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A intenção é sempre positiva



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A intenção é sempre positiva
A PNL trabalha com o pressuposto de que o que motiva o ser humano a fazer alguma coisa é uma perspectiva de sempre alcançar estágios mais altos de satisfação, a cada ação bem sucedida que realiza. Em outras palavras, queremos obter o prazer do sucesso e evitar a dor do fracasso.

Essa não é uma proposição descabida. Se alguém achasse que não iria se sentir melhor do que está em dado momento, que motivação teria para continuar procurando formas mais eficazes para fazer as coisas? Bastaria repetir sempre os mesmos comportamentos para obter os mesmos resultados e o mundo seria uma eterna repetição de eventos iguais e sucessivos, que só se modificaria para atender parâmetros de quantidade e nunca de qualidade. Mas o mundo não é assim. Sempre que algum acontecimento nos desloca de uma posição em que nos sentimos confortáveis, imediatamente o nosso organismo nos força a buscar outro ponto de equilíbrio. E o mundo é uma rede de relações, onde tudo está conectado a tudo. Sempre existe alguma coisa acontecendo no mundo.

O nosso sistema neurológico – compreendido pelo cérebro mais a rede neural – funciona como se fosse um sofisticado sistema cibernético, alimentado por uma corrente intermitente de informações, geradas pelas experiências que vivemos diariamente e alimentadas pelas respostas que damos em relação a elas. A premissa que fundamenta a atuação dos sistemas cibernéticos é a adaptação, aqui entendida como a emissão da melhor resposta, ou seja, aquela que melhor satisfaz as necessidades e os desejos do organismo.

Para o ser humano, todo comportamento é adaptativo, já que se destina a encontrar, entre as respostas que seu sistema neurológico pode gerar, aquela que melhor corresponda ao objetivo que ele quer alcançar. Assim sendo, a proposição segundo o qual a intenção contida em qualquer ação que realizamos é sempre positiva, seja qual o for o comportamento adotado pelo indivíduo, é uma verdade que se comprova a cada atitude que tomamos na vida. Isso significa que ninguém faz nada esperando de antemão obter dor, tristeza ou desconforto com as ações que realiza. O que se quer é exatamente evitar esses resultados. Nem mesmo um rematado estóico, que realmente acredite que a felicidade está em mortificar o corpo, ou em renegar as facilidades da vida, adota a filosofia da pobreza como um fim em si mesmo. Para ele, o sofrimento, o desapego aos bens materiais, são moedas com a quais pensa poder comprar a verdadeira felicidade. É, no caso, a melhor escolha que pode fazer, entre aquelas que ele tem, para obter o resultado que deseja.

É verdade que existem pessoas que “parecem” agir errado deliberadamente e atraem para si desgraças e sofrimentos, sempre escolhendo opções equivocadas de comportamento, (para os outros, mas não para elas). Agora, perguntem-lhes se eles reconhecem que erraram e você verá qual a resposta que elas lhe darão.

Assim, ninguém age com o intento premeditado de falhar ou causar dano a alguém pelo simples prazer de fazer o mal. O mal, nesse caso, é uma atitude que causa prejuízo, seja ao sujeito contra o qual ela é dirigida, ou à sociedade, ou ainda ao próprio executante, mas nunca é resultado de um plano mental deliberado cuja finalidade precípua seja obter o resultado que nós chamamos “mal”. É apenas a resposta que a pobreza neurológica do indivíduo conseguiu gerar naquele momento e para aquele contexto. Se ele tivesse outra opção de escolha, que melhor correspondesse aos objetivos que quer alcançar, ele certamente a escolheria.

Portanto, tudo que fazemos, fazemos com intenção positiva. Essa intenção é obter a maior satisfação possível com a resposta dada e nesse sentido, o que conseguimos são resultados, bons ou ruins, que são obtidos conforme a habilidade que colocamos na execução dos comportamentos, o contexto em que ele é praticado, e os objetivos que queremos atingir.




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