto na terra como único representante da espécie humana, certamente não haveria motivação para procurarmos colocar sempre mais qualidade nas nossas respostas. Todos os nossos comportamentos seriam regidos pelo instinto da sobrevivência e esta sendo atendida, nada mais nos incitaria a procurar um viver mais qualitativo.

Mas existe sempre “alguém” mais, para quem vivemos e praticamos os nossos atos. Aliás, penso mesmo que não há condição de existência para o chamado “ego humano” na ausência de socialização, na falta de alguém que nos “reconheça” de alguma forma. Ética e Moral são filtros que a sociedade desenvolve para purificar os comportamentos humanos e descontaminá-los dos vícios que as nossas idiossincrasias lhes colocam. Não podem ser negligenciadas por quem esteja buscando a melhor resposta para dar à vida.




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