Curso engenharia de produçÃo química



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A SOCIOLOGIA DO TRABALHO
O ser humano busca no trabalho não só o necessário para sua sobrevivência, mas a realização de seus sonhos, através do recebimento de um salário que não somente lhe permita comer, vestir-se, mas que lhe permita também ter prazer e conforto em sua classe social.
Um homem só é completo quando sente que o seu trabalho não é somente útil para ele, mas também para a sua família e para a sociedade. (quando isso não acontece, o homem entra num processo de desinteresse e desestimulação ficando angustiado e deprimido; este processo, muda completamente o comportamento do homem, marginaliza-o).
Existe a suposição de que o uso da automação tem permitido que o homem deixe de realizar tarefas mais rudes, penosas que exigem grandes esforços físicos. O uso da alta tecnologia traz a necessidade de nova gestão dos fluxos produtivos que permitem o uso de robôs e a substituição no sistema de postos e de funções dentro de uma indústria metalúrgica.
Stuart Mill acreditava que as invenções mecânicas aliviavam o trabalho diário dos seres humanos, ao contrário de Marx que afirmava não ser essa a intenção do capital quando emprega uma máquina; Marx diz:
Como qualquer outro desenvolvimento da força produtiva capitalista, tem por fim baratear as mercadorias, encurtar a parte do dia de trabalho na qual o operário trabalha para si mesmo e, com isso, prolongar a outra parte da jornada de trabalho que ele dá gratuitamente para o capitalista.
E complementa:
Depois de ter mutilado e estropiado o trabalhador com a divisão do trabalho, depois de tê-la limitado a uma única maçante operação, o capitalista vai agora nos oferecer um espetáculo mais triste ainda. Ele arrancou das mãos do trabalhador as ferramentas que lhe restavam, liquidando, assim as únicas recordações de seu antigo ofício, de seu antigo estado de homem completo e o amarra à máquina, exatamente como o capitalista precisa dele. (CAFIERO, 1990, p. 48).1
Nas indústrias, a introdução da alta tecnologia utilizada na fabricação de produtos com o intuito de redução de custos, eliminação de erros, melhoria na qualidade dos produtos, e maior rapidez e eficiência na produção reduzem em alta escala a utilização da mão-de-obra; ou seja do fator humano.
_____________

1. Carlo Cafiero, O Capital, uma leitura popular, 6. ed. São Paulo: Polis, 1990, p. 48.




Marx e as Relações entre Capital e Trabalho

O fundador do Socialismo Científico é Karl Marx, nascido no século XIX – 1818, em Treves; morto em 1883 em Londres. Sua obra principal, O Capital, reúne as doutrinas fundamentais do socialismo. Contrário ao ponto de vista weberiano sobre a origem do capitalismo afirma que o capitalismo é que dá origem ao protestantismo. O seu trabalho representa um imenso desenvolvimento intelectual.


Ele possuía total domínio sobre tudo o que a Ciência Econômica tinha realizado antes dele. Marx enriqueceu enormemente o campo da Economia e tornou-se uma das principais figuras surgidas no século XIX, levantando uma estrutura ideológica que se contrapôs ao capitalismo. Com Marx, o século XX é marcado pela Guerra Fria, onde o mundo se dividiu em dois blocos: Ocidental (capitalista) e Oriental (socialista).
A partir de suas pesquisas pessoais todos os problemas de Economia foram reestruturados e, justamente os mais difíceis, receberam dele novas soluções. Todo seu espírito, toda sua energia se encontravam de tal forma absorvidos pelo conteúdo que não deu importância à forma.
Marx não chegou a perceber que os assuntos econômicos da sua época fossem tão difíceis de serem equacionados, período de Revolução Industrial, início da crise russa (que culminaria na Revolução Bolchevista de 1917) e outros fatores sociais da época que lhe eram familiares e lhe pareciam evidentes, envolviam na realidade maiores dificuldades para os outros estudiosos de Economia e para os governantes. Tanto isso é verdade que Marx não se preocupou em escrever para os leigos, principalmente para os que não possuíam conhecimento acadêmico de Economia e dos fenômenos sociais que envolvem a Economia.
Qualquer pessoa que inicie a leitura da obra de Marx precisa ler da primeira à última linha porque os três volumes de seu trabalho são de um só molde, as diferentes partes de sua doutrina econômica dependem estruturalmente uma das outras, e nenhuma seria bem compreendida sem o conhecimento das demais.
No volume III, capítulos 1 e 2, Marx mostra que a Economia Política trata do modo pelo qual os homens procuram os bens dos quais têm necessidade para viver. Ao demonstrar a questão da mercadoria, preço e lucro, os homens procuram os bens exclusivamente pela compra e venda de mercadorias. As pessoas tomam posse delas comprando-as com dinheiro, que constitui sua renda.
Na análise desse aspecto social o indivíduo satisfaz suas necessidades de adquirir os produtos e Marx mostra formas bastante diversas de renda que podem ser classificadas em três grupos:


  • o capital: rende a cada ano ao capitalista um lucro;

  • a terra: rende ao proprietário rural uma renda fundiária; e

  • a força de trabalho em condições normais e enquanto permanece útil, rende ao operário um salário.

Para o capitalista, o capital, para o proprietário rural, a sua terra e para o operário sua força de trabalho, ou melhor: lucro, renda fundiária e salário.


