Dados internacionais de Catalogação na Publicação (cip)


Em PNL o axioma que afirma a inexistência da perfeição não é verdadeiro. A perfeição existe sim e ela ocorre quando se atinge o estado desejado



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Em PNL o axioma que afirma a inexistência da perfeição não é verdadeiro. A perfeição existe sim e ela ocorre quando se atinge o estado desejado. E o estado desejado é um limite que nós sempre podemos escolher. Isso não significa que esse limite seja estático e deva permanecer para sempre como medida de satisfação. Hoje, com sessenta anos de idade e o tipo de vida que eu levo, uma determinada quantidade de calorias me satisfaz, mas quando eu tinha vinte anos e realizava trabalhos que exigiam muito mais esforço do meu organismo, eu precisava consumir muito mais calorias.

No caso do desempenho humano isso é ainda mais relevante, pois o objetivo da aprendizagem é sempre superar a meta traçada anteriormente. Um livro pode ter muitas edições, e cada uma delas, um aperfeiçoamento pode ser feito. E isso vale para qualquer obra humana, pois nenhuma delas é perene, nenhuma delas é feita para ser eternamente modelada.

Dessa forma, o processo de aprendizagem passa a ser o deslocamento do ser humano entre dois pontos, que podem ser definidos como um estado atual de satisfação, onde uma meta foi atingida, para um estado futuro, ou outra meta, onde essa satisfação possa ser obtida em um grau maior.

Assim, podemos dizer que obter sucesso equivale a vencer a distância que nos separa entre o lugar onde estamos (o estado atual) e o lugar onde queremos chegar ( o estado desejado).

Quando obtemos sucesso em uma resposta dada, a pressuposição é que a operação foi coroada de êxito e o organismo aprendeu a executar o comportamento correto – ou encontrou a estratégia certa – para chegar a um resultado compensador. Significa dizer que ele aprendeu a responder com eficiência. Quando não obtemos sucesso na resposta dada, a pressuposição é que a estratégia utilizada para dar a resposta não foi adequada ao problema apresentado. Ou a natureza do problema não foi compreendida corretamente ( foi estruturado de forma equivocada em nossa mente) ou não soubemos eliciar os recursos adequados para gerar uma resposta eficiente.

Tudo isso faz parte do processo segundo o qual nosso sistema neurológico trabalha para compreender o mundo e dar as respostas que ele requisi- ta de nós. Os psicólogos americanos Miller, Galanter e Priban (Os Planos e a Estrutura do Comportamento – 1960), deram o nome de TOTS a esse processo, (Teste – Operação –Teste – Saída), iniciais do esquema por eles elaborado para demonstrar como o organismo opera na tarefa de aprender a responder. Esse esquema sugere que o objetivo de uma operação de aprendizagem é descobrir qual é a forma mais eficiente para se chegar ao estado desejado.

Resumidamente, seria como se o organismo sentisse necessidade de atingir determinado resultado ( Teste) e para isso tivesse que empreender

uma “ação” (Operação). Obtido o resultado, é feita uma “verificação”, que consiste em “medir” a satisfação obtida, (Teste); se a satisfação não atinge um determinado nível, satisfatório para o organismo, conclui-se que o resultado não foi atingido. Em conseqüência, promove-se nova tentativa, alterando-se o procedimento; se o resultado foi atingido, a satisfação foi obtida, a aprendizagem é considerada concluída e o organismo sai em busca de novas experiências. (Saída).

Em outras palavras, trata-se sempre de aprender a aprender.


ESTADO ATUAL

(TESTE)


Necessidades

Desejos


Aspirações

ESTADO DESEJADO

(OPERAÇÃO)

Ações

Atitudes


Comportamentos



(TESTE)

Não satisfatório



(TESTE)
Satisfatório

( SAÍDA)
Aprendizagem

concluída


Figura 2




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