Dados internacionais de Catalogação na Publicação (cip)



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As pistas do sucesso



Todo padrão de conduta, ou exercício de qualquer habilidade desenvolve um “caminho” próprio dentro do sistema neurológico antes de tornar-se uma competência.

Um pintor que se acostuma a trabalhar com um determinado padrão de cor em suas pinturas tenderá a utilizar sempre aquele padrão em tudo que

pintar. Por ele os amantes da pintura e os especialistas da arte o reconhecerão. Assim também um poeta, um escritor, um músico ou qualquer outro artista ou profissional, em qualquer ofício ou arte, desenvolve um estilo que o identifica em relação ao seu trabalho

Os especialistas, quando topam com um trabalho de Picasso, uma escultura de Miró, um soneto de Fernando Pessoa, uma canção de Tom Jobim, logo os identificam pelo estilo, pela forma, pela cor, pelo brilho, pela sonoridade, pelo ritmo, etc. que a obra possui. É assim, também, que se reconhece o trabalho das pessoas que alcançaram picos máximos de excelência na atividade que escolheram.

Não é possível reconhecer o trabalho de um determinado mecânico, de um funileiro, um arquiteto ou um advogado? Certamente, pois eles seguem um padrão específico, uma estrutura de construção que nos faz perceber que aquela é obra de uma pessoa em particular. Como disse Emerson, o melhor barco é o seu construtor e o verdadeiro verso é poeta que o compôs.

Esse caminho é construído através de uma seqüência de conexões mentais, encadeadas sobre uma trilha de neurônios, que à medida que o padrão vai sendo repetido, aprofunda sempre mais essa trilha, fazendo com que o comportamento seja executado cada vez com mais automatismo. Assemelham-se a sulcos em uma estrada de terra, feitos pelas rodas de uma carroça que por lá passa, anos a fio. É essa trilha neural que responde pelos nossos padrões de conduta, seja para o bem (desenvolvimento das habilidades), seja para o mal ( formação de maus hábitos, aquisição de vícios etc.).

Essas trilhas são traçadas em função do modo como usamos as nossas submodalidades sensoriais. Já sabemos que a nossa mente escolhe determinadas cores, determinados padrões sonoros, certos parâmetros de reconhecimento espaço-temporal para compor as representações mentais que faz das experiências vividas e as organiza de certo modo, formatando uma estrutura toda particular. Mais ou menos cor em determinada imagem, mais ou menos brilho, maior ou menor intensidade sonora, imagem mais distante ou mais próxima, maior sensação de peso ou leveza maior, menor dimensão, esta ou aquela forma geométrica, etc.

É a composição adotada para a organização desses elementos dentro da nossa mente que nos dá “programas de ação” eficientes ou ineficientes. Dessa forma, podemos dizer que as ações bem sucedidas são construídas com informações estruturadas de maneira adequada, da mesma forma que

os resultados ruins são obtidos em conseqüência de uma organização mal feita nessa estrutura.

Daí sucede que pessoas acostumadas ao sucesso aprendem a organizar seus processos internos de certa forma e tendem a refleti-los em seus comportamentos externos. São as características desses comportamentos que podem ser identificadas e seguidas, como se fossem pistas para o sucesso. Aprender a seguir essas pistas é o que, em PNL, se chama modelagem.





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