Da educaçÃo inclusiva: das diferenças como possibilidades


Key words: diversity; inclusive education; egalitarian society; work



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Key words: diversity; inclusive education; egalitarian society; work.

Aspectos Introdutórios
A legislação que acena com um sistema educacional inclusivo põe em relevo um conjunto de problemáticas relacionadas à existência dos portadores (?2) de deficiência3, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades ou superdotação, especificamente, demandando da coletividade o enfrentamento das questões que envolvem a sua integração, adaptabilidade e desenvolvimento em uma estruturalidade (a saber, a sociedade), à medida que sublinha a necessidade que implica a construção de uma proposta pedagógica capaz de complementar, suplementar e substituir os serviços geralmente disponibilizados no referido arcabouço, convergindo para possibilitar o acesso aos recursos especiais que o processo formativo-educacional reivindica no sentido de viabilizar, no tocante a condição que se lhe imputa o contexto sociocultural, o compartilhamento dos educandos em questão com o horizonte que encerra a descoberta, a utilização e a ampliação das suas potencialidades, tanto quanto, em suma, a emergência das suas aptidões.

Autismo. Deficiência mental. Deficiência auditiva. Deficiência visual. Problemas motores. Perturbações emocionais graves. Distúrbios de comportamento. Dificuldades de aprendizagem. Problemas de comunicação. Multideficiência. Outros (Aids, epilepsia, diabetes, etc.). À diversidade em questão se impõe um arcabouço de necessidades diferenciadas de um processo de inclusão que não se esgota na simples disponibilização de matrículas nas instituições escolares, que tende a realçar de modo negativo as diferenças se não for empreendida uma reordenação estrutural que contemple aspectos organizativos, curriculares e profissionais e possibilite a participação do educando em questão, tendo em vista que um processo formativo-educacional que acena com as suas especificidades converge não somente para assegurar o seu direito de acesso ao ambiente escolar mas para o êxito do trabalho, não permitindo que o educando especial se mantenha “excluído” dentro do estabelecimento de ensino.

Às limitações, envolvendo os aspectos psicológicos, fisiológicos, anatômicos e sociais, no tocante às necessidades especiais, se impõe uma graduação que acena com a questão da adaptabilidade, à medida que convergem para engendrar um determinado grau de dificuldade que caracteriza a relação intersubjetiva e a co-participação da sociabilidade, configurando uma decomposição que guarda referência com três grupos, a saber, aquele que abrange a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade (deficiência), outro que corresponde à perda ou anormalidade em questão sob a acepção de um problema que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que sofra alteração, a despeito de novos tratamentos (deficiência permanente), além da perda ou anormalidade que tende a uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, demandando a necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar pessoal e ao desempenho de uma função ou atividade (incapacidade) (BISPO, 2008, s/n).

Aos aspectos limitantes da deficiência, que alcançam relevância através do diagnóstico conclusivo da área médica, se impõe as possibilidades de desenvolvimento, as formas de superação das dificuldades, cabendo à família um papel fundamental no processo de intermediação e integração dos seus portadores diante da comunidade, demandando tal situação uma inter-relação envolvendo desde os grupos de apoio até os centros de educação e terapia, à medida que o comportamento dos portadores de necessidades especiais suscita diferentes formas de preconceitos, inquietações e reações, tendo em vista o estigma que emerge da concepção da sociedade que atribui à condição em questão o caráter de um peso ou um problema, transformando-os em seres incapazes no tocante à adaptação que acena com a convivência social, tanto quanto – e principalmente - no que concerne ao exercício de uma atividade profissional, relegando-os, enfim, às fronteiras sociopolíticas das práticas assistencialistas que geralmente caracterizam as relações entre o poder e as minorias.





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