Dados internacionais de Catalogação na Publicação (cip)



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Ajuste as submodalidades
A maior parte dos nosso dos nossos “programas” é instalada em nosso sistema neurológico de forma inconsciente. Crenças, critérios de julgamento, conceitos, hábitos de consumo, etc. são padrões de processamento neurológico induzidos por hábeis “programadores”. Comumente os encontramos entre os nossos pais, professores, amigos, lideres religiosos, profissionais de mídia, artistas etc. Alguns desses “programas”, se pudéssemos escolhê-los conscientemente, certamente recusaríamos.

Como os nossos “programas” são instalados através de resumos lingüísticos que a mente faz das informações recebidas e estes dependem da forma como estruturamos as submodalidades sensoriais sobre as quais eles se apóiam, é importante aprender a trabalhar com esses “blocos de construção” de pensamentos para podermos exercer algum controle sobre os “programas” que instalamos em nosso sistema neurológico.

Ajuste de submodalidades é uma ferramenta muito eficaz para modificar o significado das representações internas que fazemos das nossas experiências. Sabendo como realizar esse ajuste, poderemos eliciar motivação para fazer as coisas que queremos fazer, ou deixar de fazer aquelas que gostaríamos de não fazer. Em outras palavras, é possível alavancar comportamentos positivos e evitar os negativos.

A mente costuma figurar as sensações boas através de certas submodalidades e as desagradáveis através de outras. Se soubermos identificar a forma e a seqüência que ela usa na montagem desse esquema neurolingüístico, seremos capazes de influir o funcionamento do processo que regula as nossas emoções.

Imagine o poder que isso representa. É o mesmo que dizer que você pode sentir o que quiser a respeito de qualquer coisa. Quer dizer : você passa, realmente, a ser dono dos seus sentimentos.

É comum concentrarmos nossa atenção sobre as coisas que nos aborrecem. Com isso, sentimos com mais intensidade os acontecimentos ruins do que os bons. Geralmente pensamos mais vezes naquilo que nos faz sofrer do que nas coisas que nos trazem alegria. Pensamos que os motivos de felicidade são coisas que devem acontecer normalmente e por isso, prestamos pouca atenção neles. A educação moderna nos trata como se nós tivéssemos nascidos para ser eternamente felizes, como se a felicidade fosse uma rotina, um direito adquirido e de repente, quando algo de ruim acontece, percebemos que a coisa não é bem assim e a decepção nos desequilibra. Com isso, a nossa estrutura neurológica fica despreparada para enfrentar obstáculos. Desde os nossos primeiros passos na vida, quando algo interrompe a nossa marcha em busca de um resultado, sempre surge alguém para ajudar-nos. Afinal, quem agüenta, impassivelmente, a reação de uma criança pequena frente a um obstáculo? Pense nisso na próxima vez que seu filho pequeno começar a gritar e a espernear por causa de uma porta que ele não consegue abrir, um brinquedo que ele não consegue pegar, um degrau que não consegue descer sozinho etc....

O maior inimigo do sucesso pode ser o próprio sucesso. Quando aprendemos a fazer alguma muito bem e obtemos bom resultado a tendência é a cristalização do processo. É que a mente se acostuma a estruturar a representação mental de uma informação sempre da mesma forma quando o resultado é bom. E se os modelos se repetem, as respostas também tendem a ser sempre as mesmas. Quando alguma coisa diferente aparece na informação, a mente tem dificuldade para encaixá-la no modelo e é então que ocorre o bloqueio.

Aprender a trabalhar com as submodalidades sensoriais pode ser uma boa forma de eliminar bloqueios, eliciar estados internos cheios de recursos ou mudar nossos próprios sentimentos a respeito de alguma coisa. Em outras palavras é como se estivéssemos escolhendo e instalando nós mesmos os nossos próprios “programas”.

Aliás, isso é o essencial que toda pessoa devia aprender: como construir seus pensamentos e sentimentos. Não há maior nem melhor liberdade do que essa. Quem não aprender como organizar esse processo estará sempre sujeito a operar através dos programas alheios. E essa é a grande servidão observada em nossos dias, servidão essa que pode ser pior do que aquela que existia em épocas passadas: a submissão do espírito.

Para treinar esse aprendizado experimente o seguinte exercício:




  1. Pegue uma folha de papel em branco e desenhe uma tabela como a que segue:




Submodalidades

Características do bom desempenho

Características do

mau desempenho






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