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CAPÍTULO 7
POSTURAS PNL
“As pessoas formam famílias, tribos, sociedades, nações. Todas essas entidades – das moléculas aos seres humanos e destes aos sistemas sociais – podem ser considerados “todos” no sentido de serem estruturas integradas e também “partes’ de “todos” maiores, em níveis superiores de complexidade. De fato, veremos que “partes” e “todos”, num sentido absoluto, não existem.”

Fritjof Capra- O Tao da Física


Ecologia
Nada se faz no universo físico sem que o homem venha a sentir as conseqüências desse feito; por outro lado, tudo que ele faz causa impacto no sistema. Dessa forma, tudo interessa a todos, e o equilíbrio do sistema universal é uma tarefa de interesse coletivo.

Disso já sabiam os antigos filósofos hermetistas quando sustentavam a existência de uma unidade indissolúvel entre todas as coisas que existem no universo: “tudo que está dentro é igual ao que está fora, o que está em cima é igual ao que está em baixo”, diziam eles. Foi o pensamento cartesiano, com o seu materialismo dualista, sua exagerada preocupação pelo conteúdo do fenômeno em si, e não pelo que ele significa no contexto em que ocorre, que levou os homens de ciência a separar mente e corpo, como se ambos fossem duas realidades distintas que pudessem coexistir independentemente. Desprezando milênios de sabedoria, renegaram os ensinamentos dos grandes taumaturgos, que sempre sustentaram o caráter sistêmico do universo e a existência de uma relação entre os fenômenos que nele ocorrem.

O ser humano possui um organismo unificado, assim como o próprio universo é um animal único que não pode ser entendido por partes. Fisicamente, somos constituídos de “partes” interligadas, que são os nossos sistemas, respiratório, cardiovascular, linfático, reprodutor, excretor, etc. Esses sistemas são constituídos de órgãos e os órgãos por células, tudo isso ligado por uma extraordinária rede de relações e funções, de tal maneira que o que ocorre no ínfimo da intimidade celular – onde reside a informação primordial, – repercute no imenso da estrutura orgânica, que é a nossa fisiologia.
Também em relação à nossa estrutura mental podem ser identificadas inúmeras “partes” interligadas entre si, cada qual com sua função, muitas vezes parecendo antagônicas, mas nunca inúteis nem inimigas, sempre buscando, á sua maneira, o bem do organismo, razão pela qual podemos

dizer, a respeito das motivações humanas, que todo comportamento tem



uma intenção positiva para quem o executa, dado o contexto em que ele ocorre

Esse é um pressuposto PNL, mas também é uma constatação verificável empiricamente. Sempre que procuramos eliminar determinado comportamento, sem oferecer à sua “parte” geradora uma compensação neurológica, há um espécie de boicote por parte dela, o que faz com que o comportamento que se tenta eliminar seja reforçado, ou então “recompensado” por outro comportamento indesejável. Quem já tentou eliminar o hábito de fumar, por exemplo, é vítima constante desse “boicote” neurológico. Quando tem êxito na repressão ao uso do tabaco, passa a ter compulsão por doces ou por outro tipo de comida.

A PNL descobriu uma estratégia para solucionar tais conflitos imaginando uma “negociação entre partes”, para fins de convencer a “parte” geradora do comportamento de que não haverá eliminação, mas sim, substituição de comportamento, e que ela não perderá nada com isso. Mostramos como isso pode ser feito no exercício de “squash visual” das páginas 101/102..

A PNL respeita a ecologia do sistema neurológico partindo do princípio de que o organismo humano é um sistema, onde o que acontece em cada uma de suas partes repercute no todo. As religiões orientais, formidáveis pela postura ecológica que adotam em seus postulados, encarecem a necessidade de a mente aprender a “operar” no vazio para podermos, efetivamente, adquirir o verdadeiro conhecimento. A justificativa é que a mente, num estado desses, está trabalhando sem filtros, sem preconceitos, sem nenhum elemento de comparação ou categorização que possa isolar o objeto, separando-o do conjunto ao qual pertence.

Dessa forma desaparece para ela a fragmentação, as separações, os rótulos, as quantificações, as classificações e por fim, as posições pessoais que estão na base de todo preconceito. Só remanesce a unidade indissolúvel de todas as coisas e conseqüentemente, o processo que faz gerar o conhecimento pode ser visto em toda a sua integridade relacional. A realidade, assim, é absorvida como um todo e não apenas em suas partes e as informações que nos chegam do mundo exterior não são analisadas nem interpretadas à luz de filtros anteriormente adquiridos.

Tudo é novo, tudo merece ser admitido como possibilidade, tudo pode ser, a priori, possível e verdadeiro. Essa atitude tanto pode ser a de um praticante do budismo zen, quanto à de um adepto do cristianismo místico, para quem é preciso acreditar que tudo está em tudo e nada existe de forma independente no universo. Nesse estado de consciência, ela não presta atenção apenas ao que acontece à sua volta, mas “vê , ouve e sente” tudo que acontece no mundo. É como a mente do monge budista que pratica bem o seu Zazen.18





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