Essas rendas todas lhes aparecem como frutos, para consumir anualmente, de um árvore que não morre jamais, ou mais exatamente de três árvores; essas rendas constituem rendas anuais de três classes sociais:


  • dos capitalistas

  • dos proprietários rurais (fundiários)

  • dos operários.

No capítulo 11 do volume 1, Marx mostra a estrutura das organizações produtivas, onde a produção capitalista começa quando o capital individual chega simultaneamente a um grande número de operários, quando o processo de trabalho estende seu centro de ação e fornece produtos em grande quantidade. A oportunidade de um número maior de operários, trabalhando ao mesmo tempo e no mesmo lugar, ou seja, na mesma área de trabalho, sob as ordens do mesmo capitalista, visando à produção da mesma espécie de produtos, constitui o ponto de partida histórico e formal da produção capitalista.


Ao desenvolver os métodos para o aumento da mais-valia, Marx mostra criticamente que a mais-valia é produzida nas organizações pelo emprego da força de trabalho. O capital compra a força de trabalho e paga em troca o salário. Trabalhando, o operário produz um novo valor, que não lhe pertence e sim ao capitalista. É preciso que ele trabalhe um certo tempo para restituir unicamente o valor do salário. Mas isso feito, ele não pára, trabalha ainda mais. O novo valor que ele vai produzir agora e que passa então ao montante do salário se chama mais-valia.
Na época, verificou ainda os efeitos desses progressos na situação da classe operária, hoje vivendo o fantasma do desemprego. Aborda dentre outras teses, o trabalho da mulher e das crianças, suas formas de exploração, do prolongamento da jornada de trabalho. Hoje o mundo capitalista procura reduzir a jornada de trabalho para que não haja aumento do desemprego, monotonia de trabalho, aumento dos acidentes de trabalho e a luta entre os operários e a máquina está ocupando seu espaço.
Karl Marx considera que o valor de um produto final é determinado pela quantidade de tempo socialmente necessário para sua produção, isto é, todo tempo acumulado em todas as fases da produção desde o início das operações.
A sociedade possui a infra-estrutura constituída pelas forças econômicas, e a superestrutura, que são as idéias, os costumes, as instituições. Daí afirmar Marx que as formas de produção determinam as formas de consciência.
Em a Miséria da filosofia, escreveu:
“As relações sociais são inteiramente ligadas às forças produtoras. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam seu modo de produção, e, ao modificarem seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com o suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo industrial”(Apud Piettre, 1969, p. 43).
Marx orienta seu pensamento pelo materialismo histórico. As sociedades possuem a estrutura e o desenvolvimento numa base econômica.

Max Weber e a Burocracia

Os positivistas, teóricos de identidade fundamental entre as Ciências Exatas e as Ciências Humanas, tiveram as suas origens na tradição empirista da Inglaterra que remonta a Francis Bacon, encontrando forte expressão em David Hume e outros. Nessa linha metodológica de abordagem dos fatos sociais se colocaram Auguste Comte e Émile Durkheim.


Max Weber nasceu na época em que as primeiras disputas sobre a metodologia das Ciências Sociais começavam a se desenvolver dentro da Europa, principalmente em seu país, a Alemanha. Filho de uma família de classe média alta, Weber encontrou em sua casa uma atmosfera intelectualmente estimulante. Seu pai era um conhecido advogado e desde cedo orientou-o para os estudos das Ciências Humanas. Recebeu excelente educação secundária em línguas, História e Literatura Clássica. Em 1894, Weber tornou-se professor de Economia na Universidade de Freiburg da qual se transferiu para a Universidade de Heidelberg em 1896. Dois anos depois passou a enfrentar períodos difíceis em função de sofrer sérias perturbações nervosas, levando-o a deixar os trabalhos docentes.
As respostas encontradas por Weber para intricados e difíceis problemas metodológicos, que ocuparam a atenção dos cientistas sociais do início do século XX, possibilitaram trazer novas luzes sobre vários problemas históricos e sociais e dar contribuições extremamente importantes para as Ciências Sociais.
Elas são particularmente relevantes no que diz respeito aos estudos de religião, já esboçado por Émile Durkheim, no seu trabalho As Formas Elementares da Vida Religiosa, 1915. Max Weber busca interpretar as relações entre as idéias e atitudes religiosas por um lado, e as atividades e organização econômica correspondentes, por outro.
Weber desenvolveu o método tipológico, considerando que a realidade social, sendo una, reflete-se em todas suas funções e manifestações. Com base em qualquer tipo social, podemos analisar a sociedade como um todo.
Tomando dois tipos – um econômico (capitalismo) e outro religioso (protestantismo) -, expôs-lhes as mútuas implicações na obra A ética protestante e o espírito do capitalismo. Ressalvou a necessidade de apontar o significado do racionalismo ascético em relação a outros componentes da cultura contemporânea.
Nas relações entre a ascese protestante e o espírito do capitalismo, apresentadas por Weber, destacamos os seguintes pontos: (a) riqueza, (b) lucro, (c) trabalho, (d) ascetismo e racionalização.


  1. Riqueza. A riqueza como empreendimento de um dever vocacional é não só moralmente permitida mas diretamente recomendável. Querer ser pobre equivale a querer ser doente, pois é reprovável da perspectiva da glorificação do trabalho e derrogatório à glória de Deus.

  2. Lucro. Quando surge a oportunidade de lucro é uma disposição de Deus. Essa chamado divino deve ser aproveitado como propósito de cumprir a própria vocação.



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